“Loucos por ti… Cristo, Família e Brasil!”

ImageGosto muito de esportes…

Tanto de apreciar pela televisão como um bom e vibrante torcedor, quanto de literalmente participar em suas muitas e desafiantes diversidades…

O futebol acaba por receber uma atenção especial, como para a maioria de nós brasileiros…  

Sou corintiano, embora outros torcedores do mesmo time me criticam pela maneira que manifesto esta torcida, eu diria um tanto “apática” (rsrs), pois adoto a potura de humildemente reconhecer a qualidade e mérito de qualquer outro time, se merecido, seja ele qual for.

Não sou um ardente Corintiano, do tipo que costumeiramente vemos nos torcedores da “fiel”, que debatem e discutem com rigor e ousadia, mesmo quando errados, e  óbviamnete está bem distante de mim “os tipos extremados” (e infelizmente não raros) de em alguns casos de “loucura extrema”, perderem empregos, amizades, destroírem famílias, e outras muitas atrocidades espantosas. 

Fiquei maravilhado ao ler onte-ontem, na coluna de Maurício Nunes no Metrô News, (infelizmente não disponível na internet), que mesmo como um declarado sãopaulino, mostrou uma imparcialidade incrível ao enaltecer a “devoção” da Nação Corintiana, e metafóricamente nos levou a pensar na possibilidade de carregarmos a mesma “dedicação” na luta por um País melhor!

Na conclusão do excelente artigo, o colunista filosóficamente desabafa:

“Finalizo com um gol de calcanhar do saudoso Sócrates, que era doutor dentro e fora do campo, e que filosofava como seu xará grego: ‘O Corinthians não é só um time e uma torcida. É um estado de espírito.’ Porém, caro doutor, onde quer que estejas há de concordar com este humilde jornalista de que seria muito bom se estes ‘Loucos por Ti Corinthians’ se tornassem ‘Loucos por Ti Brasil’ e usassem toda esta garra e devoção para fazerem do nosso país um verdadeiro campeão. Com a força que a torcida expulsa jogadores e dirigentes que não lhe agradam, também retirem políticos corruptos e governantes incompetentes (…) Que este espírito guerreiro faça do Brasil uma nação de ‘Loucos por justiça’.”

 
 Seu texto, evidentemente, levou-me a sérias reflexões… Fiquei me perguntando que independente de corintianos, sãopaulinos, santistas, palmeirenses, flamenguistas, vascaínos, gremistas, remistas, … quer gostemos ou não de futebol, ou de outros esportes competitivos, se não deveríamos ter um maior senso de dever e adotar uma intensa luta por fazer, sacrificar, nos doar e dedicar-nos naquilo que realmente acreditamos fortalecer as famílias e indivíduos, a sociedade e a nação, “elevando as muitas mãos que pendem e fortalecendo os joelhos enfraquecidos”, ao nos aproximarmos mais de Cristo, ajudando outros a fazerem o mesmo… 

Não vejo problemas em nos entretermos em atividades que nos alegram e nos divertem, na verdade devemos buscar momentos saudáveis como estes para nos “desestressar” e renovar… Mas porque não termos a mesma devoção por assuntos que tem grande impacto em nossa qualidade de vida e em nossa busca por felicidade???

Ontem, na unidade SUD que frequento, os lideres organizaram um multirão de visitas, que objetivava divulgar intensamente atividades sociais e uma portentosa reunião, visitas estas focadas especialmente naqueles com atividade reduzida na Igreja… Ao chegar no horário programado e exaustivamente divulgado, me deparei apenas com o entristecido Bispo, um casal e  mais tarde, outro irmão também se juntou a nós… Nós cinco ali ficamos, aguardando ansiosamente, ligando pra quem conseguíssemos, na esperança de quem sabe então, talvez, numa luz no fim do túnel, mais algum membro teria algum despertar repentino e apoiaria a iniciativa… O que infelizmente não aconteceu… Onde esperávamos em média 100 obreiros, encontramos um número absurdamente menor… 

É claro que já tivemos inúmeras outras iniciativas de sucesso, mas esta experiência causou-me novamente a reflexão:

Por que há tão poucos valentes na causa? O que leva uma pessoa a ser mais comprometida? 

Eis uma excelente questão a discutirmos… Parafraseando as escrituras, parece-me que o “coração de muitos estão esfriando”… Estaríamos insensíveis ao ponto de “tornar comum o que Deus consagrou”? 

A bandeira no estandarte da liberdade ainda está erguida, mesmo que muitos recusem intencionalmente vê-la. A bandeira estende triunfante o dilema: “Em lembrança de nosso Deus, nossa religião e nossa liberdade e nossa paz, nossas esposas e nossos filhos” (Alma 46:12)

Segundo o texto e gravura acima, nosso coração poderia ter três faixas honrosas de motivação, como se fosse um único coração, ou seja, nosso atenção, dedicação e responsabilidade deveriam focar nossa Religião, Família Pátria.

Essas são causas nobres, que podemos e devemos lutar e nos doar seguramente, mesmo que as vezes nos sintamos sozinhos e que ninguém queira agarrar a mesma bandeira, pois “apesar da dureza deles, trabalhemos diligentemente; porque, se deixarmos de trabalhar, estaremos sob condenação; porque enquanto habitarmos este tabernáculo de barro, temos uma obra a executar, para vencermos o inimigo de toda a retidão e para que nossa alma descanse no reino de Deus.” (Moroni 9:6)

Deve ser por isto que já dizia o Profeta da restauração:

“O progresso da causa de Deus e a edificação de Sião são do interesse de todos. (…) Todo homem, mulher e criança reconheça a importância da obra e aja como se o sucesso dependesse exclusivamente de si mesmo.” (Profeta Joseph Smith – Manual ‘Ensinamentos dos Presidentes da Igreja’ pag. 151)

  Onde concisamente o Profeta atual enfatiza no mesmo tom:

“Nosso comprometimento deve ser total!”
(Pres. Thomas S. Monson – A Liahona JUN/2010)

Portanto, O que será que motiva os membros suds a cumprir seus deveres com alegria?

Pra mim, o Pres. Hinckley nos presenteou com maestria uma das possíveis respostas:

“Quando pulsa no coração de um santo dos últimos dias um testemunho imenso e vital da veracidade  deste trabalho, ele cumpre suas responsabilidades na Igreja.” (Citado por Élder Ulisses Soares – A Liahona Janeiro/2006)

Quem dera possamos juntos em uníssono cantar:“Loucos por ti… Cristo, Família e Brasil!”

Que possamos ser da “FIEL”, fiéis em propagar e lutar por esta nobre causa, mesmo que as vezes sejamos taxados por alguns como um “Bando de loucos”! rsrs

4 comentários sobre ““Loucos por ti… Cristo, Família e Brasil!”

  1. Você acha, David, que os esportes de competição poderiam ser formas modernas de idolatria? Ou será que a idolatria não depende do objeto em si, mas da atitude do indivíduo – o que poderia fazer de Cristo e do país igualmente objetos de veneração?

  2. No meu ponto de vista amigo, percebo ser uma questão de postura individual, onde alguns muitos realmente idolatram e outros desfrutam apenas da adrelina de quem torce, mas ainda tem controle sobre as prioridades, e neste caso, em colocar Deus em primeiro lugar, questões como momento de distração e momento de assumir e cumprir responsabilidades.

    Na minha abordagem acima, procurei esboçar a idéia de que muitos tem capacidades incríveis ao se importar, lutar e não desistir quando se trata do “clube de seu coração”, mas o mesmo comprometimento as vezes não se reflete no tocante as questões de valores morais de espiritualidade, família e cidadania… Neste caso imagino ser uma das maiores manifestações de idolatria de todos os tempos!

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