“Seja o tipo de AMIGO que deseja ter!” (Ralph W. Emerson)

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“Para conseguir a amizade de uma pessoa digna é preciso desenvolvermos em nós mesmos as qualidades que naquela admiramos.” (Sócrates)

No Brasil, Uruguai e Argentina, a data mais difundida para celebrar o Dia do Amigo é hoje, dia 20 de julho… É claro que a maioria de nós entendemos que o dia do amigo, assim como o dia das mães, pais, mulheres, etc são TODOS os dias, mas as empresas, governo, etc. usam dias como estes visando aquecer a economia no intenso incentivo às compras… Roubando a essência da comemoração que este dia deveria trazer… Não pretendo discutir este ponto “comercial” aqui… rsrs Nem os eventos que originaram a idealização do supracitado “dia”…

 

 

 

Na verdade, meu pensamento segue na música de Milton Nascimento, que entre outras coisas, cita:

Pois seja o que vier
Venha o que vier (venha o que vier)
Qualquer dia, amigo, eu volto a te encontrar
Qualquer dia, amigo, a gente vai se encontrar

“Qualquer dia?” “Assim que possivel?” “Se der eu apareço?” “Amanhã, quem sabe…” “Talvez eu vá…”

Porque não hoje? Agora? Por que adiar?

Thomas S. Monson alertou-nos quanto ao triste quadro de protelarmos a valorização de amigos, ao citar um poeta:

Virando a esquina tenho um amigo,
Nesta grande cidade sem fim;
Os dias se passam, as semanas voam,
E antes que eu me aperceba, lá se foi um ano.
E eu nunca vejo o meu velho amigo,
pois a vida é uma corrida, veloz e terrível.
Meu amigo sabe que gosto dele,
Tanto como nos dias em que eu tocava
a campainha de sua casa
E ele tocava a da minha. Éramos jovens, então,
E agora somos homens ocupados e cansados,
— Cansados de fazer o jogo louco,
Cansados de tentar fazer um nome;
— Amanhã, digo eu, visitarei o Pedro,
Só para mostrar que ainda penso nele.
Mas o amanhã chega e o amanhã se vai,
E a distância entre nós aumenta cada vez mais.
É só virar a esquina! Mas parecem quilômetros de distância —
Telegrama, senhor! — “Pedro morreu hoje!”
Eis o que obtemos — e merecemos afinal —
Virando a esquina, um amigo morto.

 

É verdade que para alguns de nós a distância nos limita o almejado encontro, o que justifica a falta de contato PESSOAL, então parte da saudade e dor no coração é aliviada por meio de ferramentas tecnológicas, assim o difundido mundo VIRTUAL encaixa-se perfeitamente como uma solução viável pra suplantar este sentimento sufocador. Entre as muitas ferramentas que poderiam ser citadas, o e-mail, a conversação instantânea e os sites de relacionamento, são os meios mais ultilizados.

Quantos de nós não sofremos  enquanto estamos distantes geográficamente de nossos entes-queridos, e enfim “falamos” novamente com aqueles com quem outrora convivemos? A tecnologia nos chega como uma bálsamo que cura, atravessando limites geográficos em questão de segundos…

Óbviamente gostaríamos de tê-los ao nosso lado fisicamente, onde poderíamos tocá-los e abraçá-los, dentro de uma REALIDADE ímpar, no entanto, ver e ouvir novamente os que tanto amamos, mesmo que com auxílio da internet e outras ferramentas tecnológicas, já é um tanto satisfatório  e consolador…

Mas o que dizer do CONTATO PESSOAL com aqueles que não tem barreiras geográficas para justificar?

Maravilhei-me ao ler no Jornal Metrô News o sábio comentário da psicoterapeuta Rosângela:

Amizade verdadeira precisa de encontro, faz bem partilhar, a presença do outro aconchega.
A internet é boa para reencontrar amigos, mas é importante não ficar apenas nisso, é ferramenta de resgate, não de sustentação.

Vemos então a tecnologia entrar na vida de algumas pessoas indisciplinadas (e até mesmo viciadas) como uma ferramenta de “distanciamento”, e não de aproximação, como “alguns defendem“.

Abaixo, segue três imagens muito comuns, que falam por si só, e que tenho certeza que é um quadro tão atual, que muitos de nós que lemos este artigo já viveu ou presenciou cenas semelhantes:

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David A. Bednar nos preveniu deste grande problema:

“[Tenham cuidado com] a possível influência asfixiante, sufocante, anulante e restritiva que alguns tipos de interações e experiências realizadas no mundo virtual podem ter sobre nossa alma. Essa preocupação não é algo novo, mas aplica-se igualmente a outros meios de comunicação como a televisão, o cinema e a música. No mundo virtual, porém, esses desafios são mais difundidos e intensos. Rogo que tomem cuidado com a influência entorpecente e espiritualmente destrutiva das tecnologias do ciberespaço que são usadas para produzir alta fidelidade e promover propósitos degradantes e malignos.”

Que usemos moderada e sabiamente estas ferramentas, lembrando de priorizar o contato pessoal e frequente, onde realmente somos fortalecidos e nutridos com relacionamentos seguros que nos impulsionam ao progresso. No entanto, vale ressaltar a máxima da responsabilidade individal de “[Sermos] o tipo de AMIGO que [desejamos] ter!” (Ralph W. Emerson) Pois e muito fácil cobrar dos outros que nos visitem, liguem ou que estão “distantes” e indiferentes… Difícil é entendermos que em “nós” (em mim) está a maor parte do problema, sou “eu” que tenhho que mudar e melhorar, ou seja, verdadeiramente me aproximar!

Sim Milton, “Amigo é coisa para se guardar debaixo de sete chaves, dentro do coração (…), mesmo que o tempo e a distância digam “não” “….  No entanto, quando não houver estas “barreiras”, isso quando honestamente justificicáveis (pois as vezes a “falta de tempo” pode ser solucionada através de uma boa administração de tempo e a “possível” distância pode ser que não seja tão longe assim), visitemos e conversemos PESSOALMENTE com os muitos “Pedros de nossas vidas” supracitado pelo poeta, antes que sejamos surpreendidos…

Como disse Jeffrey R. Holland: “Não [demoremos]. Está ficando tarde”!

5 comentários sobre ““Seja o tipo de AMIGO que deseja ter!” (Ralph W. Emerson)

  1. Excelente texto, David. Como o Leonel disse, uma reflexão muito oportuna. Eu especialmente gostei; por causa da situação complicada que passo, gostaria de mais amigos ao menos falando comigo por telefone. Tá certo que as redes sociais aproximam aqueles mais distantes, mas, ainda assim, ouvir a voz de um amigo é reconfortante. Obrigado pela reflexão!

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