Lembrai, Lembrai o Cinco de Novembro Mórmon

Cinco de Novembro é uma data histórica, ainda que em infâmia, para membros d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

Crianças num lar estável com pais dedicados e amorosos: Dependendo da família, a Igreja Mórmon não as quer.

Crianças num lar estável com pais dedicados e amorosos: Dependendo da família, a Igreja Mórmon não as quer, e ainda propõe-se a destruir esses lares.

Foi nessa data que descobriu-se, em parte através de uma denúncia anônima, que a Igreja Mórmon havia oficializado a discriminação institucional contra famílias LGBT.

Lindsay Hansen Park, Diretora da famosa e influente Fundação Educacional Sunstone, autora no blog Feminist Mormon Housewives, e apresentadora do podcast Year of Polygamy,  publicou uma comovente nota hoje para lembrar o custo emocional e psicológico das políticas oficiais da Igreja SUD contra seus membros LGBT em pessoas reais e em suas famílias.

“5 de novembro é um dia difícil para o meu povo. E se você é mórmon e não sabe por que ou não se importa, então você é parte do problema, e não da solução.

Este fim de semana eu segurei uma estranha soluçando no banheiro de um evento. Ela era uma não-mórmon que se casou com um mórmon. Depois de décadas de casamento, o marido a deixou por um homem. Eu tinha acabado de esbarrar nela e a perguntei se ela estava bem. Ela me pediu para abraçá-la enquanto chorava. Então eu a abraçei. Com lágrimas nos olhos, ela me perguntou: ‘Como eu não pude saber por todos esses anos?’

Eu tentei explicar a ela que as cobranças são tão altas para os mórmons, que nós somos realmente bons em fingir. Não era culpa dela. Ela explicou que apoiava o marido e eu disse a ela, claro, e AINDA ASSIM é doloroso. Sua dor, raiva, e confusão eram reais. Assim como são os sentimentos dele. Anos tentando ‘fazer o que é certo’ e vivendo uma meia-vida.

Como se explica essas coisas para as pessoas que as vivenciaram? Como se responde a perguntas sem respostas? É impossível. E é um desperdício. Que nossa igreja continue a defender e perpetuar políticas que contribuam para essa dor é inconcebível.

Muitas vidas perdidas nos últimos três anos e tantos danos colaterais. Muito amor aos meus irmãos , irmãs, e humanos LGBT.”

Na foto que acompanha seu texto, uma singela citação:

“Filhos de pais do mesmo sexo são tesouros de valor infinito. Em nosso universo, todas as filhas de Deus tem um lugar no côro.” – Troy Williams

Relembre o Cinco de Novembro Mórmon:

Com duas mudanças administrativas, uma anunciada publicamente e outra efetivada em relativo sigilo, a Igreja SUD apresentou a nova política oficial de discriminação contra famílias LGBT. A Igreja anunciou que crianças em lares LGBT não poderiam mais ser abençoadas ou batizadas. Essa proibição valeria para crianças adotivas ou mesmo biológicas, e valeria para casais que coabitem ou mesmo que sejam legalmente casados.

Ademais, a Igreja SUD passou a exigir, para que tais crianças possam eventualmente ser batizadas, que elas tenham cumprido seus 18 anos de idade, e renunciem e repudiem suas famílias, e ainda abandonem seus lares.

Uma criança natural ou adotiva de um dos pais que vive em uma relação do mesmo-gênero, seja o casal casado ou em coabitação, não pode receber um nome e uma bênção.

Uma criança natural ou adotiva de um pai que vive em um relacionamento do mesmo-gênero, seja o casal casado ou em coabitação, pode ser batizada e confirmada, ordenada, ou recomendada para o serviço missionário somente se: Um presidente de missão ou um presidente de estaca solicitar aprovação do Gabinete da Primeira Presidência para batizar e confirmar, ordenar, ou recomendar o serviço missionário para uma criança de um pai que viveu ou está vivendo em uma relação do mesmo-gênero quando ele estiver satisfeito por entrevistas pessoais que ambos os seguintes requisitos são atendidos:

1. A criança aceita e está empenhada em viver os ensinamentos e doutrinas da Igreja, e especificamente repudie a prática de coabitação ou casamento do mesmo-gênero.

2. A criança é maior de idade e não vive com um pai que viveu ou vive atualmente em uma relação de coabitação ou casamento do mesmo-gênero.

A outra mudança de política, anunciada apenas para a liderança masculina da Igreja, foi a inclusão no Manual de Instruções da Igreja (antigo Manual Geral de Instruções), um guia oficial secreto sagrado para a liderança do Sacerdócio, de uma nova definição do termo apostasia. De acordo com a nova definição, contrair ou estar em um casamento homoafetivo legal constitui apostasia e, portanto, ambos(as) parceiros(as) são passíveis de excomunhão.

O novo texto do manual diz (ênfase nossa):

Como usado aqui, apostasia se refere a membros que:

  1. Repetidamente agem em oposição pública clara, aberta, e deliberada à Igreja ou a seus líderes.
  2. Persiste em ensinar como doutrina da Igreja informação que não é doutrina da Igreja após haverem sido corrigidos por seus Bispos ou autoridade superior.
  3. Continuam a seguir os ensinamentos de seitas apóstatas (como as que advogam casamento plural) após haverem sido corrigidos por seus Bispos ou autoridade superior.
  4. Estão em um casamento do mesmo gênero.
  5. Formalmente aderem a outra igreja e advogam os seus ensinamentos.

Os líderes do Sacerdócio devem tomar ações disciplinares contra apóstatas para proteger os membros da Igreja.

A Igreja SUD, cuja ambição pública é o branding e o marketing como “defensora da família”, oficialmente optou por perseguir, discriminar, e destruir, institucionalmente, as famílias que não se encaixam em seus moldes heteronormativos.

Ausente em todas as pregações e ensinamentos dos Apóstolos e Profetas Mórmons é a explicação de como perseguir famílias LGBT, com pais/mães dedicados(as) às suas crianças, tornam famílias “tradicionais” melhores, mais unidas, ou mais felizes.

Imediatamente após o vazamento dessa mudança oficial, líderes da Igreja SUD saíram à caça da fonte do vazamento e em defesa da nova política, tentando inclusive suaviza-la para mitigar seus efeitos negativos de relações públicas. Milhares de membros da Igreja saíram às mídias sociais e às ruas para protestar a nova postura da Igreja, e milhares abandonaram a Igreja pedindo resignação, entre eles até famosos apologistas SUD, apologistas SUD menos famosos, e famílias de jovens afetados pela mudança. Subsequentemente, a taxa de suicídio entre jovens SUD aumentou drasticamente no ano seguinte à mudança, levando a grupos de mães mórmons dedicadas a proteger seus filhos da Igreja e as consequências de suas políticas de discriminação antigay.

História da Cruzada Mórmon Anti-Gay

Um colunista do site de notícias The Huffington Post delineou em excelente artigo um resumo da evolução histórica do envolvimento d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias com a cruzada anti-gay no movimento da chamada “direita religiosa” nos EUA.

O ímpeto para lançar-se nessa cruzada que já dura décadas veio dos sucessos das campanhas furtivas da Igreja Mórmon para derrotar a Emenda Constitucional dos Direitos Iguais, que garantiria proteção para mulheres contra discriminação por gênero.

Havendo participado de maneira decisiva desse sucesso coletivo em conjunto com outras forças conservadoras norte-americanas (e.g., as igrejas Católica, Adventista, Batista, e as coalisões em tôrno do Partido Republicano) e ganhado uma medida de prestígio nesses meios, a Igreja SUD começou a se preparar legal, jurídica, e financeiramente para campanhas similares, desta vez contra outro grupo minoritário.

Ativistas a favor de direitos civis para LGBT começavam lentamente a fazer-se ouvir e a promover leis que os protegessem contra discriminação. O primeiro estado onde tais leis, incluindo a legalização de matrimônio, protegendo homossexuais estava sendo sériamente consideradas era o Havaí.

A Igreja Mórmon preparou-se adequadamente e, logo antes de formalmente iniciar a cruzada para a qual já se preparava há mais de uma década, publicou um novo documento oficial que serviria de embasamento religioso e filosófico, além de estandarte de guerra.

Proclamação da Família

Escreve, sobre esse documento, Fred Karger:

A Igreja Mórmon recentemente “celebrou” o 20° aniversário de seu odioso “A Família: Uma Proclamação Ao Mundo.” A proclamação foi lida pelo então Presidente da Igreja Gordon B. Hinckey na Conferência Geral da Sociedade de Socorro em 23 de setembro de 1995, na Cidade de Lago Salgado, Utah. A ocasião marcou o dia em que a Igreja Mórmon declarou guerra contra o casamento gay. A Igreja ordenou que seus membros enquadrassem suas cópias da Proclamação para pendurá-las em seus lares. A maioria das famílias Mórmons fizeram isso.

Não coincidentemente, também em 1995, a Igreja Mórmon iniciou sua luta [política] contra o casamento gay no Havaí. [Os líderes da Igreja] traçaram planos elaborados para bloqueá-lo no primeiro estado onde estava sendo considerado. Quando a liberdade para [bloquear] casamento [gay pelo estado] finalmente chegou a voto no Havaí após três anos, ela foi aprovada. Após essa vitória em 1998, a Igreja Mórmon deu seguimento à sua campanha furtiva para proibir casamento gay por todos os Estados Unidos.

Campanhas Políticas

A Igreja Mórmon contribuiu diretamente com USD 400 mil no Havaí, e ainda angariou muito mais de seus membros e aliados, contratou um exército de advogados, consultores políticos, e lobistas em 30 estados, e criou grupos fantoches para esconder seu envolvimento nessas campanhas. Ela gastou diretamente milhões de dólares e mobilizou milhares de membros pelos próximos 13 anos até a campanha da Proposição 8 em 2008.

A Igreja Mórmon foi pega de surpresa ao ter sua participação central em todas aquelas campanhas estaduais por quase duas décadas denunciada em público em 2008, num desastre de relações públicas que a forçou a gastar dezenas de milhões de dólares em campanhas publicitárias para desfazer o branding negativo.

Proposição 8

Em 20 de junho de 2008, apenas três dias após o casamento gay haver sido legalizado pela Suprema Corte da Califórnia, o novo Presidente da Igreja Thomas Monson anunciou através de carta lida em todas as unidades no estado que todos os membros deveriam “doar seu tempo e seus meios” para a campanha para passar a Proposição 8 [que ilegalizaria o casamento gay]. Na carta, o Presidente Monson ameaça os membros que “suas almas estariam em perigo” se não doassem dinheiro [para a campanha]”.

A Igreja Mórmon coagiu membros a doarem mais de USD 30 milhões durante os 4 meses de campanha, 77% de todo o dinheiro arrecadado para essa votação, constituindo a principal força responsável pela vitória da Proposição 8, que passou com a pequeníssima margem de 52-48.

A Igreja Mórmon não apenas financiou, mas também controlou, a administração da campanha política ‘Yes on 8’, montando uma verdadeira campanha de guerra em Utah e Idaho para telemarketing de eleitores na Califórnia. Ela transportou milhares de membros da Igreja para fazer campanha política, enviou material impresso para milhões de eleitores, organizou 25 000 voluntários membros da Igreja para bater portas durante 9 fins-de-semana por todo estado, financiou e administrou treinamentos para seus representantes, distribuiu centenas de milhares da placas de publicidade, além de panfletos, mobilizou 100 000 membros como voluntários para trabalhar no dia da eleição, construiu e manteve vários sites na internet para o ‘Yes on 8’, criou 4 eventos televisivos e 9 comerciais, e conduziu 2 transmissões ao vivo para 5 estados em preparação à mobilização de voluntários.

A Igreja Mórmon Mente Sobre A Proposição 8

A Igreja Mórmon registrou gastos de apenas USD 2 078 por toda sua operação de guerra como contribuições para o ‘Yes on 8’. A Comissão de Práticas Políticas Honestas da Califórnia (California Fair Political Practices Commission ou FPPC) investigou a Igreja SUD por 18 meses, condenando-a em 13 casos de fraude eleitoral. A Igreja Mórmon confessou-se culpada e pagou uma multa não publicada.

Documentos Mórmons Secretos

Em fevereiro de 2009 um informante vazou documentos secretos da Igreja Mórmon, delineando toda campanha política contra casamento gay pelos últimos 13 anos, que o repórter publicou no site Mormongate.com.

A Igreja Mórmon recusou-se a confirmar ou a negar a autenticidade desses documentos.

Outros documentos adicionais foram publicados no Mother Jones e no Frontiers Magazine.

Os documentos provam que a declaração de guerra da Igreja Mórmon contra o casamento gay e a comunidade LGBT em 1995 foi deliberada e planejada por mais de uma década, e que a entrou em coluio com a Igreja Católica para a cruzada anti-gay.

Ademais, a Igreja Mórmon foi a extremos para ocultar sua participação nessa cruzada política, inclusive criando o último grupo fantoche Organização Nacional pelo Casamento (National Organization for Marriage ou NOM) em 2007 para conseguir qualificar-se para elaborar e passar a Proposição 8.

Reflexo Entre Membros

A Igreja Mórmon causou enorme fissão entre membros por causa de seu apoio à campanha da Proposição 8 na Califórnia para suspender a legalização do casamento homossexual no estado. (Ver “Mormon Power Grab: It’s Tearing Families Apart”).

O consultor de marketing da Igreja Gary Lawrence confessou ao Washington Post que os danos na imagem pública por causa da Proposição 8 foram muito maiores que teriam antecipado.

Informantes dentro da Igreja indicam que ela perdeu até 1 milhão de membros ativos e fiéis nos últimos 7 anos por causa da cruzada anti-gay. Esses membros, ativos e voluntários dentro da Igreja (em chamados) optaram sair da Igreja em demonstração de apoio a seus familiares e amigos dentro da comunidade LGBT.

O prestigioso centro de pesquisas demográficas Pew Research Center publicou estudo demonstrando que mórmons estão mudando de opinião e cada vez mais aceitando a homossexualidade como uma expressão normal da sexualidade humana, crescendo 50% a aceitação entre membros da Igreja quando comparado com o mesmo estudo de 2007, antes do fiasco da Proposição 8.

Após mais de uma década de preparações e investimentos, e após uma década de vitórias políticas e jurídicas, a Igreja SUD encontrou-se na defensiva após 2008, tanto com o público em geral, quanto com os seus próprios membros. A Igreja abrandou sua postura e até passou a apoiar algumas leis anti-discriminatórias. Não obstante, continuou lutando contra alguns direitos civis básicos, bandeando com outras igrejas e grupos conservadores, inclusive incentivando e apoiando notórios grupos de ódio pregando discriminação contra pessoas e famílias LGBT. Como consequência, a Igreja vem perdendo membros e parece estar até perdendo a “pureza” ideológica deles.

Um Novo Profeta

Russell Nelson assumiu o papel de Profeta e Presidente da Igreja SUD em janeiro deste ano após o falecimento de Thomas Monson, e em quase 10 meses à frente da fé mórmon, nada propôs em têrmos de mudanças para com o tratamento dos membros LGBT.

O que não surpreender a nenhum observador e estudioso do mormonismo.

Em discurso de Conferência Geral em outubro de 1992, Nelson explicara como a epidemia de HIV e AIDS, que já havia ceifado as vidas de mais de 34 milhões de pessoas desde a década de 1980, dentre os quais desproporcionalmente mais gays e transsexuais, fora causada (em parte) pela luta por direitos civis para negros.

Em discurso na BYU-Havaí, meros 2 meses após o anúncio e a descoberta citadas acima, Nelson explicara como e porquê Deus teria revelado à Igreja SUD a importância de discriminar contra crianças em famílias LGBT. Na mesma ocasião, sua esposa Wendy Nelson, explicara para os jovens mórmons que através do poder da prece e da fé, homossexuais podem ser curados de sua homossexualidade.


Leia mais sobre a Proposição 8.

Leia mais sobre associação de Igreja com essas organizações.

Leia mais sobre reações da Igreja com controversias legais.

14 comentários sobre “Lembrai, Lembrai o Cinco de Novembro Mórmon

    • Assim como casar com pessoa de outra raça era “um pecado grave”.

      Aliás, de acordo com o Profeta Brigham Young, era “um pecado grave o suficiente que justifique a” pena de morte. Pregando isso repetidas vezes. Assegurando-nos que essas “leis de Deus são imutáveis”!

      O casamento interracial era “um pecado grave” para vários profetas mórmons como o Apóstolo Mark E Petersen, o Profeta Spencer W Kimball, e até pronunciamentos oficial da Primeira Presidência em 1947 e 1969.

      Esses profetas mórmons também não viam “nada de errado” em categorizar casamento interracial como “um pecado grave”.

      • Qual é o ponto que você está tentando demonstrar?

        Porque o casamento interracial foi causa de excomunhão e hoje não é mais, o homossexualismo também não deveria ser?

  1. Sem querer entrar na questão preconceito , fico imaginando uma criança entrando no quarto de seus pais, numa noite qualquer, e pegando os dois desprevenidos , fazendo sexo anal, sentindo mais dor do que prazer, e fico pensando o impacto que a cena causaria nessa criança. Eu acho que cada um pode ser feliz do jeito que quiser, porém , quando se fala em crianças , acredito ser necessário poupá-las de qualquer choque emocional. Eu penso que, de certa forma, a igreja quer poupar essas crianças.

    • O comentário da Camila levanta muitas questões interessantes.

      1) Ela acha que pais heterossexuais não fazem sexo?

      2) Ela acha que é impossível que uma criança “pegue” os seus pais heterossexuais “desprevinidos” enquanto fazem sexo?

      3) Ela acha que uma criança “pegando” os pais heterossexuais “desprevinidos” enquanto fazem sexo não lhe “causaria impacto nessa criança”?

      4) Ela acha que “impacto” em “criança” é apenas ver sexo entre homossexuais e que a criança vendo sexo entre heterossexuais iria reagir como?

      5) Ela acha que casais homossexuais só fazem “sexo anal”?

      6) Ela acha que não há outros atos sexuais se não “sexo anal” para quem é homossexual?

      7) Ela acha que casais lésbicas só fazem “sexo anal”?

      8) Ela acha que todo ser humano sente “mais dor do que prazer” com “sexo anal”?

      9) Ela acha que para “poupar essas crianças” de pegar seus pais “desprevinidos” fazendo sexo a melhor tática é proibi-las de participar das mesmas atividades da igreja que as outras crianças?

      10) Ela acha que para “poupá-las de qualquer choque emocional” é melhor largá-las nos orfanatos de onde seus pais homossexuais as adotaram?

      Tantas questões em um único curto comentário. Esperamos que a Camila retorne para elucidá-las.

    • Carolina, não se engane quanto a isso, bastantes casais heterossexuais praticam muito o sexo anal, e muitos sentem prazer. Os mórmons adoram.

  2. E pelo que eu vejo, não mudará muito a posição da igreja.

    Vozes Mórmons, vocês leram o discurso da última Conferência Geral do Presidente Oaks? Sobre o plano, pedindo para sermos contra as pressões sociais e jurídicas de apoiar o casamento de pessoas do mesmo sexo?

    Questionei um membro que estava exaltando o discurso, até que ponto devemos ser contra as pressões jurídicas, dando exemplos se deveríamos protestar contra as leis do país que são a favor do casamento homossexual, citando a 12a Regra de Fé sobre a “manutenção da lei”, e ele apenas me informou que este foi um discurso “revelador” e que por ser um “juíz da suprema corte” ele sabia o que estava falando.

    Sou muito sensível a este assunto porque sou professor de ensino médio e tenho alunos(as) que sentem atração, muitos deles estão confusos e se sentem culpados por este desejo, e se eu simplesmente for contra o comportamento dele(s), julgando e condenando simplesmente, só vou piorar a mente deles, e talvez ser processado por discriminação e demitido.

    • Edmilson, Você como educador não tem que se preocupar com julgamento sobre alunos terem esse comportamento dentro da sala de aula, na rua e etc.Se seu Bispo quer fazê lo, que o faça dentro da igreja com membros.
      Não deixe nenhum líder te cobrar essa postura de Juiz em Israel na sua profissão.

      • Valéria, é isto que penso.

        Eu até levantei a hipótese para todas as áreas de trabalho, sobre ser contra o casamento homossexual, e indaguei um membro do quórum se ele iria julgar um gerente da empresa dele por ser gay. Obviamente ele disse que não, e é este o ponto.

        Ele não julga seu gerente por medo (demissão) ou porque sente um respeito ou sensibilidade a sua escolha, ou melhor, “espinho na carne”. Eu não julgo meus alunos por sensibilidade e amor, são jovens e estão, assim como nós, procurando respostas para a razão deste desejo por pessoas do mesmo sexo.

        Reflito que o pecado de um homem que traí a esposa é tão grave quanto ceder as tentações de se relacionar sexualmente com um pessoa do mesmo sexo.

        Contudo as pessoas gostam de julgar as outras só porque seu pecado é diferente do dela.

  3. Para nos Mormons que acreditam na restauracao, no conceito de revelacao, no Livro De Mormon, na Biblia e outras escrituras, a pergunta que deve se fazer e o porque nao temos nenhuma revelacao sobre atracao ao mesmo sexo, casamento homosexual etc. Se acredtitamos que o Livro De Mormon e o mais correto de todos e a pedra angular de nossa religiao como professado dos pulptios por muitos lideres, entao deveriamos encontrar nele a resposta para esse assunto, porem nao ha uma unica mencao sequer sobre esse assunto, Na Biblia ha pouquissimas referencias e muito obscuras e questionaveis sobre o mesmo, Em D&C tambem nao ha e nem em Perola De Grande Valor, nao houve sequer uma revelacao dada por Joseph Smith ou nenhum outro Profeta sobre o assunto, quando digo revelacao estou me referindo a revelacao vinda direta de Deus nao opnioes de homens que ja erraram em muitos assuntos na historia da Igreja. Sem ter uma revelacao moderna sobre o assunto e sem ter nenhuma posicao escrituristica no Livro De Mormon, fica dificil saber a posicao de Deus no assunto o que nos deveria levar a deixar esse assunto de lado e amar a todos como o Senhor instrui milhares de vezes no Livro De Mormon, na Biblia e em outros registros que consideramos sagrados. Interessantemente o Senhor e enfatico em condenar amor as riquezas, corrupcao, abuso do dizimo por lideres religiosos, falta de caridade, desprezo aos pobres e aflitos, orgulho, artimanhas sacerdotais que de acordo com o Livro De Mormon significa lideres regiliosos receberem salarios e beneficios para ensinar o Evangelho, combinacoes secretas, etc. Sera que nao fica claro que essas sao as prioridades para Deus? A Igreja gastou milhoes de dolares em publicidade para lutar contra o casamento Gay na California, incentivou milhares de membros a doarem milhoes de dolares para fazer o mesmo e ainda assim a Suprema Corte Americana aprovou o Casamento Gay, nunca a igreja investiu da mesma forma ou lutou da mesma forma contra abuso de criancas, trafico de pessoas, pobreza, crise de refugiados etc.. Os membros que nao estudam as Escrituras e dependem dos Lideres da Igreja incorporada para guiar los, devem pensar bem o que estao fazendo. Historicamente povos que achavam que estavam seguindo a Deus ao seguirem lideres regiosos acabaram sendo rejeitados por Deus como os Israelitas, Nefitas, Jareditas etc. Mormons modernos vivem a mesma ilusao, de “Seguir o Profeta” Mas poucos param para ponderar e perguntar quando foi a ultima vez que um Presidente da Igreja recebeu alguma revelacao de Deus, a ultima vez que um Presidente declarou ter tido uma visao ou feito uma profecia? Embora todas conferencias eles levantam a mao para apoiar los ironicamente como Profetas, Videntes e Reveladores.

  4. Nos dias atuais os mandamentos dão ao povo a errônea ideia de direito a “julgar” aqueles que não os cumprem.

    Somos abençoados com abundância de informações e conhecimentos, diferentes dos povos antigos. Se há necessidade de revelações modernas, é porque as atualizações são essências para NOSSO crescimento espiritual e não para tomarmos o manto de juízes.

    Nossos lideres são homens sujeitos a falhas e erros como todos mortais. Muitas vezes suas percepções pessoais se sobrepõem a real influência do Espirito.

    Se for possível ver e sentir o amor do Salvador em seus atos e posicionamentos, fica fácil escolher o certo.

    Ensinar as leis divinas é diferente de inserir uma políticas de “caça aos pecadores” .

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