Joseph Smith: O Sermão de King Follet

Discursos de Conferências Gerais de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias acontecem semestralmente. Um dia muito importante que membros de vários países se juntam em capelas, casas ou em frente ao computador para assistirem e ouvirem o presidente da Igreja, o qual o chamam de profeta.

Em 07 de abril de 1844 o presidente e fundador do mormonismo, Joseph Smith Jr. (1805-1844) deu um discurso que se tornaria um dos mais importantes para os estudiosos da religião mórmon. Esse discurso antecede seus três últimos e conturbados meses de vida até seu assassinato em Carthage, Illinois.

Conforme o manual História da Igreja na Plenitude dos Tempos:

O mais famoso de todos os sermões do Profeta foi proferido na conferência geral de abril de 1844, como discurso fúnebre em homenagem a seu amigo King Follet, que havia falecido em um acidente de trabalho. Joseph Smith falou por mais de duas horas, mencionando pelo menos trinta e quatro temas de doutrina, incluindo a importância de conhecermos o verdadeiro Deus, o modo pelo qual nos tornamos semelhantes a Deus, a pluralidade de deuses, o progresso eterno, a importância do Espírito Santo, a natureza da inteligência, o pecado imperdoável e as criancinhas e a Ressurreição. (p. 261)

O discurso foi anotado por Willard Richards, Wilford Woodruff, Thomas Bullock e William Clayton, e publicado pela primeira vez no periódico “Times and Seasons”, em 15 de agosto de 1844. Há uma pequena parte dele na revista Ensign de abril de 1971 e versões editadas em inglês como essa aqui, aqui, e aqui.

Temos várias versões em inglês e algumas disponibilizadas em português. Usaremos a versão publicada na edição brasileira do livro Ensinamentos do Profeta Joseph Smith com suas respectivas notas ao final do texto. As notas e subtítulos ao longo do discurso foram redigidas por Joseph Fielding Smith (1876-1972), o compilador do volume. Apenas algumas alterações foram feitas para uma melhor compreensão. Uma parte em especial não foi publicada e há uma nota do motivo.

Voltemos àquela Conferência de Abril em Nauvoo, Illinois. Com a palavra o presidente Joseph Smith Júnior.


O Sermão de King Follet

Queridos santos: Necessitarei da vossa atenção, enquanto vos falo a respeito dos mortos. O passamento de nosso caro irmão Élder King Follet, esmagado por uma caçamba de pedras dentro de uma mina, é o motivo mais imediato que me leva a tocar nesse assunto. Fui solicitado a usar da palavra por seus amigos e parentes, porém, visto que nesta congregação há muitas pessoas, habitantes desta cidade como de outras partes, que perderam bons amigos, sinto-me inclinado a falar de um modo geral, e vos ofereço minhas idéias, na medida da minha capacidade, e até onde for inspirado pelo Santo Espírito a me demorar nele.

Preciso de vossas orações e fé, para que possa ter a instrução do Deus Onipotente e o dom do Espírito Santo, a fim de expor verdades genuínas e que podem ser facilmente compreendidas por vós, e para que o testemunho possa levar ao vosso coração e mente a certeza da veracidade de minhas palavras. Rogai que o Senhor fortaleça meus pulmões, e que as orações dos santos atinjam os céus, a fim de que entrem nos ouvidos do Senhor dos Exércitos, pois as solicitações dos justos podem muito em seus efeitos. Aqui existe força, e acredito firmemente que vossas orações serão ouvidas.

Antes de entrar propriamente no exame deste assunto, gostaria de preparar o terreno, abordando-o do princípio, para que possais entendê-lo melhor. Considerarei alguns fatos preliminares, a fim de que compreendais o assunto quando eu chegar a ele. Não espero nem pretendo deleitar os vossos ouvidos com palavras ou oratória supérfluas, ou com muita erudição; mas planejo (tenciono) edificar-vos com as singelas verdades dos céus.

O Caráter de Deus

Em primeiro lugar, desejo voltar ao início — ao despontar da criação. É ali o ponto de partida que devemos procurar, para que possamos entender e conhecer plenamente à vontade, os propósitos e os decretos do Grande Eloim, assentado acima dos céus, como estava na criação do mundo. É necessário, de começo, que tenhamos uma compreensão do próprio Deus. Se partirmos do ponto certo, será fácil continuar pelo caminho certo todo o tempo; mas, se começarmos errado, continuaremos assim e será muito difícil retroceder.

Existem apenas uns poucos seres no mundo que entendem devidamente o caráter divino. A grande maioria da humanidade não compreende coisa alguma, seja do que passou ou do que está para vir, no que diz respeito ao seu relacionamento com Deus. Eles não conhecem, nem tampouco entendem a natureza dessa conexão; e conseqüentemente, sabem pouco mais que o animal irracional, ou seja, pouco mais do que comer, beber e dormir. Isso é tudo o que o homem sabe sobre Deus e a sua existência, a não ser o que lhe seja dado pela inspiração do Todo-Poderoso.

Se um homem nada aprende além de comer, beber e dormir, e não compreende nenhum dos desígnios de Deus, o irracional entende as mesmas coisas. Ele come, bebe, dorme, e nada sabe a respeito de Deus; assim, conhece tanto quanto nós, a não ser que sejamos capazes de perceber pela inspiração do Deus Onipotente. Se os homens não compreendem o caráter de Deus, não entendem a si próprios. Quero voltar ao princípio e, assim, elevar vossas mentes a esferas mais altas e a uma compreensão mais aguda que a comumente aspirada pela mente humana.

Que Espécie de Ser é Deus?

Quero pedir a esta congregação, a cada homem, mulher e criança, que responda para si mesmo à pergunta: Que espécie de ser é Deus? Perguntai a vós mesmos; voltai vossos pensamentos para vosso coração, e dizei se algum de vós já viu, ouviu ou comungou com ele? Esta é uma pergunta que pode ocupar-vos por longo tempo. Repito-a: Que espécie de ser é Deus? Algum homem ou mulher o sabe? Alguém dentre vós o terá visto, ouvido, ou comungado com ele? Eis o fato que talvez ocupe vossa atenção daqui por diante. As Escrituras informam-nos que “a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” (João 17:3)

Se qualquer homem não conhece Deus, e indaga que espécie de ser ele é — caso procure diligentemente em seu próprio coração — se a afirmativa de Jesus e dos apóstolos é verdadeira, compreenderá que não tem vida eterna; pois não pode haver vida eterna baseada em nenhum outro princípio.

Meu primeiro objetivo é descobrir o caráter do único Deus sapiente e verdadeiro, e que espécie de ser ele é; e, caso seja eu um afortunado por compreender a Deus, e de poder explicar ou comunicar seus princípios a vossos corações, de modo que o Espírito os sele sobre vós, então que todos se sentem em silêncio daqui em diante, ponham as mãos sobre a boca e nunca mais levantem a mão ou a voz, ou digam qualquer coisa contra o homem de Deus ou os servos de Deus. Mas, se eu fracassar nisto, será meu dever renunciar a qualquer pretensão a mais revelações e inspirações, ou de ser um profeta; aí tornar-me-ei igual ao resto do mundo — um falso mestre, aclamado como amigo, e nenhum homem buscará minha vida. Mas, se todos os mestres religiosos fossem suficientemente honestos para renunciar a suas pretensões de santidade, quando se torna manifesta sua ignorância no tocante ao conhecimento de Deus, estariam em tão má situação quanto eu, pelo menos; e vós poderíeis tirar igualmente a vida de outros falsos mestres como a minha. Se qualquer homem está autorizado a matar-me, porque pensa ou afirma que sou um falso mestre, então, baseados no mesmo princípio, estaríamos justificados em exterminar todos os falsos mestres, e onde acabaria o derrama mento de sangue? E quem não seria atingido?

O Privilégio da Liberdade Religiosa

Mas não vos metais com qualquer homem por causa de suas idéias religiosas; todos os governos deveriam permitir que cada pessoa seguisse sua fé, sem ser molestada. Ninguém tem autoridade para matar por diferença de religião, que todas as leis e governos deveriam tolerar e proteger, certas ou erradas. Todo homem possui o direito natural e, em nosso país, o direito constitucional, de ser um falso profeta, bem como um profeta verdadeiro. Se eu provar, verdadeiramente, que tenho a verdade de Deus e também que noventa e nove de cada cem ministros religiosos professos são falsos mestres sem nenhuma autoridade, embora pretendam possuir as chaves do reino de Deus na terra, e fosse matá-los por serem falsos mestres, iria inundar de sangue o mundo inteiro.

Provarei que o mundo está errado, mostrando quem é Deus. Examinemo-lo, pois quero que todos vós o conheçais e estejais familiarizados com ele; e se eu vos estou levando a certo conhecimento dele, todas as perseguições contra mim deveriam cessar. Então sabereis que sou o servo dele, pois falo como alguém investido de autoridade.

Deus — Um Homem Exaltado

Para mostrar que espécie de ser é Deus, voltarei ao princípio, antes que o mundo existisse. Que tipo de ser era Deus no início? Abri vossos ouvidos e corações, ó vós, confins da terra, pois vou provar-vos isto pela Bíblia, e contar-vos sobre os desígnios divinos em relação à raça humana, e por que ele interfere nos negócios do homem.

O próprio Deus já foi como somos agora— ele é um homem exaltado, entronizado em céus distantes! Esse é o grande segredo. Se o véu se rompesse hoje, e o grande Deus que mantém este inundo em sua órbita, e que sustenta todos os mundos e todas as coisas por seu poder, se fizesse visível — digo se vós pudésseis vislumbrá-lo hoje, vê-lo-íeis em forma de homem — como vós em toda pessoa, imagem e na própria forma de um homem; pois Adão foi criado à própria imagem e semelhança de Deus, e dele recebia instruções e com ele andava, falava e conversava, exatamente como um homem fala e conversa com outro. [1]

A fim de entendermos a questão dos mortos, para consolo dos que choram a perda de amigos, é necessário que entendamos o caráter e a natureza de Deus, e como ele veio a ser assim, pois vou contar-vos como Deus veio a ser Deus. Temos imaginado e suposto que Deus é Deus desde todo o sempre. Eu refutarei esta idéia e retirarei o véu, para que possais enxergar. Estes conceitos são incompreensíveis para alguns, embora muito simples. O primeiro princípio do evangelho é conhecermos com toda certeza o caráter de Deus e saber que podemos falar com ele, assim como os homens falam uns com os outros, e que ele já foi um homem como nós; sim, que o próprio Deus, o Pai de todos nós, habitou sobre uma terra, tal como o próprio Jesus Cristo o fez; e vou prová-lo pela Bíblia.

O Poder do Pai e do Filho

Desejaria estar num local apropriado para dizê-lo, e dispor da trombeta de um arcanjo, de modo que possa contar a história de tal maneira, que a perseguição cessasse para sempre. O que declarou Jesus? (Tome nota, Élder Rigdon!) As Escrituras informam-nos que Jesus disse que, como o Pai tem poder em si mesmo, da mesma forma deu também poder ao Filho— para fazer o que? Ora, o mesmo que fez o Pai. A resposta é óbvia — de certo modo, dar a vida e tornar a tomá-la. Jesus, o que irás fazer? Vou dar a minha vida como meu Pai fez, e tomá-la novamente. Acreditais nisso? Se não crerdes nisto, não credes na Bíblia. [2] As escrituras é que o afirmam, e eu desafio toda a sabedoria e conhecimento e mais todos os poderes combinados do inferno e da terra que refutem. Aqui, então, está a vida eterna conhecer o único Deus sábio e verdadeiro; e tereis que aprender como tornar-vos deuses vós mesmos, e como serdes reis e sacerdotes para Deus, da mesma forma como todos os deuses fizeram antes de vós, [3] isto é, passando de um pequeno degrau para outro, de uma capacidade menor para outra maior; de graça em graça, de exaltação em exaltação, até que consigais ressuscitar os mortos e sejais capazes de habitar em fulgores eternos e de assentar-vos em glória, como aqueles que estão entronizados em poder infinito. E quero que saibais que Deus, nestes últimos dias, enquanto certos indivíduos estão proclamando seu nome, não está brincando comigo ou convosco.

Os Justos Habitarão em Fulgores Eternos

Estes são os primeiros princípios de consolo. Quão animador não é para os enlutados, quando se separam do marido, mulher, pai, mãe, filho ou parente querido, saber que, embora o tabernáculo terreno seja abandonado e decomposto, eles ressuscitarão novamente para habitar nos fulgores eternos, em glória imortal, não para afligir-se, sofrer ou morrer ainda, mas para serem herdeiros de Deus e co-herdeiros com Jesus Cristo. O que significa isto? Herdar o mesmo poder, a mesma glória e a mesma exaltação, até que atinjais a categoria de um Deus e ascendais ao trono de poder eterno, como os que já vos antecederam. O que fez Jesus? Ora, eu faço as coisas que vi meu Pai fazer, quando os mundos rolaram para a existência. Meu Pai construiu seu reino com temor e tremor, e tenho que fazer o mesmo; e quando Eu conseguir o meu reino, apresentá-lo-ei ao meu Pai, a fim de que ele possa obter reino sobre reino, e isto o exaltará em glória. Ele então tomará uma exaltação maior e eu ocuparei o seu lugar, tornando-me assim também exaltado. De modo que Jesus segue as pegadas de seu Pai, e herda o que Deus fez antes, e assim Deus é glorificado e exaltado na salvação e exaltação de todos os seus filhos. É tão evidente, que não admito refutações, e assim aprendeis alguns dos primeiros princípios do evangelho, sobre os quais tanto se fala.

Quando galgais uma escada, sois obrigados a começar de baixo e subir degrau por degrau, até chegar no alto; o mesmo acontece com os princípios do evangelho — deveis começar com o primeiro, e ir continuando até que tenhais aprendido todos os princípios de exaltação. Mas ainda levará bastante tempo depois de terdes passado pelo véu, até que os tenhais aprendido. Nem tudo é para ser compreendido neste mundo; será um trabalho árduo aprendermos sobre nossa salvação e exaltação, mesmo no além-túmulo. Suponho que não me é permitido entrar no exame de qualquer coisa que não esteja contida na Bíblia. Se eu o fizesse, acho que aqui há tantos homens extremamente sapientes, que logo começariam a gritar “traição” e me matariam. Assim, pois, voltarei à velha Bíblia e me tornarei hoje um comentador.

O Significado das Escrituras Hebraicas

Irei comentar a primeira palavra hebraica da Bíblia; farei um estudo da primeira sentença da história da criação na Bíblia — berosheit. Quero analisar o vocábulo: bait = em, por, através e assim por diante; rosh = a cabeça; sheit = terminação gramatical. Quando foi escrito pelo autor inspirado, ele não colocou ali o termo bait. Foi um antigo judeu, sem qualquer autoridade, que o acrescentou, pois não achou conveniente começar falando da cabeça! Originalmente, dizia: “O cabeça dos Deuses fez aparecer os Deuses.” Este é o verdadeiro sentido das palavras. Baurau significa causar, fazer aparecer. Se não acreditais, estais descrendo do homem erudito de Deus. Os doutos não vos poderiam ensinar mais do que eu estou falando: Assim, o cabeça dos Deuses fez aparecer os Deuses no grande conselho.

Vou transportar isto para a língua inglesa e simplificá-lo. Oh, vós, advogados, doutores e sacerdotes que me tendes perseguido, quero que saibais que o Espírito Santo conhece alguma coisa tão bem quanto vós. O cabeça dos Deuses conclamou os Deuses e com eles assentou-se em grande conselho, para fazer surgir ó mundo. Os grão-conselheiros, sentados ao lado do cabeça, contemplaram a formação dos mundos: que foram criados naquele tempo. Quando falo de doutores e advogados, refiro-me aos doutores e advogados das Escrituras. Prossegui até este ponto [4] sem uma explicação, para deixar os advogados confundidos e todos rirem deles. Alguns dos cultos doutores podem ter o desejo de dizer que as Escrituras afirmam isto e aquilo, que devemos crer nas Escrituras, e que elas não devem ser alteradas. Mas eu irei mostrar-vos um erro nelas.

Possuo uma velha edição do Novo Testamento em latim, hebraico, alemão e grego: Estive lendo a versão alemã e descobri que é a mais correta das traduções, e que mais de perto corresponde às revelações que tenho recebido de Deus nos últimos catorze anos. Ali se fala de Jacobus, o filho de Zebedeu, o que quer dizer Jacó. No Novo Testamento, em inglês, foi traduzido como Tiago. Ora, se Jacó tivesse as chaves, poderíeis falar de Tiago por toda a eternidade, sem nunca conseguir tais chaves. No versículo 21 do quarto capítulo de Mateus, a minha velha edição alemã dá a palavra Jacó, em lugar de Tiago. Os doutores (isto é, os doutores da lei, não os médicos) dizem: “Se pregardes qualquer coisa que não esteja de acordo com a Bíblia, gritaremos traição.” Como poderemos escapar da condenação do inferno, a não ser que Deus esteja conosco e nos dê revelações? Os homens agrilhoam-nos com correntes. A versão latina diz Jacobus, que quer dizer Jacó; a em hebreu fala em Jacó, a grega diz Jacó e a alemã traz Jacó; aqui temos o testemunho de quatro contra um. Graças dou a Deus por ter este velho livro; mas ainda lhe agradeço mais pelo dom do Espírito Santo. Consegui o livro mais antigo do mundo; mas possuo o livro mais antigo no coração, mesmo o dom do Espírito Santo. Tenho todos os quatro Testamentos. Vinde aqui, ó vós, homens letrados e lede-os, se puderdes. Eu não teria apresentado este testemunho, se não fosse para defender a questão da palavra rosh — o cabeça, o Pai dos Deuses. Não o teria trazido à baila, somente para mostrar que estou certo.

Um Conselho dos Deuses

No princípio, o cabeça dos Deuses convocou um conselho dos Deuses; e estes se reuniram e engendraram (prepararam) um piano para criar o mundo e povoá-lo. Quando começamos a aprender desta maneira, conheceremos o único Deus verdadeiro e a que espécie de ser temos que adorar. Possuindo um conhecimento de Deus, começamos a saber como aproximarmo-nos dele e como pedir para que recebamos uma resposta.

Quando entendemos o caráter de Deus, e sabemos como nos aproximar dele, ele começa a nos desvendar os céus e a nos falar sobre eles. Quando estamos prontos a ir a ele, ele está pronto para vir a nós.

Agora pergunto a todos os que me ouvem, por que os homens doutos que pregam a salvação, dizem que Deus criou os céus e a terra do nada? O motivo é que eles são ignorantes nas coisas de Deus, e não têm o dom do Espírito Santo; consideram blasfêmia se alguém contradiz suas idéias. Se lhes dizeis que Deus fez o mundo a partir de alguma coisa, eles vos chamarão de parvos. Mas eu sou informado e sei mais do que todo o mundo reunido. Em última instância, o Espírito Santo sabe, e ele está dentro de mim e compreende mais do que o mundo inteiro; eu me associarei a ele.

O Significado da Palavra Criar

Se perguntardes aos cultos doutores por que afirmam que o mundo foi feito do nada, responderão: “Acaso não diz a Bíblia que ele criou o mundo?” Eles inferem do verbo criar que deve necessariamente ter sido feito do nada. Bem, a palavra criar provém do termo “baurau”, que não significa criar do nada; quer dizer organizar; a mesma coisa como se o homem organizasse materiais e construísse um navio. [5] Dali, deduzimos que Deus dispunha da matéria em estado de caos para organizar o mundo a matéria caótica, que constituem os elementos, e na qual habita toda a glória. Os elementos tiveram sua existência simultaneamente com a de Deus. Os princípios puros dos elementos nunca podem ser destruídos; podem ser organizados e reorganizados, mas não destruídos. Não tiveram início e não poderão ter fim. [6]

O Espírito Imortal

Tenho ainda outro assunto no qual me demorarei, que se destina a exaltar o homem; porém, é-me impossível falar muita coisa sobre ele. Por isso, só vou tocá-lo de leve, pois o tempo não me permite dizer tudo. Relaciona-se com a ressurreição dos mortos — isto é, a alma — a mente do homem — o espírito imortal. [7] De onde terá vindo? Todos os homens cultos e doutores de divindade dizem que Deus o criou no princípio; mas não é assim; a meu ver, a própria idéia diminui o homem. Não creio nessa doutrina; eu conheço a verdade. Escutai, ó vós, confins da terra, pois o próprio Deus mo disse; e se não acreditais em mim, isso não invalidará a verdade. Eu farei o homem, que não crê, parecer um tolo antes de haver terminado. Vou falar de coisas mais nobres.

Dizemos que o próprio Deus é um ser auto-existente. Quem vo-lo disse? É bastante correto; mas, como entrou na vossa mente? Quem vos contou que o homem não existe da mesma forma, sob os mesmos princípios? O homem existe sob os mesmos princípios. Deus fez um tabernáculo e nele colocou um espírita, tornando-o, assim, uma alma vivente. (Refere-se à Bíblia) Como está em hebraico? Em hebraico o texto não diz que Deus criou o espírito do homem. Diz: “Deus formou o homem do pó da terra colocou nele o espírito de Adão e, assim, tornou-se um corpo vivente”.

A mente ou inteligência possuída pelo homem é semelhante [8] * (co-eterna) à do próprio Deus. Sei que meu testemunho é verdadeiro; portanto, quando falo a estes enlutados, o que eles perderam? Seus parentes e amigos estão apenas separados de seus corpos por pouco tempo; seus espíritos que existiram com Deus deixaram o tabernáculo de argila por um momento apenas, pode-se dizer; e agora existem num lugar onde conversam uns com os outros, exatamente como fazemos na terra.

Estou-me estendendo sobre a imortalidade do espírito do homem. Seria lógico dizer que a inteligência dos espíritos é imortal e, ainda assim, teve um princípio? A inteligência dos espíritos não teve início, nem terá fim. Isto é absolutamente lógico. Aquilo que tem um princípio, pode ter um fim. Nunca houve um tempo em que não existissem espíritos; pois eles são semelhantes (co-eternos) a nosso Pai Celestial.

Desejo falar mais sobre o espírito humano, pois estou tratando do corpo e do espírito do homem – da questão dos mortos. Tomo este meu anel e o comparo à mente do homem — a parte imortal, porque não tem nenhum princípio. Suponho que o corteis em dois; então terá um princípio e um fim; mas basta juntá-los novamente e continuará um círculo eterno. Assis: acontece com o espírito do homem. Como o Senhor vive se teve um começo, terá que ter um fim. Todos os homens tolos, instruídos e sábios, desde o princípio da criação, que dizem que o espírito do homem teve um princípio, provam que ele terá que ter um fim; e se esta doutrina é correta, então a doutrina do aniquilamento seria verdadeira. Mas, se eu estou certo, posso destemidamente proclamar do alto dos telhados, que Deus jamais teve o poder de criar o espírito do homem. Deus, ele mesmo, não poderia criar a si próprio.

A inteligência é eterna e existe sob um princípio auto-existente. É um espírito [9] de era em era, e nada tem a ver com criação. Todos os intelectos e espíritos que Deus constantemente manda ao mundo são suscetíveis de engrandecimento.
O Poder Para Progredir em Conhecimento

Os primeiros princípios do homem são auto-existentes com Deus. O próprio Deus, vendo-se em meio de espíritos e glória, porque era mais inteligente, achou próprio instituir leis para que os demais pudessem ter o privilégio de progredir com ele. Nosso relacionamento com Deus coloca-nos em posição de avançar em conhecimento. Ele tem poder para instituir leis, a fim de instruir as inteligências menos dotadas, que se possam exaltar como ele próprio, e assim, terem glória sobre glória, e todo o conhecimento, poder, glória e inteligência, que são requisitos a fim de salvá-las no mundo dos espíritos. [10]

Isso é doutrina sã. Tem gosto bom. Posso provar os princípios de vida eterna, e vós também. São-me dados pelas revelações de Jesus Cristo; e eu sei que, quando vos digo estas palavras de vida eterna, como me são dadas, vós as provais e acreditais nelas, eu sei. Dizeis que o mel é doce, e assim digo eu. Posso provar também o espírito de vida eterna. Sei que ele é bom; e quando vos falo dessas coisas que me foram dadas pela inspiração do Santo Espírito, estais obrigados a recebê-las como doces, regozijando-vos mais e mais.

A Relação do Homem Para Com Deus

Quero falar mais da relação do homem para com Deus. Abrirei vossos olhos quanto aos mortos. Todas as coisas, sejam quais forem que Deus, em sua infinita sabedoria, achou conveniente revelar-nos, enquanto vivemos na mortalidade, a respeito de nossos corpos mortais, são-nos reveladas de maneira abstrata e independente da afinidade desse tabernáculo mortal, mas são reveladas ao nosso espírito precisamente como se não tivéssemos corpo algum; e essas revelações, resgate de nossos espíritos, salvarão nossos corpos. Deus no-las revela, em vista da não dissolução eterna do corpo ou tabernáculo. Daí a responsabilidade, a terrível responsabilidade que cai sobre nós quanto aos nossos mortos; porque todos os espíritos que não obedecerem ao Evangelho na carne, têm que fazê-lo no espírito, ou serão condenados. Que pensamento solene! — que pensamento medonho! Não há nada que possa ser feito? — nenhum preparativo — nenhuma salvação para nossos pais e amigos que morreram sem ter tido a oportunidade de obedecer aos decretos do Filho do Homem? Quisera Deus que eu tivesse quarenta dias e noites para dizer-vos tudo. Eu vos faria saber que não sou um “profeta decaído.” [11]

Nossa Maior Responsabilidade

Quais as promessas feitas quanto ao assunto da salvação dos mortos? E que espécie de caráter têm os que podem ser salvos, despeito de seus corpos estarem-se desfazendo e decompondo debaixo da terra? Quando seus mandamentos nos ensinam, é em termos de eternidade, pois somos encarados por Deus como se ali estivéssemos; Deus vive na eternidade e não encara as coisas conto nós.

A maior responsabilidade neste mundo que Deus nos impôs a de buscar nossos mortos: Ó apóstolo diz que “eles sem nós não. (podem ser) aperfeiçoados”; por isso, era necessário que tivéssemos em nossas mãos o poder de selar nossos filhos e nossos mortos, para a plenitude da dispensação dos tempos — uma dispensação para cumprir as promessas feitas por Jesus Cristo, antes da fundação do mundo para o resgate do homem.

Agora falarei deles. Irei ao encontro de Paulo. Digo-te, Paulo, tu não podes ser aperfeiçoado sem nós. É necessário que aqueles que nos precederam e os que nos seguirão sejam salvos juntamente conosco; e isto Deus tornou obrigatório ao homem. Por isso, falou: “Eis que eu vós envio o Profeta Elias, antes que venha o dia grande e terrível dó Senhor, e (ele) converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais; para que eu não venha, e fira a terra com maldição.” (Malaquias 4:5-6)

Uma Salvação Para os Homens

Dirijo-vós algumas palavras sobre ó que fez Deus para ajustar as condições do homem — antes da fundação do mundo. O que nos disse Jesus? Todo pecado, toda blasfêmia e qualquer transgressão, exceto uma, que o homem possa cometer, poderá ser perdoada; e há um resgate para todos os homens, seja neste mundo ou nó mundo vindouro, que não tenham cometido o pecado imperdoável, havendo uma provisão neste mundo ou no mundo dos espíritos: Por isso, Deus fez uma provisão para que todo espírito no mundo eterno possa ser alcançado e salvo, se não tiver cometido o pecado imperdoável para o qual não existe remissão nem neste mundo e nem nó mundo dos espíritos. Deus realizou uma salvação para todos os homens, a não ser aqueles que cometeram certo pecado; e todo aquele que tem um amigo no mundo eterno pode salvá-lo, contanto que este não tenha cometido o pecado imperdoável. E assim vereis até que ponto poda ser um salvador.

O Pecado Imperdoável

O homem não pode cometer o pecado imperdoável após a dissolução do corpo; e existe um meio possível para escapar. O conhecimento salva o homem; e no mundo dos espíritos, ninguém pode ser exaltado, senão pelo conhecimento. Enquanto não atentar para os mandamentos, tem que ficar sem salvação. Se um homem tiver conhecimento, pode ser redimido; não obstante, se tiver sido culpado de graves pecados, será punido por eles. Mas, quando consente em obedecer ao evangelho, seja aqui ou no mundo dos espíritos, ele é salvo.

O homem é seu próprio atormentador e seu próprio condenador. Daí o dito: “Eles serão lançados no ardente lago de fogo e enxofre:” A tortura do desapontamento na mente humana é tão lancinante, como um lago de fogo e enxofre. Digo-vos, assim é o tormento do homem.

Eu conheço as Escrituras e as entendo. Digo que nenhum homem pode cometer o pecado imperdoável após a dissolução do corpo, tampouco nesta vida antes de receber o Espírito Santo; mas eles têm que fazê-lo neste mundo. Portanto, a salvação de Jesus Cristo foi operada para todos os homens, a fim de triunfar sobre o demônio; porque, se esta salvação não o alcança em um lugar, fá-lo-á em outro, pois ele se levantou como um Salvador. Todos terão que sofrer até que obedeçam ao próprio Cristo.

A contenda nos céus deveu-se ao seguinte — Jesus disse que certas almas não seriam salvas; e o demônio afirmou que ele salvaria a todas elas e expôs seus planos diante do grande conselho, o qual votou em favor de Jesus Cristo. Por isso, o demônio rebelou-se contra Deus e foi expulso, junto com todos os que se colocaram ao lado dele. (Pérola de Grande Valor — Moisés 4:1-4; Abraão 3:23-28)

O Perdão dos Pecados

Todos os pecados serão perdoados, exceto aquele contra o Espírito Santo, pois Jesus salvará a, todos, exceto os filhos de perdição. O que deve fazer o homem para cometer o pecado imperdoável? Tem que receber o Espírito Santo, ter os céus abertos a ele e conhecer Deus, e depois pecar contra ele. Depois de haver pecado contra o Espírito Santo, para ele não há mais arrependimento. [12] Terá de dizer que o sol não brilha, enquanto o vê; terá de contestar Jesus Cristo, quando os céus lhe forem abertos, e negar o plano de salvação, com os olhos abertos para a realidade dele; e desse momento em diante, passa a ser um inimigo. E este o caso de muitos apóstatas d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

Quando um homem começa a ser inimigo dessa obra, ele me persegue, procura matar-me e nunca deixa de ter sede do meu sangue. Ele apanha o espírito do demônio — o mesmo espírito possuído por aqueles que crucificaram o Senhor da Vida — o mesmo espírito que peca contra o Espírito Santo. Ninguém pode salvar essas pessoas; ninguém pode induzi-las ao arrependimento; elas estão em guerra declarada, como o demônio, e terríveis serão as conseqüências.

Advirto-vos a todos, sede cuidadosos no que fazeis, ou poderá acontecer que pouco a pouco descubrais que fostes enganados. Não arredeis pé; não transijais; não deis nenhum passo impensado, podeis ser salvos. Se houver em vós um espírito de amargura, não vos precipiteis. Podeis achar que aquele homem é um pecador. Bem, caso ele se arrependa, será perdoado. Sede cautelosos: aguardai. Se encontrardes um espírito que quer derramar sangue — matar, o mesmo não é de Deus, mas do demônio. Pois do que há em abundância no coração humano, disso a boca fala. (Mateus, 12:34).

“Na Casa de Meu Pai”

Os melhores homens produzem as melhores obras. O homem que vos falar palavras de vida é quem vos poderá salvar. Previno-vos contra todos os de mau caráter que pecam contra o Espírito Santo; pois para eles não há redenção neste mundo e tampouco no vindouro.

Eu poderia remontar ao princípio e traçar todos os aspectos do relacionamento entre Deus e o homem, se tivesse tempo. Poderia entrar na consideração dos mistérios; poderia abordar amplamente sobre mundos eternos, pois Jesus disse: “Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar.” (João 14:2) Paulo diz: “Uma é a glória do sol, e outra a glória da lua, e outra a glória das estrelas; porque uma estrela difere em glória doutra estrela. Assim também a ressurreição dos mortos.” (I Coríntios 15:41-32) O que temos para consolar-nos quanto aos mortos? Temos motivo para a maior esperança e consolo para nossos mortos entre todos os povos da terra ; porque nós os vimos andar em retidão entre nós e vimo-los cair adormecidos nos braços de Jesus; e aqueles que morreram na fé, estão agora no reino celestial de Deus. E ali é a glória do sol.

Os Justos Que Pranteiam Terão Motivo Para Regozijar-se

Falando da morte do Élder King Follet, vós que o pranteais, tendes motivo de regozijo, pois vosso marido e pai irá aguardar até a ressurreição dos mortos — até o aperfeiçoamento dos que ficaram; porque na ressurreição, vosso amigo ressuscitará em perfeita felicidade e irá para a glória celestial, enquanto muitos terão que esperar miríades de anos até poderem receber as mesmas bênçãos; e vossas expectativas e esperanças estão muito acima dó que o homem pode conceber; pois, por que Deus no-lo revelou?

Estou autorizado a dizer-vos, pela autoridade do Espírito Santo, que não tendes nenhum motivo para temer; pois ele (Irmão Follet) se foi para o lar dos justos. Não vos lamenteis; não pranteeis. Eu o sei pelo testemunho do Espírito Santo que está em mim, e podeis esperar que vossos amigos venham ao vosso encontro na alva do mundo celestial.

Regozijai-vos, ó Israel! Vossos amigos que foram assassinados nas perseguições por amor à verdade, triunfarão gloriosamente no mundo celestial, enquanto seus matadores estarão contorcendo-se por séculos em tormentos, mesmo até que tenham pago o último vintém. Eu falo isto para o benefício dos estranhos.

Tenho pai, irmãos, filhos e amigos que se foram para o mundo dos espíritos. Eles estão ausentes apenas por um momento. Estão em espírito e logo voltaremos a nos encontrar. Logo chegará o tempo de soar a trombeta. Quando partirmos, iremos saudar nossas mães, pais, amigos, e todos a quem amamos e que morreram em Jesus. Então não haverá mais temor algum de turbas, violências ou maliciosos mandados judiciais e prisões; mas será uma felicidade eterna. [13]

O Batismo

Deixarei este assunto por aqui, e falarei umas poucas coisas a respeito do batismo. O batismo de água, sem o acompanhamento do batismo de fogo e do Espírito Santo não tem valor algum; eles são necessários e inseparavelmente ligados. Um indivíduo tem que ter nascido da água e do Espírito, a fim de entrar no reino de Deus. O texto em alemão testifica-me sobre o que tenho recebido e ensinado nos últimos quatorze anos. Possuo a prova para lançar-lhes em rosto. Meu testemunho esteve certo o tempo todo. Podereis encontrá-lo na declaração de João Batista. (Lê a versão alemã.) João diz: “Eu vos batizo com água, mas quando vier Jesus, que tem o poder (ou chaves), ele administrará o batismo de fogo e o Espírito Santo.” Grande Deus! Que fim levou agora todo o mundo sectário? E se este testemunho é verdade, todos estão condenados tão claramente como o pode o anátema. Eu sei que o texto é correto. Peço que todos os alemães que sabem ser isto verdade, que digam: Sim. (Altos brados de “sim”).

Alexander Campbell, como ides salvar o povo apenas com água? Pois João não disse que seu batismo de nada valia, sem o batismo de Jesus Cristo? “Pelo que, não deixando os rudimentos da doutrina de Cristo, prossigamos até a perfeição; não lançando de novo o fundamento do arrependimento de obras mortas e de fé em Deus, e da doutrina dos batismos, e da imposição das mãos, e da ressurreição dos mortos, e do juízo eterno. E isto faremos, se Deus o permitir.” (Hebreus 6 :1-3)

Existe um Deus, um Pai, um Jesus, uma esperança de nosso chamado, um batismo. *** Muitos dizem que o batismo não é essencial para que nos salvemos; mas esse tipo de ensinamento lançará o alicerce da nossa condenação. Eu tenho a verdade, e desafio o mundo a que me contradiga, se puder.

Agora preguei um pouco de latim, um pouco de hebraico, grego e alemão, e cumpri com tudo. Não sou tão tolo quanto muitos me julgam. Os alemães sabem que li o alemão corretamente.

Um Chamado ao Arrependimento

Ouvi, ó vós, confins da terra — todos vós, sacerdotes, todos vós, pecadores, e todos os homens. Arrependei-vos! Obedecei ao Evangelho. Voltai a Deus, pois vossa religião não vos poderá salvar, e sereis condenados. Não posso dizer por quanto tempo. Tem havido comentários a respeito de serem todos os homens redimidos do inferno; mas digo-vos que aqueles que pecam contra o Espírito Santo, não podem ser perdoados nem neste mundo e nem no vindouro; eles sofrerão a segunda morte. Aqueles que cometem o pecado imperdoável são condenados ao Gnolom — a habitar no inferno, mundos sem fim. Como maquinaram cenas de matança neste mundo, assim ressurgirão naquela ressurreição que é como o lago de fogo e enxofre. Alguns irão para os fulgores eternos de Deus, pois é ali que Deus habita, e outros ressurgirão para o anátema de sua própria corrupção, que é um tormento tão lancinante como o lago de fogo e enxofre.

Minhas observações são dirigidas a todos, ricos, e pobres, cativos e livres, grandes e pequenos. Não sinto animosidade contra homem algum. Eu vos amo a todos, mas odeio alguns de vossos feitos. Sou vosso melhor amigo e se (certas) pessoas não atingem seu alvo é sua própria culpa. Se eu reprovar um homem e por isso for odiado, ele é um tolo; pois eu amo a todos, especialmente estes meus irmãos e irmãs.

Regozijo-me ouvindo o testemunho de meus velhos amigos. Vós não me conheceis; vós nunca conhecestes meu coração. Homem algum conhece minha história. Não posso contá-la — jamais o farei. Não vos censuro por me desacreditardes. Não tivesse eu experimentado o que experimentei, teria desacreditado nela eu mesmo. Nunca fiz mal a ninguém desde que nasci no mundo. Minha voz é sempre pela paz.

Não posso descansar até que todo meu trabalho esteja terminado. Nunca penso mal nem faço coisa alguma em prejuízo do meu semelhante. Quando eu for chamado pela trombeta do arcanjo e pesado na balança, então todos vós ireis conhecer-me. Nada mais direi. Que Deus vos abençoe. Amém. (07 de abril de 1844) Times and Seasons, 15 de agosto de 1844 – Joseph Smith Júnior.


Smith, Joseph. Smith, Joseph Fielding (ed.).  Ensinamentos do Profeta Joseph Smith. São Paulo, Brasil: Impresso para Associação Brasileira da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, pp. 333-53)


Notas elaboradas por Joseph Fielding Smith para Ensinamentos do Profeta Joseph Smith.

1. Entenderemos melhor estas palavras, se tivermos presente que, por esse tempo, já começavam a se derramar sobre o Profeta as tormentas de uma nova perseguição, e sua vida encontrava-se ameaçada por todos os lados.

2. O argumento que o Profeta apresenta aqui é corroborado pela seguinte passagem: “‘O Filho por si mesmo não pode fazer coisa alguma; se o não vir fazer ao Pai; porque tudo quanto ele (o Pai) faz, o Filho o faz igualmente.” (João 5:19).

3. Talvez nenhuma passagem do discurso tenha chocado mais do que essa; e, contudo, o homem está começando a crer e a sentir a verdade do que ele disse. Henry Drumond, por exemplo, (que viveu meio século depois do profeta), declarou em sua grande obra, “Natural Law in the Spiritual World” (A Lei Natural no Mundo Espiritual), no capítulo sobre o Crescimento, onde mostra a diferença que há entre o homem meramente moral é outro cuja vida foi tocada pela influência do poder espiritual de Deus, e tendo, desse modo, recebido algo que o homem puramente moral não conseguia: “O objetivo da salvação é a excelência: da mente, da natureza e da vida que é semelhante a ‘Cristo. *** Portanto, para o homem que tem dentro de si esse importante agente formativo, a vida (vida espiritual) se aproxima mais desse objetivo, que a do homem que é unicamente morai. Este jamais alcançará a perfeição, aquele terá de alcançá-la. Porque a vida deve desenvolver-se segundo a sua espécie; e sendo o gérmen da vida de Cristo, deve desenvolver-se num Cristo.” A doutrina de Joseph Smith não significa mais do que isso.
Sir Oliver Lodge diz essencialmente o mesmo na seguinte passagem sobre (Christianity and Science (O Cristianismo e a Ciência), (Hilbert’s Journal, de abril de 1906):
“Considera-se ortodoxo, pois, sustentar que o nascimento de Cristo foi milagroso e a sua morte portentosa, e que sua existência continuou de modo diferente de nós, homens, e que seu próprio corpo se levantou e ascendeu aos céus — seja qual for o significado deste agrupamento de palavras. Mas eu sustento que essa tentativa de dar ao seu corpo uma glória excepcional é heresia que se faz passar por devoção, uma heresia que fica muito aquém da verdade que se manifesta a nossos olhos. Deve-se aceitar sua natureza como real, comum, total e completa, não só durante a idade adulta, mas ao nascer, ao morrer e ainda depois da morte. O que aconteceu a ele (ao Senhor), bem pode ocorrer a qualquer de nós, se é que alcançaremos a altura adequada, uma altura que, se dentro ou não de nosso alcance individual, certamente está ao alcance da humanidade. Isso foi o que ele instou vez após vez: Nascei de novo. Sede perfeitos. Sois filhos de Deus. Meu Pai é vosso Pai, meu Deus é vosso Deus. A singularidade da natureza comum de Cristo é a primeira e patente verdade, e só foi disfarçada pela bem-intencionada e reverente superstição. Mas a segunda verdade é bem maior que essa — e sem ela, a primeira não teria significado nem valor — se não é mais do que homem, o que ganhamos? O mundo está cheio de homens. O que o mundo quer é um Deus. Eis o Deus! — (Ou seja, o Deus, Jesus Cristo)
A divindade de Jesus é o princípio que agora precisa ser percebido, que necessita ser iluminado novamente com novo conhecimento, ser purificado e revivificado da grande corrente de ceticismo que o banhou. Agora pode ficar livre de todas as marcas da superstição; e pode ser reconhecida ampla e entusiasticamente a divindade de Jesus e (a divindade) de todas as demais almas nobres e santas, até onde estas também foram incendiadas pela centelha da Deidade — até onde também elas podem ser aceitas como manifestação da Deidade.” — Notas do Élder B. H. Roberts.

4. Isto é, o uso, até esta altura, da palavra ‘advogado’, sem explicação.

5. O conceito do Profeta sobre este tema da criação tem sido abundantemente corroborado por eruditos que viveram depois dele. O Reverendo Baden-Powell, professor da Universidade de Oxford, por exemplo, em um artigo que escreveu para a Cyclopaedia of Biblical Literature (Enciclopédia de Literatura Bíblica) de Kitto, disse o seguinte: “O significado desta palavra (criar) tem sido comumente associado à idéia de fazer algo do nada. Mas, se desejarmos estudar com mais exatidão o tema, só ficaremos satisfeitos, quanto ao significado da palavra, quando procedermos a um exame da frase original”. O eminente professor explica que são empregados em lugares diversos três diferentes verbos hebraicos que se referem à mesma ação divina, e podem ser traduzidos, respectivamente, por “criar”, “fazer”, “formar”, ou “moldar.” “Embora em cada um desses verbos haja uma pequena distinção — continua dizendo o professor, ainda assim os melhores críticos os entendem como sinônimos tão próximos um do outro, pelo menos no que diz respeito à idéia de fazer algo do nada, que pouco ou nenhum fundamento para essa doutrina pode ser obtido da primeira dessas palavras. E, certamente, se não existe apoio para a doutrina na primeira dessas palavras, isto é, o verbo que foi traduzido por “criar”, então, há menos probabilidade de que haja fundamento para a doutrina de criar algo do nada, no verbo que foi traduzido por “feito”, “formado” ou “moldado.”
O ilustre professor acrescenta mais adiante: “O conceito de que ‘criação’ significa ‘fazer algo do nada’, ou dar existência ao que não existia antes, no sentido mais preciso da palavra, não é doutrina das Escrituras; porém, muitos ‘a têm apoiado, amparando-se na teologia natural, porque põe em relevo as idéias que temos do poder divino, e mais especialmente em vista de que uma opinião contrária deve implicar na crença de que a matéria é eterna e auto-existente
O renomado Dicionário Bíblico do Dr. William Smith (editado por Hackett em 1894), não faz referência alguma sobre o termo “criar” ou “criação”, mas no item “terra”, encontramos referência ao tema, e realmente está implícita uma explicação do porquê de a obra não conter tratado algum sobre “criar” ou “criação”. É este o item: O próprio ato da criação, como se encontra no primeiro capítulo de Gênesis, é um tema que sobrepuja grandemente a experiência do homem; a linguagem humana, derivada como foi originalmente do mundo sensível e material, não pode encontrar um termo adequado para descrever o ato; porque a nossa palavra ‘criar’ e a hebraica barri, embora adequadamente expressem a idéia de uma criação original, podem ser aplicadas, e por força se aplicam a outras formas de criação; e nem o aditamento de expressões tais como ‘de coisas que não eram’ ou ‘de coisas que não se vêem’, aumenta muito a força da declaração. A falta de uma palavra que possa descrever exclusivamente uma criação original é fragilidade do idioma, pois, como os acontecimentos não ocorrem senão uma vez, o termo correspondente, para tornar-se adequado, deveria ser inventado e reservado só para a ocasião, o que teria sido impossível.
Os filósofos apóiam a proposição do Profeta com a mesma ênfase. Herbert Spencer, em sua obra First Principles (Os Primeiros Princípios) (1860) disse:
“Outrora era universal a idéia de que uma coisa podia desaparecer em um nada absoluto, ou surgir do nada absoluto *** Esse conceito influenciou grandemente a religião atual, em seus ensinamentos sobre o princípio e o fim do mundo. *** O acúmulo gradual de experiências tendeu lentamente a corrigir essa asserção; até que, nos dias atuais, a doutrina de que a matéria é indestrutível, tornou-se lugar-comum. Diante de um conhecimento maior, desapareceram uma a uma, todas as provas aparentes de que algo pode resultar do nada. Comprovou-se que o cometa que, repentinamente, se descobre nos céus, e que noite após noite aumenta de tamanho, não é um corpo recém-criado, mas um astro que até uns momentos atrás, estava fora do alcance da visão. A nuvem que, ao cabo de alguns minutos, se forma nos céus, não se compõe de uma substância que começa a existir, mas de uma substância que já existia previamente, em uma forma mais difusa e transparente. O mesmo acontece com um cristal ou um precipitado, a respeito do fluido que o deposita. Por outro lado, a aparente aniquilação da matéria resulta ser, mediante uma observação mais minuciosa, apenas uma mudança de estado. Descobriu-se que a água evaporada, embora se tenha tornado invisível, pode voltar à sua forma original por meio da condensação. A espingarda que é disparada oferece evidência de que, embora a pólvora se tenha consumido, em lugar dela aparecem certos gases, que, ao dilatarem-se, causaram a explosão.”
Em sua obra Cosmic Phylosophy (Filosofia Cósmica) Fiske, que viveu alguns anos depois de Spencer, resume o assunto nestas palavras: “Hoje é inconcebível que uma partícula de matéria chegue a existir espontaneamente, ou deixe de ter existência.”

Robert Kennedy Duncan (1905) em seu livro New Knowledge (Novo Conhecimento) diz: “Há uma grande lei fundamental que governa a matéria em toda a sua variedade de formas, e que até agora tem sido inflexível em sua natureza. É conhecida como a lei da conservação da massa, e declara que nem uma só partícula de matéria, por pequena que seja, pode ser criada ou destruída. Nem o rei mais poderoso com todo seu poder pode destruir um alfinete. Poderemos esmagá-lo, dissolvê-lo em ácido, queimá-lo em um forno elétrico, simplificando, empregar todas as forças destrutivas, e, contudo, esse alfinete persiste em existir. Além disso, é tão impossível criá-lo como destruí-lo. Em outras palavras, não podemos criar algo do nada. Deve-se prover a matéria para todo artigo que venha a existir. O total da matéria do universo é x libras — e ainda que passe por milhares de formas, no final, não passa de x libras.” Compilado pelo Élder B. H. Roberts.

6. “Os elementos são eternos, e espírito e elemento, inseparavelmente ligados, recebem a plenitude da alegria. *** Os elementos são o tabernáculo de Deus; sim, o homem é o tabernáculo de Deus; mesmo templos.” (D&C 93:34-35)

7. Vê-se claramente que o Profeta tinha em mente a inteligência, quando disse que “a alma, a mente do homem, o espírito imortal”, não foi criado nem feito, e que não se estava referindo ao espírito como filho gerado por Deus. O Profeta ensinou, e é doutrina da Igreja, que os espíritos dos homens são filhos e filhas gerados por Deus. Ver a declaração oficial da Primeira Presidência e do Conselho dos Doze, publicada na revista “Improvement Era”, de agosto de 1, 908, sob o título. ‘”O Pai e o Filho.” A passagem em Doutrina e Convênios, sobre a qual se baseia esta doutrina, encontra-se na seção 93, versículo 29, e diz o seguinte: “O homem também no princípio estava com Deus. A Inteligência, ou a luz da verdade, não foi criada nem feita, nem pode deveras ser feita.” Ver também os parágrafos seguintes.

8. Sem dúvida alguma a palavra correta deveria ser “co-eterno”, e não “semelhante”. Isso nos mostra serem inexatas as anotações feitas durante o sermão. Pois, com toda certeza, a mente do homem não é semelhante a Deus, senão quanto à sua eternidade. O Livro de Abraão, aceito pela Igreja como Escritura Sagrada, afirma terminantemente que há diferenças nas inteligências existentes; que algumas são mais inteligentes que outras, e que Deus é “mais inteligente que todas elas.” (Livro de Abraão, capítulo 3) Acredito que isso vai além de que declarar Deus mais inteligente que qualquer das outras inteligências. Significa que é mais inteligente que todas as outras inteligências juntas. É a maior de todas, e isso me levou a patentear no Segundo Anuário dos Setenta: “A esse fato, indubitavelmente, se deve a circunstancia de que ele é Deus, por ser mais inteligente que todos eles. É o Onipotente! O Todo-poderoso. O que ordena às outras inteligências deve ser a coisa mais sábia, mais adequada que jamais poderão aprender em qualquer outra fonte ou de qualquer outra. maneira, e que sempre lhes convirá cumprir com reconhecimento sincero e leal, e sem duvidar em nada. Isso também compreende a idéia de que esse Ser Onisciente há de ser todo abnegação e amor; que aspira a tudo o que há de mais nobre e melhor, não só para ele, mas para todos; e isso será o melhor para ele também. Sua glória, poder e alegria serão aumentados através do enaltecimento de todos, intensificando-lhes a alegria, poder e glória. E porque ele é tudo isso e faz tudo isso, as outras inteligências o adoram, e submetem seus julgamentos c sua vontade ao seu julgamento e vontade. Ele sabe e pode fazer o que melhor convém; e essa submissão à vontade do Mais Inteligente, do Mais Sábio — o mais sábio de todos os sábios — chama-se adoração. Esse é o significado completo da doutrina e da vida de Cristo que se encontra expressa nesta frase: “Pai, não se faça a minha vontade, mas a tua.” — Nota do Élder B. H. Roberts.
N.R. — “co-equal” no original.

9. “Um espírito de era em era” — não “espírito de era em era”, mas “um espírito”, isto é, uma entidade, uma pessoa, indivíduo. Estas palavras do Profeta, bem podem ser aceitas como a interpretação de Doutrina e Convênios seção 93, versículo 29. — Nota do Élder B. H. Roberts. *

10. “Porque eis que esta é a minha obra e minha glória: proporcionar a imortalidade e a vida eterna ao homem.” (Palavras do Senhor a Moisés, Livro de Moisés, 1:39; Pérola de Grande Valor) — isto é, “proporcionar a imortalidade e a vida eterna ao homem” como homem. A passagem refere-se, sem dúvida alguma, ao ser, composto de espírito e corpo, ou seja, uma “alma” (D&C 88:15-16) “E o espírito e o corpo são a alma do homem. E a ressurrreição dos mortos é a redenção da alma.” Em outras palavras, a “obra” e a “glória” de Deus se realizam quando se proporciona a “imortalidade e a vida eterna do homem” como homem, na união eterna do espírito e do corpo, mediante a ressurreição, que é o resgate da alma. Isso resulta na aliança eterna do “espírito e elemento”, que segundo a palavra de Deus, é essencial para receber a plenitude da alegria — “Os elementos são eternos, e espírito e elemento, inseparavelmente ligados, recebem a plenitude da alegria; e quando separados, não pode o homem receber a plenitude da alegria.” (D&C 93:33-34) Também: “Adão caiu, para que os homens existissem; e os homens existem, para que tenham alegria.” (I1 Néfi 2:25) De fato, todo o propósito de Deus ao proporcionar a vida terrena ao homem, é fazer com que ela resulte em benefício e proveito para o próprio homem, como indicado nos ensinamentos do Profeta no parágrafo anterior. Deus luta com o homem somente para o benefício do próprio homem, Ver também “Seventy’s Year Book” n.° II, lição II, nota n.° 6. — Notas do Élder B. H. Roberts.
N.R. — no original: “from age to age” — pode-se ler, também, “de eternidade em eternidade”.

11. Mais ou menos nessa época, o presidente Smith foi acusado re petidas vezes de ser um profeta decaído. Mas quando se consideram as transcendentais doutrinas que expõe este sermão, assim como o poder espiritual com que as está pronunciando, ver-se-á que constituem a mais completa refutação de que era um profeta decaído. A vida do Profeta foi como um crescendo musical. Embora tivesse um princípio humilde, aumentou em magnitude e força ao aproximar-se do fim. Como mestre religioso, alcançou o ponto culminante de sua carreira com este discurso. Feito isso, só lhe restava uma coisa: selar seu testemunho com o próprio sangue. E foi o que aconteceu, antes que se passassem três meses. Esta não é a maneira de viver dos falsos profetas — Notas do Élder B. H. Roberts.

12. “Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se fizeram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus, e as virtudes do século futuro, e recaíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificaram o Filho de Deus, e o expõem ao vitupério.” (Hebreus 6:4-6) Pode-se dizer que os que pecam contra a luz e o conhecimento do Espírito Santo, crucificam mais do que o corpo de nosso Senhor, também crucificam o Espírito.

13. O parágrafo seguinte, que foi omitido, refere-se à exaltação e poder que as criancinhas irão desfrutar na ressurreição antes de alcançar a estatura de homens e mulheres, desenvolvimento que certamente virá àqueles que se levantarem dos mortos como criancinhas. Por existirem várias imperfeições nas notas feitas das palavras do Profeta, esse trecho do sermão foi omitido. Os que desejam investigar o assunto mais a fundo, podem consultar a obra Documentary History of the Church, volume 4, páginas 556-557, e a nota ao pé da página. Ver também o discurso de 16 de junho de 1844, nessa mesma obra.

3 comentários sobre “Joseph Smith: O Sermão de King Follet

  1. Muito bom o sermão de King Follett. Sinto me feliz que existe seres que desejam nós ensinar ,nos refinar e nos mostrar nobres princípios , intelectuais e sociais. Principalmente implantar um plano em que o livre arbítrio nos desperte todas nossas pontencialidades dentro de nossa esfera de ação e reação. Receber frequências e sinais de verdades e conhecimento através do Espírito Santo é uma habilidade que fortalece a fé e desenvolve um carater exclusivo semelhante ao caráter originário da frequência sentida. Com certeza a preocupação de nos preparar para uma sociedade avançadas em virtudes e princípios, somente demonstra um amor infinito para toda a humanidade e valoriza cada ser vivente. Infelizmente a negação desse conhecimento ou ausência do mesmo , divide as inteligências nesse universo. Comparo muito disso aí ao filme Star Wars os 2 lados da força ,mas essa força mencionada nunca aparece , contudo ela afeta ,atos e comportamentos dos seres, e eles são livres para construir ou destruir, aniquilar ou evoluir. Iluminar o universo com essa força divina é essencial para os Planos do Pai Celestial. Em qualquer dimensão que estejamos, devemos nos conectar a frequências que evoluem o universo e a esfera em que estamos. Nesse contexto evoluímos juntos infinitamente . O Universo também propicia o livre arbítrio para nós e para Deus. Seus fenômenos desafiadores nós estimulam e estimulam a Deus. Quando nos conectamos à influência correta , seguimos uma caminho que nos acrescenta poder , luz e conhecimento, isso aumenta nosso livre arbítrio , porque podemos romper fronteiras e barreiras da ignorancia e do desconhecido. Assim como uma pessoa doente é limitada , assim é a alma que se afasta de Deus. Ela se limita pois fica insensível para desfrutar o poder de Deus na sua existência nesse universo. O poder de Deus só molda a inteligência pelo arbítrio dessa mesma inteligência.
    Como sempre digo aqui nesse blog. Deus é tão misericórdioso que podemos receber revelações tão grandiosas como a de Joseph Smith. Podemos todos estar juntos no mesmo barco e na mesma sintonia.Basta exercemos fé na fonte de toda verdade sobre nossa existência e propósito que é Jesus Cristo o Deus supremo deste mundo ,nosso líder maior e condutor da luz e verdade designada pelo Pai . Só fico curioso se nessa vastidão do Universo existem outros planos para outras civilizações?

  2. Só na missão é que tive acesso a esse discurso, que a gente chamada de “aquela história das inteligências”, e hoje percebo que é tudo mentira de Joseph, é claro que ele sempre quis ser maior do que Deus, a prepotência do cara quando ele fala “Aí me tornei igual ao resto do mundo”

    Ele explica o que é o pecado contra o Espirito e diferente do que os mórmons alegam, não é apenas sentir a queimação no peito, mas é “receber o Espírito Santo, ter os Céus abertos para ele, CONHECER A DEUS PESSOLMENTE, e mesmo assim, pecar contra Ele. “

    • Se pecar contra o Espírito fosse pecar após sentir a “queimação no peito” não faz sentido existir um céu pq ninguém vai pra lá, só as criancinhas kkkkk. Eu sempre aprendi dessa forma como JS ensinou e não me recordo de alguém ter ensinado que pecar contra o Espírito é “apenas pecar após sentir a queimação no peito” (São 27 anos na doutrina). Se você ouviu alguém ensinar isso a tal pessoas te ensinou errado.

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