Quem são os compositores SUDs?

violãoHá dias eu recebi uma pergunta de um amigo sobre compositores SUDs no mundo. Ele queria saber se existem compositores SUDs na América Latina? Devem existir, eu pensei, pois a música é muitíssimo importante no Brasil. Mas na verdade eu nunca ouvi nada sobre compositores SUDs no Brasil. Quem são?

A pergunta vem de Glenn Gordon, o diretor da organização não-governamental LDS Composers Trust (consórcio de compositores SUDs). Sua organização está construindo um banco de dados de todos os compositores SUDs, o qual já contem mais de 600 compositores, 80 dos quais participam regularmente em um rede na Internet. Mas quase ninguém da América Latina encontra-se no banco de dados.

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O Sacerdócio, por Hugh Nibley

hughnibleyHugh Nibley (1910-2005)

O sacerdócio deixa de ser eficaz quando exercido “em qualquer grau de iniqüidade” (D&C 131:37), mas ele opera pelo espírito e o espírito não é enganado, mas é extremamente sensível ao menor sinal de fraude, fingimento, auto-justificação, ambição, crueldade, etc.. “Quando nos propomos… a exercer controle ou domínio ou coação sobre a alma dos filhos dos homens, em qualquer grau de iniqüidade, eis que os céus se afastam; o Espírito do Senhor se magoa e quando se magoa, amém para o sacerdócio ou autoridade desse homem” (D&C 121:37). Mas e o domínio justo do sacerdócio? Este pode ser facilmente reconhecido, pois opera apenas por “persuasão, com longanimidade, com brandura e mansidão e com amor não fingido; com bondade e conhecimento puro, que grandemente expandirão a alma, sem hipocrisia e sem dolo… com as entranhas cheias de caridade a todos os homens” (D&C 121:41-45). Mesmo nas eternidades o poder do sacerdócio flui “sem ser compelido… eternamente” (D&C 121:46).

Quem pode negar tal poder a outro? Nenhum homem. Quem pode conferi-lo a outro? Nenhum homem. Gostamos de pensar que a Igreja se divide entre aqueles que o tem e aqueles que não o tem; mas é a mais pura tolice achar que podemos dizer quem o tem e quem não o tem. Apenas Deus sabe quem é justo e até que ponto justo; no entanto, “os direitos do sacerdócio são inseparavelmente ligados com os poderes do céu” e estes “não podem ser controlados ou exercidos a não ser de acordo com os princípios de retidão” (D&C 121:35). O resultado é que se há alguém que realmente porta o sacerdócio, ninguém está em posição de dizer quem é – apenas pelo poder de comandar os espíritos e elementos tal dom é aparente. Mas no que se refere a comandar ou dirigir outras pessoas, cada homem deve decidir por si mesmo. Continuar lendo

Permanecer em lugares santos: reflexões sobre a questão antropológica do “nós” e dos “outros” no contexto SUD.

Neste ano, o tema da mutual dos jovens para 2013 é “Permanecer em lugares santos”. De acordo com Monica Lunardelli (2012), “as presidências gerais dos rapazes e das moças esperam que o tema e os recursos a ele relacionados ajudem os jovens a focar no trabalho do templo, viver os padrões e seguir o exemplo de Cristo”.

Este tema faz referência à escritura Doutrinas & Convênios 87: 8. Esta passagem está no contexto de uma revelação dada a Joseph Smith no natal de 1832. Haveria um período de guerra e, desta forma, muitas calamidades surgiriam na Terra. Para que os santos[1] não sejam desvirtuados do caminho do Senhor, eles devem permanecer em lugares santos.

O atual presidente da Igreja, Thomas S. Monson, busca explicar esta questão em um discurso da Conferência Geral de outubro de 2011. De acordo com Monson, haveria uma analogia entre a diversificação da moral (e dos “bons costumes”) e a guerra citada na escritura acima. Diante de um discurso onde afirma que “sabemos que a moralidade não é coisa ultrapassada” porque “as leis de Deus permanecem constantes” (Monson: 2011), um discurso moralizante, nos é posto a ideia de que devemos “estar no mundo, mas não ser do mundo”, ou seja, que como santos dos últimos dias, nós devemos nos distinguir das demais pessoas por termos uma “moral mais elevada”. Continuar lendo

Brasil na História Diária da Igreja: 20 de Maio de 1852

Parley P. Pratt

Parley P. Pratt

No dia 20 de Maio de 1852 o Apóstolo Parley P,. Pratt escreveu uma carta a Presidente Brigham Young desde o navio Dracut no sul do Oceano Pacífico. Pratt, junto com sua esposa Phoebe e Elder Rufus Allen, estava na volta de uma visita missionária para o Chile, a primeira tentativa para pregar o evangelho na América do Sul. A carta descreveu o procedimento da visita, as dificuldades enfrentados no Chile, seu fracasso em aprender a língua e as condições no Chile e nos outros países do continente, incluindo o Brasil. Enquanto a visita do Pratt foi limitado para a cidade de Valparaíso e seus arredores, é claro que Pratt entendia sua visita como uma tentativa para abrir a obra missionária no continente inteiro.

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Brasil na História Diária da Igreja: 25 de Abril de 1844

Addison PrattEnquanto missionários da Igreja não visitaram o Brasil antes do século 20, parece que pelo menos um missionário Mórmon passou perto de território brasileiro bem antes disso, ainda durante a vida de Joseph Smith. E este missionário, Addison Pratt, junto com mais três missionários, viajou durante muitos meses para chegar em seu campo de trabalho nas Ilhas de Taiti. Chamados para as Ilhas de Sandwich (hoje Havaí) em Maio de 1843, eles sairam de New Bedford, Massachusetts (cidade em que mais de 40% da população atual fala português) no navio Timoleon em 9 de Outubro de 1843.

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