Por que você é firme na Igreja?

Compromisso, Coerência e Aprovação Social

O primeiro contato com a Igreja é com os missionários. Logo eles pedem para você orar e ler o Livro de Mórmon. Fazem esse primeiro compromisso, além de marcarem a segunda visita. Os vizinhos já viram eles entrando na sua casa e a sua família já sabe ou esteve presente. Então, por ter gostado, achado eles lindos ou pra não ser anti-social, você marca a segunda visita. Com a próxima visita agendada, você fica preocupado em ler o Livro de Mórmon e orar daquele jeito que ensinaram pra perguntar a Deus se o livro é verdadeiro.O dia da segunda palestra chega. Você aguardou eles porque, afinal de contas, não quer parecer uma pessoa “sem palavra”, mas “eu não quero me batizar”, você pensa consigo. Os missionários  perguntam se você leu o livro e se orou. Você responde que sim, pois você assumiu um compromisso e cumpriu. Te convidam pra visitar a Igreja. Você vai, acorda cedo, é cumprimentado pelo pessoal da Igreja e fica lá nas três horas, mesmo não entendendo nada.

Marcam várias visitas e ainda te convidam para fazer parte da Igreja se batizando. Você vai recusar o convite de batismo, mesmo depois de ter recebido eles na sua casa por mais de cinco vezes, da sua família e a vizinhança toda ter visto, de ter ido na Igreja, de ter lido tudo que eles pediram, de ter orado e de até ter feito lanchinho pra eles? Mesmo relutante, eles te convencem e você aceita o batismo. Antes do batismo você conhece outro “élder” que te pergunta umas coisas e diz que você foi aprovado; e pede para assinar numa folha. No dia do batismo você convidou todos os seus conhecidos e a sua família, mas só o seu irmãozinho de 11 anos vai, mas a galera da Igreja está presente, principalmente os jovens e o Bispo. Agora é público o seu batismo e filiação na Igreja.

Tudo começou lá na primeira visita, onde fez os primeiros pequenos compromissos, que foram aumentando até fazer parte da Igreja. E quando você achava que já tinha ido longe demais, alguém te convida pra uma sala, faz uma oração e pede pra você ter a responsabilidade de recolher hinário de uma tal de sacramental. Mesmo relutante, você aceita. No corredor uma mulher te convida pra fazer estudo bíblico todo dia de manhã cedo (ou só aos sábados, o Instituto).

Você vai ao estudo bíblico, que chamam de seminário, faz amizade com a gurizadinha. Aí vai ao shopping durante a semana, na Renner, comprar pela primeira vez na vida uma roupa de crente. Chega no domingo, de gravata (ou de saia comprida), já conhece quase todo mundo da Igreja. Na reunião que todo mundo fica junto, o pessoal começa a subir lá na frente e falar de testemunho. As meninas do seminário, que subiram de mãos dadas, e uma mulher começam a chorar e não conseguem falar, tamanha a emoção. Deu até vontade de você subir também e falar em como sua vida mudou. Termina a reunião e você vai dar almoço para os missionários. No almoço eles marcam para apresentar seus amigos para ouvirem uma palestra. Você vai porque, afinal de contas, você se batizou, já conhece mais de 100 mórmons, viu o profeta no data-show ao vivo e um piano gigante de ouro, já entrou na sala do Bispo, faz seminário, faz uma oração por dia, você curte a pagina de todas as comunidades de membros da Igreja, presta testemunho em todos os comentários que falam “contra” a Igreja e você começa a achar que quem não é mórmon não o é porque não tem fé e está condenado. Você ainda é o responsável por guardar os hinários da sacramental, joga futebol com a galera, já leu três capítulos do Livro de Mórmon, quase deu o seu testemunho, sua mãe fala que os missionários te tiraram da perdição e até almoço pra seis “elders” já deu.

A crise de Fé

Passado dois meses após o batismo, vem a primeira crise de fé. Você se dá conta que foi longe demais e começa a sentir saudade da vida “mundana” que tinha. Mas pensa consigo: “não posso sair da Igreja. Fui contra a minha mãe, fugi dos meus amigos fornicadores, o Bispo sabe onde eu moro, conheço todo mundo da Igreja, o que eles vão pensar de mim? Minha família vai dizer que eu não tenho jeito e os mórmons vão falar mal de mim!”.

Nesta introspecção, você quer decidir sair da Igreja, mas você já assumiu tantos compromissos pessoais e públicos que torna-se uma luta interna tal decisão. A dificuldade de qualquer pessoa é que queremos nos manter coerentes na decisão tomada, é cultural. Segundo o psicólogo social, Robert B. Cialdini:

… [a] coerência é valorizada, enquanto que a incoerência é vista como um traço de personalidade indesejado. A pessoa cujas crenças, palavras e ações não condizem é vista como confusa, hipócrita e até mentalmente doente. Por outro lado, um alto grau de coerência costuma estar associado à força pessoal e intelectual. É a base da lógica, da racionalidade, da estabilidade e da honestidade.

Sempre reagimos de maneira que justifique as nossas decisões. Fica mais sério ainda quando passamos por contratempos e sofrimentos. Se escolhemos torcer pelo Corinthians, mesmo na derrota, nos convencemos e tentamos convencer que a nossa escolha foi certa; e acreditamos que vai melhorar. Aquela namorada (ou namorado) que nos prejudica, vamos defender e nos convencer da nossa escolha até onde pudermos; e acreditamos que vamos nos dar bem. Quando escolhemos um candidato, acreditamos que vai vencer a eleição; nos convencemos disto. Todos nos enganamos de vez em quando para manter nossos pensamentos e crenças coerentes com o que já fizemos ou decidimos (Cialdini).

Os vendedores usam desta artimanha quando sugerem experimentar um produto e, feito um orçamento, ficamos até constrangidos quando não compramos. As lojas de brinquedos anunciam um brinquedo a ser lançado no Natal, então prometemos dar de presente ao nosso filho, com condição de ser estudar mais, ser mais obediente… A loja propositalmente retira o tal brinquedo prometido ou deixa com estoque reduzido. Ao ir à loja comprar o brinquedo prometido e merecido, não o encontramos e acabamos escolhendo outro. Mas em janeiro, quando a vendas diminuem, a loja estrategicamente anuncia na TV que o brinquedo que tinha se esgotado no Natal chegou com mais unidades. Como prometemos antes do Natal o brinquedo para o nosso filho e, para nos mantermos coerentes com a promessa, compramos.

Em 1966, dois psicólogos da Califórnia conseguiram colocar um outdoor sobre educação no trânsito no gramado da frente de 76% das casas num bairro residencial. Conseguiram porque tinham feito o compromisso com os moradores duas semanas antes de assinar um abaixo-assinado e de colocar uma pequena placa de 8 centímetros que dizia: Dirija com Segurança.

Voltando para o rapaz (ou moça) indeciso. Agora ele quer tomar a decisão de sair da Igreja. Mas para isso ele vai trabalhar para equilibrar a incoerência com a coerência da decisão prestes a tomar, ou seja, para justificar a sua saída e manter-se coerente. Então, agora precisa juntar elementos de que a Igreja não é a certa. Tomada a decisão de sair, agora vai se convencer de que fez a escolha correta. Um detalhe: é muito raro a pessoa que vai se afastar da Igreja avisar publicamente a sua saída. É justamente porque ela ainda se sente incoerente.

A realidade começa e você só percebe agora que ninguém te ama como você pensava. Já faz um mês que os “élders” que te batizaram foram embora e ninguém da Igreja veio te visitar, nem o menino que tem nome de profeta do Livro de Mórmon te visita mais. Só chamam pra limpar a capela. Você vai à Igreja no domingo e fica sozinho no banco. Você faltou essa semana ao seminário e a professora nem perguntou. Você já quer sair da Igreja mesmo e pensa consigo “acho que ninguém vai sentir falta de mim. Acho que o Bispo nem vai perceber”. Você fica com preguiça de ir à Igreja no domingo seguinte e acorda às dez da manhã. Ninguém te procura no domingo à tarde, nem os “élders”. Então você digita mórmon no Google para aprender mais e conhecer novas gatinhas. Aparece que a Igreja é uma seita, você leva um susto, o coração acelera, rapidamente volta pro Facebook, faz uma oração e dá play no hino “Que Manhã Maravilhosa”.

“Só pode ser mentira, não foi isso que aprendi com os ‘élders’”, você pensa. Mas aí volta pro Google e lê mais calúnias sobre a Igreja. “Joseph foi maçom? O Livro de Mórmon é anti-bíblia? Nãããão!”. Então você cria um perfil falso na internet, cria um blog ou site com criticas sobre a Igreja para se manter o mais coerente possível de que a Igreja é falsa. Já achou o que precisa para ser coerente com a decisão de sair da Igreja. Falta apenas achar mais pessoas que pensam da mesma forma, para se sentir aprovado socialmente.

Conclusão

Poderia ter incluído o testemunho como fator de motivação para permanecer na Igreja, mas nem todos tiveram alguma experiência espiritual ou mesmo acreditam nelas. Talvez não seja um testemunho que faz uma parte dos membros continuarem na Igreja. Quem vai filiar-se à Igreja, quem está dentro e quem quer sair tem seus conflitos internos em comum: tomar a decisão de fazer compromissos e se manterem coerentes na decisão tomada. E vão fazer o que puder para se convencerem da escolha.

Também um grande compromisso é firmado por causa dos pequenos compromissos.

Muitos continuam firme na Igreja mais para serem coerentes depois de tantos compromissos pessoais e públicos (casamento, Templo, chamados, etc.) e para se sentirem aprovados socialmente, mesmo que não tenham nenhuma experiência espiritual, pois gostamos de parecer elegantes e sofisticados em público. E muitos que se afastam, afastam pelo descaso dos membros e falta de preparo da Igreja em lidar com assuntos delicados.

53 comentários sobre “Por que você é firme na Igreja?

  1. Bem legal o teu texto, Peri Barros, mas cada um tem a sua história e motivação pessoal desde o início. Início que talvez se caracterize pela abordagem dos missionários, ou não. No meu caso, quem procurou os missionários fui eu. Nem tudo acontece bem do jeito que você mencionou e não acredito que as pessoas fiquem recebendo os missionários, oferecendo lanchinho e depois fiquem com vergonha e por isso acabem se batizando. Dia desses ainda pensava em como tendemos a generalizar a respeito de certas situações. Determinada coisa acontece, então achamos que o outro pensou tal coisa, que não é tão legal em relação a nós. Nessa situação pode ter pensado mesmo, daí passamos a pensar e até propagar que todos têm ou terão tal pensamento em relação a nós. Só que tal coisa nem ocorre…é a nossa velha mania de querer achar um culpado para as nossas dúvidas e quem sabe frustrações. Só quis exemplificar porque isso aconteceu comigo e na igreja mesmo. Uma senhora simpática e nem tão senhora assim me chamou de querida e disse: “Todo mundo acha que sou cínica porque não lembro os nomes”. Só que em momento algum isso passou pela minha cabeça e talvez as outras pessoas nem pensem desse jeito, mas ela disse que ‘todo mundo’ a considera cínica. Bom, toda essa minha enrolação era para dizer que temos mania de generalizar. Acho que fizeste um pouco isso, Peri, mas o espaço aqui é para discutirmos idéias, não é? Então, tá tudo certo, amigos, amigos… 🙂 Também mencionaste que a incoerência é um traço indesejável, então optamos pela coerência e seguimos na igreja, quase que exclusivamente por essa razão…Não acredito nisso também, deve haver centenas de outras razões. Eu estou firme na igreja porque sei que ela é “verdadeira”, é muito lindo e me faz muito bem acreditar que voltaremos a presença de Deus e poderemos todos nos reencontrar. Abraço, Peri, não fica bravo comigo só porque discordei de quase tudo o que disseste. Faz parte.

    • Obrigado Graciela. Você tem razão mesmo em dizer cada um tem a sua história. Eu também não levaria tão a sério este personagem, pois são muitas histórias diferentes na Igreja. Até tentei levar no humor e colocar Luke Skywalker virando Darth Vader. Mas eu acredito que um grupo de membros se comportam assim: depois de assumirem compromissos pessoais e publicamente, eles lutam para ser coerentes. Não só na Igreja, os terapeutas comportamentais, pedem para fazer compromisso público para quem quer fazer dieta e parar de fumar, e eles tem vergonha de não conseguir e conseguem mudar, mesmo desejando muito uma tragada ou um chocolate. Deixa eu te perguntar: você já se pegou pensando assim: “não quero que o bispo ou aquele membro me veja fazendo isto”? Eu já, várias vezes. Quando comprava algo no domingo eu fazia escondido porque como eu era líder, já dei discurso e aulas sobre o dia do Senhor, eu tinha medo do que as pessoas iriam pensar de mim. Ou seja, lutava pra ser coerente. Eu também acredito que o exagero pra ser coerente e querer viver uma vida que as pessoas (dentro e fora da Igreja) querem que a gente viva, nos deixa sem paz e infelizes. Poderia ter incluído o testemunho como fator de motivação para permanecer na Igreja, mas nem todos tiveram alguma experiência espiritual ou mesmo acreditam nelas. Talvez não seja um testemunho que faz UMA PARTE dos membros continuarem na Igreja. Conheço membros que vão à Igreja apenas para manter o status e que nunca tem uma experiência espiritual, apenas relatam as experiencias de terceiros (fico feliz que voce não faz parte desta turma). Como a Igreja lida com quem não tem “testemunho” ou não concorda com tudo que vê ou ensina? São membros excluídos, não são os “eleitos”. Abraços e prazer em te conhecer

      • Acho que a mudança deveria ser muito mais interna do que externa. Mudança relacionada aos sentimentos que deveriam ser mais positivos. Cultivar a pratica da caridade que não consiste somente em fazer doações de roupa, comida. Caridade é um sentimento lindo que poucos conseguem exerce-la em sua quase totalidade, particularmente, acho bem difícil. Acho que não é necessário mudar o jeito de se portar e agir porque isso é o que nos difere um do outro. Por que todo mundo tem que ser igual ou pior aparentar? Eu sou eu na capela, fora dela, perto ou longe dos líderes. No início tinha muitas dúvidas em relação a tudo, mas que se dissolvem cada vez mais. Essa coisa de status não me interessa, também não gosto de fazer algo para mostrar que fiz, que sei. Me basta saber que eu posso, então farei quando eu quiser e não pela necessidade ou solicitação de outros para provar algo. Foi ótimo,Peri, o uso do personagem Luke Skywalker que se transforma em Darth Vader, é o que as vezes acontece só que ao contrário. Acho bastante questionável. Eu acredito nas minhas experiências espirituais. Elas foram reforçadas depois do inicio do estudo das escrituras quando passei a ter um entendimento maior sobre essas experiências. Abraço, Peri.

    • Obrigado Graciela. Eu tbm não levaria tão a sério este personagem (tanto é que coloquei o Skywalker virando Darth Vader), mas de repente algo nele tem em voce ou em alguém que conheça. E fico feliz que não faz parte deste grupo porque as pessoas infelizes são aquelas vivem como os outros querem que ela viva. O exagero de coerência faz mal, seja na igreja ou fora dela. Poderia ter incluído o testemunho como fator de motivação para permanecer na Igreja, mas nem todos tiveram alguma experiência espiritual ou mesmo acreditam nelas. Talvez não seja um testemunho que faz UMA PARTE dos membros continuarem na Igreja. Conheço muitos membros que relatam experiencias espirituais de terceiros, e nunca as próprias pq não tem mais, e continuam na Igreja apenas pelo social e pra manter o status. Mas deixa eu te perguntar e já aconteceu várias vezes comigo: Você já pensou assim: “não vou fazer isto ou aquilo pq o Bispo ou aquele irmão não vai falar mal de mim”? Se pensou é pq deseja ser coerente com seus compromissos publicos. Eu mesmo qdo comprava no domingo eu tinha medo de alguém ver, pois eu era líder, já dei aula e discurso sobre o dia do Senhor. Como a Igreja lida como quem não tem “testemunho” ou não concorda com tudo vê ou é ensinado? São excluidos e deprezados. Prazer em te conhecer. Abraços

      • Não me preocupo com o que as pessoas pensam, principalmente em relação a Igreja, mas sim se estou fazendo a coisa certa ou não, independente se alguém esta vendo ou não. Já fui vitima dos membros caluniadores e fofoqueiros de plantão, e a algum deste tive a oportunidade de responder: “Não me preocupo com o que o diabo pensa de mim mas, sim com o que penso, e o que Deus pensa de mim.”
        Sou contra as persuasões psicológicas e manipulações sociais para motivar as pessoas a frequentar a igreja, método que a maioria de líderes, bispos e presidentes de estacas, de organizações e alguns presidentes de missões utilizam. Isto motiva o corpo mas, não converte o espirito, e quando somos ofendidos por outros membros, injustiçados por bispos e presidentes de estacas, começamos a conhecer e compreender as falhas e erros históricos de autoridades gerais que ninguém na igreja tem explicação.
        Então ai você cai na real, e começa a ver o teatro por de trás do palco,e vê que muitos membros agem com hipocrisia, e vê que muitos membros representam uma personagem teatral, para uma encenação social.
        Então somos levado a pensar o que estou fazendo aqui?
        OU ficamos pela fé e revelações pessoais, ou a coisa fica complicada.

      • Exatamente Acir. No meu caso, eu me preocupo com que as pessoas pensam, não gosto de fofocas sobre mim, mas estou aprendendo a controlar . Hoje ja ignoro com mto mais facilidade do que há 5 anos atras. Acho que partir deste ponto que vc disse é que define o futuro da pessoa na Igreja. Quem está ha mto tempo na Igreja passou por isto

      • Oi, Marcos. Deixa eu tentar explicar… A igreja é verdadeira, mas tem certas coisas que escuto e não concordo e que para mim estão mutíssimo distantes do evangelho, do amor, da caridade e misericórdia. Por essa razão coloquei “verdadeira”. Eu escuto essas coisas e fico na minha, porque já percebi que não há espaço para argumentações. Além disso, não quero brigar, discutir com ninguém. Não quero ficar brava com ninguém e não quero que fiquem comigo. Um dos motivos de ter me batizado é exatamente deixar de brigar com todos pelas coisas que considero certas. Já melhorei bastante, chega uma hora que cansa…rsrs Espero pelo dia em que alcançarei uma mente uns 80% espiritual. Porque 100% é impossível, seríamos perfeitos. Acho que o pessoal da minha ala é bem legal em comparação a outras que já escutei. Não são tão medianos, ainda sim, tem gente que me olha meio desconfiada, porque ainda não vesti uma saia. Até já senti vontade de usar um vestidinho, rsrs, mas ainda não rolou…Ninguém pode dizer que não tenho um testemunho só porque uso calças. Só quero manter a minha identidade e não ser obrigada a ficar igual a todas as mulheres da igreja. Não sou melhor nem pior por conta disso.

    • Obrigado Joni. Recomendo a leitura do livro ” As Armas da Persuasão”, de Robert B. Cialdini. Vai gostar do capitulo sobre autoridade e aprovação social – o que um terno e uma liderança (poder) é capaz de fazer com as pessoas e porque as pessoas não ajudam como esta menina chinesa atropelada. A falha da visita de mestre familiar talvez seja porque ninguem acha que é urgente. Vale outro artigo. Abraços

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