Por que você é firme na Igreja?

Compromisso, Coerência e Aprovação Social

O primeiro contato com a Igreja é com os missionários. Logo eles pedem para você orar e ler o Livro de Mórmon. Fazem esse primeiro compromisso, além de marcarem a segunda visita. Os vizinhos já viram eles entrando na sua casa e a sua família já sabe ou esteve presente. Então, por ter gostado, achado eles lindos ou pra não ser anti-social, você marca a segunda visita. Com a próxima visita agendada, você fica preocupado em ler o Livro de Mórmon e orar daquele jeito que ensinaram pra perguntar a Deus se o livro é verdadeiro.O dia da segunda palestra chega. Você aguardou eles porque, afinal de contas, não quer parecer uma pessoa “sem palavra”, mas “eu não quero me batizar”, você pensa consigo. Os missionários  perguntam se você leu o livro e se orou. Você responde que sim, pois você assumiu um compromisso e cumpriu. Te convidam pra visitar a Igreja. Você vai, acorda cedo, é cumprimentado pelo pessoal da Igreja e fica lá nas três horas, mesmo não entendendo nada.

Marcam várias visitas e ainda te convidam para fazer parte da Igreja se batizando. Você vai recusar o convite de batismo, mesmo depois de ter recebido eles na sua casa por mais de cinco vezes, da sua família e a vizinhança toda ter visto, de ter ido na Igreja, de ter lido tudo que eles pediram, de ter orado e de até ter feito lanchinho pra eles? Mesmo relutante, eles te convencem e você aceita o batismo. Antes do batismo você conhece outro “élder” que te pergunta umas coisas e diz que você foi aprovado; e pede para assinar numa folha. No dia do batismo você convidou todos os seus conhecidos e a sua família, mas só o seu irmãozinho de 11 anos vai, mas a galera da Igreja está presente, principalmente os jovens e o Bispo. Agora é público o seu batismo e filiação na Igreja.

Tudo começou lá na primeira visita, onde fez os primeiros pequenos compromissos, que foram aumentando até fazer parte da Igreja. E quando você achava que já tinha ido longe demais, alguém te convida pra uma sala, faz uma oração e pede pra você ter a responsabilidade de recolher hinário de uma tal de sacramental. Mesmo relutante, você aceita. No corredor uma mulher te convida pra fazer estudo bíblico todo dia de manhã cedo (ou só aos sábados, o Instituto).

Você vai ao estudo bíblico, que chamam de seminário, faz amizade com a gurizadinha. Aí vai ao shopping durante a semana, na Renner, comprar pela primeira vez na vida uma roupa de crente. Chega no domingo, de gravata (ou de saia comprida), já conhece quase todo mundo da Igreja. Na reunião que todo mundo fica junto, o pessoal começa a subir lá na frente e falar de testemunho. As meninas do seminário, que subiram de mãos dadas, e uma mulher começam a chorar e não conseguem falar, tamanha a emoção. Deu até vontade de você subir também e falar em como sua vida mudou. Termina a reunião e você vai dar almoço para os missionários. No almoço eles marcam para apresentar seus amigos para ouvirem uma palestra. Você vai porque, afinal de contas, você se batizou, já conhece mais de 100 mórmons, viu o profeta no data-show ao vivo e um piano gigante de ouro, já entrou na sala do Bispo, faz seminário, faz uma oração por dia, você curte a pagina de todas as comunidades de membros da Igreja, presta testemunho em todos os comentários que falam “contra” a Igreja e você começa a achar que quem não é mórmon não o é porque não tem fé e está condenado. Você ainda é o responsável por guardar os hinários da sacramental, joga futebol com a galera, já leu três capítulos do Livro de Mórmon, quase deu o seu testemunho, sua mãe fala que os missionários te tiraram da perdição e até almoço pra seis “elders” já deu.

A crise de Fé

Passado dois meses após o batismo, vem a primeira crise de fé. Você se dá conta que foi longe demais e começa a sentir saudade da vida “mundana” que tinha. Mas pensa consigo: “não posso sair da Igreja. Fui contra a minha mãe, fugi dos meus amigos fornicadores, o Bispo sabe onde eu moro, conheço todo mundo da Igreja, o que eles vão pensar de mim? Minha família vai dizer que eu não tenho jeito e os mórmons vão falar mal de mim!”.

Nesta introspecção, você quer decidir sair da Igreja, mas você já assumiu tantos compromissos pessoais e públicos que torna-se uma luta interna tal decisão. A dificuldade de qualquer pessoa é que queremos nos manter coerentes na decisão tomada, é cultural. Segundo o psicólogo social, Robert B. Cialdini:

… [a] coerência é valorizada, enquanto que a incoerência é vista como um traço de personalidade indesejado. A pessoa cujas crenças, palavras e ações não condizem é vista como confusa, hipócrita e até mentalmente doente. Por outro lado, um alto grau de coerência costuma estar associado à força pessoal e intelectual. É a base da lógica, da racionalidade, da estabilidade e da honestidade.

Sempre reagimos de maneira que justifique as nossas decisões. Fica mais sério ainda quando passamos por contratempos e sofrimentos. Se escolhemos torcer pelo Corinthians, mesmo na derrota, nos convencemos e tentamos convencer que a nossa escolha foi certa; e acreditamos que vai melhorar. Aquela namorada (ou namorado) que nos prejudica, vamos defender e nos convencer da nossa escolha até onde pudermos; e acreditamos que vamos nos dar bem. Quando escolhemos um candidato, acreditamos que vai vencer a eleição; nos convencemos disto. Todos nos enganamos de vez em quando para manter nossos pensamentos e crenças coerentes com o que já fizemos ou decidimos (Cialdini).

Os vendedores usam desta artimanha quando sugerem experimentar um produto e, feito um orçamento, ficamos até constrangidos quando não compramos. As lojas de brinquedos anunciam um brinquedo a ser lançado no Natal, então prometemos dar de presente ao nosso filho, com condição de ser estudar mais, ser mais obediente… A loja propositalmente retira o tal brinquedo prometido ou deixa com estoque reduzido. Ao ir à loja comprar o brinquedo prometido e merecido, não o encontramos e acabamos escolhendo outro. Mas em janeiro, quando a vendas diminuem, a loja estrategicamente anuncia na TV que o brinquedo que tinha se esgotado no Natal chegou com mais unidades. Como prometemos antes do Natal o brinquedo para o nosso filho e, para nos mantermos coerentes com a promessa, compramos.

Em 1966, dois psicólogos da Califórnia conseguiram colocar um outdoor sobre educação no trânsito no gramado da frente de 76% das casas num bairro residencial. Conseguiram porque tinham feito o compromisso com os moradores duas semanas antes de assinar um abaixo-assinado e de colocar uma pequena placa de 8 centímetros que dizia: Dirija com Segurança.

Voltando para o rapaz (ou moça) indeciso. Agora ele quer tomar a decisão de sair da Igreja. Mas para isso ele vai trabalhar para equilibrar a incoerência com a coerência da decisão prestes a tomar, ou seja, para justificar a sua saída e manter-se coerente. Então, agora precisa juntar elementos de que a Igreja não é a certa. Tomada a decisão de sair, agora vai se convencer de que fez a escolha correta. Um detalhe: é muito raro a pessoa que vai se afastar da Igreja avisar publicamente a sua saída. É justamente porque ela ainda se sente incoerente.

A realidade começa e você só percebe agora que ninguém te ama como você pensava. Já faz um mês que os “élders” que te batizaram foram embora e ninguém da Igreja veio te visitar, nem o menino que tem nome de profeta do Livro de Mórmon te visita mais. Só chamam pra limpar a capela. Você vai à Igreja no domingo e fica sozinho no banco. Você faltou essa semana ao seminário e a professora nem perguntou. Você já quer sair da Igreja mesmo e pensa consigo “acho que ninguém vai sentir falta de mim. Acho que o Bispo nem vai perceber”. Você fica com preguiça de ir à Igreja no domingo seguinte e acorda às dez da manhã. Ninguém te procura no domingo à tarde, nem os “élders”. Então você digita mórmon no Google para aprender mais e conhecer novas gatinhas. Aparece que a Igreja é uma seita, você leva um susto, o coração acelera, rapidamente volta pro Facebook, faz uma oração e dá play no hino “Que Manhã Maravilhosa”.

“Só pode ser mentira, não foi isso que aprendi com os ‘élders’”, você pensa. Mas aí volta pro Google e lê mais calúnias sobre a Igreja. “Joseph foi maçom? O Livro de Mórmon é anti-bíblia? Nãããão!”. Então você cria um perfil falso na internet, cria um blog ou site com criticas sobre a Igreja para se manter o mais coerente possível de que a Igreja é falsa. Já achou o que precisa para ser coerente com a decisão de sair da Igreja. Falta apenas achar mais pessoas que pensam da mesma forma, para se sentir aprovado socialmente.

Conclusão

Poderia ter incluído o testemunho como fator de motivação para permanecer na Igreja, mas nem todos tiveram alguma experiência espiritual ou mesmo acreditam nelas. Talvez não seja um testemunho que faz uma parte dos membros continuarem na Igreja. Quem vai filiar-se à Igreja, quem está dentro e quem quer sair tem seus conflitos internos em comum: tomar a decisão de fazer compromissos e se manterem coerentes na decisão tomada. E vão fazer o que puder para se convencerem da escolha.

Também um grande compromisso é firmado por causa dos pequenos compromissos.

Muitos continuam firme na Igreja mais para serem coerentes depois de tantos compromissos pessoais e públicos (casamento, Templo, chamados, etc.) e para se sentirem aprovados socialmente, mesmo que não tenham nenhuma experiência espiritual, pois gostamos de parecer elegantes e sofisticados em público. E muitos que se afastam, afastam pelo descaso dos membros e falta de preparo da Igreja em lidar com assuntos delicados.

53 comentários sobre “Por que você é firme na Igreja?

  1. Bem legal o teu texto, Peri Barros, mas cada um tem a sua história e motivação pessoal desde o início. Início que talvez se caracterize pela abordagem dos missionários, ou não. No meu caso, quem procurou os missionários fui eu. Nem tudo acontece bem do jeito que você mencionou e não acredito que as pessoas fiquem recebendo os missionários, oferecendo lanchinho e depois fiquem com vergonha e por isso acabem se batizando. Dia desses ainda pensava em como tendemos a generalizar a respeito de certas situações. Determinada coisa acontece, então achamos que o outro pensou tal coisa, que não é tão legal em relação a nós. Nessa situação pode ter pensado mesmo, daí passamos a pensar e até propagar que todos têm ou terão tal pensamento em relação a nós. Só que tal coisa nem ocorre…é a nossa velha mania de querer achar um culpado para as nossas dúvidas e quem sabe frustrações. Só quis exemplificar porque isso aconteceu comigo e na igreja mesmo. Uma senhora simpática e nem tão senhora assim me chamou de querida e disse: “Todo mundo acha que sou cínica porque não lembro os nomes”. Só que em momento algum isso passou pela minha cabeça e talvez as outras pessoas nem pensem desse jeito, mas ela disse que ‘todo mundo’ a considera cínica. Bom, toda essa minha enrolação era para dizer que temos mania de generalizar. Acho que fizeste um pouco isso, Peri, mas o espaço aqui é para discutirmos idéias, não é? Então, tá tudo certo, amigos, amigos… 🙂 Também mencionaste que a incoerência é um traço indesejável, então optamos pela coerência e seguimos na igreja, quase que exclusivamente por essa razão…Não acredito nisso também, deve haver centenas de outras razões. Eu estou firme na igreja porque sei que ela é “verdadeira”, é muito lindo e me faz muito bem acreditar que voltaremos a presença de Deus e poderemos todos nos reencontrar. Abraço, Peri, não fica bravo comigo só porque discordei de quase tudo o que disseste. Faz parte.

    • Obrigado Graciela. Você tem razão mesmo em dizer cada um tem a sua história. Eu também não levaria tão a sério este personagem, pois são muitas histórias diferentes na Igreja. Até tentei levar no humor e colocar Luke Skywalker virando Darth Vader. Mas eu acredito que um grupo de membros se comportam assim: depois de assumirem compromissos pessoais e publicamente, eles lutam para ser coerentes. Não só na Igreja, os terapeutas comportamentais, pedem para fazer compromisso público para quem quer fazer dieta e parar de fumar, e eles tem vergonha de não conseguir e conseguem mudar, mesmo desejando muito uma tragada ou um chocolate. Deixa eu te perguntar: você já se pegou pensando assim: “não quero que o bispo ou aquele membro me veja fazendo isto”? Eu já, várias vezes. Quando comprava algo no domingo eu fazia escondido porque como eu era líder, já dei discurso e aulas sobre o dia do Senhor, eu tinha medo do que as pessoas iriam pensar de mim. Ou seja, lutava pra ser coerente. Eu também acredito que o exagero pra ser coerente e querer viver uma vida que as pessoas (dentro e fora da Igreja) querem que a gente viva, nos deixa sem paz e infelizes. Poderia ter incluído o testemunho como fator de motivação para permanecer na Igreja, mas nem todos tiveram alguma experiência espiritual ou mesmo acreditam nelas. Talvez não seja um testemunho que faz UMA PARTE dos membros continuarem na Igreja. Conheço membros que vão à Igreja apenas para manter o status e que nunca tem uma experiência espiritual, apenas relatam as experiencias de terceiros (fico feliz que voce não faz parte desta turma). Como a Igreja lida com quem não tem “testemunho” ou não concorda com tudo que vê ou ensina? São membros excluídos, não são os “eleitos”. Abraços e prazer em te conhecer

      • Acho que a mudança deveria ser muito mais interna do que externa. Mudança relacionada aos sentimentos que deveriam ser mais positivos. Cultivar a pratica da caridade que não consiste somente em fazer doações de roupa, comida. Caridade é um sentimento lindo que poucos conseguem exerce-la em sua quase totalidade, particularmente, acho bem difícil. Acho que não é necessário mudar o jeito de se portar e agir porque isso é o que nos difere um do outro. Por que todo mundo tem que ser igual ou pior aparentar? Eu sou eu na capela, fora dela, perto ou longe dos líderes. No início tinha muitas dúvidas em relação a tudo, mas que se dissolvem cada vez mais. Essa coisa de status não me interessa, também não gosto de fazer algo para mostrar que fiz, que sei. Me basta saber que eu posso, então farei quando eu quiser e não pela necessidade ou solicitação de outros para provar algo. Foi ótimo,Peri, o uso do personagem Luke Skywalker que se transforma em Darth Vader, é o que as vezes acontece só que ao contrário. Acho bastante questionável. Eu acredito nas minhas experiências espirituais. Elas foram reforçadas depois do inicio do estudo das escrituras quando passei a ter um entendimento maior sobre essas experiências. Abraço, Peri.

    • Obrigado Graciela. Eu tbm não levaria tão a sério este personagem (tanto é que coloquei o Skywalker virando Darth Vader), mas de repente algo nele tem em voce ou em alguém que conheça. E fico feliz que não faz parte deste grupo porque as pessoas infelizes são aquelas vivem como os outros querem que ela viva. O exagero de coerência faz mal, seja na igreja ou fora dela. Poderia ter incluído o testemunho como fator de motivação para permanecer na Igreja, mas nem todos tiveram alguma experiência espiritual ou mesmo acreditam nelas. Talvez não seja um testemunho que faz UMA PARTE dos membros continuarem na Igreja. Conheço muitos membros que relatam experiencias espirituais de terceiros, e nunca as próprias pq não tem mais, e continuam na Igreja apenas pelo social e pra manter o status. Mas deixa eu te perguntar e já aconteceu várias vezes comigo: Você já pensou assim: “não vou fazer isto ou aquilo pq o Bispo ou aquele irmão não vai falar mal de mim”? Se pensou é pq deseja ser coerente com seus compromissos publicos. Eu mesmo qdo comprava no domingo eu tinha medo de alguém ver, pois eu era líder, já dei aula e discurso sobre o dia do Senhor. Como a Igreja lida como quem não tem “testemunho” ou não concorda com tudo vê ou é ensinado? São excluidos e deprezados. Prazer em te conhecer. Abraços

      • Não me preocupo com o que as pessoas pensam, principalmente em relação a Igreja, mas sim se estou fazendo a coisa certa ou não, independente se alguém esta vendo ou não. Já fui vitima dos membros caluniadores e fofoqueiros de plantão, e a algum deste tive a oportunidade de responder: “Não me preocupo com o que o diabo pensa de mim mas, sim com o que penso, e o que Deus pensa de mim.”
        Sou contra as persuasões psicológicas e manipulações sociais para motivar as pessoas a frequentar a igreja, método que a maioria de líderes, bispos e presidentes de estacas, de organizações e alguns presidentes de missões utilizam. Isto motiva o corpo mas, não converte o espirito, e quando somos ofendidos por outros membros, injustiçados por bispos e presidentes de estacas, começamos a conhecer e compreender as falhas e erros históricos de autoridades gerais que ninguém na igreja tem explicação.
        Então ai você cai na real, e começa a ver o teatro por de trás do palco,e vê que muitos membros agem com hipocrisia, e vê que muitos membros representam uma personagem teatral, para uma encenação social.
        Então somos levado a pensar o que estou fazendo aqui?
        OU ficamos pela fé e revelações pessoais, ou a coisa fica complicada.

      • Exatamente Acir. No meu caso, eu me preocupo com que as pessoas pensam, não gosto de fofocas sobre mim, mas estou aprendendo a controlar . Hoje ja ignoro com mto mais facilidade do que há 5 anos atras. Acho que partir deste ponto que vc disse é que define o futuro da pessoa na Igreja. Quem está ha mto tempo na Igreja passou por isto

      • Oi, Marcos. Deixa eu tentar explicar… A igreja é verdadeira, mas tem certas coisas que escuto e não concordo e que para mim estão mutíssimo distantes do evangelho, do amor, da caridade e misericórdia. Por essa razão coloquei “verdadeira”. Eu escuto essas coisas e fico na minha, porque já percebi que não há espaço para argumentações. Além disso, não quero brigar, discutir com ninguém. Não quero ficar brava com ninguém e não quero que fiquem comigo. Um dos motivos de ter me batizado é exatamente deixar de brigar com todos pelas coisas que considero certas. Já melhorei bastante, chega uma hora que cansa…rsrs Espero pelo dia em que alcançarei uma mente uns 80% espiritual. Porque 100% é impossível, seríamos perfeitos. Acho que o pessoal da minha ala é bem legal em comparação a outras que já escutei. Não são tão medianos, ainda sim, tem gente que me olha meio desconfiada, porque ainda não vesti uma saia. Até já senti vontade de usar um vestidinho, rsrs, mas ainda não rolou…Ninguém pode dizer que não tenho um testemunho só porque uso calças. Só quero manter a minha identidade e não ser obrigada a ficar igual a todas as mulheres da igreja. Não sou melhor nem pior por conta disso.

    • Obrigado Joni. Recomendo a leitura do livro ” As Armas da Persuasão”, de Robert B. Cialdini. Vai gostar do capitulo sobre autoridade e aprovação social – o que um terno e uma liderança (poder) é capaz de fazer com as pessoas e porque as pessoas não ajudam como esta menina chinesa atropelada. A falha da visita de mestre familiar talvez seja porque ninguem acha que é urgente. Vale outro artigo. Abraços

  2. Te entendi um pouco melhor, Peri, obrigada. Só não consigo entender, digo, relacionar a igreja com status… é difícil pra mim. Como assim? Será que existe quem siga frequentando ano após ano a igreja sem um testemunho? Também acho difícil entender, na verdade, não acredito. Acho que quem permanece na igreja tem, sim, um testemunho. E quem está fora também pode ter forte testemunho. Voltando a questão do status, falando da minha experiência, já fui chamada direta e indiretamente de ignorante pela minha conversão. Não saí gritando aos quatro ventos que me converteria, mas pessoas que são próximas a mim e que considero disseram que era loucura… Eu as entendo, perfeitamente. Elas ignoram o que eu deixei de ignorar. 🙂 Tá, acho que agora entendi…o status relacionado ao prestígio, entendi o por quê. Prazer, Peri!

  3. O texto é razoável… Numa escala Lickert seria um 6… Veja não estou dando uma nota ao texto… Acho que como autores esperamos aceitação do que escrevemos, porem um 6 representa que esta caminhando para o ótimo. Acredito que faltaram mais fontes para as afirmações cujo objetivo e inquietar sobre a duvida trazida no título. Na conclusão, por exemplo, se diz: “Muitos continuam firmes na Igreja mais para serem coerentes após tantos compromissos pessoais e públicos e para se sentirem aprovados socialmente”, Isso pode ser uma verdade, mas ganharia uma força adicional se houvesse uma comparação. Podem haver outros motivos para esta permanência na Igreja: altruísmo e generosidade, por exemplo. A pessoa pode vivenciado diversas experiencias espirituais e por algum motivo ter deixado de acreditar como acreditava dantes. Pode ser que permaneça para não destruir a fé de outros que veem nesta pessoa um exemplo. Cito altruísmo e generosidade porque a pessoa percebe que nem tudo gira em torno dela e as vezes a opinião dela e seus sentimentos não são mais importantes que os sentimentos de quem ela ama. E isso tudo pode representar algo que eu chamo de privilégio da duvida. A pessoa pode ter duvida e permanecer, o que para mim é uma sabedoria implícita… Atos 5: 38-39 diz: “38 E agora digo-vos: Dai de mão a estes homens, e deixai-os, porque, se este conselho ou esta obra é de homens, se desfará, 39 Mas, se é de Deus, não podereis desfazê-la; para que não aconteça serdes também achados combatendo contra Deus”. Poderia ter investido muito no fragmento sobre a crença em um time e como é impossível para as pessoas deixarem de torcer para um e começar a torcer para outro. Deve haver alguma explicação psico pra isso e não deve ser algo simples de explicar. Não é minha área de interesse ou de discussão. Enfim o texto não é ruim, mas precisa de mais fontes para não parecer que foi escrito viceralmente… Shalom!

    • Não deve ser algo fácil de explicar, por exemplo, o Corinthians sair do campeonato paulista tão cedo e ainda ter gente que insista em torcer para um time tão fraco! KK!

    • Obrigado Silvio. Obrigado pelo feedback. Obrigado pela nota. Podem ser vários motivos realmente, mas definitivamente ainda a Igreja é despreparada para lidar com as reacaídas, tão importantes para a mudança de comportamento. Poderia ter incluído o testemunho como fator de motivação para permanecer na Igreja, mas nem todos tiveram alguma experiência espiritual ou mesmo acreditam nelas. Talvez não seja um testemunho que faz UMA PARTE dos membros continuarem na Igreja. Faltou falar mais sobre crenças e aprovação social. Qto a torcer por um time, ou o Timão todo poderoso, é pq nos associamos a nossa imagem aos vencedores para sermos bem vistos, para nossa auto imagem parecer positiva. E na derrota, a gente que ser convencer de nosso time escolhido foi o certo para não “ficar por baixo”. Mas qdo o time vence, ele veste a camisa para parecer vencedor. Um puxa saco de líder na Igreja, fica bajulando o bispo, pres. de estaca ou Autoridade é pq ele acredita que seu prestigio publico aumenta por ser amigo de um famoso e com poder na Igreja. Geralmente qdo o lider é desobrigado, esta pesssoa o esquece e vai bajular outro que foi chamado. A gente gosta de aproveitar da glória alheia. Não precisamos ser um astro para obter a glória do famoso. É só estar associado a ele. Vc deve ter um conhecido que diz: “Ei, eu conheço o vereador” (as vezes é o primo do primo que conhece) ou “Ei, peguei na mão do Michael Jackon” ou ” A Joelma do Calipso deu tchau pra mim no show”. Tem pessoas que dizem “Sou membro da única Igreja verdadeira” só para se sentir importante ou vencedor diante de outras religiões. O perigo do associamento é tão forte que certa vez queriam linchar um reporter que fazia previsão tempo quando errava na previsão. Ele por acaso um acaso é o Thor? É metereologista? Não, mAs culpavam ele pela chuva imprevista. O exagero da associação é perigoso, vira uma pessoa vã. Abraços

      • Peri, obrigado por compartilhar suas experiencias.
        Só o que eu gostaria de te dizer é que nem sempre é assim….
        Eu gostei da sua sinceridade, é melhor do que fingir a vida inteira como muitos fazem e depois saem magoados dizendo que foram enganados e etc.
        Eu mesmo jamais poderei negar que essa igreja é verdadeira porque através de minha fé coisas incriveis aconteceram, eu gostaria que essas coisas acontessecem a todas as pessoas mas não é assim…..
        Também não quero julgar nem tentar entender o porque dessas coisas, antigamente eu ficava muito chateado quando via alguém falar mal da igreja ou quando via uma pessoa saindo e dizendo um monte de coisas contra.
        O seu caso é diferente, voce foi real, só tenho que te desejar boa sorte e tudo de bom mas acredito muito na promessa de Moroni 10, quem sabe se voce tentar de novo e daí a resposta vem…..
        A chave desse enigma é a mistica de uma experiencia maior com esse evangelho, todos precisam disso para permanecerem, todos querem apalpar alguma coisa, todos querem sentir no coração e muitos sentem, fora disso fica dificil, só sobra a lógica, os fatos a ciencia e tudo que não combina com fé ou religião.

      • A essa resposta eu dou nota 10… E definitivamente isso o eleva, para mim, ao status de um grande escritor da ABEM… Você criou duas metáforas fantásticas de algo que nós conhecemos bem. Aquele membro que se julga o SUD (Salvo dos Últimos Dias) porque apertou a mão de uma autoridade geral… E aqueles que na condição de puxa sacos, ficam escolhendo qual testículo da autoridade vão apalpar primeiro. Parabéns!

      • Eita pêga. Obrigado Silvio. Os caras aqui são muito melhores que eu e to chegando agora. Leia o livro ” As Armas da Persuasão”, de Robert B. Cialdini que vai gostar. Mas é isso mesmo. Quem tem carro tem tratamento melhor do que quem anda de onibus. Quem tem um posição social melhor, o tratamento é melhor e tem mais chamados de liderança. Nós gostamos de estar com quem tem dinheiro e poder porque nos fazem parecer mais espertos. Quem é lider é chamado pra almoçar em casa, quem é recepcionista é chamado pra limpeza. Sempre tem alguem pobre que diz que tem um amigo rico. Na igreja não é diferente. É vaidade, tudo vaidade. Essa de pegar nas bolas eu nunca vi kkkk. Abraços

  4. Bah cara… muito bom teu texto, na verdade me vi nele. Principalmente no primeiro parágrafo kkkkk. Olha que eu já tinha 32 anos e uma filha. Claro que não posso dizer que não tive alguma experiências “espirituais” dentro dessa Igreja, mas também tive em outras denominações as quais fiz parte. Não tenho intenção de me tornar cético ou ateu, de forma nenhuma, mas desde 2008 frequento a Igreja com o único intuito de acompanhar minha esposa, apresentar as minhas filhas um modo não “mundano” de viver (apesar das porcarias de colégio que se frequenta hoje em dia) onde as meninas “populares dançam Lepo Lepo e para evitar conflitos. Meu objetivo não é denegrir a igreja, mas sim levar a efeito um sentimento que tenho de que essa Igreja não é a UNICA igreja verdadeira, e sim mais uma forma de ser Religião, que segundo Lactâncio e Agostinho de Hipona, a palavra Religião significa RELIGAR, argumentando que a religião é um laço de piedade que serve para religar os seres humanos a Deus. Independente de qual seja, desde que seguindo os preceitos e ensinamentos de Cristo (para os Cristãos) e de outras “divindades” as quais, por meio de doutrinas e dogmas firmemente estabelecidos, como sempre, independente dos seus líderes e membros colocam o ser humano como causa primária da nossa relação com Deus, quando diz: …quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.Toda pessoa que tem como seu grande (talvez não principal, mas GRANDE) objetivo de fazer os homens se RELIGAREM a Deus, receberá a recompensa a qual ele procura, (através do ensinamento ou objetivo que escolheu) seja ela qual for, ou religião que escolheu. Pode ser o reino celestial, o paraíso na Terra, a reencarnação em uma vida mais evoluída, o castelo com tijolos de ouro no céu. Não podemos dizer que quem é mórmon tem a plenitude do evangelho e os outros não tem. O testemunho que tem os bons mórmons que esse evangelho é pleno é o mesmo testemunho que os de outras denominações têm da veracidade do que aprendem. Como podemos duvidar do Testemunho das outras pessoas? Só por que o pastor da igreja que ela frequenta é ladrão? ou por que o padre é pedófilo? E agora? Imaginem:Imaginem o amor de seus pais (ou mães) Será que teu pai vai se entristecer por que o filho, sendo muito “inteligente” e o pai muito “rico” escolheu estudar geografia (e se sente feliz por sua escolha) ao invés de estudar medicina? Ou vai se entristecer por que o filho não quis estudar, foi pras drogas… Entendem o que eu quero dizer? não podemos dizer que o geógrafo é menos importante, ou menos estudado que o medico. Cada um encontrou dentro de sua especialidade a recompensa esperada durante o curso. Será que o pai vai dizer: me orgulho do filho médico e desprezo e condeno o filho geografo? Será que Deus vai dizer: me orgulho do mórmon (porque ele tem a plenitude do evangelho) e desprezo e condeno os demais filhos que também estudaram e buscaram ser bons filhos? será?

    • Excelente Luis Gustavo. Eu acredito que o Budismo é mais eficiente para mudar o comportamento e transformar em uma pessoa melhor do que o mormonismo. E te digo uma coisa: ninguém sabe de nada, nem o profeta. Não sabemos como será o futuro. Não faz sentido um mormon dizer quem esta certo ou errado, pq segundo a propria doutrina mormon, no Plano de Salvação ainda tem mil anos após a segunda vinda e só depois disso é que vem o julgamento. Todo mundo estará nas mesmas condições, terão o mesmo conhecimento e a Graça vai completar o que falta

      2 Nefi 9:14-15
      Teremos portanto um aconhecimento perfeito de todas as nossas culpas e nossa impureza e nossa nudez; e os justos terão um conhecimento perfeito de sua alegria e sua retidão, estando vestidos com pureza, sim, com o manto da retidão.
      E acontecerá que quando todos os homens tiverem passado desta primeira morte para a vida, tornando-se imortais, deverão comparecer ante o tribunal do Santo de Israel; e virá então o julgamento e serão julgados de acordo com o santo julgamento de Deus.

    • Achei bem interessante este comentário no que diz respeito a valorizar a diversidade e o diferente, saber que cada filosofia cada religião contribui em sua esfera para o grande todo , gostaria também de lembrar da limitações de filosofias e religiões, ao fazer uma crítica ao mormonismo estamos limitando o potencial desta religião , seria ela tão mediócre ao ponto de nunca superar-se creio que nunca devemos nos limitar em luz, verdade e conhecimento , devemos sentir que podemos contribuir mais significativamente para este Reino.Sinto pelo espírito que o que vemos nas Liahonas e mensagens da conferencias gerais são uma visão do “ideal”, mas infelizmente nem sempre isso é possível. Pelo estudo e minha pesquisas ainda não encontrei líderes religiosos que ensinaram doutrinas tão grandiosas quanto as da igreja de Jesus Cristo, mas isso é pequeno perto das revelações pessoais do Espírito Santo, que são mais fortes e duradouras.Sim podemos admirar outras religiões e filosofias, é algo louvável e se podemos aprender e melhorar muito com isso, mas quando perguntaram a Joseph Smith o que diferenciava o mormonismo de outras religiões ele respondeu : E o Dom do Espírito Santo!, é muita ingenuidade tentar seguir esta igreja por qualquer outro motivo!! Pelo espírito que nos aproximamos e nos relacionamos com Jesus Cristo e compreendemos sua expiação.Pelo espírito já chamei líderes ao arrependimento , mesmo sem ser líder! Será que estamos perdendo a sintonia de viver e transformar o mundo dentro da esfera que o Senhor nos deu? Sejamos coerente com as escrituras,que citam a necessidade de ordenanças para recebimento de bençãos especiais, poderemos nós ser tão presunçosos e ponto de ignorar ou mudar as chaves pra receber as bençãos prometidas? Vamos deixar de batizar no templo nosso avô budista? Nosso tio que morreu sendo pastor Batista? Ao ler o novo testamento, os santos dos Primeiros Dias pensariam dessa forma? Apóstolo Paulo ensinaria um Maomé (não são contemporâneos é só um exemplo…) e não o convidaria a batizar? Uma vez ouvi algo bem bonito do filósofo Kant “Age sempre de tal modo que o teu comportamento possa vir a ser princípio de uma lei universal.” Seria incoerente Jesus Cristo ou seus discípulos souberem que o que pregam é verdade e não convidar Buda,Maomé ou qualquer outro religioso a não fazerem os convênios sagrados.Assim como não podemos condená-los a castigos por não aceitarem a Cristo.Também não podemos dar bençãos pelas quais não tiveram o interesse em aceitar.Como eu sempre falo…existem muitas moradas ótimas para todas as pessoas boas da Terra.Joseph Smith tem sua ambição espiritual , Thomas S. Monson tem sua ambição espiritual, e eu tenho a minha , todos temos o livre arbítrio para acreditar e lutar pelas bençãos e luz que queremos.

  5. Não sei de nada, desconfio de muita coisa.
    Lembro de um poema que algum aluno do colégio militar escreveu:
    “Acho que acho que não acho.
    Só sei só tenho certeza do que não sei.
    Não consigo me imaginar num lugar estando neste lugar.
    Eu sou diferente, todos são diferentes, porém, todos são iguais por serem diferentes de todos.
    Uso lápis para guardar o que penso, mas, palavras são restritas demais ao pensamento”.

  6. Eu, me batizei em 1984. Demorei muito pra perceber, que a grande “panela” é um fato. Mas não foi só isso que me fez sair do mormonismo… Eu percebi que a igreja é uma instituição cheia de regras cabíveis a adequação… você mesmo pode observar que existiram profecias que não foram cumpridas pelo profeta restaurador… e que segundo as escrituras ” Se um profeta. profetizar algo e esta não for cumprida. Este profeta não é um servo de Deus.” Então, eu vi por várias vezes, as regras do jogo sendo adequadas para ajustar a continuidade do grande negócio. A primeira coisa que todas as religiões deveriam fazer é: Dá tudo o que tem aos pobres e Segue-me. Mas é muito dinheiro, não é verdade? Só alguns líderes, tem acesso a todas estas finanças.

      • Esta profecia se cumpriu:”Numa noite de domingo em 1834, o Profeta Joseph Smith reuniu todos os portadores do sacerdócio numa pequena escola feita de toras em Kirtland Ohio.Era uma casa pequena,tendo talvez quatro metros quadrados,mas nela se reuniu todo o sacerdócio da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos dias que estavam na cidade de Kirtand e que tinham se reunido para partir com o Acampamento de Sião.O Profeta conclamou os Élderes de Israel a,com ele prestarem testemunho desta obra.Quando terminaram o Profeta disse:’Irmãos,fui muito edificado pelos testemunhos prestados esta noite.Quero dizer-vos entretanto que não sabeis a respeito do destino desta igreja e deste reino mais do que uma criancinha no regaço materno.Não o compreendeis.Não estais vendo hoje mais do que uns poucos portadores do Sacerdócio,mas esta Igreja há de se espalhar-se por toda a América do Norte e do Sul- ela irá espalhar-se pelo mundo inteiro”'(Wilford Woodruff,Conference Report,Abril de 1898 p 57)

      • Não apenas essa “profecia” falha em qualificar nos parâmetros objetivos delineados aqui, como sequer trata-se de uma “profecia” propriamente dita. Ela precisaria de mais qualificadores específicos para qualificar como “profecia”.

        Sem estas, essa “profecia” está mais para uma “declaração de missão“, comum e prevalente em empresas e corporações.

      • Voce confunde “declaração de Missão” com profecia.Se fosse a primeira ele teria declarado qual era a “missão da igreja” Se para você parece que ela seja uma declaração de missão que não possa ser uma profecia.

  7. Gostei muito da citação “Falta apenas achar mais pessoas que pensam da mesma forma, para se sentir aprovado socialmente”.Penso que o mesmo acontece com as pessoas que bebem ou fumam.Notaram como diminuiram o número de fumantes no mundo depois que eles foram excluidos socialmente com campanhas avassaladoras? Quem fuma maconha gostaria que toda sociedade fumasse .Os gays querem que sua opção seja sexual seja aceita por todos…A aceitação social parece ser algo almejado pela ,maioria das pessoas , sendo quase uma obcessão (ver comportamentos nas redes sociais) pela popularidade é algo almejado e batalhado. Infelizmente confundimos o objetivo de ser aceito pelos outros a alcançar a auto-aceitação ou auto-afirmação.Por isso eu gosto de manter um espírito crítico e independente sempre me vigiando para não cair na armadilha da idéia “Mas todos pensam assim…”.Tento não entrar no “aspiral do silêncio”.Quantos de nós deixamos nossas preferencias e gostos individuais em troca do “gosto pop” ? A Cultura de Massa manipula o indivíduo e realiza uma lavagem cerebral e espiritual afim de que ele esqueça que quem realmente descobriu que é , e o que deseja alcançar, por isso admiro as pessoas que fazem retiros solitários na vida afim de refletir sua existência.Fico triste por uma pessoa que é incapaz de passar um grande espaço de tempo meditando sozinha, uma pessoa que não se conhece, nunca vai melhorar o mundo.O despreendimento social serve para aumentar a força de caráter interior, enobrece a alma e enriquece espiritualmente o individuo.Oro para que todos sejamos independentes e livres para se libertar das correntes da cultura de massa seja ela SUD ou não , que cultivemos um espirito meditativo e comungado com Espírito Santo e tenhamos impressões pessoais e indeléveis sobre o que passa ao nosso redor.Que não sejamos levados como uma manada ignorantes para o abismo.Vejamos o exemplo de Cristo e Moisés que foram refinados na solidão do deserto,Joseph Smith que se encontrava abandonado nas prisões, todos eles descobriram tesouros e riquezas ao descobrir a força interior, comunicando se puramente com Pai Celestial , eles tinham força, porque seu interior era forte, porque aceitavam firmemente sua próprias idéias não eram “Metamorfoses Ambulantes”.Somente ao defender o que acreditamos e descobrimos sozinhos nos faz sentir mais seguros e ter paz interior,que não sejamos também tão fanáticos a ponto de fechar nossa visão e nem tão voláteis a ponto de se contradizer constantemente , o que traz uma imensa brecha no caráter.Coerência é equilibrio,firmeza e força de caráter.Quem votaria em um politico incoerente? Creio eu que é mais fácil e agradavel conviver com uma pessoa
    coerente em seu modo viver.Não sei se estou errado ao pensar que este texto tende subjetivamente a concluir que a coerência não é algo que se deve perseguir.Na opinião a coerência é bela e belo quem vive com ela.Uma fé coerente constroi um caráter sólido e firme.

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