Livro de Abraão: 50 Anos dos Papiros

Em 27 de novembro de 1967, o Museu Metropolitano de Arte de Nova Iorque devolveu para A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias os papiros originais usados por Joseph Smith, Jr., para produzir o Livro de Abraão.

Esse evento foi comemorado com grande antecipação e efusivos sentimentos de esperança, e até uma sensação de validação. Por mais de um século, estes antigos documentos haviam sido dados como perdidos, e subitamente em 1967 não apenas haviam sido reencontrados, mas haviam sido retornados à Igreja SUD!

Contudo, tão logo passou a euforia e o regozijo inicial, recaiu sobre a Igreja o que apenas pode ser descrito como “desconforto” sobre o documento, levando a quase silêncio da instituição oficial, e a décadas de esforços intensos (e inúteis) de dúzias de apologistas.

Como houve bastante interesse em comentários passados, em outros posts, sobre discutir a importância desse achado arqueológico, eu acho que essa data importante é a perfeita oportunidade (desculpa) para abrirmos espaço para essa discussão. Segue abaixo apenas uma breve introdução ao tema.

Entre 1798 e 1801, o primeiro cônsul francês Napoleão Bonaparte embarcou na famosa Campanha do Mediterrâneo de 1798 para estabelecer controle de interesses franceses em rotas de comércio. Durante essa campanha, as forças francesas invadiram (e destruíram) o império mameluco que controlava o Egito, apenas para serem rechaçados subsequentemente pelos ingleses.

Apesar do enorme fracasso militar e comercial, a expedição teve a boa-aventura de um grande sucesso: Napoleão incluiu na campanha militar um gigantesco grupo de cientistas e acadêmicos (167 intelectuais) com o explícito mandato de espalhar princípios do Iluminismo (i.e., as sementes do que hoje chamamos de Ciência e Racionalismo) e para realizar investigações e experimentos.

O contato súbito e inicial com as ruínas do passado egípcio imediatamente fascinaram muitos destes intelectuais que, por sua vez, trouxeram esse fascínio para a Europa Continental (e, depois, para a Grã-Bretanha) e estudos, investigações, pilhagens, e comércio de relíquias floresceram durante quase todo o século XIX.

Esse fervor cultural alastrou-se para os Estados Unidos, e um período chamado de “egitomania” espalhou-se como fogo por toda a cultura Norteamericana durante todo o século XIX, afetando todos os aspectos culturais: literatura, arquitetura, arte, e até a academia.

Entre 1818 e 1822, um dos centenas de escavadores e pilhadores no Egito chamado Antonio Lebolo encontrou várias múmias e papiros, entre outras relíquias, em Tebes, e consequentemente foram removidas para a Europa para comercialização. Onze destas múmias, com vários “livros” de papiro (em rolos), foram parar nas mãos de Michael Chandler na cidade de Nova Iorque no começo dos anos 1830. Conhecedor do lucrativo mercado gerado pela “egitomania” nos EUA, Chandler passou a viajar pelo país, expondo e vendendo as relíquias egípcias.

Durante o verão de 1835, Chandler transitou pelo estado de Ohio. Ouvindo rumores dos feitos de Joseph Smith, que teria aprendido a decifrar e traduzir os caracteres da escrita egípcia (até então, feito impossível fora de um restrito círculo de acadêmicos franceses, e largamente desconhecido pelo público em geral). Curioso para averiguar as habilidades de Smith, ou espertamente pronto para lucrar com a óbvia fascinação de Smith com o Egito Antigo, Chandler foi até Kirtland encontrar-se com o Profeta Mórmon.

O encontro foi frutífero para ambas partes. Smith imediatamente anunciou que os papiros eram documentos originalmente escritos, de próprio punho, por Abraão, além de José (bisneto de Abraão), e o terceiro era um conto sobre a Princesa Katumin. Considerando os achados arqueológicos como sagrados, Smith iniciou negociações com Chandler para comprá-los deste, e angariando uma pequena fortuna entre amigos e membros (estimados entre 50 e 100 mil dólares atuais), a Igreja adquiriu 4 múmias e 4 papiros (3 rolos ou livros, e 1 hipocéfalo).

Joseph Smith passou a expor as múmias como fazia Chandler, cobrando modestos preços de admissão de curiosos e viajantes, porém mais importantemente, começou o processo de tradução pelo Livro de Abraão, usando Oliver Cowdery e William Phelps como escrivões. Smith montou um caderno de traduções, com decifração dos hieróglifos egípcios e anotações sobre as regras gramaticais e pronuncias, e durante vários meses, produziu o que hoje chamamos de Livro de Abraão. Nem o rolo de José, nem o rolo da Princesa Katumin, foram agraciados com tentativas ou esboços de tradução.

A Igreja publicou o Livro de Abraão em 1842, em forma seriada, no jornal oficial Times and Seasons, incluindo cópias das ilustrações (com explicações por Smith) e do Hipocéfalo (também com explicações de Smith), e subsequentemente no jornal oficial da Igreja na Europa Millennial Star 5 e 6 meses depois. Em 1878, a Igreja publicou o Livro de Abraão completo numa coletânea chamada ‘A Pérola de Grande Valor’, que dois anos depois foi canonizada como Escritura Sagrada no jubileu de 50 anos.

Enquanto isso, os papiros originais (junto com as múmias) haviam permanecido em posse da família Smith, que optou por permanecer em Nauvoo, Illinois, durante a migração para o Oeste. Em 1856, Emma Smith decidiu vender os artefatos egípcios para Abel Combs, que os vendeu para o Museu de Saint Louis. Este museu faliu, e vendeu o grosso de sua coleção para o Museu de Chicago, e este, havendo multiplicidade de peças egípcias, vendeu a coleção Smith para o Museu Wood, também localizado em Chicago.

Em outubro de 1871, uma conflagração desconhecida iniciou um incêndio que destruiu uma enorme parte da cidade, matando 300 pessoas e deixando mais de 100 mil desabrigados (um terço da população total de Chicago). Entre os prédios afetados, o Museu Wood e, presumidamente com ele, a coleção Smith e os livros de Abraão e José.

Aparentemente, em 1878 Apóstolos Orson Pratt e Joseph F. Smith viajaram por Chicago na tentativa de averiguar a sobrevivência dos papiros após a destruição do Museu Wood, e em caso positivo comprá-los de volta, mas sem sucesso.

Papiros destruídos pelo fogo. Fim de história.

Fim?

Facsimile 1

Em 1966, um professor da Universidade de Utah Aziz Atiya estava no Museu Metropolitano de Arte de Nova Iorque fazendo pesquisa para um livro quando, fortuitamente, bateu os olhos num papiro comum com uma ilustração comum. Porém, esta ilustração continha uma alteração nada comum: o papiro estava colado numa folha de papel moderna, e faltando-lhe alguns pedaços no papiro original com falhas na ilustração, desenhos haviam sido completados no papel moderno! Atiya, que não era Mórmon mas que havia morado em Utah por décadas, chocou-se com uma percepção súbita: Este era o papiro que Joseph Smith havia usado (e sobre o qual desenhado) para o seu Livro de Abraão!

Angustiado e surpreso com sua descoberta, Atiya vasculhou a pilha de documentos onde este papiro havia sido arquivado e a sorte lhe continuou a sorrir: Não só encontrou mais fragmentos de papiros que haviam sido posse de Smith (incluindo as demais ilustrações usadas no Livro de Abraão), Atiya encontrou a carta escrita e assinada por Emma Smith para certificar que estes seriam os papiros usados por Joseph Smith!

Como os papiros foram parar no museu de Nova Iorque foi, tanto quanto o achado em si, uma história interessante a se destrinchar. Para encurtar uma longa estória, parece que Abel Combs não vendeu esses documentos e estas múmias para o Museu de Saint Louis (mas outros papiros e outras múmias), e reteve os papiros de Joseph Smith consigo, deixando-os para a enfermeira que cuidou dele em seus últimos meses de vida. A filha (e neto) dessa enfermeira venderam os artefatos ao museu em Nova Iorque após anos (décadas) de negociações.

As negociações e comunicações entre Atiya, a Primeira Presidência da Igreja, e os curadores do Museu, também tardaram, mas não duraram pouco mais de um ano, até que no dia 27 de novembro de 1967 os papiros foram devolvidos para a Igreja.

Durante um pouco mais de um ano de negociações e conversas secretas confidenciais, algumas das Autoridades Gerais expressaram sentimentos de esperança e antecipação. Por exemplo, durante as negociações, N. Eldon Tanner da Primeira Presidência afirmou que a Igreja tinha enorme interesse nos papiros e que pagaria “qualquer preço” por eles.

A própria Primeira Presidência (David O. McKay, Hugh B. Brown, e N. Eldon Tanner) escreveu:

“Essa coleção é muito significante porque ela cria um elo distinto com a história inicial da Igreja e apoia completamente a asserção feita pelo Profeta Joseph Smith. Esses documentos importantes… serão valorizados e bem cuidados e ajudarão em pesquisas futuras e adicionar evidências à autenticidade da Pérola de Grande Valor.”

Milton Hunter cita, ainda, N. Eldon Tanner regozijando que:

“…o fato importante é que agora temos parte do manuscrito original do Livro de Abraão e que certamente comprova o fato de que Joseph Smith escreveu o Livro de Abraão de manuscritos em papiros antigos…”

Contudo, não foi isso que ocorreu. Tão logo a Igreja recebeu os papiros, convocou acadêmicos e estudiosos (principalmente da universidade da Igreja Mórmon Brigham Young University) para analisa-los, e o que se percebeu imediatamente e inequivocadamente foi que os documentos de onde Smith “traduziu” o Livro de Abraão simplesmente não dizem nada sobre Abraão, mas sim são textos funerários comuns. Ademais, as ilustrações foram reconstruídas de maneira equivocadas, completamente sem sentido, e os textos das ilustrações não correspondem em nada às descrições oferecidas por Smith.

Junte-se a isso o fato de que por um século críticos haviam previsto as lacunas nas ilustrações (corretamente) e que o alfabeto e o dicionário de Smith não correspondiam ao que acadêmicos haviam aprendido sobre egípcio antigo desde então (corretamente), e a Igreja viu-se na posição desconfortável de um achado histórico que desconfirma, ao invés de confirmar, afirmações históricas sobre o passado fundacional da Igreja. Inclusive, é muito possível que, movidos ainda pelo desdobramento negativo desse evento, as Autoridades Gerais tenham se esforçado tanto para comprar e esconder documentos históricos sensíveis de modo a se exporem excessivamente ao engodo de Mark Hoffman 15 anos depois.

No frigir dos ovos, a recuperação dos papiros não é hoje celebrada oficialmente. Talvez porque os papiros não apoiam a asserção de que Joseph Smith tenha encontrado, fortuitamente, escritos do profeta Abraão e corretamente traduzido-os no livro que hoje se encontra no cânone SUD oficial. Pelo contrário, os papiros demonstram que Smith “traduziu” o Livro de Abraão de um texto funerário 3000 anos mais novo que Abraão, sem quaisquer conhecimentos da língua ou cultura egípcias antiga.

Como lidar com essa constatação segue sendo um desafio para Mórmons modernos, e claramente, para a Igreja SUD. De qualquer modo, 50 anos atrás esta semana foi um marco importante na história, e para o futuro, da Igreja Mórmon.


Bibliografia

  • Larson, Stan. Quest for the Gold Plates: Thomas Stuart Ferguson’s Archaeological Search for The Book of Mormon. Freethinker Press, 2004.
  • Peterson, Donl. The Story of the Book of Abraham. Mummies, Manuscripts, and Mormonism. Deseret Book, 1995.
  • Peterson, Donl. Antonio Lebolo: Excavator of the Book of Abraham, em BYU Studies, 1991.
  • Rhodes, Michael. The Hor Book of Breathings: A Translation and Commentary, Studies in the Book of Abraham. FARMS [Atual Instituto de Estudos Religiosos Neal A. Maxwell da Universidade de Brigham Young), 2002.
  • Ritner, Robert. The Joseph Smith Egyptian Papyri: A Complete Edition. Signature Books, 2012.

13 comentários sobre “Livro de Abraão: 50 Anos dos Papiros

  1. Tudo não passou de uma grande farsa e uma grande invenção (mais uma invenção de J. Smith), os papiros egípcios nada tem a ver com Abraão ou Moisés, pura invenção dele! Depois de tudo o que foi escrito e provado (note bem: provado que não era verdadeira a tradução dos papiros feita por Smith), os mórmons ainda alegam “inocentemente” que tudo foi inspiração e revelação, tocando tudo para a frente, aconselham os membros a terem fé e orarem e nunca questionarem nada, mas considerar tudo como como revelação e inspiração, tal qual como ocorre com o Livro de Mórmon, D&C, etc…
    Num mundo civilizado há ainda quem crê em Papai-Noel, Fadas, Duendes, etc. Seria esse o caso dos mórmons.

  2. O problema com o Livro de Abraao nao se encontra no livro em si mas na forma que foi apresentada aos gentios dos ultimos dias. Creio que a fraude esta na maneira como a historia foi dita, alias esse tem sido o principal problema com a igreja atual, a historia que todos acreditaram por decadas agora esta sendo desmascarada.
    Ao meu ver os ensinamentos encontrado no Livro de Abraao estam em plena harmonia com os ensinamentos do LM e da Biblia, nisso nao podemos dizer que o conteudo seja falso. Para mim as profecias no LM me ajuda a entender melhor outros registros sagrados que temos no mundo atualmente, inclusive livros e registros de outras religioes. Nos Mormons aceitamos o LM como ” A pedra angular de nossa religiao” nesse caso temos que aceitar o que o LM nos ensina sobre “Outros” registros que ainda nao foram revelados e muitos que ja foram revelados. As profecias contidas em 2 Nefi capitulo 29 nos da uma ideia melhor de que a restauracao do evangelho nos ultimos dias nao siginifica um exclusividade do Mormonismo, fica evidente nesse capitulo que Mormonismo era para ser algo muito maior e mais inclusivo do que se tornou no decorrer dos anos.
    Nefi deixa claro que ha muitos registros sagrados no mundo que vieram de Deus e que nao pertence a igreja SUD.
    ” Não sabeis que há mais de uma nação? Não sabeis que eu, o Senhor vosso Deus, criei todos os homens e que me lembro dos que estão nas ilhas do mar? E que governo nas alturas dos céus e embaixo, na Terra; E REVELO MINHA PALAVRA AOS FILHOS DOS HOMENS, SIM, A TODAS AS NAÇÕES DA TERRA? (2 Nefi 29: 7)

    10 Portanto, porque tendes uma Bíblia não deveis supor que ela contenha todas as palavras minhas; NEM DEVEIS SUPOR QUE EU NÃO FIZ COM QUE SE ESCREVESSE MAIS.

    11 POIS EU ORDENO A TODOS OS HOMENS, TANTO NO LESTE COMO NO OESTE, TANTO NO NORTE COMO NO SUL E NAS ILHAS DO MAR, QUE ESCREVAM AS PALAVRAS QUE LHES DIGO; pois pelos livros que forem escritos julgarei o mundo, cada homem de acordo com as suas obras, conforme o que está escrito.

    12 POIS EIS QUE FALAREI AOS JUDEUS E ELES ESCREVERÃO; E TAMBÉM FALAREI AOS NEFITAS E ELES ESCREVERÃO; E FALAREI TAMBÉM ÀS OUTRAS TRIBOS DA CASA DE ISRAEL, QUE LEVEI PARA LONGE, E ELAS ESCREVERÃO; E TAMBÉM FALAREI A TODAS AS NAÇÕES DA TERRA E ELAS ESCREVERÃO.

    13 E acontecerá que os judeus terão as palavras dos nefitas e os nefitas terão as palavras dos judeus; e os nefitas e os judeus terão as palavras das tribos perdidas de Israel; e as tribos perdidas de Israel terão as palavras dos nefitas e dos judeus.

    Esses versiculos em si deveria acabar com a ideia de que a igreja SUD seja a unica igreja verdadeira na face da terra e que o Presidente da igreja seja o “unico” porta voz de Deus na terra. Na verdade os membros e lideres da igreja deveriam estar ativamente buscando esses outros registros que se encontram na terra.

    • “Na verdade os membros e lideres da igreja deveriam estar ativamente buscando esses outros registros que se encontram na terra.”

      Na verdade, melhor fariam em apresentar ao mundo as placas de ouro do Livro de Mórmon para provar que não foi mais um “conto do vigário” de JS.

      • O Mesmo poderia ser dito da arca do convenio; o santo sudario; o Santo Gral etc… Provas cientificas nao fortalece a fe, nem a fe tampouco confirma a logica. Esse seria um debate para outro assunto.

    • Nós sabemos que Joseph Smith ditou traduções dos hieróglicos contindos neste específico pergaminho para Oliver Cowdery, Warren Parrish, e William Phelps baseado nas anotações destes em um documento conhecido como “Gramática e Alfabeto da Língua Egípcia” existente nos arquivos da Igreja.

      Nós sabemos que Joseph Smith utilizou este pergaminho para “traduzir” os trechos entre Abraão 1:1 e Abraão 2:18 por causa deste documento citado acima, demonstrando que Smith “traduziu” quase 40% do Livro de Abraão de um trecho do pergaminho ainda existente nos arquivos da Igreja (e ocupando aproximadamente 30% deste).

      Nós sabemos que Smith utilizou esse específico pergaminho para “traduzir” o Livro de Abraão por causa das 3 ilustrações que ele utilizou e incluiu em sua “tradução”, que podem ser vistas hoje como as “3 fac-símiles” (ver 1, 2, 3).

      Nós sabemos que o fac-símile 1 deveria estar no começo do pergaminho porque o próprio texto alude a isso (aqui e aqui).

      Nós sabemos que o fac-símile 3 deveria estar no final do pergaminho porque é a típica cena final de um comum texto funerário conhecido como Livro de Respiração, ilustrando a cena do julgamento final do falecido na corte do Deus Osiris.

      (Na ilustração copiada por Joseph Smith, ele “identificou” os personagens como, da esquerda para direita o “rei Faraó”, “Abraão sentado no trono do Faraó”, “Príncipe de Faraó”, “Sulem”, e “Olinla”, sendo esse o único personagem negro, recebendo assim a designação de “escravo pertencente ao príncipe”. Em realidade, hoje sabemos que o texto acima dos personagens claramente os identifica como, da esquerda para a direita, Isis, Osiris, Maat, Horus, e Anubis.)

      Nós sabemos que o trecho perdido desse pergaminho específico é pequeno, não mais que um terço do tamanho original descrito por testemunhas oculares da época de Smith, baseado em estudos matemáticos do pergaminho existente nos arquivos da Igreja.

      Nós sabemos que em comparação com os pergaminhos contendo o mesmo Livro de Respiração, que esse trecho de aproximadamente 56 cm de pergaminho, incluindo as 2 ilustrações que Smith copiou como “fac-símiles” 2 e 3, não permitiria espaço para sequer 1/6 do volume de texto que Smith produziu como o Livro de Abraão.

    • Nao seria possivel sendo que fontes dentro e fora da igreja confirmaram que os papiros tem aproximadamente 2 mil anos e Abraao viveu ha mais ou menos 4 mil anos atras, ou seja 2 mil anos de diferenca. Os Papiros nao tem nada a ver com Abraao. Ao meu ver Joseph Smith foi ou inspirado pelo Espirito a escrever o livro ou inventou tudo, por outro lado, a igreja anciosa em buscar provas que Joseph Smith foi de fato um profeta inventou a ideia de associar o Profeta com uma traducao literal de um documento que nao tem nada a ver com o Abraao. Vemos muito disso em religioes que tentam associar algo fenomenal ou sobrenatural com a fe deles, seja uma imagem de santa que derrama lagrimas ou um milagre feito por uma pessoa que ja morreu etc… No Mormonismo nao e diferente, supostamente vivemos pela fe mas sempre querendo achar provas.

  3. Vocês ” os da ciência ” , os que insistem em usar os neurónios e deslinadr pela Logica e Razão toda
    esta montagem de ” livros sagrados ” são uns água-festas .
    Ou seja , deitam sempre água na fervedura e nos esmorecem .
    Ficamos mormons mornos .
    Anda uma pessoa toda empolgada na igreja a escutar palestras e mais palestras , citações e mais citações , e ” elderes ” como enviados do Profeta a contar contos , ditos ” sagrados “, e no final não passam de meras invenções de gente com imaginação fértil .
    Mas , nós os mormons , temos uma maneira bem prática de ultrapassar tudo isto : obedecemos , acreditamos , não questionamos nem necessitamos de ver coisa alguma .
    E sobretudo , , não fazemos perguntas .
    Limitamos-nos a levanta o braço e sempre , e sempre , no final , dizemos ” Ámen ! ”
    Ah! e pagamos o dízimo , senão …senão , nada de ” casa celestial ” , nada de Templo , nada de ” membro fiel ” – seja lá o que isso for – enfim , nada de ser considerado ” membro de sucesso ” que isso depende ,e muito, do dizimo integral .
    Vocês aqui neste espaço sois incorrigíveis !
    Desbaratam com este tipo de textos o que durante decanos construímos para consolo e reconforto neste triste mundo de um momento a outro ,como se a religião fora uma baralho de cartas em forma de pirâmide( mas sem papiros , por favor ) coladas com cuspo .
    Que vem a seguir ? 🙂

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