Jovens Mórmons Burlam a Lei da Castidade?

Jovens da Igreja SUD sabem que se espera deles abstinência sexual rigorosa.  Além de serem proibidos de namorar antes dos 16 anos de idade, são terminantemente interditados de quaisquer atividades físicas sexuais.

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Não obstante, há indícios [ver estudos que demonstram isso aqui] de que jovens SUD ignoram essas regras de conduta sexual frequentemente. Aliás, tão frequentemente que o dicionário de gírias norte-americanas Urban Dictionary inclui termos específicos para jovens mórmons literalmente burlar a proibição de contatos sexuais.

Eis alguns exemplos:

Docking = [Acoplamento] Quando o rapaz insere seu penis na vagina da moça mas não se mexe, e os dois conversam sobre assuntos não sexuais.

Floating = [Flutuando] Quando o rapaz insere o penis na vagina da moça e não se mexe.

Hovering = [Pairando] Quando o rapaz estimula a vagina externamente com o penis sem penetrá-la.

Las Vegas Annulment = [Anulamento de casamento em Las Vegas] Jovens adultos, especialmente alunos da BYU, que dirigem 5 horas até Las Vegas, casam-se lá na sexta-feira à noite, passam o fim de semana transando, e passam no cartório na segunda-feira de manhã para anular o casamento antes de dirigir de volta para Utah.

Mormon Butt Sex = [Sexo Anal Mórmon] Quando o casal pratica sexo anal sob a presunção que, como não houve sexo vaginal, não há quebra da lei de castidade e a moça permanece virgem.

Provo Push = [Empurrão de Provo] Quando o casal simula atos sexuais completa ou parcialmente vestidos, roçando e esfregando suas genitálias sem contato direto. Provo é a cidade de maior concentração de jovens SUD por causa da BYU.

Provo Soak = [Imersão de Provo] Quando o rapaz insere seu penis na vagina da moça e o deixa lá “de molho”.

Soaking[Imersão] Quando o rapaz insere seu penis na vagina da moça e o deixa lá “de molho” e ambos estão deitados horizontalmente um sobre o outro.

Vocês conhecem alguma(s) prática(s) popular(es) entre jovens da Igreja que não foi citado acima? Conhecem gírias brasileiras específicas para essas práticas? Em sua experiência pessoal, essas táticas são comuns no Brasil, também?


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31 comentários sobre “Jovens Mórmons Burlam a Lei da Castidade?

  1. Penetrar e ficar conversando sobre outras coisas? Hahaha que bobagem! Acho que isso acontece em toda parte, no Brasil os jovens fazem muito sexo oral e masturbação! Eu nunca entendi pq tem gente que pensa que isso não é perder a virgindade! Confesso que quando jovem solteiro eu fiz muito tudo isso ( menos soaking) e não sejamos hipócritas! Todos fazem alguma coisinha, a lei da castidade na minha opinião é uma lei anti natural, namorar por 1, 2 ou 3 anos e dizer que nunca ficou excitado, ou que nunca aconteceu uma passada de mão ou coisa do tipo é mentir descaradamente!!!

    Quando já tinha meus 25, eu relaxei e cheguei na conclusão que transar com minha amada namorada não me tornaria um depravado, nem me tornaria “quase tão ruim quanto um assassino” acho que exageramos muito sobre isso, viver sua sexualidade é natural, e acontece com todo mundo.

    • Que bom saber que você é um dos poucos que pensam assim, a maioria dos SUD são incapazes de pensar, eles são seres 100% controlados pela liderança alienista dos americanos, por isso tantos deles tem problema na cabeça, não fazem nada pensando que tudo é pecado, isso nunca foi vida!

      • Faz 3 anos que fui batizada, por identificação. Não acho que eu tenha algum problema ou bloqueio, mas não sinto vontade nenhuma de sexo por sexo. Não sou atraída por um corpo ou por beleza exterior. Tenho vontade de fazer sexo, sim, mas com quem eu queira me envolver profundamente, não superficialmente.

  2. Eu não sei explicar como essas coisas acontecem, se realmente acontecem dessa forma mencionada no texto, porque é insano a meu ver. Como um homem vai penetrar uma mulher e, pelo fato de não se mover, que coisa mais bizarra, eles acham que está tudo certo? Que diminuirá a transgressão?
    Não sabia nada sobre isso, nem sobre as gírias. O que eu sei é que tem homens muito bem casados que dão em cima de mulheres solteiras dentro da capela. Ficam olhando com uma cara nojenta de tarado.

    • É bem possível que, na maioria das vezes, eu não saiba transmitir em palavras a minha opinião. Não estou a julgar, mas por muito amor ou por sacanagem, continua sendo uma transgressão, não?
      Assim como, nem sempre o que é legal é moral e o ilegal, imoral.

      • Desculpo-me pela minha insensibilidade, esqueço de considerar que minha condição é diferente, porque não nasci mórmon. Apesar de uma educação bastante rígida, em todos os sentidos, eu podia fazer o que quisesse escondida, mas nunca fiz. De certa forma, não tinha e tinha liberdade ao mesmo tempo. Não existia a questão religiosa, mas eu morria de medo da minha mãe e que ela descobrisse algo. Eu chegava a sonhar que tinha algum encontro e de repente ela chegava me chamando enlouquecida. hahahahaha
        Um dos mantras da minha mãe era “meninos brincam só com meninos e meninas só com meninas.” Acho que internalizei isso e carrego até hoje. Não confio nos homens. Só em um. 😀 Até que outro apareça e prove o contrário…

  3. Uma coisa comum na igreja a qual já notei é o adulterio sutil. Parece incrivel, mas há esse tipo de coisa em referência a Lei da Castidade. Em prática é adulterio, mas nas regras da igreja não é considerado adulterio.

    O rapaz inventa várias desculpas para separar ou divorciar da moça dizendo que não aguenta mais, que não sei o que, depois de um mês de divorcio o cara casa. Os lideres querem que membros acreditem que tal casamento é o resultado do destino do estilo “de repente encontrei a moça e pronto achei”. Sinceramente fica dificil acreditar que ele encontrou a moça em poucos dias após divórcio ter efetuado para dentro de algumas semanas querer casar com essa pessoa. Fica mais com a cara que essa relação “nova” já estava sendo feito bem antes do divorcio seja em olhares, mensagens, indiretas ou até mesmo físico, mas escondido da Igreja pois a igreja só considera ser adulterio quando é comprovado que fizeram relações sexuais ou foram pegos juntos em um lugar separado longe do conjugue.

  4. Na minha cabeça não há nenhuma diferença lendo essas gírias, tudo isso aí é sexo, mas tem gente que pensa que sexo é hífen e na cabeça já perdeu a virgindade faz tempo mas uma ex-companheira na missão sempre me falava que lá em Utah ela tinha muitas amigas que praticam sexo anal e pensam que ainda são virgens para mim, tá no mesmo.

  5. Na verdade o que mais ocorre na Igreja SUD é a quebra da Lei da Castidade, só não é tão falada mesmo porque a quebra dela não é somente baseada propriamente na ação física, mas também por meios mentais. Até os membros “exemplares” que acabaram de fazer missão e posam de exemplares com suas noivas podem estar quebrando tal lei em pensamento.

    Mas há uma justificativa do porquê há muitos casos de adulterio dentro da igreja seja por via concreta ou por via de pensamentos. Na igreja como muitos sabem o membro é pressionado a casar e ter filhos e pior eles te pressionam a casar com membros. Mesmo que a pessoa que vc ama não é membro, eles não apoiam a idéia de casar com ela a menos que ela venha ser membro. Dos casos, um ou outro resultado pode ocorrer que são: 1) Você conseguir convencer ela ser membro quando na realidade não é da vontade da mesma, casar e o casamento estar envolvido com gente enchendo o saco do casal fazendo ela não querer mais continuar com a relação ou no segundo caso vc casar com membros sem nenhum amor, mas só para obedecer regras. De qualquer maneira, nós notamos que grande maioria dos casamentos da igreja não é de fato baseado em profundo amor, mas sim sobe pressão da sociedade Mormon. Como não ha amor, eventualmente o adulterio poderá ocorrer.

  6. Aqui no BR só ouvi falar desse tal ‘roçar por cima’ estando de roupas, principalmente alguns missionários acabam aprendendo sobre isso (acho que por contato com os gringos) e logo logo (a maioria jovens) vários membros do local onde servem ficam sabendo (essas conversas rolam em algumas situações com missionários, especialmente quando na roda não tem um crente ou sumo sacerdote vigiando).

    Tive duas namoradas, mais antigas na igreja que eu, que citavam isso, e alguns missionários que voltaram (em geral solteiros) que comentavam nas rodas de jovens. Ou seja, não é nada tão moderno assim e nem fruto da era digital. Creio que outras coisas sejam bem mais comuns, mesmo hoje. E o que mais tenho visto é a relação em si ultimamente, sem desculpas mesmo, e inclusive com gravidez envolvida.

    Essa de anal não tirar a virgindade, eu sabia apenas pela questão de não correr o risco de engravidar, mas que alguns não consideravam quebra da lei, isso nunca ouvi. Se bem que, os membros (e outros evangélicos) não consideram ‘não quebrar a lei’ ao fazerem isso, apenas consideram menos grave e mais fácil de se arrepender, caso a consciência pese ou sejam pegos em transgressão.

    Acho que pros membros mais ingênuos, caso caíssem em tentação, seria melhor esses ‘paliativos’ do que um casamento ou gravidez não planejados, ou pior, uma DST das brabas.

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