Neal Maxwell: Déjà Vu e Pré-Existência

O Apóstolo Neal Maxwell, em discurso durante a Conferência Geral semi-anual de 1985, explicou como a doutrina da pré-existência explica a sensação comum de déjà vu.

Déjà Vu, expressão francesa que significa “eu já vi”, é um fenômeno neurológico que leva o indivíduo a experimentar a sensação, às vezes forte, de já haver vivenciado no passado um evento ou experiência sendo vivenciada naquele exato momento do presente.

Para o Apóstolo Maxwell, déjà vu é um reflexo de nossa pré-existência, uma olhadela curta e rápida através do véu do esquecimento:

“O Élder Orson Hyde conclamou, ‘Nós esquecemos! … Mas o nosso esquecimento não pode alterar os fatos.’ (Journal of Discourses, 7:315) Contudo, em certas ocasiões, há pressentimentos. O Presidente Joseph F. Smith observou como ‘frequentemente nós pegamos um lampejo de memórias despertas da alma imortal, que ilumina todo o nosso ser como que com a glória do nosso lar de outrora’. (Gospel Doctrine, 5a ed., Salt Lake City: Deseret Book, 1939, p. 14.)

Podem haver súbitos surtos de déjà vu. Um lampejo do espelho da memória que nos impulsiona adiante até aquele pavilhão distante, pleno de ‘esplendores eternos’ e seres ressurretos.”


Leia mais citações de Profetas e Apóstolos aqui.

16 comentários sobre “Neal Maxwell: Déjà Vu e Pré-Existência

  1. “O mundo, às vezes, confuso da física quântica”
    Morto e vivo: Como o gato de Schrodinger, Denzel Washington ficou preso em uma onda quântica.

    Ciência explica os paradoxos e as reviravoltas de filmes como ‘Déjà Vu’, em cartaz em VR, e ‘A Casa no Lago’

    Primeiro foi a Sandra Bullock, que quase fundiu a cabeça da plateia com seu romance através do tempo em “A Casa no Lago. Agora é o diretor Tony Scott e o astro Denzel Washington que deixam o público confuso com a história de um homem que viaja no tempo, impede um ataque terrorista e fica vivo e morto ao mesmo tempo. Não se preocupe, no mundo das múltiplas realidades e dos laços temporais antevisto pela física moderna tudo isso e muito mais é perfeitamente possível. Como já mostrou o Jet Li, que lutou contra ele mesmo naquele filme de Kung Fu quântico, “O Confronto”.
    Mas, afinal, quem é essa tal de física quântica? Ela foi criada em meados do século passado para explicar fenômenos que ocorrem dentro dos átomos e que não podem ser explicados pela física clássica, Newtoniana. E como tudo que existe é feito de átomos e partículas atômicas a física quântica tornou-se uma peça fundamental em uma série de campos de pesquisa, que vão da física da matéria condensada à teoria dos computadores avançados, e a física nuclear e molecular. O nome quântico vem de quanta, pacotes de energia que são trocados por átomos e moléculas.
    Um dos criadores da física quântica foi o cientista Erwin Schrödinger, amigo de Albert Einstein (criador da Teoria da Relatividade). Como Einstein, Schrödinger gostava de realizar experiências imaginárias, ou “gedanken experiments”, como Einstein os chamava em alemão. Uma dessas experiências ficou conhecida como “experiência do gato de Schrödinger” e ilustra muito bem o mundo fantasmagórico do universo quântico e subatômico. Um gato é colocado em uma caixa fechada, junto com uma amostra de material radioativo e um contador Geiger. Em uma hora existe 50% de possibilidade da substância emitir uma partícula nuclear, acionando o contador Geiger. Nesse caso, o contador vai detonar um frasco de ácido cianídrico, cujo gás matará o gato em poucos segundos (calma, essa é uma experiência “gedanken”, Schrodinger não fez isso de verdade com um gatinho).
    Existem 50% de chances do gato morrer ou do gato viver. Se forem isolados do resto do universo, o gato, a caixa, e a armadilha mortal se tornam um sistema quântico que pode existir como uma mistura de estados. Duas realidades, uma onde o gato está vivo, e outra onde ele está morto. Segundo Schrodinger, este universo duplo só deixa de existir quando a caixa for aberta. Porque a abertura da caixa provoca o que os cientistas chamam de decoerência quântica, induzindo a um colapso da função de onda e criando uma única realidade. Onde o gato está vivo ou morto e não vivo-morto como antes.
    Isso é o que acontece no universo subatômico, onde uma partícula pode existir em múltiplos estados até que uma observação, uma interferência externa defina o seu estado final. Schrodinger, Einstein, Planck e outros pioneiros achavam que isso só acontecia no mundo submicroscópico, mas a moderna teoria das viagens no tempo sugere que o universo pode ser uma função de onda com múltiplos estados coexistentes, como na experiência do gato de Schrodinger.
    DÚVIDA – Se uma pessoa viajar para o passado e matar ou salvar alguém em outra época, será que ela muda o futuro ou cria um futuro alternativo, que coexiste com o futuro de onde ela veio? Depende. Um caso clássico é o episódio “O Dia em Que o Céu Desabou”, da série de televisão “O Túnel do Tempo”. Tony Newman é um menino de 9 anos, que vive com sua mãe Susan em Pearl Harbor, no Havaí. O pai dele é oficial da Marinha norte-americana e trabalha na base naval ao lado. Um dia, na manhã de 7 de dezembro de 1941, dois homens estranhos entram na casa, sequestram Tony e sua mãe e os deixam em uma colina, momentos antes da casa e da base serem destruídas pelo ataque da aviação japonesa. O pai do menino morre no bombardeio.
    Tony vai para a Califórnia, estuda física e se torna um cientista respeitado. No dia 7 de janeiro de 1968, ele é o cientista chefe do “Túnel do Tempo”, um projeto secreto do governo norte-americano instalado no Arizona. O túnel do tempo abre um “wormhole”, um túnel entre o presente e épocas passadas e futuras. Viajando pelo túnel do tempo, Tony e seu colega, doutor Doug Phillips, vão parar em Pearl Harbor no dia 7 de janeiro de 1941, onde o Tony Newman de 1968, que tem 36 anos de idade, salva o Tony Newman de 1941, que tem 7 anos de idade e sua mãe.
    A aventura do “Túnel do Tempo” não provoca o paradoxo de uma realidade múltipla porque Tony não muda o passado. Apesar de seus esforços, ele só consegue salvar sua mãe e a si próprio e seu pai morre no bombardeio. Mas o que acontece se o viajante mudar o passado, como o personagem do Denzel Washington em “Déjà Vu”? Ele deixa de existir? O mundo de onde ele veio desaparece? Para entender o paradoxo vamos criar uma situação totalmente imaginária, uma experiência “gedanken” como diria Albert Einstein e seu amigo Erwin Schrodinger.
    A experiência ‘gedanken’

    Imagine uma história de ficção envolvendo uma mãe e uma filha que vivem na cidade de Passadena, na Califórnia. Lora tem 6 anos de idade e adora sua mãe Lisa West, que é violinista na Filarmônica de Los Angeles. A menina quer estudar musica e tocar numa grande orquestra. No dia de seu aniversário de 7 anos, a mãe a leva para assistir a um ensaio da orquestra, mas na volta para casa acontece uma tragédia. Elas param num shopping center para comprar comida para o jantar e um franco-atirador, vestido de preto, fuzila Lisa diante da filha e depois mata uma porção de gente no estacionamento.
    Lora sobrevive, mas fica tão chocada que decide não estudar mais música, nem nada que se relacione com aquele dia trágico. Ela vai para a Caltech, o Instituto de Tecnologia da Califórnia, onde estuda com o físico Kip Thorne, o grande teórico de viagens no tempo. Com o conhecimento adquirido na Caltech, Lora constrói uma máquina do tempo e volta para aquele dia fatídico no estacionamento do shopping. E quando o franco-atirador aparece para matar sua mãe ela o atropela com um carro, e impede a tragédia.
    Mas se Lisa não morrer, sua filha vai continuar a estudar música e se tornará violoncelista da Orquestra Sinfônica e não uma física nuclear. Todavia, para que Lisa não morra é preciso que Lora construa a máquina do tempo e volte para salvá-la do psicopata. Se o futuro onde Lora é física nuclear for anulado, o futuro onde Lora é violoncelista não poderá existir. Pela teoria moderna das viagens no tempo essas duas realidades passam a coexistir. Um mundo com dois futuros, onde a Lora que viu a mãe morrer pode reencontrar a sua mãe viva e dar-lhe num novo futuro, em algum lugar do passado.
    O cinema ainda nem explorou todas as possibilidades e as platéias que se acostumem com esses paradoxos. Porque no universo multidimensional das cordas cósmicas e partículas quânticas tudo é possível nos infinitos caminhos do tempo. (JLC)
    http://fisikanarede.blogspot.com.br/2010/06/o-mundo-as-vezes-confuso-da-fisica.html

  2. Esqueceram de informar ao Apóstolo Maxwell que o JoD não é uma fonte confiável e “não é uma fonte autorizada de doutrina da igreja”.

  3. Antes de ficar acreditando em folclore mórmon, falando aneiras pseudocientíficas, que tal estudar mos um pouco de ciências ?

    • “[N]ão citaram o apóstolo”, Mariana?

      Então essa citação na porção central do artigo é de quem?

      “V[ai] tentar encontrar o discurso”, Mariana?

      Então esse link embutido na palavra discurso na primeira linha do artigo leva para qual discurso?

  4. Por favor me corrijam, sempre compreendi esse tal Déjà Vu como uma sensação de já ter estado em um lugar ou ter vivido uma mesma experiência física em um passado aqui na terra. Se aprendi corretamente, que raios tem haver isso com a pré-existência? Para mim essa idéia faz mais sentido entre os espiritas que acreditam em sucessões de vidas passadas que vivemos aqui na terra, inclusive eles usam essa idéia como uma comprovação de sua doutrina da reencarnação. Ao meu ver o apostolo cometeu um equivoco ao associar a doutrina da pré-existência ao fenômeno Déjà Vu. Como se explica eu lembrar de já ter estado em um lugar ou de ter repetido uma experiência vivida aqui na terra no passado se eu nunca estive aqui e vivia numa outra dimensão ou lugar fora da terra sem um corpo fisico e tendo uma única experiência de vida nesta terra? Se eu me lembrasse de algo que vivi na minha vida preexistente como espirito, o que gostaria muito, não caberia no tal fenômeno do Déjà Vu, pois não estaria revivendo uma experiência física passada e sim lembrando de um estado de existência anterior único sem nenhuma relação com minhas experiências físicas no presente. Acho forçar um pouco a barra usar o tal Déjà Vu como uma evidência da pré-existência

    • Ao meu ver parte da resposta esteja em (D&C 29:31-32) O Senhor explica que ele criou todas coisas incluindo nos, primeiramente espiritualmente de depois fisicamente. Em Genesis temos a descricao de duas criacoes, primeiro o Senhor criando Espiritualmente falando e movendo em Espirito e depois a criacao fisica, movendo os elementos, causando chuva, separando a agua etc… Podemos especular um pouco e pensar que talvez tivemos algum envolvimento com a criacao espiritual, nao acredito que se viviamos em espirito na presenca de Deus, nos ficariamos apenas sentados assistindo o Pai Celestial fazer todo o trabalho, e normal de um Pai envolver seus filhos em projetos mesmo que seja em pequeno grau e de acordo com a capacidade de cada um. Eu pessoalmente acredito que todos participamos da criacao espiritual da terra, creio que conheciamos muitas partes da terra, muitos dos animais e outras criacoes. Nossas experiencias aqui na terra tambem podem ter acontecido de forma espiritual o que talvez explique em parte esse fenomeno ou nao. Como nao muitas revelacoes sobre nossa vida pre mortal tudo que podemos fazer e pensar.

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