10 Clichês Mórmons Devem Evitar

Quem não tem um parente próximo, querido, amado, que nos mata de vergonha quando em companhia de nossos amigos ou colegas? Pode ser um tio racista, ou um irmão cara-de-pau; pode ser um pai preconceituoso, ou uma mãe que gosta de opinar da vida alheia sem filtros sociais. Nós amamos e adoramos tais parentes, mas acabamos morrendo de vergonha de apresentá-los a nossos amigos e colegas.

O mesmo pode ocorrer na Igreja. Quem, dentre os ex-missionários, nunca quis morrer (ou matar alguém) ao levar aquele investigador especial à sua primeira reunião dominical, apenas para ouvir um irmão ou uma irmã subir ao púlpito para prestar aquele testemunho mais cabeludo, de dar arrepios no missionário mais calejado?

Em absolutamente todas circurnstâncias sociais, há sempre a possibilidade de se cometar uma gafe ou causar um certo desconforto com a palavra errada, ou a ideia mal colocada. Todos nós passamos por isso, seja cometendo a gafe, seja testemunhando o desastre social inevitável.

Contudo, há gafes sociais que são recorrentes dentro de determinadas culturas ou contextos sociais. Um exemplo clássico é daquela pessoa sem noção que se aproxima de uma moça mais gordinha e lhe pergunta o tempo da gestação!

“As pessoas exigem liberdade de expressão para compensar pela liberdade de pensamento que elas raramente usam.” ― Søren Kierkegaard

(Nota: aos desavisados, nunca, nunca, nunca pergunte tempo de gestação ao menos que você tenha absoluta certeza se a moça esta grávida. Em caso de dúvidas, pergunte-lhe as novidades em sua vida, e permita-lhe a oportunidade de anunciar — ou não — sua gravidez. Eu já testemunhei essa gafe algumas vezes, e posso dizer que a dor no peito é real!)

Eu compilei, então, as gafes — ou clichês — mais comuns entre mórmons no Brasil, ao menos na minha experiência pessoal. Montei uma lista das 10 gafes que eu mais encontrei na vida, e as que mais me causaram desconforto cultural, social, e intelectual. Quando proferidas na frente de um convidado não-mórmon, me causaram vergonha, e quando proferidas na frente de apenas mórmons velhos de causa, me causaram apenas constrangimento.

Compartilho a minha lista para incentivar os demais mórmons a evitá-las como quem evita a gripe suína, e também na esperança de que compartilhem comigo as gafes que mais lhes incomodam, e o por quê.

 Os 10 Clichês Que Mórmons Devem Evitar

1) Não precisamos saber disso porque não é necessário para a nossa exaltação.

Este clichê é uma apologia à ignorância e à preguiça intelectual.

Além disso ignora as próprias escrituras mórmons:

A glória de Deus é inteligência ou, em outras palavras, luz e verdade.

 …sim, nos melhores livros buscai palavras de sabedoria; procurai conhecimento, sim, pelo estudo…

Eu não vejo como não sentir-me envergonhado por atitude tão preguiçosa. Oxalá nenhum Santo dos Últimos Dias abraçasse tão posição acomodada, e trouxesse orgulho a todos Mórmons por um desejo real de “buscar nos melhores livros” adquirir “conhecimento” e “inteligência” através de “estudo”, como citamos das Escrituras com tanta satisfação!

2) Está escrito no manual? Quem publicou foi a Igreja?

Esse clichê é comum entre pessoas que tem medo de pensar por si mesmo, e tem medo de enfrentar verdades que possam ser diferentes/conflitantes/desconfortáveis.

Não deixa de ser uma reação normal. Em neurociências e na psicologia moderna, o conceito da Teoria de Dissonância Cognitiva postula que, quando frente à informações conflitantes e emocionalmente estressantes, a tendência do ser humano é tentar o máximo possível reduzir o desconforto de qualquer modo possível, independente da racionalidade, lógica, ou realidade da causa do conflito.

Sendo assim, a reação inicial (e, para muitos, única e final) é fugir de quaisquer fontes de Verdade que lhe possam causa desconforto, e buscar apenas aquelas que sabidamente reforçarão o status quo.

Apesar de ser uma reação normal, eu considero intelectualmente covarde, e me causa certo constrangimento.

3) Devemos seguir os líderes mesmo que estejam errados.

Como o clichê #1 acima é marcado por uma preguiça intelectual, e o #2 acima é caracterizado por uma preguiça psicológica, este é pautado pela preguiça moral e ética.

Certamente, é muito mais fácil entregar nossas decisões morais e éticas a uma figura de autoridade. Inclusive, o famoso experimento de Stanley Milgram, de 40 anos atrás, sugere que esta é uma postura comum para seres humanos.

Não obstante, a real prova moral reside em cada indivíduo ponderar — e decidir — para si e por si quais os seus próprios parâmetros morais e éticos, aceitando apenas sugestões aqui e acolá.

Afinal, na teologia mórmon, de quem era o plano que incluia seguir cegamente a um líder que nos conduziria todos ao Paraíso?

4) Se você pagar seu dízimo, e cumprir os mandamentos, Deus proverá.

Este clichê é perigoso e doloroso, além de desconectado da realidade.

Ele é perigoso pois pode levar — e frequentemente leva — a atitudes displicentes e irresponsáveis! Dízimo não é motivo suficiente para não se ter seguro de saúde, ou um plano de aposentadoria, ou estudos para uma profissão, ou juntar dinheiro numa poupança para emergências e imprevistos.

Ele é doloroso pois pode levar — e frequentemente leva — a julgamento social. Membros julgam outros membros que estão passando por necessidades ou por uma fase difícil, profissional ou financeiramente, como se fora uma questão de integridade pessoal. A boca pequena, questiona-se o coitado do membro (que já esta sofrendo materialmente) se não haveria negligenciado o dízimo, ou falhado com outros mandamentos, ou simplesmente não ter sido justo suficiente, e confunde-se então uma falta de sorte ou infortúnio com julgamento divino e castigo espiritual.

5) Se você orar com um coração sincero, você vai receber um testemunho.

Este clichê é triste, pois ignora um fato da realidade bastante comum, e passa um julgamento completamente desnecessário e infundado.

Centenas de milhares de pessoas oram, com corações sinceros, pedindo por um guia ou ajuda ou iluminação, e a maioria chega a conclusões diferentes das suas. Não é por que a pessoa chegou a um “testemunho” diferente do seu que ela não tenha orado, que não tenha ponderado cuidadosamente, e que não tenha um coração sincero. Este é um fato que qualquer pessoa, um pouco observadora, pode perceber sobre a realidade do mundo ao seu redor.

Presumir que a pessoa não tenha chegado a mesma conclusão que você não o tenha feito por 1) não ter orado, ou 2) não ter um coração sincero é simplemente arrogante e estúpido! Especialmente porque você pode parar para ver mesmo dentro da Igreja pessoas que oram a respeito de outras coisas específicas (sobre casamento, sobre doutrinas, sobre a vida, etc.) e que se sentem “inspiradas” por ideias diferentes.

As pessoas são diferentes, elas tem sentimentos diferentes, elas enxergam o mundo de maneiras diferentes, e nem por isso merecem ser julgadas por insinceras, ou injustas, ou preguiçosas. A maioria das pessoas busca com afinco felicidade e paz interna.

6) Não existe Igreja Mórmon. OU apenas há uma Igreja Mórmon, que é a Igreja SUD.

Este clichê é simplesmente triste.

Há quem diga que não existe Igreja Mórmon, porque o nome correto seria A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Apesar de técnicamente correto, trata-se de um argumento tolo.

O apelido “Igreja Mórmon” é tão comum e tão sinônimo com a Igreja SUD, que evitá-lo apenas mostra uma devoção peculiar a detalhes que beira a picuinha. Seria o mesmo que um Católica queixar-se de não existir uma “Igreja Católica”, quando o título formal seria Igreja Católica Apostólica Romana.

O mais engraçado é quando eu ouço as mesmas pessoas que reclamam do têrmo “Igreja Mórmon”, recusam aceitar que outras igrejas Mórmons sejam chamadas de “igreja mórmon”! Ou de que sejam mórmons!

A verdade é que existem dúzias de igrejas Mórmons, ou seja, que usam e aceitam o Livro de Mórmon e Joseph Smith, e traçam sua genealogia religiosa até ele. As práticas, as teologias, as doutrinas podem ser diferentes da Igreja que Brigham Young refundou quando da reorganização após a morte do Profeta, mas são tão mórmons como qualquer outra. Basta perguntar a eles.

7) As Escrituras são claras.

Este clichê beira o ridículo de tão óbvio! Absolutamente nada nas Escrituras está claro, pois elas contêm fontes infindáveis de afirmações auto-contraditórias e/ou vagas.

A prova disto é a quantidade enorme de igrejas, seitas, grupos, e cultos diferentes com doutrinas e teologias diferentes, que leem as mesmas Escrituras e chegam a conclusões distintas. E isso não melhora muito no mundo Mórmon. Dúzias de igrejas diferentes, dentre as quais a Igreja SUD é apenas uma (e a maior) que leem e interpretam as Escrituras Mórmons e chegam a conclusões distintas sobre os temas mais variados.

E mesmo dentro da própria Igreja SUD, temos Apóstolos e profetas que leem e interpretam as mesmas Escrituras e delas tiram ideias diferentes. Historicamente, muitas discussões e debates resultaram destas interpretações distintas entre Autoridades Gerais diferentes, sobre basicamente os mesmos textos fundacionais.

8) A Igreja é perfeita, os membros não.

Este clichê é simplesmente irracional e ilógico. A Igreja não é perfeita, e nem nunca foi.

Ela, como qualquer outra organização, sempre foi assolada por problemas estruturais e conflitos internos. Ela passou por inúmeras mudanças, em sua estrutura básica, em seu organograma institucional, nos seus focos e metas, e nos seus programas e nas suas estratégias. Erros são abandonados, novos programas são testados, as estruturas de lideranças são alteradas, e estas mudanças muitas vezes são precedidas por ferozes objeções, conflitos partidários, e muita discussão.

Para qualquer pessoa que já tenha trabalhado na Igreja, seja como voluntário, seja como profissional, é evidente que há ideias vencedoras que dão certo e se perpetuam por anos e décadas, e há ideias perdedoras, que são impostas por alguns anos ou décadas, até que morram ou desapareçam quando tornam-se óbvios seus fracassos. Aprende-se, muda-se, altera-se, e avante com os novos projetos.

Alguns exemplos de erros óbvios, dos quais líderes vieram a se arrepender amargamente, incluem poligamia, racismo contra negros, preconceito contra gays, batismos de adolescentes via baseball, controle político local, Patriarca Presidente, Juramentos de Vingança, etc.

Vivendo e aprendendo é um ótimo lema, e ninguém pode questionar que a Igreja hoje é muito mais madura, mais tolerante, mais inclusiva, mais aberta que há 10, ou 20, ou 30, ou 40 anos atrás. Mas, este, precisamente é o motivo por que é tão estapafúrdio fantasiar que a Igreja seja perfeita!

9) A Igreja é a igreja que mais cresce (ou uma das que mais cresce) no mundo.

Este clichê é bobo porque simplesmente não é verdade. Inclusive, nas últimas décadas, a Igreja vem crescendo, em média, pouco acima da taxa de crescimento populacional, e na última década, sequer isso, com uma taxa de abandono entre 60 e 80%.

O problema da falta de crescimento, e da alta taxa de evasão, é tão grande que a Igreja recentemente abaixou as idades mínimas para missionários numa tentativa de aumentar o número de missionários, e/ou reduzir as taxas de evasão de ex-missionários.

10) Amar o pecador, odiar o pecado.

Este clichê eu deixei por último por que ele simplesmente é a frase mais cretina que eu escuto de mórmons e demais cristãos.

Primeiramente, ela é cretina porque simplesmente é uma frase camuflada para menosprezar outras pessoas, mas fingindo alguma pretensão de pretexto moralista. Você já ouviu alguém começar uma frase dizendo “eu não sou racista, mas…” e não seguir com um comentário racista? Ou alguém dizendo “eu não sou machista, mas…”, e imediatamente seguir com um comentário que denigra mulheres?

Pois bem. Essa frase é justamente isto. A pessoa que profere esta frase simplesmente deseja se proteger do julgamento — justificado — de que sua ideia seja preconceituosa com a falsa pretensão de um alto grau de moralismo!

“Desculpe-me,” diz o nosso detento de altos padrões éticos e cristãos, “mas eu simplesmente não posso tolerar X (e.g., gays, mulheres, negros, imigrantes, pobres, pessoas que chegam atrasados, pessoas que falam alto, etc.), mas não que eu tenha nada contra X. Eu amo os pecadores, mas eu odeio o pecado!”

Segundo, a frase é cretina pois ela pressupõe que o originador é uma pessoa idonea, sem pecados, justa e reta, que possui tamanha retidão que pode proferir condenação em demais mortais pecadores.

Terceiro, ela é cretina pois imbue autoridade moral à pessoa que decide proferir condenação aos “pecados” alheios.

E, finalmente, ela ignora completamente o preceito cristão (e ético humanista) de que somos todos iguais e de que não nos cabe julgar outras pessoas. Afinal, diz-se que Jesus Cristo ensinou justamente a não focarmos na trave nos olhos dos outros!

Bom, esta é a minha lista. Eu ficaria muito feliz se mórmons evitassem estes clichês. Creio que as conversas, e as atitudes, seriam muito mais maduras e edificantes se os evitarem, e inclusive acredito que o esforço missionário seria mais bem sucedido!

Quais são os clichês que vocês ouviram ou costumam ouvir, e que lhes incomodam?

95 comentários sobre “10 Clichês Mórmons Devem Evitar

  1. Talvez o autor esteja certo quanto aos seres humanos falarem sobre o item 10. Mas quanto a Deus é perfeitamente válido e não é clichê, pois em Alma 45,16 está escrito que o Senhor não pode encarar o pecado com o mínimo grau de tolerância, e sabemos também que Ele ama a todos nós.

    • Até hoje eu não entendo o por que da insistência que “Deus não pode encarar pecado com tolerância”. Primeiro, julga-se Deus como um Ser intolerante. Segundo, há inúmeros exemplos de Deus tolerando pecados nas escrituras, o que tornaria Deus inconsistente. E, finalmente, para um Ser literalmente infinito, será possível crer que pessoas com tempo sem fim (mil, milhões, bilhões de anos) não aprenderiam a superar os pecados que tanto ofenderam a Deus em 40, 50, ou 60 anos aqui na Terra?

      • Em primeiro lugar, são as escrituras que afirmam isso. Em segundo lugar, Jesus morreu por causa de nossos pecados, para libertar-nos e salvar-nos deles, então como Deus iria tolerar o pecado? Deus não é um Ser intolerante com as pessoas, mas somente com o pecado. Cite-me alguns desses exemplos que Deus tolera nas escrituras para eu ponderar. No mundo espiritual alguns estarão temporariamente na chamada “Prisão Espiritual” e terão a oportunidade de se arrependerem de seus pecados e superá-los.

      • Marcos, como eu já comentei com você, para um Ser infinito, tolerar pecados não deveria ser, logicamente, um problema posto que, se cometidos num período de 70 anos, podem ser expiados e corrigidos pelos próximos 1.000 ou 10.000 anos! Simplesmente não faz sentido…

        “Cite-me alguns desses exemplos que Deus tolera [pecados] nas escrituras para eu ponderar.”

        Você não deve ler a Bíblia, pelo jeito. 😉 Seguem alguns poucos exemplos:

        Deus Tolera Mutilação Infantil:

        Gn 17:10-27

        Deus Tolera Crueldade Animal:

        Js 11:6

        Deus Tolera Incesto:

        Gn 5, 19:30-38, 20:12, 35:22, 38:14-18; Ex 6:20

        Deus Tolera Prostituição:

        Gn 12:11-20, 19:8, 20:1-16; 30:14-16, 38:14-18; Rt 3:15

        Deus Tolera Estupro:

        Lv 19:20-22; Dt 21:10-14, 22:28-29; Jz 19:22-29, 21:1-23; II Sm 13; I Cr 3:9; Hs 1:2, 3:1-2; Is 13:16; Zc 14:2

        Deus Tolera Abandono de Família:

        Gn 16:6, 21:14-15; 25:6; Ex 21:4-6; Ed 10; Mt 10:21-37, 12:48, 15:4; Mc 3:33; Lc 12:51-53, 14:26; Jo 2:4

        Deus Tolera Sacrifício Humano:

        Gn 22:13; Ex 13:13, 15, 22:28-29, 34:20; Nm 18:15, 21:2, 25; Ez 20:25-26; Jz 11:29-39; II Rs 3:27; Jz 8:18-21; I Sm 15:33; II Sam 21:1-9

        Deus Tolera Mentira, Desonestidade, Furto:

        Gn 12:11-13, 18-19, 20:2-13, 22:7-8, 26:7, 27, 29:15-26, 31:19-35, 34; Ex 3:18-22; Jz 4:17-21, 5:24-27; Js 6:22-25; I Rs 2:8-9, 13; II Sm 19:21-23

        Deus Tolera Escravidão (e Sequestro):

        Gn 9:25-26, 17:12, 23, 27:37, 40; Ex 12:44, 21; Lv 19:20, 25:44-54; Nm 31:18-35; Dt 15:12-17, 28:32-68; Jz 2:14; Is 14:2; Jr 27:2-13, 34:13-18; Jl 3:8

        Deus Tolera Genocídio (incluindo Mulheres e Crianças):

        Gn 34; Ex 32:27-28; Dt 2:30-36, 3:1-7, 7:1-2, 9:3, 20:10-17; Num 25:17, 31:1-18; Js 6:21, 8:24-27, 10, 11:11-22; Jz 1:4, 3:29; I Sm 15:1-9, 27:9-11; II Sm 8:2, 12:31; I Cr 13:17, 20:3; Ez 9:6, Et 8:11, 9:1-19

      • “Marcos, como eu já comentei com você, para um Ser infinito, tolerar pecados não deveria ser, logicamente, um problema posto que, se cometidos num período de 70 anos, podem ser expiados e corrigidos pelos próximos 1.000 ou 10.000 anos! Simplesmente não faz sentido…” Pode não fazer sentido humanamente falando, mas se Ele é Deus e criador de todas as coisas pode determinar o que quiser e além do mais só compreenderemos Deus plenamente quando estivermos um dia em Sua presença (se formos considerados dignos de tal honra).

        Quanto às escrituras citadas por você, não podemos levar tudo ao pé da letra. Não podemos deixar de considerar aspectos como cultura e costumes de um povo em determinada época. Devemos refletir e raciocinar, mas não podemos negligenciar a ajuda do Espírito Santo. Podemos também pensar a respeito das explicações da Igreja (se houverem) relacionadas às citações acima e outras das escrituras. Não podemos simplesmente acusar Deus de tolerar tantas barbaridades.

      • Então, Marcos, à propósito de seu comentário: “Não podemos deixar de considerar aspectos como cultura e costumes de um povo em determinada época”. Devo entender que se determinado pecado for fruto da “cultura e costumes de um povo”, esta circunstancia seria um bom motivo para o Senhor tolerar?

      • O tolerância que a escritura ser refer, é no sentido que você não pode entrar na presença de Deus se tiver pecados e não tiver recebido a remissão deles.

  2. Pois é “com o mínimo grau de tolerancia”, mas qdo erram e pecam os profetas modernos, será que o Senhor que os instrui pessoalmente (em tese), tem a mesma tolerancia que uns por aqui dizem que devemos ter com os erros e pecados destes homens (porque mentir é pecado, como tao bem demonstrado em um recente assunto postado pelo blog aqui).

    Fica a dica!

    Qdo se reinvindica a perfeiçao (da verdade, do evangelho ou seja lá do que for), exclui-se o direito de erro. Perfeito é algo inequívoco. Jesus Cristo por exemplo. O discurso de a unica igreja VERDADEIRA e viva sobre a face da terra, com a qual eu o Senhor me deleito (como descrito em D&c), por conseguinte, esvazia-se também, pois o Senhor nao se deleita na mentira, na omissao e na luxúria.

    Acho que mais uma vez, se é que houve restauraçao, está havendo uma apostasia, que foi inciada poucos anos depois (pelo que diz a história da igreja) da restauraçao. Assim penso por todos os fatos, textos e contextos lidos por aqui.

    Precisamos mesmo, amigo Marcos tirar a trave de alguns olhos, para tentar ver além. Hoje reconheço que nada sei, que nao sou o dono da verdade, e nem mesmo o lugar d’onde sai a tinha. Estou tentando com estudo, oraçao e pesquisa reencontrar as minhas. Mas o ponto de partida permanece o mesmo, Cristo e seus ensinamentos e ministério.

    Nao tenho rancor e raiva da igreja, mas mágoa esta foi inevitável, qdo percebi que quem reinvidica o manto da verdade, mente, engana, deturpa e omite sua própria história, para parecer mais “atraente” àqueles que a houvem. Nao, este nao é o agir baseado naquele que dizem ser o cabeça da igreja SUD, Jesus Cristo. Pois como vc bem disse, e se for verdade o que está no próprio LM, se é que toda a história do livro é real: “ELE NAO PODE ENCARAR O PECADO COM O MÍNIMO GRAU DE TOLERANCIA”.

    • Geninho, o que tem a ver a declaração de D&C sobre igreja viva e verdadeira onde o Senhor se deleita, e a questão dos erros cometidos pelos homens? Agora, luxúria? Poderia deixar claro?

      Quem te revelou que está havendo uma apostasia(se é que houve restauração)? Poque, o fato de haverem erros cometidos, não significa necessariamente uma apostasia, pois, se fosse assim, sempre estivemos em apostasia, desde Adão até hoje, porque sempre houveram erros.

      Apesar dos erros cometidos, o manto da verdade restaurada continua do mesmo modo, pois, errado é alguém pensar que não haveria erros.
      Sobre omitir a história, discordo, pois, a história que vc ler, se não me engano foi preservada pela própria igreja.

      Embora os homens errem, o Cabeça não erra, por isso Sua igreja segue o seu caminho de levar o evangelho da salvação para todos.

      • Amigo, releia o post e entenderá. Acho que nao está tao dificil assim!

        Quanto a luxúria… por mais que discutamos nao consigo encaixar a construçao de um shopping, entre as coisas necessárias as coisas espirituais, muito pelo contrário, acho que vai de encontro. Constroisse um shopping e pregasse guardar o dia do senhor. Constroisse um shopping e pregasse a palavra de sabedoria.

        Entao, ele nao abrirá aos domingos nem venderá bebida alcoolica? Sabemos que nao! Mais contraditório que isso, só a venda de café, numa cafeteria instalada embaixo do templo de Nova York.

      • Geninho, se não quer responder, por mim tudo bem.

        Complicado entender alguém relacionar investimentos financeiros com coisas espirituais, e é mais complicado sua pensamento, é como se todas as pessoas que trabalham e investem em shoppings estão envolvidos com luxurias, isso é no mínimo ridículo.
        Na verdade, não obrigamos as pessoas a terem os mesmos padrões que os nosso.

        Meu amigo, se eu não me engano, se abrir, é porque os lojistas assim desejam, e quem vende bebida não é o shopping mas o possível restaurante.

        Mas, continuo fazendo força pra ver se eu consigo entender sua colocação e não achar que está apenas usando de maneira desesperada qualquer coisa que posso soar como errado ou estranho. Continuo tentando…

      • Menos, não é mesmo, Pedro? “pois, a história que vc ler, se não me engano foi preservada pela própria igreja”. Todos sabemos que a igreja preservou parte da história; ocorre que preservar e divulgar não são sinônimos, por isso concordo com Geninho quando diz: “Senhor não se deleita na mentira, na omissão e na luxúria” e “mente, engana, deturpa e omite sua própria história’. Além do mais, grande parte da história só se tornou conhecida graças à internet e ao tradutor do google chrome, não graças à igreja.

    • Geninho sei que este comentario ja foi ha dois anos atras mas somente li esse artigo e o seu comentario agora, so gostaria de dar minha opniao sobre seu comentario em relacao ” A unica Igreja verdadeira” certamente o Senhor nao se referiu a Igreja de Jesus Cristo dos santos dos ultimos dias(Incorporada) e sim a um grupo de pessoas que se reuniram com proposito de seguir o Salvador, nos vemos esse padrao se repetir no Livro de Mormon varias vezes, quando um grupo de pessoas se arrependem e comecam a se reunir para adorar o Senhor eles se tornam a verdadeira Igreja(D&C10:67). Quanto ao fato de o Senhor nao encarar o pecado com o minimo grau de tolerancia, para mim significa o pecado em sua plenitude.Para os Nefitas e os Jareditas, o Senhor deixou bem claro que eles somente seriam destruidos depois de terem amadurecidos na iniquidade. O mesmo aviso foi deixado para os gentios que possuissem esta terra. O comentario do Marcelo da mais sentido a palavra tolerancia, o Senhor sendo eterno teria mais capacidade de entender nossas fraquezas no periodo pequeno que passamos pela mortalidade.

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