Os Roqueiros e o Missionário

Uma Experiência Missionária: Contato com Roqueiros

Uma das bênçãos de servirmos uma missão são as experiências e aprendizados que adquirimos.

Vacaria, SC

Catedral Nossa Senhora da Oliveira no centro de Vacaria, RS

Eu servi na Missão Brasil Florianópolis, um lugar bem diferente do interior de Minas Gerais. Mas uma das áreas que trabalhei era bem parecida com minha cidade. Vacaria é a única cidade gaúcha da missão pertencente à Estaca Lages. Uma das semelhanças era que muitos jovens eram roqueiros e foi um grupo deles que fez um sentido maior na minha missão. Continuar lendo

Fubecagem

Vista Calças Pra SacramentalTexto de Graciela Bravo

Escutei essa palavra pela primeira vez ao passar na frente de uma igreja onde ocorria um casamento. A menina ao meu lado desaprovou as roupas das convidadas por estarem de ombros aparecendo e as chamou de fubecas.

O interessante é que essas mulheres não eram Mórmons e, mesmo se fossem, será que um ombro de fora é motivo para tal classificação? Achei contraditório a existência dessa palavra que revela preconceito, o que nada tem a ver com o Evangelho. Continuar lendo

10 Clichês Mórmons Devem Evitar

Quem não tem um parente próximo, querido, amado, que nos mata de vergonha quando em companhia de nossos amigos ou colegas? Pode ser um tio racista, ou um irmão cara-de-pau; pode ser um pai preconceituoso, ou uma mãe que gosta de opinar da vida alheia sem filtros sociais. Nós amamos e adoramos tais parentes, mas acabamos morrendo de vergonha de apresentá-los a nossos amigos e colegas.

O mesmo pode ocorrer na Igreja. Quem, dentre os ex-missionários, nunca quis morrer (ou matar alguém) ao levar aquele investigador especial à sua primeira reunião dominical, apenas para ouvir um irmão ou uma irmã subir ao púlpito para prestar aquele testemunho mais cabeludo, de dar arrepios no missionário mais calejado?

Em absolutamente todas circurnstâncias sociais, há sempre a possibilidade de se cometar uma gafe ou causar um certo desconforto com a palavra errada, ou a ideia mal colocada. Todos nós passamos por isso, seja cometendo a gafe, seja testemunhando o desastre social inevitável.

Contudo, há gafes sociais que são recorrentes dentro de determinadas culturas ou contextos sociais. Um exemplo clássico é daquela pessoa sem noção que se aproxima de uma moça mais gordinha e lhe pergunta o tempo da gestação!

“As pessoas exigem liberdade de expressão para compensar pela liberdade de pensamento que elas raramente usam.” ― Søren Kierkegaard

(Nota: aos desavisados, nunca, nunca, nunca pergunte tempo de gestação ao menos que você tenha absoluta certeza se a moça esta grávida. Em caso de dúvidas, pergunte-lhe as novidades em sua vida, e permita-lhe a oportunidade de anunciar — ou não — sua gravidez. Eu já testemunhei essa gafe algumas vezes, e posso dizer que a dor no peito é real!)

Eu compilei, então, as gafes — ou clichês — mais comuns entre mórmons no Brasil, ao menos na minha experiência pessoal. Montei uma lista das 10 gafes que eu mais encontrei na vida, e as que mais me causaram desconforto cultural, social, e intelectual. Quando proferidas na frente de um convidado não-mórmon, me causaram vergonha, e quando proferidas na frente de apenas mórmons velhos de causa, me causaram apenas constrangimento.

Compartilho a minha lista para incentivar os demais mórmons a evitá-las como quem evita a gripe suína, e também na esperança de que compartilhem comigo as gafes que mais lhes incomodam, e o por quê.

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