58 comentários sobre “Como Sobreviver Ao Apocalipse Missão?

  1. Concordo com tudo o que disse no texto. Os 10 pontos ditos pelo doutor estão corretos. Tive dois companheiros que tiveram que ter ajuda psicológica. Um por ter dificuldade em aceitar que as pessoas não se filiavam a Igreja e um pouco de etnocentrismo. Mesmo com isso era uma pessoa excelente. Outro por deficit de atenção. Mas era uma pessoa paciente e aceitava a decisão das pessoas. Nunca sequer discutiu com alguém que não nos quisesse ouvir.

    Sobre o regressar é a realidade de muitos. Como mesmo mostrei num texto há uma visão errônea de “super-herói” sendo mais enfática em ramos e distritos do nosso país. Algumas coisas não saem como planejado. Há pessoas que conheci que nem tinham terminado o ensino médio. Se uma coisa que posso aconselhar é que termine pelo menos ele e depois vá para a missão. Ainda que seja criticado pelos que dizem que se deve fazer isso depois. Se fizer depois, vai ter que fazer trabalhando e com a pressão para casar logo.

    A Igreja no geral não creio que possa dizer mas, onde servi sim. Há casos como de uma amiga que caiu da escada com as pernas esticadas batendo o glúteo nos degraus. Isso fez ela se machucar por dentro e o presidente e a esposa pensaram que ia curar rápido mas, a situação piorou. Voltou pra casa com algumas dores e ainda disse que estadunidenses eram melhores tratados.

    No meu caso foi bem diferente. Sempre tivemos auxilio do presidente e da sister. Quando tive quase um esporão, não tinha dinheiro para comprar uma palmilha ortopédica. Ela me deu 50 reais e disse que era somente pra mandar o troco e o cupom fiscal numa carta. Outros também tiveram problemas de saúde e pessoais. Creio que pelo menos onde eu servi fomos bem cuidados.

    • Sim, Júlio, há exceções, e que bom que uma foi a sua e de vários outros. Há vários problemas que poderiam ser evitados desde o recrutamento de jovens missionários, seu período de serviço ou mesmo seu retorno, que podem ser resolvidos em instâncias distintas de responsabilidade.

      Para mim, mesmo, a missão foi muito boa, graças a generosos membros, alguns sábios líderes e alguns colegas de trabalho humanos e verdadeiramente cristãos. Dos meus colegas, poucos são que ainda persistem na Igreja (e Ela não se importa mesmo, afinal, quem ‘não paga’ não deve atrapalhar).

      Mas só cresci mesmo como pessoa, após o retorno, após passar por dificuldades e resolvê-las por conta própria.

      Uma outra boa dica a futuros missionários é prestar muita atenção à sua volta. Muita coisa que me ‘salvou’ no retorno foi ter tomado certas decisões baseado naquilo que vi dar ou não certo na vida de ex-missionários e membros em geral. Relacionamentos familiares, crises de família, crises de fé, despotismo, proatividade, valor dos estudos, bases emocionais, é tanta coisa… ver a possibilidade de granjear sabedoria e manter-se humilde (no falar e no agir), o milagre de aprender a amar.

  2. Excelente post Gerson.

    Como Ex missionária, sei que a igreja não cuida tão bem dos membros servindo missão.
    Antes de ir achei que seria um mar de rosas, que todo missionário era santo e que Deus abençoaria em todas as coisas.
    Ao Chegar na missão me deparei com uma situação diferente da esperada, percebi que nada era o que sonhava, no CTM já aprendi sobre segregação.
    Primeiro regra jamais deveríamos pregar as pessoas que trabalhavam no CTM, (Cozinheiro, faxineira etc) nenhum era membro e a regra era essa não podia membros fazer esse trabalho, achei estranho mas concordei, O “Senhor, O Pai Celestial” deve ter um Propósito para tudo. Ainda no CTM foi nos ensinado a não auxiliar mendigos e não entrar em favelas.
    Saindo do CTM e chegando na missão, percebi que o trabalho é árduo, muitas vezes gratificantes e muitas vezes triste e complicado, mas seguimos em frente pois é a “obra do Senhor”.

    Dificuldades:

    1- Companheiros: Muitos chegam na missão com problemas de saúde, personalidade e caráter você conhece companheiros muito difíceis, e é obrigado a conviver com eles. Tive companheira Bipolar (mais de uma), alguma que tomavam remédio tarja preta, companheira depressiva, companheira sugadora que por muitas vezes tive que manter a casa com mantimentos e necessidades básicas.
    Mas tive companheiras muita boas, e que se tornaram minhas amigas.
    2- Local de trabalho: como todos sabem nenhum missionário escolhe o local par aonde ir, e nem as áreas para pregar, pregamos sempre na periferia, em lugares muito perigosos.
    As áreas que passei algumas eram perigosas, já fui perseguida na missão, é desesperador e mesmo quando gritamos e corremos para algumas casas ninguém nos atendeu, porém nosso escândalo foi suficiente para pessoa se assustar e se esconder e nesse momento tivemos que pegar outro caminho e correr o mais rápido que podíamos nada aconteceu mas poderia ter acontecido.
    3- Falta de dinheiro: Esse é um dos piores, grande parte dos missionários tem diversas necessidades na missão, falta de comida, falta de dinheiro para comprar as coisas básicas, e pagar contas(água, luz, gás, essas são reembolsadas, porém você precisa pagar primeiro e esperar quase 1 mês para receber o reembolso).Comprar remédios(quando receitado pela esposa do presidente reembolsado, se não for receitado o meu sinto muito).
    Temos um valor de mesada(dinheiro muitas vezes pago pelo missionário, familiares ou outros membros administrado pela igreja, na minha época 90 reais a cada 15 dias – R$180 Mês), muito baixo e insuficiente para manter o mês todo, precisamos como mulher comprar Absorvente, sabonete, shampoo, creme, sapatos( nenhum durava mais do que 1 Mês andávamos muitos por dia)produtos de limpeza para casa, produtos para lavar roupa,comida suficiente (comida nunca dava para comprar no final, comprávamos para primeira semana e depois vivíamos do almoço doado pelos membros) e ainda tínhamos que pagar passagem (muitas vezes a reunião de distrito ou demais reuniões eram muito longe).
    Quando pagamos as contas mensais ficamos sem nada (água e Luz), muitas casas que passei tinham contas atrasadas e não tinha gás para cozinhar. O reembolso levava em torno de um mês para cair, novas contas deveriam ser pagas.
    Muitas vezes quando o “almoço caia”(membro esqueceu de fazer, ou não estava em casa) era complicado, não tínhamos o que comer orávamos pedindo milagre. Teve uma vez que liguei para casa devido a necessidade pedi dinheiro a minha mãe, foi desesperador.
    Muitas vezes quando recebíamos dinheiro do almoço fazíamos ele triplicar pagávamos almoço, janta, café da manhã e a passagem para ir as reuniões de distrito.

    Aprendi muito na missão, amadureci, amei muito as pessoas chorei e dei muita risada.

    Volta para Casa.
    O Pós Missão foi pior que a ida para missão,você volta perdido, sem auxilio, sem amigos, sem emprego. A adaptação foi dolorosa, você é totalmente abandonado.
    No meu caso voltei sem 1 amigo para compartilhar ou me auxiliar, foi muito difícil, sorte que minha família esteve ao meu lado o tempo todo.

    Pouco tempo depois comecei a namorar e após 1 ano me casei, outra fase muito difícil, fui morar em um lugar simples e muito longe da capela, e vi o que é ser colocado a margem.
    Um ala hostil, onde só os membros antigos eram bons, nepotismo já arraigadona liderança e tradado com normalidade.
    Fiquei doente nunca recebi uma visita, fiquei internada grávida ninguém perguntou se estava viva, a indiferença foi gigante e insuportável.
    Mudamos de ala e fomos para uma ala que já havia frequentado, achei que tudo seria diferente, e momentaneamente foi, pois me dediquei a igreja servi e pagava dizimo. foi ai que meu marido ficou desempregado e voltamos a margem da sociedade Mormom, quando você não paga dizimo(estava mantendo a casa durante o desempego de meu marido e parei de pagar) você é tratado com muita indiferença, meu marido começou a ficar inativo e ai novamente se esqueceram de minha família, (isso ocorre pois mulher sozinha não tem muito valor para igreja, eles precisam de sacerdotes), não recebia mais visitas membros me ignoram mas segui em frente.
    Meu marido se reestruturou, eu ganhei aumentos e promoções no meu trabalho e finalmente compramos nossa casa e mudei de ala.
    Achei que tudo seria diferente, mas não paguei o dizimo e fazia alguns meses que não pagava, fui colocada o lado dos iníquos, você não é tão digna “esse é o pensamento dos lideres” , novamente a margem, e dessa vez totalmente ignorada, comecei a me afastar, já não tinha amigos e sem meu marido a coisa só piora, na igreja você tem que ter marido, você tem que se doar ao máximo e ainda tem que aceitar tudo que te impõem.
    Após ficar doente (tromboflebite) e por algumas semanas não comparecer, recebi uma linda mensagem do Bispo me desobrigado do cargo de professora.
    Claro ninguém perguntou se estava viva, se estava bem ou precisando de algo.
    Depois desse dia deixei de ir na igreja, e ninguém se importou o pós missão é muito difícil, como disse se você não tem um nome, uma historia ou dinheiro você é jogado a margem. Hoje em torno de 40% dos missionários que serviram comigo estão inativos.
    A volta foi dura com todos, muitos precisavam de amigos, tratamento médico, tratamento psicológico. E a igreja não está preparada para te dar esse apoio.
    “A missão não é um favor que você faz a igreja, é uma obrigação e você deve ser grato por isso” . Esse é o pensamento de muitos. E muitos ex missionários se afastam todos os dias.

    Gerson, a igreja se esquece sim daqueles que a ajudam, que mantém a instituição viva, se esquecem daqueles que doam tempo dinheiro a obra, e cuidam muito mal de seus missionários.

    Se puder fazer uma apelo aos membros, sempre que encontrarem os missionários ofereçam a eles alimentos, ajude-os com transporte, ajude-os com suas necessidades. Eles muitas vezes só tem o almoço que muitos membros preparam no almoço para mante-los.

    Em uma instituição multimilionária é uma vergonha missionário passar necessidade, mas é assim que hoje a instituição se mantem, aos que realmente trabalham pouco lhe é oferecido.

    • Fico comovido com sua história pessoal, Priscila.

      Infelizmente ela não é tão incomum.

      Creio que nossa decepção reside justamente em que ‘nos prometem’ (seja por meio de promessas utópicas declaradas, ou declarações fantasiosas ou maquiadas), criando assim um alto potencial de frustração. A Igreja perfeita, a Irmandade perfeita (ainda que saibamos que todos tem problemas), criam um ambiente onde você cria seu faz de conta para não parecer iníquo, concorda que tudo é perfeito mesmo; uma expectativa irreal e abstrata.

      Daí, quando exposto à realidade, e que na irmandade cada um mal consegue dar conta do seu próprio umbigo, quanto mais das necessidades dos outros, muitos de nós não encontram forças (ou sentem que precisam insistir nisso).

      Eu não julgo ninguém por ter tentado, nem pelo resultado final. Afinal, mórmons são especialistas em achar desculpas por não terem ajudado, e quero me libertar dessa herança.

      O que desejo, sim, é que como você, outros consigam (ou tenham conseguido) dar a volta por cima. E se liberar desse doloroso estigma.

      Acredito que agora acrescentaria outra linha aos meus conselhos também:
      – Programe um modo de receber dinheiro de teus pais em caso de emergências.

      • Gerson, infelizmente minha história não é incomum tenho muitos anos de membro e é triste saber que outros passaram ou passam pelo mesmo. Me afastei recentemente faz 1 mês, como citei foi dificil tomar essa decisão. Tenho boas lembranças da juventude na igreja e não queria afastar pelo meus filhos, mas não quero que eles sofram o mesmo sofri e também jamais poderei dentro da igreja contar a eles fatos e verdades históricas resolvi sair para dar a eles outras oportunidades. E viver a verdade sem rodeios sem distorções e sem mentiras e meias verdades.
        Mas aqueles que ficam, algumas dicas preciosas:
        Saibam viver com suas escolhas, apredam a lidar com passado ele não vai mudar, as pessoas são o bem mais precioso da religião cuidem bem delas. Ame ao próximo incondicionalmente, aprenda a lidar com opiniões divergentes, respeite se quer ser respeitado, lembre-se que Cristo não foi arrogante então não se ache o dono da verdade.
        E o último e mais importante não existe religião perfeita, pois foram criadas por homens, mas sempre a um lado bom em todas elas. Se é feliz continue siga em frente, se não procure outro caminho sempre existirá algo melhor para seguir.

      • Realmente, uma decisão difícil para quem a vive (só esses o sabem), e parece ser ainda mais difícil conforme o grau de comprometimento (ou tempo) prévios.

        Antes eu dizia para as pessoas que seria melhor não saírem, pois seria um modo de ajudar a manter as coisas que deveriam mudar sem mudanças, mas hoje nem digo mais nada. Afinal, está comprovado que a matriz tem um poder de manter as coisas como estão, não importa o quão ruim esteja, pois nada de efetivo acontece sem iniciativa dos locais (e estes ficam cegados com as superficialidades dos programas e discursos lá de cima, nada efetivos coletivamente).

        Desejo que você consiga se adaptar logo e ‘levar sua vida’ com essas boas experiências que ainda sobraram.

        Esse seu dilema (dos filhos) não é tão incomum em nosso meio. Alguns de nós ficam entre o paradoxo de deixar os filhos sob o guarda-chuva de falácias mescladas com evangelho ou soltos no ‘mundo cruel’ sem bússola moral. Num dos lados podem adquirir bons hábitos e florescer algumas virtudes, mas ainda assim com custo de possivelmente tornarem-se pré-conceituosos e insensíveis aos dramas da família humana, ou do outro lado, que não sabemos sequer o que esperar (dado que hoje em dia é bem mais difícil apenas os pais serem fonte de consulta e aprendizado dos filhos). Não é algo que deva ser desesperador, mas com certeza há de se reaprender novos hábitos familiares para preencher essa lacuna.

      • Gerson, creio que a igreja é um bom lugar para o jovens, porém seus malefícios são maiores que os benefícios, acredito que outras instituições e mesmo o lar podem ensinar crianças, jovens e adolescentes a terem caráter, disciplina, amor ao próximo.
        Vejo isso em minha própria família muitos primos e familiares não pertecem a igreja sud e tem mais caráter e amor do que muito membro nascido na instituição. Tenho primos extremamente focados e amáveis boas pessoas. Sei que a intuição nos ajuda a criar as crianças nos dão a falsa impressão de lugar seguro, mas a que preço?
        E existem vida após a igreja, existem outros caminhos(instituições religiosas) que são tão boas e muito mais cristãs do que a SUD.
        A educação e caráter são dever dos pais e espero cumprir com esse papel.
        Ao perceber que muitos que conheci na igreja são preconceituosos, arrogantes, prepotentes e jamais pensam fora da caixa, me levou a rever meus conceitos e pensar é realmente isso que quero que meus filhos se tornem?
        A falsa moralidade e falsa proteção não poderá torna-los seres humanos que façam a diferença, só estaria me iludindo ao continuar e poderia criar estragos em suas conduta e caráter irreparáveis.

    • Os missionários americanos também passam por esta dificuldade financeira? É possível ao missionário receber uma “mesada” mensal dos pais?

      • Sim, Carla, você pode receber ajuda de seus pais em momentos mais difíceis (caso eles possam ajudar), já conheci norte-americanos que tinha cartão de crédito de uma conta internacional (eles raramente usavam, até porque dificilmente vão dividir alguma coisa com você e não queriam que você visse que eles teriam dinheiro.

        Sim, a cultura deles é bem diferente e preferem esperar você ir embora da casa antes de comer para não convidar você com a janta ou coisa parecida, a não ser que você tenha sido convidado. Eles também ficam bem incomodados quando chega a hora de uma refeição e se retiram por conta própria. Claro, não são todos assim, mas vários de Utah e arredores são. Para eles é normal, tanto que estranham tanta hospitalidade com comida e coisas do tipo no Brasil.

        A coisa de receber dinheiro de casa é que ‘é proibido’ por algumas missões e desencorajado por todas elas. Aquele dinheiro que depositam na conta da Ala, em teu nome, não vai pra ti, pode ter certeza. O fundo mundial, esse pior ainda, pois ninguém sabe como e onde é gasto.

        Recomendo você, dependendo do lugar (e se for servir, claro), ter um cartão de crédito pré-pago, do tipo que podem carregar algum valor nele e você possa sacar em qualquer terminal eletrônico. Ou usar como débito. E, ser muito discreta com relação a ter esse recurso, não comentando com líderes ou colegas de trabalho.

      • Obrigada, Gersonsena, mas não sairei em missão, apenas é curiosidade. Eu me batizei em 2002, fui confirmada na igreja e nunca mais retornei. Eu me batizei, na verdade, por influência de uma amizade virtual e também porque fiquei sem graça de dizer aos missionários que não conseguia acreditar na veracidade dos estudos que eu fiz sobre a igreja, mas de alguns aspectos gostei bastante,principalmente sobre as regras de saúde, retidão de caráter etc.
        De uns tempos para cá voltei a ler sobre a igreja e até senti vontade de retornar, pois, em 2002 estava desempregada e sem perspectiva de melhorar a minha situação a curto prazo, sentia muita vergonha por isso. Hoje estou empregada, mas não ganho bem, felizmente dá para eu viver com um mínimo de conforto e sem grandes luxos. Sou solteira e moro com uma parente idosa (cuido dela), portanto, para mim é difícil receber visitas na minha casa, achei a presença dos élderes um pouco inoportuna da ocasião, meio invasiva, mas eram bons rapazes. No mais, esse negócio de “família eterna” não me convence muito: a minha já dá um desgosto nessa vida, imagina eu ter aturá-los na eternidade!

    • Priscila, sua história é típica de muitos mórmons eu tbm fiz missão e já disse que considero o meu maior arrependimento, tive todo tipo de companheira problemática na missão na verdade, essa missão que fiz era muito famosa pelos péssimos e problemáticos missionários, a igreja manda qualquer um para o campo missionário achando que ao voltar de lá eles chegaram diferentes, quando voltei lembro perfeitamente que meu líder logo no início da entrevista me perguntou de casamento e já tinha planos de me “arranjar para tal pessoa”, nem falam de empregos só querem OBRIGAR gritantemente todos a casarem-se, eles não se preocupam com salvação de ninguém, só querem estabelecer a igreja e só querem o que é bom para eles, hoje sou afastada da igreja e tenho muito orgulho disso, foi a melhor coisa que fiz, mas ainda sei do que acontece lá dentro e nada muda: chegou hoje da missão, se casa 2 meses depois com uma mão na frente e outra atrás, ainda bem que consegui sair em tempo, a igreja não cuida de ninguém tanto na missão quanto em casa, só querem que vc se mata de trabalhar para eles, passei tantas necessidades na missão que seria impossível postar todas elas aqui, me envergonha essa igreja!

      • Fico sentido que não tenha conseguido ao menos extrair algo de bom daquele período, Magnólia. É bem provável, que mesmo hoje afastada, teria ainda boas lembranças e teria aprendido boas coisas se as coisas tivessem sido como ‘são pregadas’.

        Já fizeram coisas bem piores com outros, até mesmo enviando ou permitindo que pessoas com sérios problemas emocionais, psicológicos ou mesmo de caráter servissem como missionários.
        O que era para ser um privilégio e uma escolha de fé acaba se tornando uma fábrica de operários neófitos e despreparados (e não me refiro no contexto estudo, pois nesse ponto até posso perceber que não é a principal qualificação, embora deva ser bem trabalhada).

    • Priscila, é comovente a sua história. E não é diferente dos demais que já serviram em missão para a igreja SUD. Acho que todo membro da igreja SUD deveria ler esse artigo, essa história. Essa igreja é uma entidade bilionaria, e não deveria tratar os seus membros dessa maneira. É um absurdo.

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