Mórmons no México: Uma Breve História de Poligamia, Violência, e Fé

Nove membros de uma importante família mórmon no norte do México, todos mulheres e crianças, foram mortos a tiros em 4 de novembro [p.p.] em território cujo controle é disputado pelo Cartel de Sinaloa e pelas milícias La Linea.

O México, que tem sofrido com altas taxas de crimes por mais de uma década, viu a violência aumentar nas últimas semanas. Em 17 de outubro, um tiroteio na cidade de Culiacan envolvendo o Cartel de Sinaloa levou as autoridades a libertarem da prisão Ovidio Guzman, filho do chefão das drogas preso Joaquin “El Chapo” Guzman.

Veículos cheios de balas em que membros da família LeBaron estavam viajando sentados em uma estrada de terra perto de Bavispe, na fronteira de Sonora-Chihuahua, México, em 6 de novembro de 2019. (AP Photo/Christian Chavez)

No contexto de tanto derramamento de sangue, os assassinatos dos LeBaron são altamente incomuns e tragicamente cotidianos.

Ao contrário da maioria das vítimas de assassinato no México, os LeBarons são cidadãos dos EUA e mórmons – parte de uma Continuar lendo

Igreja Mórmon Sai em Defesa da Cura Gay

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, popularmente conhecida como Igreja Mórmon, anunciou publicamente sua oposição oficial e institucional ao projeto-de-lei proposta no estado de Utah, onde se encontra a sede mórmon, que propõe proibir tratamentos fraudulentos de “cura gay”.

Mórmon protesta contra homofobia institucional da Igreja SUD

O projeto estabeleceria uma nova regra para o equivalente ao Conselho Regional de Psicologia do estado de Utah que condenaria como conduta anti-profissional e anti-ética a “prática de engajar ou tentar engajar em esforços para mudança de orientação sexual ou identidade de gênero em clientes menores de 18 anos de idade”.

Ao se manifestar publicamente em oposição ao projeto, a Igreja indica aos legisladores do estado de Utah que ela deseja que se mantenha o status quo onde seus correligionários tem livre acesso a charlatões que prometem a  chamada “cura gay”, ou eufemisticamente conhecido como “tratamento de conversão”, que ainda é razoavelmente popular entre mórmons. Continuar lendo

Racismo na BYU

Meu professor de “Fundações da Restauração” justificou a proibição do sacerdócio aos negros, dizendo: “Não vamos fingir que Deus não havia feito restrições raciais para o sacerdócio e o evangelho antes. Ele não queria que o evangelho fosse ensinado aos gentios em um ponto. Não sei por que Deus faz essas restrições, mas Ele deixou as duas continuarem por um longo tempo.” Embora eu possa não conhecer bem o histórico dessas restrições, fiquei ofendida com a sua declaração e com a sua tentativa de ignorar as perguntas sobre o assunto. Eu era a única afro-americana nessa classe de 200 pessoas, mas todos os que fizeram alguma pergunta tinham problemas com a proibição, e o professor respondeu defensivamente a todos eles. Sua abordagem para encerrar as perguntas dos alunos e insistir que não criticassem os profetas do passado impediu nossa capacidade de fazer perguntas e não aceitar tudo com “fé cega”.

O atual Apóstolo e Profeta Dallin Oaks, então Presidente da BYU, vestido como o mascote da universidade mórmon ‘Cosmo o Puma’, em 1979.

Um amigo meu da BYU¹ (que é branco) e eu estávamos conversando sobre a ressurreição e o que aconteceria fisicamente conosco. Ele me perguntou: “Você não acha que após a ressurreição você ficará branca como o Pai Celestial e Jesus Cristo?” Suas suposições incorretas eram que 1) para sermos perfeitos, todos nós Continuar lendo

Harold Lee: A Supremacia da Raça Branca

O Profeta Harold Bingham Lee, 11º Presidente d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, deixou claro em seus ensinamentos que a raça branca é superior a todas as demais raças humanas, preferida por Deus, e recompensa por obediência e retidão na vida pré-mortal.

Harold Bingham Lee, 11º Presidente d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (Foto: Intellectual Reserve)

Tão importante é essa doutrina de supremacia branca para o Apóstolo e Profeta que, além de ensiná-los pessoalmente a seus seguidores, Lee a expos em programas de rádio, e depois publicou em formato impresso para a posteridade mórmon.

Em seu livro Decisions for Successful Living, Lee primeiramente parece criticar o conceito nazista de “raça-mestra”:

Ouvimos muito na comunidade mundial sobre as chamadas raças-mestras. O sentimento de superioridade nas mentes dos líderes desses auto-proclamados grupos superiores que fizeram campanha pelo domínio do mundo mergulhou o mundo em poderosos e terríveis conflitos mundiais. O mistério de sua superioridade imaginada foi agora amplamente explodido pela força das armas das nações opostas que eles procuravam conquistar. A arrogância assumida por essas raças-mestras, assim chamada, gerou o preconceito racial mais amargo da história do mundo.

Porém, imediatamente segue com uma condenação de miscigenação racial:

Existem outras forças que varrem esse e outros países que derrubariam todas as barreiras sociais entre as raças e anulariam as leis existentes que proíbem o casamento legal entre certas raças.  Ainda existem outros que colocam interpretações aparentemente errôneas na declaração, encontrada nos parágrafos iniciais da Declaração de Independência, no sentido de que “Todos os homens são criados iguais”. É bom que vocês, como jovens do nosso país, tenham da fonte da verdade infalível, a Igreja de Jesus Cristo, as verdades das escrituras sobre esses importantes problemas que envolvem o relacionamento dos seres humanos entre si e com Deus, nosso Pai Celestial.

Lee especula sobre o conceito social de raça antes de determinar que todos humanos são “filhos espirituais de Deus” e descendentes de “Adão e Eva, nossos primeiros pais terrestres no Jardim do Éden”.

Quantas raças existem? A maioria dos cientistas dividiu a humanidade em cinco grupos: as raças branca, preta, marrom, amarela e vermelha. Outros agruparam as raças marrom, amarela e vermelha como “subgrupos” de uma única raça.

Não obstante sermos todos “filhos espirituais de Deus” e descendentes de “Adão e Eva, nossos primeiros pais terrestres no Jardim do Éden”, Lee articula as doutrinas mórmons da vida pré-mortal, do conflito após o Conselho dos Céus entre os seguidores de Jesus e os seguidores de Lúcifer, da pré-ordenação de espíritos “grandes e nobres” na pré-existência, e os une todos em seu argumento de que a raça branca é a escolhida por Deus para Seus filhos mais espirituais, obedientes, e valentes, e que demais raças como as negras ou ameríndias (“preta” e “vermelha”) foram reservadas para os refugos menos valentes, menos espirituais, menos obedientes, menos valorosos, menos fiéis:
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Pesquisadora Mórmon Reage a Discurso de Dallin Oaks

A acadêmica, pesquisadora, e ativista mórmon Lindsay Hansen Park reagiu publicamente ao discurso do profeta mórmon e 1º conselheiro na Primeira Presidência  da Igreja SUD, Dallin Oaks, proferido na reunião de anteontem durante a sessão de liderança da 189ª Conferência Geral Semi-anual da Igreja.

Parada de Orgulho LGBT de Utah em Salt Lake City, Junho de 2018.
(Foto: Rick Egan | The Salt Lake Tribune)

Hansen Park, que além de Diretora Executiva da prestigiosa fundação de pesquisas acadêmicas mórmons Sunstone Foundation, é pesquisadora especializada em poligamia mórmon, produzindo e dirigindo o documentário em formato de podcast “O Ano da Poligamia”, onde ela explora poligamia mórmon desde os primórdios com Joseph Smith até a atualidade entre os diversos grupos polígamos mórmons.¹ O trabalho de Hansen Park recebeu cobertura de jornais tão diversos como o The New York Times, o The Wall Street Journal, o The Salt Lake Tribune, o Salt Lake City Weekly, e o inglês The Guardian.

Como especialista em poligamia mórmon, Hansen Park traça um importante paralelo entre a evolução recente de uma proeminente igreja mórmon polígama e o arrefecimento doutrinário exposto por Dallin Oaks em seu discurso desta semana:

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Dallin Oaks: Igreja Permanecerá Homofóbica, Transfóbica

O profeta mórmon e 1º conselheiro na Primeira Presidência  da Igreja SUD, Dallin Oaks, anunciou com clareza inequívoca, na reunião de ontem durante a sessão de liderança da 189ª Conferência Geral Semi-anual d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, as intenções da Igreja em não apenas insistir em sua política de discriminação contra homossexuais, mas também de discriminar contra transgêneros e interssexuais.

Durante o seu anúncio, Oaks deixou claro que a doutrina oficial da Igreja nega a existência de pessoas interssexuais, transgêneros e reforça discriminação eclesiástica sistêmica contra homossexuais. Continuar lendo

A Didática do Medo

O ano era 2012 e eu era recém-chegado à missão, ainda antes de terminar o primeiro semestre. Comecei minha missão numa área próxima à capital Florianópolis, SC.

A primeira transferência terminou e tive que ir para outra área na cidade de Palhoça (atual sede do Ramos da Restauração no Brasil), antes ficando 4 dias em uma casa com Élderes por perto. Daqueles dias tive um aprendizado através da didática do medo.

A didática nada mais é do que os conhecimentos e técnicas para se ensinar. Utilizada desde instituições escolares até religiões no geral. Quando fui tomar banho no box do banheiro havia um pôster de Jesus com o título VOCÊ NUNCA ESTÁ SÓ e a escritura de João 14:18, em que prometeu que nunca nos deixaria órfãos.

Perguntei aos meus companheiros o porquê daquilo já que não tinha na minha casa anterior. Um deles me falou que foi a pedido do presidente de missão, para inibir a tentação de se masturbarem. Continuar lendo

Diretor de Filmes do Templo Mórmon Indiciado por Pedofilia, 2ª Criança

O diretor contratado pela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias para dirigir os três filmes que passavam nas sagradas ordenanças de investiduras em seus templos, Sterling Van Wagenen, foi indiciado este mês por pedofilia e abuso sexual de uma segunda criança, uma menina entre 7 e 9 anos de idade.

Van Wagenen, que havia sido exposto há 2 meses por ter sido  gravado em áudio¹ confessando ao menos um caso de pedofilia e abuso sexual de menor, ocorrido cerca de 20 anos antes de sua comissão apostólica, agora responderá criminalmente pelo abuso sexual de criança ocorrido há apenas 4 anos.

Sterling Van Wagenen. (Foto: IMDB)

Plenamente ciente das acusações de pedofilia e abuso sexual infantil de quase 30 anos atrás, a Igreja SUD limitou-se apenas a uma punição eclesiástica restrita e temporária (mais abaixo) enquanto pressionara a família da vítima a não prestar queixas criminais, após o que louros sociais e prestígio religioso que permitiram-lhe que abusasse de outra criança.

Prestígio entre Mórmons

As ordenanças do templo são tão sagradas para a fé mórmon que apenas membros considerados “dignos” podem sequer frequentar os templos e participar de suas ordenanças, e deles se exige absoluta discrição para nunca se discutir, que dirá descrever, tais ordenanças fora dos templos. Assim contextualiza-se a confiança da alta liderança apostólica da Igreja depositada nos ombros do homem responsável por produzir e dirigir os filmes que proveem a narrativa em tais ordenanças para uso em todos os templos mundo afora.

A Igreja SUD utilizava dois filmes, produzidos no final da década de 1980, para suas ordenanças templárias. Em 2013, a Igreja SUD lançou três novos e modernizados filmes para substituí-los, todos produzidos e dirigidos pelo pedófilo e estuprador confesso Van Wagenen. No começo do ano, a Igreja alterou partes doutrinárias das ordenanças para reduzir a percepção de misoginia, e consequentemente alterou sua apresentação, substituindo os filmes de Van Wagenen por slides estáticos destes mesmos filmes.

Além dessa profunda honra eclesiástica, Van Wagenen também produz filmes que a produtora da Igreja SUD compra para distribuir, como a ficção histórica de 2018 Jane e Emma. Ele ainda foi um dos co-criadores do festival Sundance, que fez de Utah uma parada obrigatória do cinema mundial.

Os Abusos
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Páscoa: O que dizem os Evangelhos?

Celebramos hoje a Páscoa Cristã.

Páscoa vem da palavra grega pascho, que significa “sentir” ou “viver a experiência”. Nos Evangelhos canônicos, especialmente nos relatos da Páscoa Cristã, ela foi invariadamente usada com o significado de “sofrer” ou “sentir dor” ou “viver uma experiência dolorosa ou pesarosa”. Para os autores dos Evangelhos, pascho (páscoa) significava o sofrimento e a dor que Jesus de Nazaré vivenciou no seu martírio em Jerusalém. Daí o nosso uso do têrmo Páscoa para nos referir ao martírio (sofrimento e morte) de Jesus.

Celebraremo-na considerando os quatro relatos mais antigos, e coincidentemente canonizados, da Páscoa.

Ao contrário do que a maioria dos cristãos imagina, os quatro relatos canonizados (i.e., os Evangelhos atribuídos a Marcos, Mateus, Lucas e João) não narram o mesmo evento, não se complementam, e não são mutualmente inclusivos. Todas as quatro narrativas são individuais e independentes, narrando relatos como o seu autor acreditava ou imaginava ou ouvira ter ocorrido (nenhum desses autores fora testemunha ocular — na realidade, todos os evangelhos são anônimos, e atribuições autorais surgiram décadas após suas composições).

Portanto, honramos os autores que nos legaram esses quatro relatos distintos respeitando suas independências editoriais, estudando-os como eles haviam desejado: Individual e independentemente.

Dito isso, como ocorreu a Páscoa de acordo com cada autor evangelista? Continuar lendo

N. Eldon Tanner: A Lei de Deus Discrimina Contra Negros

O Presidente Nathan Eldon Tanner admitiu em uma entrevista de 1967 que a “lei de Deus” era discriminar contra os negros.

Nathan Eldon Tanner, Conselheiro na Primeira Presidência (1963-1982) sob os Presidentes David O McKay, Joseph Fielding Smith, Harold B Lee, e Spencer W Kimball

Tanner, que serviu na Primeira Presidência entre 1963 e 1982 como Conselheiro dos Profetas David O McKay, Joseph Fielding Smith, Harold B Lee, e Spencer W Kimball, admitiu em entrevista para a revista Seattle Magazine em dezembro de 1967 que a crença prevalente sobre a segregação racial imposta pela Igreja era uma lei divina.
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Igreja Mórmon Ainda Não Aceita Casais do Mesmo Sexo – mesmo que ainda não barrem suas crianças

Os principais líderes d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias reverteram uma política que impedia que filhos menores de idade de casais do mesmo sexo se juntassem à igreja e participassem de seus rituais sagrados desde 2015.

Presidente Russell M. Nelson, meio, durante Conferência Geral em abril de 2019 (FOTO: AP/Rick Bowmer)

Muitas igrejas conservadoras se opõem às relações do mesmo sexo e o fazem com intensidade crescente desde a segunda metade do século 20. No caso dos Santos dos Últimos Dias, as razões para se opor ao casamento entre pessoas do mesmo sexo baseiam-se em sua teologia de uma “família real”, como queria Deus.

No entanto, como um estudioso de gênero e sexualidade no mormonismo, eu proponho que a decisão de impedir crianças de pais do mesmo sexo da igreja estava ligada à luta conservadora contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo que estava encontrando uma crescente aceitação na época em tribunais e em outros lugares. Continuar lendo

Alunos da BYU Protestam Políticas da Igreja

Centenas de alunos das universidades d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias participaram de protestos nos campi mórmons e nas redes sociais contra políticas institucionais estabelecidas pela Igreja Mórmon para controlar e monitorar a vida desses adolescentes.

Alunos mórmons da BYU protestam cantando hinos da Igreja e com placas que dizem “Faça BYU Honrável Novamente”, “Jesus me perdoou, porque vocês não?”, “Faça Amor e não políticas que discriminam contra grupos de alunos da BYU como pessoas de cor, pessoas LGBTQA+, [etc.]”, e “Isso Não É Honra”.

Entenda os protestos. Continuar lendo

Estória Mentirosa Removida de Biografia de Russell Nelson

A editora oficial d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, Deseret Book Company, foi obrigada a se desdobrar contra o tempo para evitar publicar em formato de livro uma estória mentirosa publicada por um periódico oficial da Igreja, a LDS Living.

Profeta e Presidente da Igreja SUD Russell M. Nelson. (Foto: AP Photo/Rick Bowmer)

O livro, intitulado Introspecções da Vida de um Profeta: Russell M. Nelson, de autoria de Sheri Dew, foi publicado esta semana, e encontra-se à venda pela Igreja. Contudo, há meras semanas de seu lançamento descobriu-se que ele relatava uma mentira que havia sido publicada na edição de março/abril de 2019 da revista LDS Living como campanha publicitária de pré-vendas.
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Líderes SUD Devem se Arrepender e se Desculpar pela Crueldade para com Pessoas LGBTQ e Suas Crianças

Artigo originalmente publicado aqui, e reproduzido com permissão da Religion Dispatches. Assine ao seu boletim de notícias gratuito, ou siga o RD no Facebook ou no Twitter para atualizações diárias.

Enquanto a liderança SUD rescindia sua proibição de batizar crianças de pais LGBT, eles estranhamente afirmavam que nem a igreja nem a vontade de Deus mudaram. Você quase consegue ouvi-los dizer: “Olha, não nos culpe pelo fato de que Deus acha sua homossexualidade repugnante! Somos apenas os mensageiros!

Membros da Primeira Presidência durante a 189 Conferência Geral Anual, no Centro de Conferências de Salt Lake City, 6 de abril de 2019 (© 2019 INTELLECTUAL RESERVE, INC.).

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias me ensinou o conceito de mordomia, de ser incumbido de nutrir, proteger e garantir o bem-estar de algo que você não possui. Mordomia significa que você é responsável tanto por aqueles que lhe confiaram quanto pelos seres ou coisas que você supervisiona. Na crença SUD, os pais têm a mordomia das crianças, os bispos têm as mordomias sobre as alas, e Adão e Eva tinham a mordomia do Jardim do Éden. Os apóstolos SUD têm uma mordomia da igreja e de seus membros – e sobre o planeta e sobre todos os povos, já que os apóstolos se consideram porta-vozes autorizados de Deus na terra.

Eu estive pensando sobre isso em relação a POX, ou Política de Exclusão, de novembro de 2015 da Igreja SUD. Essa política classificava as relações entre pessoas do mesmo Continuar lendo