Orson Whitney: Mórmons Não Temem Verdade, Independente da Fonte

O Apóstolo Orson F. Whitney, então servindo como Bispo, ficou famoso por um discurso proferido para uma conferência de jovens em junho de 1888, e subsequentemente publicado no jornal oficial da Igreja SUD e distribuído em julho seguinte, no qual ele defende uma maior abertura entre mórmons para estudos acadêmicos e literários.

Orson Ferguson Whitney, Apóstolo da Igreja SUD (1906-1931)

Orson Ferguson Whitney, Apóstolo da Igreja SUD (1906-1931)

Por causa desse discurso, Whitney é conhecido como o “pai da literatura mórmon“.

Eis o trecho desse discurso no qual Whitney defende que mórmons não deveriam nunca temer verdade, independente de sua fonte ou origem, e o estudo acadêmico como uma missão religiosa para todos os mórmons: Continuar lendo

Emmeline B. Wells: O Status da Mulher

 

A Presidente Geral da Sociedade de Socorro d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, Emmeline B. Wells, disse isso sobre como mulheres são tratadas e consideradas na sociedade (ênfases nossas).

Emmeline Wells

Emmeline Wells, Presidente Geral da Sociedade de Socorro (1910-1921)

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John Taylor: Fontes da Verdade

O Presidente John Taylor fez os seguintes comentários sobre como escolher as fontes das verdades que aprendemos e descobrimos, no histórico Tabernáculo Mórmon, em junho de 1853:

John Taylor, Apóstolo (1838-1880) e Presidente (1880-1888) d´A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias

John Taylor, serviu como Apóstolo (1838-1880) e Presidente (1880-1887) d´A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias e quase foi assassinado junto com Joseph Smith

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Sterling Sill: Ateísta Robert Ingersoll

O Assistente aos Apóstolos Sterling W. Sill expressou a seguinte opinião sobre o famoso e eminente escritor, advogado, e político americano Robert G. Ingersoll, apelidado como “O Grande Agnóstico”.

Sterling W. Sill discursando na Conferência Geral de 1974, serviu como Assistente do Quórum dos Doze (1954-1976) e no Primeiro Quórum dos Setenta (1976-1978)

Sterling W. Sill discursando na Conferência Geral de outubro de 1973, serviu como Assistente do Quórum dos Doze (1954-1976) e no Primeiro Quórum dos Setenta (1976-1978)

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Lorenzo Snow e a Associação Brasileira de Estudos Mórmons

Muita gente não entende por que existe a Associação Brasileira de Estudos Mórmons.

O site Vozes Mórmons é a página oficial da Associação Brasileira de Estudos Mórmons, dedicada a exploração acadêmica e literária do Mormonismo no Brasil, para brasileiros, e por brasileiros.

O site Vozes Mórmons é a página oficial da Associação Brasileira de Estudos Mórmons, dedicada a exploração acadêmica e literária do Mormonismo no Brasil, para brasileiros, e por brasileiros.

“Mas não é patrocinado pela Igreja” dizem alguns. Outros pensam que a Igreja é contra os acadêmicos e tem medo do estudo sobre sua religião, pois “se você aprende demais, perde o testemunho,” pensam. E outros ainda pensam que o estudo não é importante, dizendo: “Quero viver a minha vida. Para que devo gastar meu tempo estudando? Já fiz a escolha, não vou mudar.”

Há três anos atrás eu ensinei o primeiro capítulo do manual Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: Lorenzo Snow e nele achei uma resposta: Continuar lendo

O que Nos Chocará após a Morte?

Algumas semanas atrás, um amigo mencionou em uma conversa sobre o evangelho que, após esta vida, nós saberíamos a verdade sobre todas as coisas. Em seguida, ocorreu-me que um monte de pessoas vão ser, ou já foram, chocadas pela forma como elas estavam errados sobre suas visões de vida, do universo, e de, bem, tudo.

morte vida espiritualidade

 

E, entre todas as coisas, devemos incluir ideais sobre religião. Continuar lendo

Atravessar a Distância

Nesta semana seguida à Conferência Geral, publicaremos artigos explorando alguns seletos discursos proferidos no fim de semana que passou. Em consideração hoje, o discurso do Apóstolo Dale G. Renlund.

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Fiquei impressionado na sessão da Conferência na manhã do Sábado pela citação oferecida pelo Élder Renlund: “Quanto maior a distância entre o doador e o beneficiário, mais o beneficiário desenvolve um senso de direito”. O que me causou pausa, uma vez que concordo com a declaração, é uma simples questão: O que vamos fazer sobre essa distância?

Esta parece ser uma questão crucial. O Élder Renlund salienta que esta é a razão pela qual o sistema de bem-estar da Igreja é projetado para que aqueles em necessidade procurem ajuda da família em primeiro lugar, e depois de seus líderes locais – i.e., de sua ala ou ramo. Mas não me parece que isso resolva o suficiente a distância entre doadores e beneficiários; eu vejo uma enorme distância dentro das alas e ramos, e às vezes até mesmo dentro das famílias. Demasiadas vezes doadores e beneficiários simplesmente têm pontos de vista e até culturas completamente diferentes. Continuar lendo

A mudança de língua na missão brasileira, 1939

Depois da abertura da Missão Sul-Americana em 1925 pelo apóstolo Melvin J. Ballard, o primeiro presidente da missão chamado foi um converso alemão, Reinhold Stoof, que serviu de 1928 até 1935. Stoof acreditava que ele havia sido chamado especificamente para alcançar os imigrantes que falavam alemão na América do Sul, a maioria dos quais vivam na Argentina e no Brasil. Na Argentina, Stoof descobriu que a população alemã estava muita dispersa, tornando a obra missionária em alemão ineficaz; já no Brasil, Stoof encontrou cidades alemãs, colônias de imigrantes que criaram comunidades inteiras que falavam alemão em suas vidas diárias. Por isso, os missionários enviados ao Brasil desde o início da obra missionária no país falavam alemão.

Igreja mórmon. Mormonismo no Brasil. Mórmons. Santa Catarina. Alemão.

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A discussão sobre a Conferência Geral ao Vivo na Vozes Mórmons

ConferenceCenterwithPeopleinit.Como fizemos na conferência passada, a Vozes Mórmons vai facilitar a discussão sobre cada sessão da Conferência Geral ao vivo. Nós, os escritores da VM, vamos escrever um resumo de cada sessão da conferência ao vivo. Durante a sessão, vamos atualizar um artigo sobre aquela sessão com citações e detalhes da sessão, detalhes interessantes ou notáveis em que nossos leitores possam querer comentar. Assim, durante a sessão, vocês podem fazer comentários enquanto ouçam os discursos.

Ouviu algo que você acha merece ênfase? Comente! Acha que algo dito vai provocar reações dos anti-mórmons? Comente! Será que o discurso não é relevante para a vida no Brasil? Comente! Não gosta do cor da gravata do orador? Comente!

Vamos começar logo no início de cada sessão. Esperamos sua participação!

 

 

Hugh B. Brown: Sobre a liberdade de pensamento

huge_b_brownA Conferência Geral da Igreja que começa amanhã é útil para os mórmons em várias maneiras. Os discursos fazem a base de lições durante as seis meses seguintes em que membros debatem o significado desses discursos. E nós selecionamos citações que sintetizam a forma como vemos o evangelho a partir desses discursos.

Embora vejo problemas com o uso de citações, eu quero lançar uma nova série de artigos aqui na Vozes Mórmons—citações que acho importantes e uteis, segundo o meu entender.

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J. Golden Kimball: Café no Chocolate Quente

JGoldenKimballA palavra de sabedoria é hoje algo altamente importante para os membros da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Age como um sinal de nossa fidelidade. Se alguém bebe ou fuma ou toma café, já sabemos que ou não é mórmon ou não é fiel.

Mas não foi sempre assim. Nos anos depois da introdução do mandamento, era considerado como um conselho; não era mandatório. Até muitas autoridades gerais da Igreja no tempo de Joseph Smith e de Brigham Young não guardaram a palavra de sabedoria.

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Queremos mais vozes!

Gladys Knight e seu coro Saints United VoicesAlgo na natureza de um blog conduz o leitor a pensar que a única maneira de participar é comentar os artigos. Pelo menos aqui no Vozes Mórmons não é assim. O que queremos é muitas vozes e perspectivas da variedade que é o mormonismo. Portanto, queremos mais vozes escrevendo artigos no Vozes Mórmons!

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Mórmons brasileiros gostarão de histórias sobre J. Golden Kimball?

JGoldenKimballFalhei em contar uma piada em Facebook há alguns dias. Tentei contar uma piada sobre J. Golden Kimball—em português para mórmons brasileiros. Ficou óbvio agora que não tem contexto, não sabem nada sobre J. Golden Kimball.

É uma pena. Enquanto algumas das histórias contadas sobre ele não são verídicas, elas fazem parte do folclore mórmon, e dão-nos uma maneira para enfrentar os nossos dificuldades em guardar os mandamentos. De uma maneira importante, rir das falhas em guardar a palavra de sabedoria ou não dizer palavrões faz o guardar os mandamentos mais fácil.

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Brasil na História Diária da Igreja: 6 de Outubro de 1853

WilliamFCarterEnquanto Addison Pratt foi o primeiro missionário mórmon para chegar em território em que se fala português (em 1843), outros missionários passaram perto, viajando no Atlântico, perto da costa do Brasil. Estes faziam parte de uma onda missionária durante os 1850s que visava pregar o evangelho através do mundo inteiro. O hemisfério sul se incluía nessa onda, com missionários mórmons viajando para Taiti (Addison Pratt, 1843), Chile (Parley P. Pratt, 1851), Austrália (John Murdock, 1851), África do Sul (Jesse Haven, 1853), Nova Zelandia (Augustus Farnham, 1854), Tailândia (Elam Luddington, 1854), e a Índia (Joseph Richards, 1851).

Com certeza vários destes missionários passaram o Brasil por perto. E é até possível que seus navios pararam num porto brasileiro durante suas viagens. Até agora não tenho certeza se tivessem parados no Brasil, mas a História Diária da Igreja menciona que um missionário mórmon passou por perto, William Furlsbury Carter. Ele mencionou o Brasil em seu diário de viagem:

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Quantos missionários estarão no campo missionário no fim do ano?

Missionaries ServingEu cometi um erro. Uma semana antes da conferência o blog LDS Church Growth (Crescimento da Igreja SUD), na sua análise dum comunicado de imprensa da Igreja, projetou que o número de missionários no campo poderia passar os 100 mil até o final de 2013 ou o início de 2014.

Quando vi a notícia apareceu num grupo de facebook, eu pensei que esse número de missionários parecia excessivamente otimista. Eu tinha percebido logo após o anúncio da mudança na idade de serviço missionário em outubro passado que teríamos um surto de missionários, pois os Élderes de 18 anos ajuntariam-se aos de 19 e 20 anos e as Sisteres de 19 e 20 anos de idade se ajuntariam-se às de 21 e 22 anos de idade. Portanto, eu pensei que o número de missionários ia saltar até 80 mil ou 90 mil e, depois um ou dois anos, cairia de novo para um nível um pouco acima do nível atual, quando voltaríamos a uma força missionária que consiste principalmente em Élderes que começaram aos 18 anos e Sisteres que começaram aos 19 anos.

Para confirmar isso, eu criei um modelo em planilha para estimar o número de missionários no campo no futuro. E eu fiquei muito surpreendido com o resultado do cálculo.

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