Queremos mais vozes!

Gladys Knight e seu coro Saints United VoicesAlgo na natureza de um blog conduz o leitor a pensar que a única maneira de participar é comentar os artigos. Pelo menos aqui no Vozes Mórmons não é assim. O que queremos é muitas vozes e perspectivas da variedade que é o mormonismo. Portanto, queremos mais vozes escrevendo artigos no Vozes Mórmons!

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Mórmons brasileiros gostarão de histórias sobre J. Golden Kimball?

JGoldenKimballFalhei em contar uma piada em Facebook há alguns dias. Tentei contar uma piada sobre J. Golden Kimball—em português para mórmons brasileiros. Ficou óbvio agora que não tem contexto, não sabem nada sobre J. Golden Kimball.

É uma pena. Enquanto algumas das histórias contadas sobre ele não são verídicas, elas fazem parte do folclore mórmon, e dão-nos uma maneira para enfrentar os nossos dificuldades em guardar os mandamentos. De uma maneira importante, rir das falhas em guardar a palavra de sabedoria ou não dizer palavrões faz o guardar os mandamentos mais fácil.

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Brasil na História Diária da Igreja: 6 de Outubro de 1853

WilliamFCarterEnquanto Addison Pratt foi o primeiro missionário mórmon para chegar em território em que se fala português (em 1843), outros missionários passaram perto, viajando no Atlântico, perto da costa do Brasil. Estes faziam parte de uma onda missionária durante os 1850s que visava pregar o evangelho através do mundo inteiro. O hemisfério sul se incluía nessa onda, com missionários mórmons viajando para Taiti (Addison Pratt, 1843), Chile (Parley P. Pratt, 1851), Austrália (John Murdock, 1851), África do Sul (Jesse Haven, 1853), Nova Zelandia (Augustus Farnham, 1854), Tailândia (Elam Luddington, 1854), e a Índia (Joseph Richards, 1851).

Com certeza vários destes missionários passaram o Brasil por perto. E é até possível que seus navios pararam num porto brasileiro durante suas viagens. Até agora não tenho certeza se tivessem parados no Brasil, mas a História Diária da Igreja menciona que um missionário mórmon passou por perto, William Furlsbury Carter. Ele mencionou o Brasil em seu diário de viagem:

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Quantos missionários estarão no campo missionário no fim do ano?

Missionaries ServingEu cometi um erro. Uma semana antes da conferência o blog LDS Church Growth (Crescimento da Igreja SUD), na sua análise dum comunicado de imprensa da Igreja, projetou que o número de missionários no campo poderia passar os 100 mil até o final de 2013 ou o início de 2014.

Quando vi a notícia apareceu num grupo de facebook, eu pensei que esse número de missionários parecia excessivamente otimista. Eu tinha percebido logo após o anúncio da mudança na idade de serviço missionário em outubro passado que teríamos um surto de missionários, pois os Élderes de 18 anos ajuntariam-se aos de 19 e 20 anos e as Sisteres de 19 e 20 anos de idade se ajuntariam-se às de 21 e 22 anos de idade. Portanto, eu pensei que o número de missionários ia saltar até 80 mil ou 90 mil e, depois um ou dois anos, cairia de novo para um nível um pouco acima do nível atual, quando voltaríamos a uma força missionária que consiste principalmente em Élderes que começaram aos 18 anos e Sisteres que começaram aos 19 anos.

Para confirmar isso, eu criei um modelo em planilha para estimar o número de missionários no campo no futuro. E eu fiquei muito surpreendido com o resultado do cálculo.

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Como se qualifica para fazer estudos mórmons?

download (1)A Associação Brasileira de Estudos Mórmons foi fundado há quase cinco anos. Já patrocinamos quatro edições de uma conferência acadêmica, a fim de incentivar os estudos mórmons em português. E estamos felizes com a participação do público na conferência.

Mas parece-me que muita gente não entende o propósito da conferência. Assistem a conferência, desfrutam das apresentações, comentam as ideias, e até pretendem assistir a conferência no ano que vem. Mas jamais entra em mente a ideia de fazer um estudo por conta própria.

Com certeza em parte a gente pensa que não é qualificado para fazer estudos mórmons. Quero esclarecer que não é bem assim. Na verdade não há qualificações necessárias para participar. Há apenas a questão da qualidade do estudo feito.

Em subcampos acadêmicos como os estudos mórmons é comum receber e até convidar estudos de gente que não tem graus avançados ou nomeações acadêmicas. O que importa é a qualidade to trabalho feito.

Um amigo meu descreveu a variação em pesquisadores nos Estudos Mórmons no mundo assim:

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Rascunho de Tradução: A conversão de Sidney Rigdon

Com esse artigo, quero iniciar uma nova série de artigos que visa esboçar traduções de partes de importantes livros e documentos mórmons indisponíveis em português. Como esses livros não existem em português, tenho certeza de que muitos dos nossos leitores vão querer ler o conteúdo. E como penso trabalhar com os mais importantes livros mórmons, as traduções terão interesse geral.

Mas faço isso com uma expectativa dos leitores. Peço que me ajudem a melhorar a qualidade da tradução. Com certeza já sabem que o português não é minha língua natal. Portanto, preciso de ajuda para acertar a linguagem da tradução. Enquanto em geral dá para entender as traduções que faço (ou, melhor, que corrijo da produção do Google), muitas vezes as palavras que escolho não são as certas, ou a ordem das palavras impede o entendimento. Penso que se quem lê essas traduções possa indicar os problemas no comentários aqui, com correções se for possível, no fim teremos algo de grande valor.

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Sessão de Domingo da Tarde — Ao Vivo!

Com este artigo, durante a sessão de conferência, vocês podem fazer comentários enquanto ouvem os discursos. Ouviu algo que merece ênfase? Comente! Acha que algo dito vai provocar reações dos anti-mórmons? Comente! Será que o discurso não é relevante para a vida no Brasil? Comente! Não gosta do cor da gravata do orador? Comente!

[Traduções rápidas feitas por meio de Google — não vai ser igual ao que se publica na Liahona]

Presidente Dieter F. Uchtdorf está dirigindo esta sessão da Conferência Geral.

Dirigindo — Presidente Dieter F. Uchtdorf

Coro — Vinde, Ó Filhos do Senhor

Oração de Abertura — Irmã Carol M. Stephens

Coro —Conta-me Histórias de Cristo

Dirigindo — Presidente Dieter F. Uchtdorf

Élder Jeffrey R. Holland — Senhor, Eu Creio

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Qual biblioteca no Brasil deve receber livros de estudos mormons?

Na semana passada encontrei um novo projeto de estudos mórmons — o International Mormon Studies Book Project (projeto de livros para estudos mórmons no mundo). Esse projeto visa doar livros de estudos mórmons para bibliotecas acadêmicas ao redor do mundo a fim de fornecer os recursos necessários para o estudo do mormonismo e assim incentivar estudos de uma perspectiva global. As bibliotecas acadêmicas que participam no projeto receberão livros novos comprados e doados por indivíduos nos EUA.

Eu acho a idéia boa, pois parece-me que poucos livros de estudos mórmons estão sendo comprados por bibliotecas fora dos Estados Unidos. Hoje um pesquisador que quer estudar um assunto relacionado com o mormonismo, além de ter que superar a questão de língua, em geral tem que comprar livros do estrangeiro para conhecer o estado dos estudos mórmons.

Eu já contactei os gerentes do projeto para perguntar como podemos incluir bibliotecas no Brasil na lista de recipientes. E eles me responderam que precisamos identificar uma biblioteca no Brasil que possa ser mais útil e acessível para acadêmicos interessados no estudo de religião.

Mas qual será?

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Quem são os compositores SUDs?

violãoHá dias eu recebi uma pergunta de um amigo sobre compositores SUDs no mundo. Ele queria saber se existem compositores SUDs na América Latina? Devem existir, eu pensei, pois a música é muitíssimo importante no Brasil. Mas na verdade eu nunca ouvi nada sobre compositores SUDs no Brasil. Quem são?

A pergunta vem de Glenn Gordon, o diretor da organização não-governamental LDS Composers Trust (consórcio de compositores SUDs). Sua organização está construindo um banco de dados de todos os compositores SUDs, o qual já contem mais de 600 compositores, 80 dos quais participam regularmente em um rede na Internet. Mas quase ninguém da América Latina encontra-se no banco de dados.

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Brasil na História Diária da Igreja: 20 de Maio de 1852

Parley P. Pratt

Parley P. Pratt

No dia 20 de Maio de 1852 o Apóstolo Parley P,. Pratt escreveu uma carta a Presidente Brigham Young desde o navio Dracut no sul do Oceano Pacífico. Pratt, junto com sua esposa Phoebe e Elder Rufus Allen, estava na volta de uma visita missionária para o Chile, a primeira tentativa para pregar o evangelho na América do Sul. A carta descreveu o procedimento da visita, as dificuldades enfrentados no Chile, seu fracasso em aprender a língua e as condições no Chile e nos outros países do continente, incluindo o Brasil. Enquanto a visita do Pratt foi limitado para a cidade de Valparaíso e seus arredores, é claro que Pratt entendia sua visita como uma tentativa para abrir a obra missionária no continente inteiro.

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Brasil na História Diária da Igreja: 25 de Abril de 1844

Addison PrattEnquanto missionários da Igreja não visitaram o Brasil antes do século 20, parece que pelo menos um missionário Mórmon passou perto de território brasileiro bem antes disso, ainda durante a vida de Joseph Smith. E este missionário, Addison Pratt, junto com mais três missionários, viajou durante muitos meses para chegar em seu campo de trabalho nas Ilhas de Taiti. Chamados para as Ilhas de Sandwich (hoje Havaí) em Maio de 1843, eles sairam de New Bedford, Massachusetts (cidade em que mais de 40% da população atual fala português) no navio Timoleon em 9 de Outubro de 1843.

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Brasil na História Diária da Igreja: 10 de Março de 1844

Lyman WightHá muitos anos os historiadores da Igreja criaram uma cronologia de documentos sobre a história da Igreja conhecido como o “Journal History of the Church” (História Diária da Igreja). Hoje um documento muito útil para historiadores, ele pode serve como um ponto de iniciar estudos históricos.

Com este artigo pretendo começar uma nova série de artigos, um para cada vez que o Brasil aparece no “Journal History of the Church” e em outros documentos básicos da Igreja. Em geral esses artigos não vão falar da Igreja no Brasil, pois a maioria deles aconteceram antes da chegada dos primeiros missionários. Mas vão mostrar algo sobre a percepção do Brasil para os líderes e talvez os membros da Igreja.

A primeira menção do Brasil no “Journal History of the Church” acontece no 10 de Março de 1844, a mesma data em que Joseph Smith deu o seu discurso mais famoso, o discurso funerário King Follet. O funeral foi na parte da manhã, e à tarde, Joseph se reuniu com o Quórum dos Doze, e nesta reunião foi lida uma carta do Apóstolo Lyman Wight e outros de seu grupo, localizados em Wisconsin. É nessa carta que se encontra a menção do Brasil. Continuar lendo

Mórmon Brasileiro do Ano 2012: Marcus V. de Freitas

 Após muita consideração, a equipe do Vozes Mórmons junto com o Murilovisck selecionou Marcus V. de Freitas como o Mórmon Brasileiro do Ano 2012. Esta foi a primeira edição para designar o mórmon brasileiro que teve o maior impacto ou influência sobre mórmons e mormonismo durante o ano.

Durante o ano passado, Marcus se destacou como comentarista econômico e político em muitos jornais importantes e canais de notícias, sendo assim uma voz instruído e razoável no discurso político no país. Embora não bem conhecido entre os brasileiros em geral, seu foco em questões econômicas, políticas e internacionais diz respeito a assuntos que podem fazer melhorar a vida de todas as pessoas no Brasil e até no mundo.

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O primeiro capítulo do manual Lorenzo Snow e a Conferência Brasileira de Estudos Mórmons

Parece-me que muita gente não entende por que existe a Conferência Brasileira de Estudos Mórmons. “Mas não é patrocinado pela Igreja” dizem alguns. Outros pensam que a Igreja é contra os acadêmicos e tem medo do estudo sobre a religião, pois “se você aprende demais vai perder seu testemunho,” pensam. E mais outros pensam que o estudo não é importante, dizendo: “Quero viver a minha vida. Para que devo gastar meu tempo estudando. Completei a escolha, não vou voltar.”

No domingo passado ensinei o primeiro capítulo do manual “Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: Lorenzo Snow” e nele achei uma resposta: o propósito da vida.

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Glória a Deus; Paz na Terra

JohnMMacfarlaneHá alguns anos, enquanto cantava canções de Natal em um evento não-mórmon, sugeri que o grupo cantássemos “Lá na Judéia, Onde Cristo Nasceu.” Fui recebido com olhares em branco e perguntas: “Qual música?” “Nunca ouvi falar.” Acontece que eu estava tão imerso na cultura mórmon (em grande parte eu ainda estou imerso na cultura) que eu não sabia que “Lá na Judéia, Onde Cristo Nasceu” é um hino SUD, escrito por um autor de Utah no século 19 (de fato é o único hino de natal escrito por um membro da Igreja SUD), e é, portanto, desconhecido pela maioria dos grupos não-mórmons, apesar de sua doutrina ser suficiente universal para a maioria deles.

A história da composição dessa música é interessante, por isso vou resumi-la: seu autor, John Menzies Macfarlane, era um converso escocês que emigrou para Utah em 1852 e para a vila de Cedar City, Utah em 1853. Lá, ele fez de tudo um pouco, enquanto agricultura foi descrita como sua ocupação principal, ele também foi professor de escola, o primeiro agente postal para o vilarejo de Toquerville, foi o primeiro superintendente das escolas para o condado, e foi um topógrafo. E até estudou direito e foi eleito juiz de paz da condado[1].

Mas Macfarlane também era músico, e “ocupou-se zelosamente” como músico, para dizer o mínimo. Ele organizou um coro em Cedar City, fundou uma banda de metais na cidade e liderou os esforços para comprar um órgão para a capela de Cedar City. Os concertos de seus coros eram conhecidos em todo o sul de Utah nas décadas de 1860 e 1870 e os registros da época estão repletos de elogios para os concertos. Um concerto realizado em St. George em 1868 levou o Apóstolo Erastus Snow a pedir-lhe a deslocar-se para St. George—e assim ele fez[2]. Continuar lendo