Sterling Sill: Ateísta Robert Ingersoll

O Assistente aos Apóstolos Sterling W. Sill expressou a seguinte opinião sobre o famoso e eminente escritor, advogado, e político americano Robert G. Ingersoll, apelidado como “O Grande Agnóstico”.

Sterling W. Sill discursando na Conferência Geral de 1974, serviu como Assistente do Quórum dos Doze (1954-1976) e no Primeiro Quórum dos Setenta (1976-1978)

Sterling W. Sill discursando na Conferência Geral de outubro de 1973, serviu como Assistente do Quórum dos Doze (1954-1976) e no Primeiro Quórum dos Setenta (1976-1978)

“Na minha opinião, Robert G. Ingersoll foi o “maior” ateu, se pode-se usar esse termo, que já viveu no mundo. Eu não sei como é convencer outras pessoas para o ateísmo, mas Robert G. Ingersoll foi um grande vendedor. Ele foi um grande orador. Ele foi um grande arquiteto da arte de discursar. Ele sabia como concatenar idéias. Se alguém pudesse me convencer de alguma coisa, eu acho que esse alguém talvez teria sido Robert G. Ingersoll. Suas obras completas são constituídas de 19.900 páginas. Existem 214 páginas no meu Novo Testamento , assim que eu li 90 Novos Testamentos do ateísmo. Eu não li as suas obras para tentar contra-argumentar contra ele ou para encontrar falhas neles. Eu os li realmente para tentar ajudá-lo a convencer-me de que havia algo melhor do que as coisas que eu acreditava. Eu o li com muito cuidado eu não li pulando partes , eu não saltei sobre coisas ou apenas li as coisas que eu achava que seriam interessantes. Se algo é importante o suficiente para ele escrever, é importante o suficiente para eu estudar e tentar descobrir a resposta certa para o assunto discutido… Estas grandes novas filosofias permitiram-me um renascimento intelectual.” — Sterling W. Sill (‘Intellectual Rebirth’, em New Era, agosto de 1974)

5 comentários sobre “Sterling Sill: Ateísta Robert Ingersoll

  1. Isso somente corrobora com o que já comentei no passado. Ao contrário dos que muitos pensam o blog Vozes Mormons pode fortalecer o testemunho e tirar o aspecto “alienativo” da religião de nossas mentes depois que comecei a frequentar esse blog assiduamente …minha mente faz ponderações e encontra desafios para defender minha fé.Hoje tenho uma visão de que tenho que trabalhar para melhorar e ampliar a visão dos membros que convivem comigo na estaca.Em minhas orações faço questionamentos ao Senhor q antes não fazia e recebi muitas revelações sejam de conhecimento ou de conforto.

  2. Em D&C 88 diz que “Luz atrai luz..”conhecimento é luz para nossas vidas, e a liderança da igreja perde muito ao esconder fatos e privar seus membros de conhecimento.

  3. “Em carta endereçada à filha Juliet, quando esta completou dez anos, Richard Dawkins elenca três pseudo justificativas para a crença, a tríade falaciosa tradição-autoridade-revelação (…)
    a) Tradição. Aparentemente, a maioria das pessoas sob o influxo das religiões aceita crenças insustentáveis por mera acomodação à tradição de origem. Foram adestradas desde pequenas a repetirem o credo e os costumes dos pais, avós e da comunidade na qual cresceram. (…) É o caso do relato da concepção virginal, cuja mensagem seria comunicar o quanto o deus cristão transformaria a história humana a partir de seu próprio poder, sem contar com os trâmites humanos. Historicamente, a virgindade enquanto ideal de vida representaria ideia ofensiva à cultura judaica. A mulher judia ainda virgem ou estéril era vista com desprezo. A concepção virginal de Jesus foi inventada pelos evangelistas possivelmente com o fim de simbolizar o suposto reinício da “história da salvação”, na qual, a partir do material desprezível aos olhos humanos (o útero virgem), a divindade arquitetaria nova obra. Segundo muitos especialistas, o Jesus histórico provavelmente jamais atribuiu a si mesmo a condição divina. Dessa forma, é no mínimo inverossímil a possibilidade de Maria ter se percebido enquanto “mãe divina”, conforme reza a crença católica. (…)
    b) Autoridade. (…) Em geral, devotos das grandes religiões acreditam com base na autoridade de quem dita a “verdade” ou a interpreta em caráter oficial. (…) A pretensão de infalibilidade em qualquer assunto representa uma desdenhosa ruptura com a metodologia básica do conhecimento humano, assentada no exercício racional de ensaio e erro. (…) O dogmatismo é a substância da religião institucional. Os supostos caminhos de acesso à verdade já estão fixos de antemão, e nenhum é o espaço para a construção de novos conhecimentos ou investigação da verdade. Esta é a razão pela qual toda Teologia constitui tarefa inócua. No campo teológico não há verdadeira pesquisa, mas apenas compilação de interpretações feitas ao longo da história sobre os mesmo dogmas fossilizados. Quando muito, há formulação de novas metáforas, o que assemelha a Teologia à literatura ficcional. Teólogos são hábeis “malabaristas” de palavras e figuras de linguagem, perenes recicladores de arcaicas mitologias. (…) Lamentavelmente, homens e mulheres dedicados à Teologia renunciaram à autonomia intelectual a fim de se tornarem submissos à autoridade dos livros sagrados, de antigos intérpretes ou das lideranças eclesiásticas. A estéril erudição desses gênios desperdiçados ajuda a reforçar a crença de bilhões de outras consciências no “mito das esperanças abstratas”.
    c) Revelação. Completando a tríade falaciosa, o elemento revelação é apresentado pelos religiosos como o sustentáculo básico da crença. Devotos das mais diversas seitas ao redor do mundo dizem acreditar no conteúdo de suas escrituras não em razão da consistência factual, mas porque teriam supostamente sido inspiradas ou reveladas pela divindade. É esse o caso das três grandes religiões monoteístas – judaísmo, cristianismo e islamismo. (…) Se faltam evidências em favor da justificação da crença na revelação divina dos textos sagrados, sobejam motivos para desacreditá-los. Além de serem geralmente de qualidade literária muito inferior aos textos clássicos da literatura secular, as escrituras sagradas – tome-se a Bíblia como exemplo – estão repletos de antropomorfismos. Ali, os atributos divinos são traços humanos potencializados ou idealizados: a divindade é apresentada portando características e sentimentos humanos. Ainda no século VI a.e.c., antes do término do cãnon do Antigo Testamento judaico e muito antes da existência do Novo Testamento cristão ou do Alcorão islâmico, o pensador grego Xenófanes de Cólofon havia criticado a inclinação humana de fabricar deus à sua imagem e semelhança, atribuindo aos deuses o bem e o mal feito pelos próprios homens. Segundo o filósofo, se os animais tivessem mãos e pudessem fabricar imagens da divindade, o fariam copiando as características próprias dos subumanos. Notável e trágica demonstração do antropomorfismo é a violenta predisposição à vingança, característica do deus descritos pelos textos sagrados das religiões monoteístas. (Marcelo da Luz, ONDE A RELIGIÃO TERMINA?, págs 316-320, Editares, 2011)

    • Eu já li um livro dele chamado deus, um delírio onde fala muito disso e o Umberto Eco diz em um livro chamado 6 passeios pelos bosques da ficção que o mormonismo não passa de uma religião fabricada.

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