Howard Hunter: A Dor da Discriminação

O Presidente Howard W. Hunter explicou, através de uma história pessoal sua, a dor e a solidão que sofrem crianças e adolescentes discriminados pela Igreja SUD.

Howard W. Hunter, Apóstolo (1959-1994) e Presidente da Igreja (1994-1995)

Howard W. Hunter, Apóstolo (1959-1994) e Presidente da Igreja SUD (1994-1995)

Lemos no manual da Igreja (ênfases nossas): Continuar lendo

Igreja Mórmon Assume Remoção de Revelação

Porta-voz da Igreja SUD oficialmente confirmou a alteração de manual didático para excluir o testemunho do Apóstolo Russell Nelson sobre uma revelação recebida pelo Profeta Thomas Monson.

Capa do manual "Domínio Doutrinário Novo Testamento Material do Professor"

Capa do manual “Domínio Doutrinário Novo Testamento Material do Professor”

Entenda o caso. Continuar lendo

Igreja Mórmon Volta Atrás, Muda Currículo

A Igreja Mórmon alterou, sem anúncios públicos, o seu currículo do Seminário essa semana, em provável resposta a pressões sociais e críticas públicas.

Capa do manual "Domínio Doutrinário Novo Testamento Material do Professor"

Capa do manual “Domínio Doutrinário Novo Testamento Material do Professor”

As mudanças, realizadas na surdina, alteraram o manual do Novo Testamento destinado a professores para o planejamento de aulas, justamente no começo do ano letivo, para remover ou abrandar pontos severamente criticas na mídias e nas redes sociais.

Não obstante, a Igreja voltou atrás e alterou as alterações ainda na mesma semana. Apenas para no dia seguinte, alterá-las novamente.

Leitores assíduos lembrar-se-ão das inclusões recentes no currículo para adolescentes que receberam cobertura nesse site. Os novos manuais para o atual ano letivo, por exemplo, Continuar lendo

Vítimas de Estupro: Mudanças nas Regras

Autoridades eclesiásticas e membros d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias frequentemente defendem uma posição de culpar e punir, ao menos parcialmente, mulheres vítimas de violência sexual pelo abuso sofrido.

Essa é, por exemplo, a política oficial da universidade da Igreja SUD, a Brigham Young University (BYU), determinada pela Primeira Presidência. Na BYU, moças estupradas são rotineiramente investigadas e punidas quando denunciam o abuso [ver aqui, aqui, aqui, e aqui].

Profetas [e.g., ver Spencer Kimball aqui] e Apóstolos [e.g., ver Richard Scott aqui e Dallin Oaks aqui] também pregaram o mesmo princípio. E para ver o ânimo com o qual muitos membros abraçam essa atitude, basta ler alguns dos comentários aqui e aqui.

A votação numa Conferência Geral oferece uma oportunidade para membros da Igreja expressarem seu apoio aos líderes… ou sua oposição a eles.

A votação dos líderes que determinam o “Manual”.

Não obstante essa repugnante e ignóbil postura misógina, a política oficial da Igreja mudou progressivamente durante os anos, e mais profundamente entre 1985 e 2006, para corrigir essa postura alarmantemente popular. Continuar lendo

Manual da Igreja Distorce Profeta

O manual oficial da Igreja SUD Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: Lorenzo Snow inclui uma citação do referido profeta em seu capítulo 12 sobre dízimo.

Lorenzo Snow, Profeta e Presidente d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (1898-1901), Conselheiro na Primeira Presidência (1873-1877), e Apóstolo (1849-1898).

A citação, contudo, foi distorcida para passar uma impressão distinta de seu conteúdo original, supostamente para adequar-se melhor à lição no século 21 sobre a obrigatoriedade de se pagar dízimos.

Lê-se no manual:

“Rogo-lhes em nome do Senhor, e oro que todo homem, mulher e criança (…) pague um décimo de seus rendimentos como dízimo.18

Leitores atentos notarão que a citação é referenciada à nota de rodapé de número 18, onde descobrirão a sua fonte original:

“Conference Report, outubro de 1899, p. 28.”

Ao se procurar a fonte original, nota-se que a citação vem de um discurso do profeta Lorenzo Snow proferido na Conferência Geral Semi-anual de Outubro de 1899. Nota-se, também, que o trecho citado inclui uma cláusula que a qualifica clara e distintamente (ênfases nossas): Continuar lendo

10 Clichês Mórmons Devem Evitar

Quem não tem um parente próximo, querido, amado, que nos mata de vergonha quando em companhia de nossos amigos ou colegas? Pode ser um tio racista, ou um irmão cara-de-pau; pode ser um pai preconceituoso, ou uma mãe que gosta de opinar da vida alheia sem filtros sociais. Nós amamos e adoramos tais parentes, mas acabamos morrendo de vergonha de apresentá-los a nossos amigos e colegas.

O mesmo pode ocorrer na Igreja. Quem, dentre os ex-missionários, nunca quis morrer (ou matar alguém) ao levar aquele investigador especial à sua primeira reunião dominical, apenas para ouvir um irmão ou uma irmã subir ao púlpito para prestar aquele testemunho mais cabeludo, de dar arrepios no missionário mais calejado?

Em absolutamente todas circurnstâncias sociais, há sempre a possibilidade de se cometar uma gafe ou causar um certo desconforto com a palavra errada, ou a ideia mal colocada. Todos nós passamos por isso, seja cometendo a gafe, seja testemunhando o desastre social inevitável.

Contudo, há gafes sociais que são recorrentes dentro de determinadas culturas ou contextos sociais. Um exemplo clássico é daquela pessoa sem noção que se aproxima de uma moça mais gordinha e lhe pergunta o tempo da gestação!

“As pessoas exigem liberdade de expressão para compensar pela liberdade de pensamento que elas raramente usam.” ― Søren Kierkegaard

(Nota: aos desavisados, nunca, nunca, nunca pergunte tempo de gestação ao menos que você tenha absoluta certeza se a moça esta grávida. Em caso de dúvidas, pergunte-lhe as novidades em sua vida, e permita-lhe a oportunidade de anunciar — ou não — sua gravidez. Eu já testemunhei essa gafe algumas vezes, e posso dizer que a dor no peito é real!)

Eu compilei, então, as gafes — ou clichês — mais comuns entre mórmons no Brasil, ao menos na minha experiência pessoal. Montei uma lista das 10 gafes que eu mais encontrei na vida, e as que mais me causaram desconforto cultural, social, e intelectual. Quando proferidas na frente de um convidado não-mórmon, me causaram vergonha, e quando proferidas na frente de apenas mórmons velhos de causa, me causaram apenas constrangimento.

Compartilho a minha lista para incentivar os demais mórmons a evitá-las como quem evita a gripe suína, e também na esperança de que compartilhem comigo as gafes que mais lhes incomodam, e o por quê.

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Manuais da Primária e Dieta Vegetariana

O que têm em comum manuais da Primária e dietas vegetarianas?

Quem se lembra da Primária? Eu adorava a Primária, adorava as aulas, as lições, e as músicas. Nem me incomodava que a minha mãe era a Presidente da Primária, o que significava que se não me comportasse, a bronca vinha em duplicata.

Como é de se esperar de lições voltadas para crianças, as aulas da Primária são simples, infantilizadas, e coloridas. Nada mais justo. É impossível ensinar lições de vida e moralidade para crianças sem simplificar a mensagem para ideais caricatos, vestidos em roupagens coloridas e divertidas.

Na época da minha Primária, a minha mãe gostava muito de usar as estórias e as lições de morais do seriado He-Man. E nós achávamos o máximo esse uso “contemporâneo” de cultura pop.

Mas, voltando aos manuais. Tomemos o exemplo da estória de Noé. Animais de zoológico num barco gigante numa chuva épica e um profeta que salva os bichos e sua família porque foi obediente ao Pai Celestial. Tudo muito colorido, tudo muito simples, tudo muito fantástico, e com lições claras: obediência à Deus, comportamento social ético, amor à família, respeito aos animais.

Construindo a Arca (Pregação de Noé Desdenhada), por Harry Anderson

Após uma infância protegida, e uma adolescência prolongada, chegamos todos à fase adulta, e o mundo deixa de ser colorido para tons graduados de cinza, e nossas crenças e esperanças infantis dão lugar a conhecimento racional e científico, e uma visão do mundo mais realista e lógica. Continuar lendo

Estudos Mórmons no Brasil: algo sobre minha apresentação na conferência

Todo bom mórmon sabe que ninguém é pago na Igreja. Os líderes das alas e estacas, dos ramos e distritos, e até das missões não recebem salário. Tampouco os membros. E até pagam pelo privilégio de participar. Nem há ninguém com qualificações especiais para seus cargos. E salvo nos casos dos professores das universidades, o mesmo é verdade com os estudos mórmons. Mas por isso temos que enfrentar algumas dificuldades.

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