Estudos Mórmons no Brasil: algo sobre minha apresentação na conferência

Todo bom mórmon sabe que ninguém é pago na Igreja. Os líderes das alas e estacas, dos ramos e distritos, e até das missões não recebem salário. Tampouco os membros. E até pagam pelo privilégio de participar. Nem há ninguém com qualificações especiais para seus cargos. E salvo nos casos dos professores das universidades, o mesmo é verdade com os estudos mórmons. Mas por isso temos que enfrentar algumas dificuldades.

O problema com o voluntário é que, em geral, ele tem pouco conhecimento de como desempenhar as tarefas ou até as responsabilidades do seu cargo. Sem ajuda, muitos não conseguem completar nada, ou deixam muita coisa mal feita. A Igreja confronta esse problema em várias maneiras. Fornece guias e manuais para dar ajuda. Seus líderes estão disponíveis para o ajudar e corrigir.

Mas no caso dos estudos mórmons, não existe manual ou guia, e não há um líder responsável pelo sucesso do voluntário (ou amador) nos estudos. Enquanto os estudiosos e acadêmicos com mais experiência estão, muitas vezes, dispostos a ajudar o novo pesquisador, a verdade é que têm pouco tempo disponível para o ajudar.

No entanto, o mundo dos estudos mórmons, mesmo nos Estados Unidos ou na sede da Igreja, depende muito de amadores e voluntários. As principais conferências de estudos mórmons, como a Mormon History Association (Associação de História Mórmon), são cheias de amadores — e não somente entre os que assistem as conferências. No caso da Mormon History Association, quase metade do seu conselho de administração não são acadêmicos profissionais. E os amadores nos estudos mórmons fazem apresentações nas conferências e escrevem artigos e livros — por exemplo, o livro David O. McKay and the Rise of Modern Mormonism (David O. McKay e a ascensão do mormonismo moderno), de Gregory A. Prince and W. Robert Wright (University of Utah, 2005) foi escrito por dois amadores, mas já é considerado um dos mais imporantes nos estudos mórmons.

E se existem amadores nos estudos mórmons nos EUA e entre os que falam inglês, sabemos que entre os brasileiros estudos mórmons a proporção de amadores será ainda maior nos estudos mórmons .

Portanto, a minha apresentação é uma tentativa—um esboço de um guia para os estudos mórmons. Espero dar aos que querem fazer parte desse campo de estudos um pouco do conhecimento que necessitam para completar um estudo.

Com sorte, quem estiver lá não só vai gostar, mas também vai estar no palco na próxima conferência, apresentando o seu próprio estudo.

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