A mudança de língua na missão brasileira, 1939

Depois da abertura da Missão Sul-Americana em 1925 pelo apóstolo Melvin J. Ballard, o primeiro presidente da missão chamado foi um converso alemão, Reinhold Stoof, que serviu de 1928 até 1935. Stoof acreditava que ele havia sido chamado especificamente para alcançar os imigrantes que falavam alemão na América do Sul, a maioria dos quais vivam na Argentina e no Brasil. Na Argentina, Stoof descobriu que a população alemã estava muita dispersa, tornando a obra missionária em alemão ineficaz; já no Brasil, Stoof encontrou cidades alemãs, colônias de imigrantes que criaram comunidades inteiras que falavam alemão em suas vidas diárias. Por isso, os missionários enviados ao Brasil desde o início da obra missionária no país falavam alemão.

Igreja mórmon. Mormonismo no Brasil. Mórmons. Santa Catarina. Alemão.

Continuar lendo

A Política Racial e o Perfil Socioeconômico dos Conversos Brasileiros

nordeste

 

O mormonismo chegou ao nordeste brasileiro em 1960. Naquela década, alcançaria boa parte das capitais da região. A política de discriminação racial da Igreja era um grande obstáculo à sua expansão, já que mais da metade da população nordestina, segundo o censo de 1950, era formada por negros e pardos, para quem o sacerdócio mórmon não era conferido. [1]

Os mais de três séculos de importação de escravos, aliados à natureza da colonização ibérica em nosso país, proveram uma intensa miscigenação entre portugueses, índios e africanos. As economias açucareira e mineradora absorveram uma grande quantidade de escravos trazidos da África, sobretudo em cidades como Recife, Salvador, Rio de Janeiro e partes de Minas Gerais. Continuar lendo