Poligamia: Necessária Para Exaltação?

 

“Isso não é necessário para a minha exaltação.”

Com essa afirmação, muitos membros da Igreja SUD evitam discutir assuntos sobre história Mórmon, ou sobre doutrina, ou até mesmo sobre eventos atuais.

Poligamia é, historicamente, um dos fatores mais formativos e impactantes, tanto para a Igreja, como para a cultura Mórmon.

Mas seria ela “necessária para exaltação”?

Brigham Young

Brigham Young, Presidente da Igreja SUD (1847-1877), deixou de esconder a prática de poligamia e a levou ao público

O que disseram Profetas e Apóstolos da Igreja SUD disso?

Joseph Smith:

“… a doutrina do casamento plural e celestial é a doutrina mais sagrada e importante já revelada ao homem sobre a terra, e que, sem obediência a este princípio nenhum homem pode jamais alcançar a plenitude de exaltação na glória celestial.” (Diário de William Clayton, 12 Jul 1843, Church History Library, MS 3423)

Brigham Young:

“[O casamento plural] está intimamente ligado com a exaltação do homem, mostrando como ele se torna exaltado para ser um rei e um sacerdote – sim, assim como um Deus, como seu Pai Celestial. Sem a doutrina que esta revelação revela, nenhum homem na terra jamais poderia ser exaltado para ser um Deus.” (Journal of Discourses 6:282)

Orson Pratt:

“Haverá muitos que não ouvirão, haverá o tolo no meio dos sábios, que não receberá o novo e eterno convênio em sua plenitude, e nunca irá atingir a sua exaltação …” (Journal of Discourses 1:65)

George Q. Cannon:

“Não é uma barganha cara que eles são convidados a fazer? Trocar toda a esperança de felicidade eterna com esposas e filhos na presença celestial de Deus e do Cordeiro pelo favor miserável do mundo! Tão intimamente entrelaçada é a doutrina [do casamento plural] com a exaltação de homens e mulheres no grande porvir que não pode ser abandonada, sem desistir-se ao mesmo tempo toda a esperança de glória imortal.” (Juvenile Instructor 20:136)

Joseph F. Smith:

“Algumas pessoas têm suposto que a doutrina do casamento plural era uma espécie de superfluidade, ou algo não-essencial, para a salvação ou exaltação da humanidade. Em outras palavras, alguns dos Santos disseram, e acreditaram, que um homem com uma mulher, selada a ele pela autoridade do Sacerdócio para o tempo e a eternidade, receberá uma exaltação tão grande e gloriosa, se ele for fiel, quão ele poderia possivelmente com mais de uma [esposa]. Quero aqui entrar meu protesto solene contra essa idéia, pois sei que é falsa.” (Journal of Discourses 20:28)

Joseph F. Smith:

“O casamento de uma mulher com um homem para o tempo e a eternidade pelo poder de selamento, de acordo com a vontade de Deus, é um cumprimento da lei do casamento celestial em parte – e é bom o suficiente temporáriamente – e assim tanto quanto um homem habita estas condições da lei, ele receberá a sua recompensa por isso, e essa recompensa, ou bênção, ele não poderia obter por qualquer outra razão ou condições. Mas este é apenas o início da lei, e não a totalidade. Portanto, quem imaginou que ele poderia obter a plenitude das bênçãos pertencentes a esta lei celestial, através do cumprimento de apenas uma parte de suas condições, tem enganado a si mesmo. Ele não pode fazê-lo.” (Journal of Discourses 20:28)

Joseph F. Smith:

“Nós, a Primeira Presidência e apóstolos da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, pedimos respeitosamente a Vossa Excelência conhecer os seguintes fatos: Nós anteriormente ensinamos ao nosso povo que a poligamia ou Casamento Celestial, conforme ordenada por Deus por intermédio de Joseph Smith estava certa; que era uma necessidade para a maior exaltação do homem na vida futura.” (CPI Reed Smoot v. 1, p. 18)

Bruce R. McConkie:

“… O Senhor freqüentemente comandou seus santos antigos para praticar o casamento plural … toda a história da antiga Israel era uma em que a pluralidade de esposas era a ordem ter divinamente aceita e aprovada de matrimônio. Milhões de pessoas que entraram nesta ordem receberam para si, nela e por ela, exaltação eterna no céu mais alto do mundo celestial … o Profeta e irmãos dirigentes receberam a ordem de entrar na prática, o que fizeram em toda a virtude e pureza de coração … Obviamente, a prática sagrada começará novamente após a Segunda Vinda do Filho do Homem e a inauguração do milênio … “ (Mormon Doctrine, p. 522)

 

 

22 comentários sobre “Poligamia: Necessária Para Exaltação?

  1. Para mim se fosse tão importante ela e o batismo vicário,teria sido ensinada muitas vezes por deus como foi por exemplo o amor ao próximo.

    Nem são casados e nem dados em casamento….

  2. Mas se antes era mandamento e agora é proibido, então Deus mudou Seu mandamento (sempre ouvi que a Igreja nunca muda nem Deus!) ou aqueles que proclamaram o casamento plural nunca estiveram sob inspiração divina, recebendo as “ordens do Senhor”? Aliás, por que a Igreja que nunca muda, sempre tem alguma nova revelação sobre algum assunto tratado lá?

  3. Todas essas citações estão corretas.Qualquer membro mais esclarecido sabe que os deuses terão várias esposas no reino celestial.Não há nada de oculto nisso. O fato de o casamento plural estar temporariamente revogado não significa que não seja essencial à exaltação e a verdadeira ordem dos céus.

  4. Essa questão assemelha-se a perguntar se sacanagem é necessária a exaltação, se suruba, bacanal e sexo eterno são necessários a exaltação. E todos nós aqui sabemos que não… Acho que é a décima vez que falo sobre isto. Primeiro que não há deuses… Há apenas e somente um D’us… Deuteronômio 4:39 diz: “Por isso hoje saberás, e refletirás no teu coração, que só o SENHOR é Deus, em cima no céu e em baixo na terra; nenhum outro há”. O verso está escrito em hebraico assim: “Veyadaeta hayom vahashevota el-levavekha ky yhvh hu haelohym bashamaym mimaal veal-haarets mitachat eyn od”. O termo “mitachat eyn od” foi traduzido como “nenhum outro há” entretanto a tradução real é “nada há” significando que nada existe além do D’us único… Não há sequer uma quanto mais, mais que uma esposa celeste. Acho que contra a escritura não deveriam haver argumentos. Este é o primeiro ponto a ser aprendido, porque os mórmons ainda não aprenderam isto, e depois entendido, só há um D’us “mitachat eyn od”… Além Dele nada há… Aprendam… Isso já quebra as pernas sobre o fato de haver uma deusa mãe… A escritura diz que nada há… ok!
    Qualquer membro esclarecido na realidade não está na realidade esclarecido se acreditar em outros deuses. ponto! (Mitachat eyn od) …
    Segundo ponto, D’us jamais deu o casamento plural como mandamento… Até mesmo Joseph Smith ocultou isto disseminando a ideia gradativamente. Às escondidas… Nem seu conselheiro aceitou essa patacada de Smith. Nem a esposa, Smith então propõe um “swing” envolvendo Ema que para testá-lo topa mas ele recua… Que coisa horrível para uma pessoa que se diz profeta, vidente e revelador… Os membros esclarecidos não tem a minima noção do peso destes atributos. Profeta, vidente e revelador… Pode um profeta mandar maridos para missão e enquanto estes estão a serviço do Eterno ele dito profeta, vidente e revelador, flertar com as esposas deste “missionários” e casar-se poliandricamente com elas? Primeiro, não há chamado de profetas a não ser em Israel… Segundo se consideramos a possibilidade de um chamado profético à 70 nações gêntias certamente não seria dado a um homem cuja volúpia e desejos carnais eram imperativos… Na realidade Smith no ápice de sua loucura projeta seu alterego em um deus demasiadamente humano e vende essa ideia com o titulo de revelação… Lamentável… Deuteronômio 4:39 diz: “Por isso hoje saberás, e refletirás no teu coração, que só o SENHOR é Deus, em cima no céu e em baixo na terra; nenhum outro há”. Não sei porque reclacitram sobre esta verdade.

    • Não conhece nada de escritura antiga, pois primeiro se conhecesse saberia que os deuses criaram, a terra e os céus e tudo que nela há,segundo lugar os hebreus antigos adoravam uma deusa, depois adoraram só Deus é deixaram essa deusa de lado,a palavra deuses pode ser tanto feminino como masculino,e que ipocrisia pois tanto Abraão como outros personagens bíblicos tiveram mais de uma mulher, hoje nossos profetas proibiram o casamento plural mais se.baseia na Bíblia que seus personagens realizavam casamentos plural,a igreja de Jesus Cristo dos santos dos últimos dias tem sua doutrina perfeita,os membros não são, nós sabemos a verdade e como diz um pensador uma mente aberta a uma nova idéia jamais volta ao.seu tamanho original,só existe.uma verdade.e.a verdade é Cristo primogênito ou seja o primeiro filho de Deus no mundo espiritual e unigenito único filho do pai celestial na terra estude ou melhor peça sabedoria a.deus e nada será ocultado

  5. Existem alguns assuntos doutrinários que só se discernem espiritualmente.
    Após receber uma revelação com o mandamento para praticar o casamento plural, Joseph Smith casou-se com várias esposas e iniciou a prática entre pessoas próximas. Esse princípio foi um dos aspectos mais desafiadores da Restauração — pessoalmente para Joseph e para outros membros da Igreja. O casamento plural testou a fé e provocou controvérsia e oposição. Poucos santos dos últimos dias aceitaram de início a restauração de uma prática bíblica completamente contrária ao que acreditavam ser correto. Mas, muitos testificaram mais tarde das poderosas experiências espirituais que os ajudaram a sobrepujar sua hesitação e deu-lhes coragem para aceitar essa prática.
    Alguns santos também viram o casamento plural como um processo redentor de sacrifício e purificação espiritual. De acordo com Helen Mar Kimball, Joseph Smith declarou que “a prática desse princípio seria a provação mais difícil que os santos teriam para testar sua fé”. Embora tenha sido uma das mais “severas” provações de sua vida, ela testificou que também havia sido “uma das maiores bênçãos”. Seu pai, Heber C. Kimball concordou. “Nunca me senti tão aflito”, ele disse sobre o momento em que soube do casamento plural em 1841. “Chorei durante dias. (…) Tinha uma boa esposa. Eu era feliz”.
    A decisão de aceitar uma provação tão dolorosa geralmente acontecia apenas após sincera oração e intensa ponderação. Brigham Young disse, ao aprender sobre o casamento plural, que “foi a primeira vez na minha vida em que desejei a morte”. “Tive que orar incessantemente”, ele disse, “e tive que exercitar fé e o Senhor me revelou a veracidade disso e fiquei satisfeito”. Heber C. Kimball encontrou consolo apenas após sua esposa Vilate ter uma visão confirmando a veracidade do casamento plural. “Ela me disse que”, relembrou a filha de Vilate algum tempo depois, “nunca viu um homem tão feliz como meu pai ficou quando ela descreveu a visão e lhe disse que estava satisfeita e que sabia que vinha de Deus”.

  6. As escrituras antigas e as modernas, não sei com qual intenção, criaram um Deus antropomórfico para que nós homens pudéssemos ser justificados. Para que nossos atos sejam postos ao lado de um Deus que se faz homem e não de homens que intentam ser deuses, ou ao menos santificados. O mesmo Deus dos exércitos que derrotava reis e reinos com inacreditável crueldade é o mesmo que hoje quer justificar o pluralismo de esposas para que seus filhos tenham seus desejos carnais saciados. Deus fez-nos a sua imagem e semelhança e não nós o fizemos a nossa imagem. ” Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos, diz o Senhor. Humanizar Deus é destituir-lhe de sua natureza. Forçá-lo a, muito mais do que ser conivente, a ser incentivador de práticas sabidamente e sabiamente imundas e mundanas, por mais deleitosas que pareçam aos nossos olhos (qual homem não se imaginou num harém poligâmico ao melhor estilo das mil e uma noites), não fazem parte do escopo de Deus. O espirito Santo testifica a cada um de nós disso. Esse Deus antropomórfico que castiga, que faz acepção, que é voluptuoso e volátil, que se ira, que perdoa… sim que perdoa… por que perdoar significa que houve uma ofensa, uma mágoa antes. Deus não se magoa. Deus não se ofende… esse sentimento é humano. Deus AMA! Mas não o amor dos poetas, das novelas, mas o amor insistentemente pregado por Cristo e detalhado em II Corintios 13. Um aprendiz perguntou a um sábio se ele poderia explicar-lhe a bíblia num intervalo de tempo em que ele se mantivesse postado somente em um pé. O sábio lhe diz que isso seria impossível, pois a bíblia é composta de vários livros e por isso demandaria muito tempo. Pois bem… o aprendiz sai e vai a outro sábio e lhe faz a mesma proposta. Para sua surpresa o outro sábio lhe diz: Tudo bem! Tome a postura. O jovem se posta em pé sobre somente um pé e o sábio lhe diz: AMA! O aprendiz retruca-o admirado dizendo: Como assim AMA? Todas aquelas palavras e livros se resumem somente em AMA? O sábio lhe diz: Para quem já ama, este pode por suas escrituras fora, mas quem ainda não ama, as escrituras deverão servir para ensiná-lo. Vemos nós amor no casamento plural? Se vemos, não joguemos fora nossas escrituras.

  7. A poligamia na verdade trouxe muito sofrimentos as mulheres suds. Algumas chegaram até morrer de frio do que aceitar o seu marido com outra. Essa estória de exaltação para somente que pratica esse horror de doutrina está
    fora dentro do verdadeiro evangelho de Jesus Cristo. Quando o Senhor fala em D&C que Emma seria destruída, está mais do que provado que foi o próprio Joseph que forjou tudo isso.
    No Novo Testamento Cristo diz: nem se casam nem se dão em casamento, ponto final. Devemos acreditar em Cristo ou em um homem que se diz profeta e podemos ver claramente tantas coisas erradas em sua vida. Pelos seus frutos os conhecereis.

  8. Meu antigo Bispo me disse que revelações modernas anulam revelações antigas, pois para cada tempo, Jeová ou Eloím (ou os 2 ou os 3 se colocar o espirito santo) realiza(m) novos convênios ou novos mandamentos de acordo com a situação, evolução ou outra “revelação”. Que o que foi dito no antigo testamento, só valeu para aquela época, no novo testamento, só valeu para aquele período, nos Novíssimos Testamentos (trilogia SUD) valem para hoje em dia e por aí vai, logo… Qualquer coisa que os “Profetas” atuais revelarem que entrar em contradição com os livros antigos, não tem problema, ficam valendo os “mandamentos” recentes.

    Com isso dito, nem adianta usar passagens do Livro da Lei ou algo assim.

    Leandro Paz

    • Seu antigo Bispo está totalmente equivocado. Fosse por isso a lei do dízimo não existiria mais. Nunca se pagou tanto dízimo como nos dias de hoje. Acorda esses profetas deixam muito a desejar.

  9. Toda essa enorme e eterna discussão quanto à poligamia passa ao largo de um melhor entendimento quanto à necessidade dessa doutrina. Uma vez deixado claro pelo post que os primeiros presidentes da Igreja foram polígamos não por força de um comando carnal, mas de uma ordem divina, resta saber: por quê? A partir dos três maiores segmentos ideológicos em que se dividiu nossa religião — Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, Comunidade de Cristo e Igreja Fundamentalista — não encontramos resposta a essa pergunta nem sob a perspectiva da primeira e muito menos da segunda. A Comunidade de Cristo, antiga Igreja Reorganizada de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias foi a primeira a abolir a prática, instituindo o casamento monogâmico, e, no sentido de se fazer compatível com as necessidades sociais em constante mudança, aceita o casamento homossexual, abençoando-o segundo os seus atuais ditames, e atribui o Sacerdócio às mulheres. A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, a chamada Igreja Mórmon, aboliu a poligamia após sancionar a prática por muitas décadas e diante de uma terrível perseguição por parte do Governo dos Estados Unidos que ameaçou, entre outras coisas, subtrair-lhe os bens patrimoniais tão duramente conquistados após a grande transmigração do Leste para o Oeste. Então, a Igreja Fundamentalista de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias foi o único dos três segmentos que heróica e lealmente manteve a poligamia até hoje, mesmo diante de severa oposição, dentro e fora dos Estados Unidos, a qual, neste momento, mantém o seu líder, o irmão Warren Jeffs, injustamente preso num dos cárceres da hipócrita república estadunidense. E sendo assim, é ela, a Igreja Fundamentalista, que deve ser tomada como parâmetro doutrinário para responder àquela pergunta: por que a poligamia é necessária? A Igreja Fundamentalista e seus adeptos formais ou informais, entre os quais me incluo, tem bastante claro que estamos aqui neste planeta a fim de sermos testados em nossa fé e capacidade de fazermos o que é certo. Esse teste inclui fazer a vontade de Deus no tocante ao maior de seus objetivos, isto é, nos tornarmos como ele próprio é. E a maior obra de Deus não se faz senão permitindo que os espíritos que ele criou tenham uma vida material, pois é na carne, e não na existência espiritual, que ele (e consequentemente o homem) se glorifica. Assim, para o homem do gênero masculino, o mesmo de Deus, torna-se um dever sacerdotal produzir tantos filhos quantos forem possíveis para abrigar aqueles espíritos. É esta a nossa obrigação. E isso somente é exequível por meio de uma pluralidade de casamentos, com esposas que possam entender as razões extremamente elevadas desse dever e assim relevar e, se necessário, combater as razões humanas que se lhe opõem. Não temos essa explicação nem sob a doutrina da Comunidade de Cristo e também não da Igreja Mórmon, mas sim sob o manto doutrinário da Igreja Fundamentalista, a única a manter nossa ideologia religiosa desde a reorganização, por Joseph Smith. Sem querer influenciar quem quer que seja, mas apenas expressando minha opinião como um homem comum, que sou, acho que a palavra em termos de legitimidade ideológica no que se refere a poligamia está com a Igreja Fundamentalista, E, nestes últimos dias, em que homens dormem com homens e mulheres com mulheres, esquecendo-se da razão pela qual estão aqui, e que várias igrejas e seitas permitem práticas homossexuais como forma de se fazerem palatáveis ao mundo, com muito orgulho digo que estou me preparando para adotar a poligamia e amar todas as minhas futuras esposas da mesma forma como amo a minha atual,

    • Friederick Brum, tu és fundamentalista de onde? És brasileiro? Como foi tua conversão? Gostaria de saber pois não conheço ninguém da fundamentalista.

      • Caro irmão Daison, em resposta às suas indagações: no contexto de nossa fé cristã, nossa religião, da vertente restauracionista, divide-se em diferentes igrejas, sendo as três principais a Igreja Mórmon, a Comunidade de Cristo e a Igreja Fundamentalista. Sou sumo-sacerdote e, embora registrado na Igreja Mórmon há muitos anos, já frequentei a Comunidade de Cristo, porém identifico-me doutrinariamente com a Igreja Fundamentalista, razão pela qual nela me incluo oficiosamente. Aguardo uma oportunidade para enquadrar-me efetivamente quando sua primeira unidade começar a funcionar no Brasil. Sim, sou brasileiro, de origem judaico-alemã, e minha conversão e batismo ocorreram no antigo Distrito do Rio de Janeiro, durante um momento de grande provação ocasionada pela prisão de meu pai biológico por razões políticas. Resido em Cáceres, MT, nas proximidades da fronteira boliviana, onde realizo trabalho de pesquisa sobre a região da fronteira e observo o processo de distanciamento do ramo local da Igreja Mórmon dos fundamentos originais da religião legados por Joseph Smith.

    • Interessante. Se for organizada, então, uma unidade da Fundamentalista no Brasil, tu irás sair (ou já saiu) da Igreja SUD para filiar-se a Fundamentalista? É isto mesmo? Tu teve contato com a sede da Fundamentalista expressando teu desejo?

      • Caro irmão Daison, grato pelo seu questionamento. Sou membro e continuarei sendo da Igreja Mórmon, até que alguma autoridade proponha minha excomunhão, de forma semelhante, aliás, como tem acontecido com outros membros que questionaram a doutrina oficial. Meu entendimento é que a Igreja Mórmon, a Comunidade de Cristo e a Igreja Fundamentalista são, juntamente com várias outras denominações, parte da mesma religião, de talhe restauracionista, que nasceu com Joseph Smith e que por diversas razões depois se dividiu e tomou caminhos diferentes. Por sua vez, o restauracionismo é parte da mesma fé cristã partilhada com outros segmentos, sejam eles católicos, ortodoxos, protestantes, etc . Neste sentido, para mim torna-se irrelevante se oficialmente sou membro de uma ou de outra igreja. Ser fundamentalista é compreender o Evangelho do ponto de vista daquilo que é fundamental, e isto, na minha opinião, inclui a doutrina da poligamia e outras que a Igreja Mórmon, ao longo do tempo, tem progressivamente abandonado a fim de se tornar palatável ao mundo. Acredito que esse sistema doutrinário não se encontra apenas em uma ou outra denominação, mas distribuído em várias, ou todas elas. Se o que passa pela sua cabeça agora, depois de ler esta resposta, é que eu busco uma igreja que incorpore o que todas as outras surgidas com a Restauração apresentam, você está certo. Como essa igreja ainda não existe, o próximo passo você pode imaginar qual será… Grande abraço!

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