Poligamia — Necessária Para Exaltação?

Poligamia é, historicamente, um dos fatores mais formativos e impactantes para a formação, tanto da Igreja Mórmon, como de toda cultura mórmon.

“Isso não é necessário para a minha exaltação.”

Com essa afirmação, contudo, muitos mórmons evitam discutir assuntos sobre sua própria história, ou mesmo sobre a teologia ou a doutrina mórmon, e até mesmo sobre eventos atuais.

Capa do livro ‘Fastasmas da Poligamia: Assombrando os Corações e o Céu de Mulheres e Homens Mórmons’ de Carol Lynn Pearson, que explora a ansiedade de mulheres mórmons contemporâneas com o conceito de poligamia na vida após a morte

Independente de que cada membro da Igreja, individualmente, opte por ignorar sua história ou teologia ou cultura, seria poligamia um princípio “necessário para exaltação” na fé mórmon?

O que disseram Profetas e Apóstolos da Igreja SUD a respeito disso? Continuar lendo

Poligamia é Moralmente Aceitável Para 17%

Poligamia é considerada “moralmente aceitável” por 17% dos americanos, o maior índice registrado desde 2003. O resultado é da Pesquisa sobre Valores e Crenças do Instituto Gallup, realizada em maio passado.

Mórmons poligamistas. Mórmons fundamentalistas.

Janelle, Christine, Kody, Meri e Robyn Brown. (Imagem: TLC)

Em 2016, o percentual havia sido de 14%. No primeiro ano em que a pergunta sobre poligamia foi incluída, em 2003, o arranjo matrimonial foi considerado moralmente aceitável por apenas 7% dos entrevistados. Continuar lendo

Historiadora Lança Novo Livro Sobre Poligamia Mórmon

Por que mulheres mórmons no século 19 aceitavam e defendiam a prática da poligamia, tida pela sociedade ocidental como uma perversão? Como essa sujeição se harmonizava com suas ideais de sufrágio universal e autonomia feminina?

Essas são algumas das questões abordadas pela historidora Laurel Thatcher Ulrich em seu novo livro, A House Full of Females: Plural Marriage and Women’s Rights in Early Mormonism, 1835-1870 (Uma Casa Cheia de Mulheres: Casamento Plural e Direitos das Mulheres nos Primórdios do Mormonismo, 1835-1870).

historiadora poligamia mórmon

Laurel Thatcher Ulrich examina uma colcha antiga. Foto: Erik Jacobs | Universidade de Utah

O título Uma Casa Cheia de Mulheres faz referência a uma entrada do diário de Wilford Woodruff, durante uma visita à Igreja, quando ele vê a Sociedade de Socorro local, presidida por sua esposa, costurando e fazendo colchas. A observação chamou a atenção da autora por sugerir o contraste entre a submissão das mulheres à ordem patriarcal e o ativismo feminino mórmon. Em 1870, Utah foi o segundo estado americano a garantir o direito de voto das mulheres, meio século antes do voto feminino ser garantido por uma emenda constitucional. Continuar lendo

Mórmons se Opõem a Descriminalizar Poligamia

Pesquisa de opinião pública entre eleitores no estado de Utah revela que a maioria crê que poligamia não deve ser descriminalizada.

Capa do livro 'Fastasmas da Poligamia: Assombrando os Corações e o Céu de Mulheres e Homens Mórmons

Capa do livro “Fastasmas da Poligamia: Assombrando os Corações e o Céu de Mulheres e Homens Mórmons”, que explora a persistente presença do tema na teologia mórmon

A pesquisa, encomendada pelo jornal The Salt Lake Tribune e o Instituto Hinckley de Ciências Políticas, e conduzida pela firma Dan Jones & Associates, determinou que Continuar lendo

Profetas Mórmons: Gladden Bishop

Profetas vivos são a parte mais idiossincrática da história, da teologia e da tradição mórmons. Tanto que o primeiro hinário mórmon, de 1835, continha uma estrófe celebrando a natureza ímpar desse quesito fundamental:

“Uma igreja sem um Profeta,
Não é a igreja para mim,
Ela não tem um cabeça para liderá-la,
Não pertenceria a uma assim.”¹

O conceito de profetas vivos permanece firme e forte, com mórmons cantando hoje “Graças damos, ó Deus, por um profeta; Que nos guia no tempo atual”. A celebração, e reverência, de profetas passados é quase tão forte quanto o culto aos profetas vivos atuais, inspirando publicações de biografias autorizadas e livros didáticos para mantê-los vivos na memória coletiva.

Detalhe de O Profeta Isaías, por Michelangelo (Mural na Capela Cistina)

Detalhe de O Profeta Isaías por Michelangelo (afresco no teto da Capela Sistina)

Não obstante, seja por divergência de tradições, seja por falta de interesse ideológico ou eclesiástico, ou por apatia literária ou historiográfica, muitos profetas da história e tradição mórmons são ignorados ou esquecidos. Esta série de artigos servirá para explorar as biografias e os legados desses líderes mórmons com sucintas introduções a seus chamados proféticos.

O artigo de hoje discutirá: Gladden Bishop. Continuar lendo

Profetas Mórmons: William Bickerton

Profetas vivos são a parte mais idiossincrática da história, da teologia e da tradição mórmons. Tanto que o primeiro hinário mórmon, de 1835, continha uma estrófe celebrando a natureza ímpar desse quesito fundamental:

“Uma igreja sem um Profeta,
Não é a igreja para mim,
Ela não tem um cabeça para liderá-la,
Não pertenceria a uma assim.”¹

O conceito de profetas vivos permanece firme e forte, com mórmons cantando hoje “Graças damos, ó Deus, por um profeta; Que nos guia no tempo atual”. A celebração, e reverência, de profetas passados é quase tão forte quanto o culto aos profetas vivos atuais, inspirando publicações de biografias autorizadas e livros didáticos para mantê-los vivos na memória coletiva.

Detalhe de O Profeta Isaías, por Michelangelo (Mural na Capela Cistina)

Detalhe de O Profeta Isaías por Michelangelo (afresco no teto da Capela Sistina)

Não obstante, seja por divergência de tradições, seja por falta de interesse ideológico ou eclesiástico, ou por apatia literária ou historiográfica, muitos profetas da história e tradição mórmons são ignorados ou esquecidos. Esta série de artigos servirá para explorar as biografias e os legados desses líderes mórmons com sucintas introduções a seus chamados proféticos.

O artigo de hoje discutirá: William Bickerton. Continuar lendo

Profetas Mórmons: James Jesse Strang

Profetas vivos são a parte mais idiossincrática da história, da teologia e da tradição mórmons. Tanto que o primeiro hinário mórmon, de 1835, continha uma estrófe celebrando a natureza ímpar desse quesito fundamental:

“Uma igreja sem um Profeta,
Não é a igreja para mim,
Ela não tem um cabeça para liderá-la,
Não pertenceria a uma assim.”¹

O conceito de profetas vivos permanece firme e forte, com mórmons cantando hoje “Graças damos, ó Deus, por um profeta; Que nos guia no tempo atual”. A celebração, e reverência, de profetas passados é quase tão forte quanto o culto aos profetas vivos atuais, inspirando publicações de biografias autorizadas e livros didáticos para mantê-los vivos na memória coletiva.

Detalhe de O Profeta Isaías, por Michelangelo (Mural na Capela Cistina)

Detalhe de O Profeta Isaías por Michelangelo (afresco no teto da Capela Sistina)

Não obstante, seja por divergência de tradições, seja por falta de interesse ideológico ou eclesiástico, ou por apatia literária ou historiográfica, muitos profetas da história e tradição mórmons são ignorados ou esquecidos. Esta série de artigos servirá para explorar as biografias e os legados desses líderes mórmons com sucintas introduções a seus chamados proféticos.

O artigo de hoje discutirá: James Jesse Strang. Continuar lendo

Profetas Mórmons: James Harmston

Profetas vivos são a parte mais idiossincrática da história, da teologia e da tradição mórmons. Tanto que o primeiro hinário mórmon, de 1835, continha uma estrófe celebrando a natureza ímpar desse quesito fundamental:

“Uma igreja sem um Profeta,
Não é a igreja para mim,
Ela não tem um cabeça para liderá-la,
Não pertenceria a uma assim.”¹

O conceito de profetas vivos permanece firme e forte, com mórmons cantando hoje “Graças damos, ó Deus, por um profeta; Que nos guia no tempo atual”. A celebração, e reverência, de profetas passados é quase tão forte quanto o culto aos profetas vivos atuais, inspirando publicações de biografias autorizadas e livros didáticos para mantê-los vivos na memória coletiva.

Antonio_Balestra_-_Prophet_Isaiah

Profeta Isaías, de Antonio Balestro

Não obstante, seja por divergência de tradições, seja por falta de interesse ideológico ou eclesiástico, ou por apatia literária ou historiográfica, muitos profetas da história e tradição mórmons são ignorados ou esquecidos. Esta série de artigos servirá para explorar as biografias e os legados desses líderes mórmons com sucintas introduções a seus chamados proféticos.

O artigo de hoje discutirá James Harmston.

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Profetas Mórmons: Joseph Smith III

Profetas vivos são a parte mais idiossincrática da história, da teologia e da tradição mórmons. Tanto que o primeiro hinário mórmon, de 1835, continha uma estrófe celebrando a natureza ímpar desse quesito fundamental:

“Uma igreja sem um Profeta,
Não é a igreja para mim,
Ela não tem um cabeça para liderá-la,
Não pertenceria a uma assim.”¹

O conceito de profetas vivos permanece firme e forte, com mórmons cantando hoje “Graças damos, ó Deus, por um profeta; Que nos guia no tempo atual”. A celebração, e reverência, de profetas passados é quase tão forte quanto o culto aos profetas vivos atuais, inspirando publicações de biografias autorizadas e livros didáticos para mantê-los vivos na memória coletiva.

Detalhe de O Profeta Isaías, por Michelangelo (Mural na Capela Cistina)

Detalhe de O Profeta Isaías por Michelangelo (afresco no teto da Capela Sistina)

Não obstante, seja por divergência de tradições, seja por falta de interesse ideológico ou eclesiástico, ou por apatia literária ou historiográfica, muitos profetas da história e tradição mórmons são ignorados ou esquecidos. Esta série de artigos servirá para explorar as biografias e os legados desses líderes mórmons com sucintas introduções a seus chamados proféticos.

O artigo de hoje discutirá: Joseph Smith III. Continuar lendo

Mulheres Mórmons Temem Poligamia Eterna

Estudo demonstra que mulheres mórmons, membros d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, sofrem na atualidade com a perspectiva de poligamia na vida pós-mortal.

O estudo, conduzido pela pesquisadora Carol Lynn Pearson, ouviu de mais de 8 mil respondentes mórmons que apenas Continuar lendo

Mentiras Sobre Poligamia

Um vídeo explicando poligamia para o público geral publicado na semana passada está rodando as redes sociais de mórmons.

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O bispo Ira Eldredge e suas esposas Nancy Black, Hanna Mariah Savage e Helwig Marie Anderson, circa 1864.

Contudo, o vídeo é inteiro recheado de mentiras e mitos populares: Continuar lendo

Joseph Smith Mentiu Sobre Poligamia?

Na reunião sacramental de 26 de maio de 1844, Joseph Smith proferiu um discurso do púlpito ao lado do templo. Após ler do Novo Testamento em 2 Coríntios 11, o Profeta defendeu-se das acusações públicas de que ele teria várias esposas secretas.

Joseph afirmou que Emma era sua única esposa?

Joseph afirmou que Emma era sua única esposa?

Além do fato desse discurso vir quase exatamente um mês antes de seu assassinato, e de fazer parte dos eventos que levaram a isso, ele é notório porque Smith estaria mentindo abertamente. Continuar lendo

Utah Quer Recriminalizar Poligamia

Mórmons poligamistas. Mórmons fundamentalistas.

Janelle, Christine, Kody, Meri e Robyn Brown. (Imagem: TLC)

O Legislativo de Utah aprovou em sua primeira instância o projeto de lei que poderá recriminalizar a prática da poligamia. De autoria do deputado Mike Noel, o projeto foi aprovado na última quarta-feira e deverá ainda ser votado pelo senado estadual. Continuar lendo

Poligamia e a Sociedade Moderna

Poligamia é um dos temas mais persistentes na história mórmon e ainda hoje afeta tanto a maneira como a Igreja SUD é vista por não-membros quanto o imaginário dos próprios membros. Não é de se estranhar que no chamado “momento mórmon”, quando um SUD, Mitt Romney, colocou-se como o  mais forte (numericamente falando) adversário republicano de Barack Obama nas eleições de 2012, que o tema do casamento plural tivesse vindo à tona nos debates sobre o mormonismo.

Mórmons poligamistas. Mórmons fundamentalistas.

Os Browns: Uma família Mórmon polígama moderna. (Imagem: TLC)

Mas o que pensavam eleitores independentes e aqueles identificados com os dois maiores partidos dos EUA em relação ao tema? O que pensam os norte-americanos em geral? Continuar lendo

Joseph Smith: Felicidade e Certo vs. Errado

O Profeta Joseph Smith escreveu carta delineando felicidade como o propósito final da existência humana e borrando as linhas entre os proverbiais certo e errado.

Joseph Smith Sociedade de Socorro

No dia 10 de abril de 1842, Joseph Smith convidou Nancy Rigdon, a filha de 19 anos do Primeiro Conselheiro na Primeira Presidência Sidney Rigdon, a se encontrar com ele em segredo na residência do Apóstolo Orson Hyde, que encontrava-se em missão para a Palestina. Smith a levou para um quarto separado, onde trancou-se com ela, jurando-a de segredo absoluto, e declarou-se para ela propondo casamento secreto.

Como a jovem Nancy o recusou veementemente, Smith abriu a porta do aposento e pediu para que a esposa do Apóstolo Hyde, também chamada Nancy, entrasse e convencesse a jovem Nancy Ridgon a aceitar o casamento secreto e plural. Apesar de não saber que Nancy Hyde já era então esposa plural e secreta de Joseph Smith (inclusive em segredo de seu outro marido), Nancy Rigdon continuou a recusar com inflexibilidade até mesmo considerar a proposta, chegando a ameaçá-los de escândalo e gritaria se ambos não destrancassem a porta da rua e a liberassem para ir pra casa.¹

Rechaçado pela jovem Nancy, Smith escreveu-lhe esta carta no dia seguinte, justificando os eventos do dia anterior, e convidando-a a reconsiderar sua posição:

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