Fofoca é uma forma de revelação

Conte-me tudo.

Conte-me.

Entrevistas na igreja podem ser momentos úteis de aconselhamento e alívio. Podem ser também momentos de constrangimento e agressão.

Enquanto lia o texto Há abuso nas entrevistas?, lembrei deste episódio, pequeno mas marcante para mim.

Havia retornado da missão há dois meses e estava lecionando a classe de Doutrinas do Evangelho para os membros adultos solteiros. Um conselheiro do bispado assistia às aulas. O Erasmo era o tipo de líder que inspirava respeito e confiança: respeitoso, sério, dava bons discursos e seu rosto passava um certo ar de tristeza, como se tivesse saído do livro de Eclesiastes. Continuar lendo

Há abuso nas entrevistas?

Imagem: lds.org

Imagem: lds.org

O texto a seguir propõe uma importante reflexão sobre os propósitos e limites das entrevistas conduzidas por líderes na Igreja sud. Seu autor pediu que fosse publicado anonimamente para evitar danos à sua reputação como membro.

Certa vez, minha mãe comentou comigo o trauma que tivera no confessionário da Igreja Católica. Segundo ela, o padre foi invasivo nas perguntas sobre sexualidade: “acho que ele usava aquelas conversas pra se excitar”, ela reclamou.

No Mormonismo, a confissão a um líder da igreja é condição “sine qua non” para o processo de arrependimento de certos pecados.

Para melhor aperfeiçoar os santos, são feitas entrevistas de rotina; ou seja, mesmo que não parta do fiel a iniciativa de externar a transgressão, ele é convidado ao bispado, onde pecados lhes são sugeridos para facilitar a confissão. Continuar lendo