Pessoas Religiosas São Mais Morais?

Por que as pessoas desconfiam de ateus?

Um estudo recente que conduzimos, liderado pelo psicólogo Will Gervais, encontrou preconceito moral extremo e difundido contra ateus ao redor do mundo. Em todos os continentes, pessoas creem que aqueles que cometeram atos imorais, inclusive atos extremos como assassinato em série, eram muito provavelmente ateus.

Embora essa tenha sido a primeira demonstração de tal preconceito em escala global, sua existência é pouco surpreendente.

Dados de pesquisa mostram que norte-americanos confiam menos em ateus do que em qualquer outro grupo social. Para a maioria dos políticos, ir à igreja é muitas vezes a melhor maneira de angariar votos, e revelar-se como não crente pode vir ser um suicídio político. Afinal, não há ateus declarados no Congresso dos EUA. A única congressista de que se sabe sem filiação religiosa descreve-se como “sem religião”, mas nega ser ateia.

Portanto, de onde vem esse preconceito extremo? E qual é a evidência real da relação entre religião e moralidade? Continuar lendo

Como o camelo passou pela agulha?

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Arte: Florêncio Batista.

Quanto Ganha um Apóstolo Mórmon? é um dos mais populares artigos deste site. Escrito por  Marcello Jun há mais de dois anos, o texto continua sendo um dos mais lidos, mais comentados e que geram mais xingamentos por parte dos leitores.

As reações ao post são as mais diversas. Uns encaram-no como uma difamação; outros parecem comprar a ideia do autor, mostrando-se entristecidos com a suposta abastada ajuda de custo que as Autoridades Gerais recebem.

Porém, não poucos leitores têm demonstrado uma percepção interessantíssima, argumentando, ao seu modo, o que pode ser condensado na seguinte ideia:

Por mais alto que seja o padrão de vida que a Igreja proporciona às suas Autoridades Gerais e Presidentes de Missão, ainda é inferior ao padrão que essas pessoas possuíam antes de ocupar esses cargos.

Hoje, cristãos espalhados por todo o globo parecem fazer uma forte ligação entre progresso espiritual e condição financeira privilegiada, seja nas noções de nossos leitores (mórmons em sua maioria), ou em formas mais exacerbadas, como a Teologia da Prosperidade dos neopentecostais. Continuar lendo

A Política Racial e o Perfil Socioeconômico dos Conversos Brasileiros

nordeste

 

O mormonismo chegou ao nordeste brasileiro em 1960. Naquela década, alcançaria boa parte das capitais da região. A política de discriminação racial da Igreja era um grande obstáculo à sua expansão, já que mais da metade da população nordestina, segundo o censo de 1950, era formada por negros e pardos, para quem o sacerdócio mórmon não era conferido. [1]

Os mais de três séculos de importação de escravos, aliados à natureza da colonização ibérica em nosso país, proveram uma intensa miscigenação entre portugueses, índios e africanos. As economias açucareira e mineradora absorveram uma grande quantidade de escravos trazidos da África, sobretudo em cidades como Recife, Salvador, Rio de Janeiro e partes de Minas Gerais. Continuar lendo