A Política da Cruz

Uma interessante consideração filosófica e teológica sobre como cristãos enxergam o sacrifício de Cristo no século 21 foi sugerida por Allan Bevere, professor de Teologia na Ashland Theological Seminary de Ashland, Ohio, e pastor da First United Methodist Church em Akron, Ohio.

Bevere sugere que cristãos modernos interpretam a missão de Cristo como uma dádiva a ser recebida passivamente, o que lhe permite ignorar o cerne de Seus ensinamentos: Continuar lendo

Como dialogar com o fascista em casa?

Filósofa, professora, colunista da revista Cult e autora do livro popular “Filosofia Pop”, Márcia Tiburi discorre em vídeo postado pelo SESI sobre pessoas que abraçam visões de mundo autoritárias, epistemicamente rígidas e inflexíveis, e intelectualmente áridas.

Ignorando-se a sua propensão para o uso do termo “fascismo” ou do adjetivo “facista” de maneira imprecisa, incorretamente atribuindo-lhe um significado amplo demais para abrangir quaisquer posturas rígidas ou autoritárias, ela apresenta interessantes pontos de consideração para brasileiros que, historicamente, flertam com autoritarismo ideológico, social e político.

Mórmons também abraçam esse tipo de visão de mundo? Você identifica traços da cultura Mórmon nas descrições da filósofa?

Assiste o clipe editado aqui: Continuar lendo

Filosofando o mundo: um ensaio acerca da busca pela Verdade e pela essência da natureza humana

Texto de Ananda Maria Maciel. Ananda é formada em Pedagogia e mestranda na Universidade Federal de Santa Catarina. Entre 2011 e 2012, serviu como missionária de tempo integral na Itália.

Encontrar a verdade: eis a velha consciência da incompletude humana. Porém, qual o sentido de nossa existência? O que nos torna, de fato, seres humanos, com capacidade de pensar e agir sobre o mundo? O que é o mundo? Existe uma única e absoluta verdade? Se existe, onde podemos encontrá-la?

Estas indagações sempre estiveram presentes na filosofia, desde os primórdios da história humana. Parece-me que questionar o mundo e sua existência é parte inerente do que somos.

Mas o que somos, afinal? Poeira cósmica no caos da imensidão? Seres que existem porque pensam, ou seres que pensam porque existem? Maus por natureza, ou bons em essência, corrompidos pelo convívio em sociedade? O que seria o bem ou o mal? Podemos escolher verdadeiramente entre um dos dois lados? Se não podemos, porque nos enganamos em nossa busca da verdade? Continuar lendo

A Fé Mórmon e as “Vãs Filosofias”

“Desde antigamente (…) bons e grandes homens, não tendo o Sacerdócio, mas possuindo profundidade de pensamento, grande sabedoria, e um desejo de elevar seus semelhantes, têm sido enviados pelo Todo-Poderoso entre as nações, para dá-los, não a plenitude do Evangelho, mas uma porção da verdade, para que possam ser capazes de recebê-lo e sabiamente utilizá-lo”.

Orson F. Whitney, citado por Howard W. Hunter. [1]

“Os grandes líderes religiosos do mundo como Maomé, Confúcio e os Reformadores, assim como os filósofos incluindo Sócrates, Platão e outros, receberam uma porção da luz de Deus. Princípios morais foram dados a eles por Deus para iluminar nações inteiras e trazê-las a um nível maior de entendimento como indivíduos. (…) Nós cremos que Deus deu e dará a todas as pessoas conhecimento suficiente para ajudá-los em seus próprios caminhos a eterna salvação”.

James E. Faust. [2]

“A filosofia é um tipo de questionamento sobre o ‘ser mesmo’ das coisas, sobre o valor e o sentido da vida e da ação, sobre a própria capacidade de conhecer, sobre se é possível ou não atingir-se a verdade e o que seria a verdade. É o pensamento, aventurando-se nas águas do próprio pensamento”. [3]

Considerações iniciais

Baseando-me nas afirmações e no conceito de filosofia apresentados, gostaria de tentar mostrar que podem existir algumas relações indiretas entre o pensamento de um dos principais fundadores do existencialismo [4] e elementos da fé e cultura mórmon. Com essa experiência, pretendo demonstrar que a filosofia, diferentemente do que alguns acreditam, pode ter lugar dentro do pensamento dos Santos dos Últimos Dias, auxiliando de alguma forma o desenvolvimento e aperfeiçoamento dos santos, sem necessariamente ter a intenção de alterar ou desqualificar qualquer doutrina pregada por A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

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