Como o camelo passou pela agulha?

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Arte: Florêncio Batista.

Quanto Ganha um Apóstolo Mórmon? é um dos mais populares artigos deste site. Escrito por  Marcello Jun há mais de dois anos, o texto continua sendo um dos mais lidos, mais comentados e que geram mais xingamentos por parte dos leitores.

As reações ao post são as mais diversas. Uns encaram-no como uma difamação; outros parecem comprar a ideia do autor, mostrando-se entristecidos com a suposta abastada ajuda de custo que as Autoridades Gerais recebem.

Porém, não poucos leitores têm demonstrado uma percepção interessantíssima, argumentando, ao seu modo, o que pode ser condensado na seguinte ideia:

Por mais alto que seja o padrão de vida que a Igreja proporciona às suas Autoridades Gerais e Presidentes de Missão, ainda é inferior ao padrão que essas pessoas possuíam antes de ocupar esses cargos.

Hoje, cristãos espalhados por todo o globo parecem fazer uma forte ligação entre progresso espiritual e condição financeira privilegiada, seja nas noções de nossos leitores (mórmons em sua maioria), ou em formas mais exacerbadas, como a Teologia da Prosperidade dos neopentecostais. Continuar lendo

Filosofando o mundo: um ensaio acerca da busca pela Verdade e pela essência da natureza humana

Texto de Ananda Maria Maciel. Ananda é formada em Pedagogia e mestranda na Universidade Federal de Santa Catarina. Entre 2011 e 2012, serviu como missionária de tempo integral na Itália.

Encontrar a verdade: eis a velha consciência da incompletude humana. Porém, qual o sentido de nossa existência? O que nos torna, de fato, seres humanos, com capacidade de pensar e agir sobre o mundo? O que é o mundo? Existe uma única e absoluta verdade? Se existe, onde podemos encontrá-la?

Estas indagações sempre estiveram presentes na filosofia, desde os primórdios da história humana. Parece-me que questionar o mundo e sua existência é parte inerente do que somos.

Mas o que somos, afinal? Poeira cósmica no caos da imensidão? Seres que existem porque pensam, ou seres que pensam porque existem? Maus por natureza, ou bons em essência, corrompidos pelo convívio em sociedade? O que seria o bem ou o mal? Podemos escolher verdadeiramente entre um dos dois lados? Se não podemos, porque nos enganamos em nossa busca da verdade? Continuar lendo