Mórmons brasileiros gostarão de histórias sobre J. Golden Kimball?

JGoldenKimballFalhei em contar uma piada em Facebook há alguns dias. Tentei contar uma piada sobre J. Golden Kimball—em português para mórmons brasileiros. Ficou óbvio agora que não tem contexto, não sabem nada sobre J. Golden Kimball.

É uma pena. Enquanto algumas das histórias contadas sobre ele não são verídicas, elas fazem parte do folclore mórmon, e dão-nos uma maneira para enfrentar os nossos dificuldades em guardar os mandamentos. De uma maneira importante, rir das falhas em guardar a palavra de sabedoria ou não dizer palavrões faz o guardar os mandamentos mais fácil.

J. Golden Kimball era uma autoridade geral da Igreja, servindo como setenta de 1892 a 1938. Um dos muitos filhos de Heber C. Kimball, Golden tinha apenas 15 anos na morte do pai. Como o pai tinha 47 esposas e talvez 200 filhos, ele foi pobre como criança, e tinha que trabalhar desde cedo para manter a vida. Trabalhou como almocreve, rancheiro, e como gerente numa serraria. Junto com esse trabalho manual, adotou o costume de beber café e dizer palavrões.

Mas em 1881 Golden ouviu um discurso de Karl G. Maeser, o diretor da Brigham Young Academy (depois BYU), e decidiu deixar o rancho, reformar-se e estudar na Brigham Young Academy. Mas os hábitos de dizer palavrões e beber café ficaram com ele—e naquela época essas práticas não eram considerados tão más. A Igreja apenas começou a enfatizar a palavra de sabedoria no começo do século 20, e adicionou uma pergunta sobre a palavra de sabedoria às perguntas para receber recomendação ao templo nos anos 1950.

Em 1883 Golden foi chamado para servir como missionário e em 1891 serviu como presidente da missão dos estados do sul nos EUA. E em 1892 foi chamado para servir como um dos 7 presidentes dos Setenta, uma autoridade geral.

Golden logo se tornou um dos discursantes favoritos na Igreja. Ninguém dormia durante seus discursos, pois estavam repletos de humor e sagacidade. E ele até incluía palavrões leves e histórias em que ele bebeu café nos seus discursos.

É claro que o presidente da Igreja, Heber J. Grant, tentou reformá-lo. Uma vez o Presidente Grant lhe deu um discurso por escrito, sem nenhuma palavrão, para ler em vez de seu discurso extemporâneo habitual. Golden tentou ler o discurso, mas logo ficou frustrado, e virou para o profeta e disse:

“Diabos, Heber, eu não posso ler essa coisa maldita!”

Em 1938, aos oitenta e cinco anos, Golden morreu num acidente automobilístico, depois de servir como autoridade geral durante 46 anos.

Na cultura mórmon, ele é conhecido hoje através de muitas histórias engraçadas, as quais geralmente brincam com as nossas fraquezas em frente da expectativa de perfeição. Se os leitores da Vozes Mórmons querem, posso tentar traduzir algumas dessas histórias. É meio difícil, pois histórias engraçadas dependem muito da cultura, e não sei se a cultura brasileira vai reagir da mesma forma que a cultura do oeste dos Estados Unidos. E tampouco sei se posso traduzir as palavrões de uma forma semelhante (a palavrão “diabos” e mais ou menos forte que “hell” em inglês? Em português pode-se diminuir a força da palavrão por usar letras iniciais? Como se traduz SOB?).

E mesmo se posso fazer uma tradução das histórias, vale a pena? A cultura mórmon no Brasil precisa de tais histórias? Ou deve a cultura mórmon no Brasil desenvolver histórias brasileiras para contar? Já existem tais histórias brasileiras?

Para mim, eu acho que vale a pena. Mas como não sou brasileiro, vou prosseguir apenas se os brasileiros quiserem.

Que acham? Querem curtir essas histórias?

36 comentários sobre “Mórmons brasileiros gostarão de histórias sobre J. Golden Kimball?

  1. Valerá a pena sim! Irei adorar conhecer mais dele. Eu já vi que me identifico com o cara 😉 Se precisar de ajuda na tradução você pode contar com a gente. Bem, ao menos comigo! Posso tentar ajudar.

  2. cara . . .queria muuuuuito ler essas hostorias . . . traduz sim ! ! pleeeease ! ! qto a cultura, acredito que aqueles que serviram missao, não terão dificuldade em entender.

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