Brasil na História Diária da Igreja: 10 de Março de 1844

Lyman WightHá muitos anos os historiadores da Igreja criaram uma cronologia de documentos sobre a história da Igreja conhecido como o “Journal History of the Church” (História Diária da Igreja). Hoje um documento muito útil para historiadores, ele pode serve como um ponto de iniciar estudos históricos.

Com este artigo pretendo começar uma nova série de artigos, um para cada vez que o Brasil aparece no “Journal History of the Church” e em outros documentos básicos da Igreja. Em geral esses artigos não vão falar da Igreja no Brasil, pois a maioria deles aconteceram antes da chegada dos primeiros missionários. Mas vão mostrar algo sobre a percepção do Brasil para os líderes e talvez os membros da Igreja.

A primeira menção do Brasil no “Journal History of the Church” acontece no 10 de Março de 1844, a mesma data em que Joseph Smith deu o seu discurso mais famoso, o discurso funerário King Follet. O funeral foi na parte da manhã, e à tarde, Joseph se reuniu com o Quórum dos Doze, e nesta reunião foi lida uma carta do Apóstolo Lyman Wight e outros de seu grupo, localizados em Wisconsin. É nessa carta que se encontra a menção do Brasil. Continuar lendo

Desafio de história mórmon: símbolos e arquitetura

Na foto abaixo, temos parte da faixada externa de um prédio, com o símbolo da coolméia entre um esquadro e um compasso. O esquadro em seu formato de L, remetendo à palavra “liberdade”, e o compasso, ao V de “virtude”.

Que prédio é esse?
LV

Mórmon Brasileiro do Ano 2012: Marcus V. de Freitas

 Após muita consideração, a equipe do Vozes Mórmons junto com o Murilovisck selecionou Marcus V. de Freitas como o Mórmon Brasileiro do Ano 2012. Esta foi a primeira edição para designar o mórmon brasileiro que teve o maior impacto ou influência sobre mórmons e mormonismo durante o ano.

Durante o ano passado, Marcus se destacou como comentarista econômico e político em muitos jornais importantes e canais de notícias, sendo assim uma voz instruído e razoável no discurso político no país. Embora não bem conhecido entre os brasileiros em geral, seu foco em questões econômicas, políticas e internacionais diz respeito a assuntos que podem fazer melhorar a vida de todas as pessoas no Brasil e até no mundo.

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IV Conferência Brasileira de Estudos Mórmons (ao vivo)

Para os que não moram em São Paulo e/ou não poderão comparecer pessoalmente à nossa quarta conferência anual de estudos Mórmons, neste sábado, estamos transmitindo ao vivo aqui:

Live video by Ustream

Fique à vontade para usar este espaço também para perguntas e comentários sobre cada apresentação. O programa da conferência encontra-se aqui.

O primeiro capítulo do manual Lorenzo Snow e a Conferência Brasileira de Estudos Mórmons

Parece-me que muita gente não entende por que existe a Conferência Brasileira de Estudos Mórmons. “Mas não é patrocinado pela Igreja” dizem alguns. Outros pensam que a Igreja é contra os acadêmicos e tem medo do estudo sobre a religião, pois “se você aprende demais vai perder seu testemunho,” pensam. E mais outros pensam que o estudo não é importante, dizendo: “Quero viver a minha vida. Para que devo gastar meu tempo estudando. Completei a escolha, não vou voltar.”

No domingo passado ensinei o primeiro capítulo do manual “Ensinamentos dos Presidentes da Igreja: Lorenzo Snow” e nele achei uma resposta: o propósito da vida.

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Lorenzo Snow

Um esboço biográfico

snow jovem


snow meiosnow velhoAproveitando o novo volume da série Ensinamentos dos Presidentes da Igreja, a ser utilizado em 2013 na Igreja sud como manual dos Quóruns de Élderes e da Sociedade de Socorro, destacamos abaixo alguns dados biográficos de Lorenzo Snow, quinto presidente da Igreja. Algumas destas informações você só encontra aqui no Vozes Mórmons. Continuar lendo

Perguntas sobre a Conferência Brasileira de Estudos Mórmons

A IV Conferência Brasileira de Estudos Mórmons acontece no próximo dia 19 de janeiro, em São Paulo. Por tratar-se de um evento único no país (e em todo o hemisfério sul, pelo que sabemos), é normal que haja dúvidas sobre o que é ou como funciona.

Selecionamos abaixo algumas das perguntas mais frequentes. Se você tiver uma pergunta que não esteja incluída aqui, não deixe de fazê-la nos comentários. Continuar lendo

Movimento Rastafári e os Mórmons 3-3

Conhecer um pouco a história e as doutrinas de nossos irmãos Rastafáris me fez pensar em alguns eventos e curiosidades da saga Mórmon. Ambos os movimentos tiveram início no continente americano e conseguiram sintetizar em uma expressão religiosa os sentimentos e expectativas das pessoas de suas respectivas áreas de atuação inicial. A diferença principal entre eles está ligada ao público alvo, seus anseios e o significado que o continente americano tinha para os dois movimentos.

Assim como entre adeptos do movimento jamaicano, os primórdios do Mormonismo foram marcados por uma certa frouxidão doutrinária e precária hierarquia eclesiástica; até mesmo o conceito de igreja parece ter sido menos rígido. Continuar lendo

Programa da IV Conferência Brasileira de Estudos Mórmons

IV Conferência Brasileira de Estudos Mórmons
Conferência Anual da ABEM
(Associação Brasileira de Estudos Mórmons)
Tema: “A Relação entre Sede e Periferia na Igreja SUD”
19 de janeiro de 2013
São Paulo, SP

Programa

08:00 – 08:30 – Cadastramento e Café de manhã
08:30 – 08:35 – Abertura & Oração
08:35 – 08:50 – Mensagem de boas-vindas

09:00 – 10:20 Sessão A – “A entrevista oral nos estudos mórmons no Brasil: um guia prático” – Kent Larsen

10:20 – 10:40 – Intervalo 1 & Exposição

10:40 – 12:00 – Sessão B – Mesa-redonda: Por que a retenção nos EUA é maior que no Brasil?

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12:00 – 13:00 Almoço
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13:00 – 14:20 Sessão C – “A jornada de Andrew Jenson pela América Latina em 1923
Reid Neilson (Departamento de História da Igreja, EUA)

14:20 – 14:40 – Intervalo 2

14:40 – 16:00 – Sessão D – “Colonialismo Político-Religioso: O Impacto Sobre Mórmons Brasileiros da Cruzada Política Contra Gays nos Estados Unidos” – Marcello Jun de Oliveira

16:00 – 16:30 Coffee Break

17:50 – 18:50 – Sessão Sessão E – “Uma história cultural do Livro de Mórmon” – Daymon Smith

18:50 – 19:00 – Encerramento & Oração

Local: A IV Conferência Brasileira de Estudos Mórmons acontecerá na Av. Eng. Armando de Arruda Pereira, 345 (sobreloja), em São Paulo, SP.

Vote para o Mórmon Brasileiro do Ano 2012!

Este post abre a votação para Mórmon Brasileiro do Ano. Votos serão aceitos até a meia-noite de segunda-feira, dia 7 de janeiro, momento em que a votação será fechada.

O mecanismo de votação vai tentar restringir votos a um por pessoa.

A ordem das opções é definida de forma aleatória, e será diferente cada vez que o formulário é apresentado.

O vencedor da votação on-line não é necessariamente o Mórmon Brasileiro do Ano!

Os resultados da votação serão considerados pelos blogueiros e editores da Vozes Mórmons e do Blog Murilovisck (e qualquer um que nós convidamos a participar) como parte do processo de escolha de um mórmon brasileiro do ano. Eu imagino que os resultados provavelmente serão o fator decisivo em caso de um empate, por exemplo, assim como em vários outros cenários possíveis. Continuar lendo

Glória a Deus; Paz na Terra

JohnMMacfarlaneHá alguns anos, enquanto cantava canções de Natal em um evento não-mórmon, sugeri que o grupo cantássemos “Lá na Judéia, Onde Cristo Nasceu.” Fui recebido com olhares em branco e perguntas: “Qual música?” “Nunca ouvi falar.” Acontece que eu estava tão imerso na cultura mórmon (em grande parte eu ainda estou imerso na cultura) que eu não sabia que “Lá na Judéia, Onde Cristo Nasceu” é um hino SUD, escrito por um autor de Utah no século 19 (de fato é o único hino de natal escrito por um membro da Igreja SUD), e é, portanto, desconhecido pela maioria dos grupos não-mórmons, apesar de sua doutrina ser suficiente universal para a maioria deles.

A história da composição dessa música é interessante, por isso vou resumi-la: seu autor, John Menzies Macfarlane, era um converso escocês que emigrou para Utah em 1852 e para a vila de Cedar City, Utah em 1853. Lá, ele fez de tudo um pouco, enquanto agricultura foi descrita como sua ocupação principal, ele também foi professor de escola, o primeiro agente postal para o vilarejo de Toquerville, foi o primeiro superintendente das escolas para o condado, e foi um topógrafo. E até estudou direito e foi eleito juiz de paz da condado[1].

Mas Macfarlane também era músico, e “ocupou-se zelosamente” como músico, para dizer o mínimo. Ele organizou um coro em Cedar City, fundou uma banda de metais na cidade e liderou os esforços para comprar um órgão para a capela de Cedar City. Os concertos de seus coros eram conhecidos em todo o sul de Utah nas décadas de 1860 e 1870 e os registros da época estão repletos de elogios para os concertos. Um concerto realizado em St. George em 1868 levou o Apóstolo Erastus Snow a pedir-lhe a deslocar-se para St. George—e assim ele fez[2]. Continuar lendo

Cientista da BYU Descobre Nilo em Lua

Cientista da BYU Descobre Nilo em Lua

Cientista Planetária da BYU Jani Radebaugh

Cientista Planetária da BYU Jani Radebaugh

A cientista planetária Jani Radebaugh, do departamento de Geologia e Ciências Planetárias da Brigham Young University, participou do processo de descobrimento do maior rio extraterrestre do qual temos conhecimento.

A Dra. Radebaugh, SUD de nascença, é formada em Física e Astronomia pela BYU, com Mestrado pela BYU e Doutorado pela Universidade do Arizona em Geologia e Ciências Planetárias, e desde 2006 integra o grupo de cientistas do Projeto Cassini pela NASA.

Em Setembro de 2012, cientistas do Projeto Cassini avistaram uma enorme formação ribeira em Titã, uma das luas de Saturno. O rio, que apresenta uma semelhança visual

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Movimento Rastafari e os Mórmons 2-3

Jamaica e o Início do Movimento Rastafari

Descoberta pelos espanhóis na época de Cristovão Colombo, a Jamaica foi colônia espanhola até a segunda metade do século XVII, quando passou para mãos inglesas. Sob o domínio britânico, esse território caribenho se transformou num grande exportador de açúcar. Assim como no Brasil, houve um grande uso da mão de obra de escravos vindos da África no cultivo da cana de açucar. Essa importação de escravos foi tanta, que a população negra passou a predominar na ilha.

Ainda antes da chegada dos ingleses, escravos que conseguiam fugir formavam assentamentos independentes equivalentes aos nossos quilombos. Esses escravos refugiados eram os “Maroons”. Símbolos de resistência contra a dominação europeia, os maroons sempre estiveram presentes no imaginário dos jamaicanos, com significado especial para os descendentes dos escravos, uma vez que a abolição da escravatura, ocorrida na década de 1830, não resultou no fim do sofrimento do povo negro.

Em 1914, após viajar por diversas partes da América e passar dois anos em Londres, o jamaicano Marcus Mosiah Garvey formou a Associação Universal para o Desenvolvimento do Negro (UNIA) que, entre outras coisas, lutava pelo desenvolvimento da África e a união dos afrodescendentes espalhados pelo mundo – entendidos como africanos em diáspora – em uma nação livre naquele continente.

Reza a lenda que, inicialmente, a mãe de Garvey quis dar-lhe o nome do meio de Moses (Moisés), explicando profeticamente: eu espero que ele seja como Moisés e conduza este povo.[1]O pai de Marcus Garvey tinha seu mesmo nome; era descendente dos maroons e tinha muito orgulho desse fato.[2] Continuar lendo

Mundo não acabou, ainda

Crônicas da Babilônia: notícias mórmons e outras nem tão mórmons assim

Maias, mais uma profecia, manuscritos do Mar Morto e missionárias sequestradas

Não foi desta vez

E eis que a profecia maia não se cumpriu. Ou melhor, a interpretação new age do calendário maia sobre o fim do mundo não se cumpriu. (Mesmo apesar de algumas mulheres terem ido à sacramental de calças, como bem lembrou Robert Kirby na sua coluna!)

Pequenos maias guatemaltecos

Pequenos maias guatemaltecos

Os verdadeiros maias

Sim, os maias de verdade – que ainda hoje vivem no México e na Guatemala – não estavam esperando o fim do mundo, mas receberam o fim do seu calendário com festas. Já outros milhares de descendentes dos maias aproveitaram a data para um protesto silencioso que fez voltar à vida o EZLN. Quem sabe não serão eles que cumprirão as profecias concernentes ao lamanitas afligindo os gentios?

Políticos metem a colher na profecia “maia”

Aqui no Rio Grande do Sul, um prefeito levou a sério a data fatídica. Já Vladimir Putin

O mundo acabou para Romney?

O mundo acabou para Romney?

fez questão de dizer aos russos que o mundo vai acabar sim, mas só daqui a 4,5 bilhões de anos. Meu correligionário religioso Mitt Romney não falou nada sobre calendários e fim do mundo, mas muitos apostam que 2012 tenha marcado o fim de sua carreira política. Será que o também sud (mas moderado) Jon Huntsman será o candidato republicano na próxima corrida presidencial? Continuar lendo

Joseph Smith: Pecados, Redenção e Caridade

Joseph SmithO que teria Joseph Smith a dizer a respeito de supersticão?

E bebedeiras? E pecados? E como levar uma vida santificada?

O que teria Joseph Smith a dizer sobre caridade e salvação dos pecados?

Não é incomum Mórmons na atualidade, seja em qual igreja que for, atribuir a Joseph Smith os ideais filosóficos que eles mantém hoje em dia.  Isso, é claro, anacronístico e pode não correlacionar exatamente com o que ele disse e acreditava.

Leiamos, então, uma breve citação, tirada de seu própria diário, sobre esses temas e ponderemos não o que acreditam os Mórmons sobre eles hoje, mas o que estava dizendo o próprio Joseph Smith, no que ele acreditava, no que ele estava tentando passar adiante.

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