Políticos ‘Lavam as Mãos’ e Culpam Outros Desde a Crucificação de Jesus

Tony Keddie

O ato de lavar as mãos recebeu uma cobertura substancial no ano passado durante a pandemia do COVID-19, e não apenas em relação à higiene. Você pode ter visto algumas das muitas acusações nos EUA e no Canadá de que um político “lavou as mãos” de suas responsabilidades pandêmicas.

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“Pilatos lavando suas mãos”, de Hendrick ter Brugghen, século 17. | Imagem: Cortesia de Shipley Art Gallery, The Public Catalog Foundation/Wikimedia Commons.

Às vezes, a referência inclui um aceno à figura histórica associada a tal frase. Recentemente, nos EUA, um comentarista conservador criticou o presidente Joe Biden, dizendo que ele é “como Pôncio Pilatos: apenas lava as mãos e fica quieto”.

Essas imagens de lavar as mãos derivam de escrituras bíblicas icônicas que se referem a eventos anteriores à crucificação de Jesus.

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Pessoas Religiosas São Mais Morais?

Por que as pessoas desconfiam de ateus?

Um estudo recente que conduzimos, liderado pelo psicólogo Will Gervais, encontrou preconceito moral extremo e difundido contra ateus ao redor do mundo. Em todos os continentes, pessoas creem que aqueles que cometeram atos imorais, inclusive atos extremos como assassinato em série, eram muito provavelmente ateus.

Embora essa tenha sido a primeira demonstração de tal preconceito em escala global, sua existência é pouco surpreendente.

Dados de pesquisa mostram que norte-americanos confiam menos em ateus do que em qualquer outro grupo social. Para a maioria dos políticos, ir à igreja é muitas vezes a melhor maneira de angariar votos, e revelar-se como não crente pode vir ser um suicídio político. Afinal, não há ateus declarados no Congresso dos EUA. A única congressista de que se sabe sem filiação religiosa descreve-se como “sem religião”, mas nega ser ateia.

Portanto, de onde vem esse preconceito extremo? E qual é a evidência real da relação entre religião e moralidade? Continuar lendo