Eleitores Mórmons Exortados Contra Maconha, Suicídio

A Primeira Presidência d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias enviou cartas aos membros em quatro estado americanos, pedindo que votem contra propostas estaduais de legalizar o uso recreativo da maconha e o suicídio assistido. As cartas deverão ser lidas nas reuniões semanais da Igreja.

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No Colorado, eleitores votarão a Proposição 106 que permite o suicídio assistido por médicos. Uma carta do dia 12 de outubro, assinada pelo Presidente Monson Continuar lendo

Por que Humanos se Drogam?

Por que seres humanos têm o desejo inato a se drogar?

Os Fumadores, por Adriaen Brouwer (ca. 1605) Museu Metropolitano de Arte, NYC

Os Fumadores, por Adriaen Brouwer (ca. 1605) Museu Metropolitano de Arte

É fácil explicar o apelo de drogas como heroína e cocaína, que estimulam diretamente os centros de recompensa do cérebro. O que é menos fácil de explicar é o apelo das drogas psicodélicas como o LSD e a psilocibina que produzem estados alterados de consciência. Afinal, não há nenhuma razão óbvia porque padrões incomuns de pensamento e percepção – normalmente, sintomas de envenenamento ou doença – devam ser atraentes. E, no entanto, as pessoas não só pagam dinheiro por essas experiências, eles ainda correm o risco de serem presos ou pior por isso. Por que isso? Continuar lendo

Mórmon Autuada Por Uso Medicinal da Maconha

Enedina Stanger, 27 anos, apresentou-se à polícia no condado de Weber, estado de Utah, na última segunda-feira. Em sua cadeira de rodas, ela estava acompanhada do marido e de suas duas filhas, de três e quatro anos. Enedina foi acusada do crime de expôr uma das crianças à situação de risco ao fumar um cigarro de maconha perto dela.

Maconha. Utah. Mórmons. Prisão.

Enedina Stanger com o marido, aguardando para ser fichada. (Imagem: Benjamin Zack/Standard-Examiner)

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Movimento Rastafari e os Mórmons 2-3

Jamaica e o Início do Movimento Rastafari

Descoberta pelos espanhóis na época de Cristovão Colombo, a Jamaica foi colônia espanhola até a segunda metade do século XVII, quando passou para mãos inglesas. Sob o domínio britânico, esse território caribenho se transformou num grande exportador de açúcar. Assim como no Brasil, houve um grande uso da mão de obra de escravos vindos da África no cultivo da cana de açucar. Essa importação de escravos foi tanta, que a população negra passou a predominar na ilha.

Ainda antes da chegada dos ingleses, escravos que conseguiam fugir formavam assentamentos independentes equivalentes aos nossos quilombos. Esses escravos refugiados eram os “Maroons”. Símbolos de resistência contra a dominação europeia, os maroons sempre estiveram presentes no imaginário dos jamaicanos, com significado especial para os descendentes dos escravos, uma vez que a abolição da escravatura, ocorrida na década de 1830, não resultou no fim do sofrimento do povo negro.

Em 1914, após viajar por diversas partes da América e passar dois anos em Londres, o jamaicano Marcus Mosiah Garvey formou a Associação Universal para o Desenvolvimento do Negro (UNIA) que, entre outras coisas, lutava pelo desenvolvimento da África e a união dos afrodescendentes espalhados pelo mundo – entendidos como africanos em diáspora – em uma nação livre naquele continente.

Reza a lenda que, inicialmente, a mãe de Garvey quis dar-lhe o nome do meio de Moses (Moisés), explicando profeticamente: eu espero que ele seja como Moisés e conduza este povo.[1]O pai de Marcus Garvey tinha seu mesmo nome; era descendente dos maroons e tinha muito orgulho desse fato.[2] Continuar lendo