2011

Em 2011 desfilaram diante de nossos olhos a Primavera Árabe e a queda de Kadafi; a crise econômica (de novo) e a morte de Bin Laden; o presidente Boyd K. Packer assegurando que o fim não está tão próximo e novos escândalos de corrupção no governo federal brasileiro; a escrita de operários que construíram Brasília foi encontrada enquanto Sarney reescrevia a história do Brasil sem o impeachment de Collor; tivemos o dito “momento mórmon” nos EUA com um musical chamado The Book of Mormon e pré-candidatos mórmons nas manchetes dos jornais, além da polêmica envolvendo a migraçao ilegal naquele país; gente famosa deixando os palcos da vida, como Liz Taylor, Steve Jobs e Amy Whinehouse; entre mórmons de renome, também nos deixaram Chieko Okazaki, Marion D. Hanks e, mais recentemente, Ronald E. Poelman; também o tema da Mãe Celestial foi redecoberto em uma publicação da BYU.

Qual foi, na sua opinião, o evento mais importante de 2011?

Teodemocracia

Observar os pré-candidatos mórmons à presidência dos EUA e as implicações políticas do que tem sido considerado o “momento mórmon” naquele país nos faz também comparar a evolução do pensamento político mórmon ao longo de nossa história. Uso “evolução” para falar de uma mudança que não necessariamente significa um aprimoramento em si, ainda que sugira uma maior e melhor adaptação ao meio.

O mormonismo do século XIX não foi apenas uma nova religião no sentido em que comumente entendemos hoje o termo, mas um movimento que incluía princípios sociais, econômicos e políticos. Como observado por Harold Bloom, a grande realização de Joseph Smith foi transformar uma igreja em um povo. E esse povo precisava governar a si mesmo. Continuar lendo