Joseph Fielding Smith: Vida Pré-Mortal

A sua conduta pessoal durante a vida pré-mortal influencia a sua vida mortal?

Mórmons acreditam que todos nós vivemos numa existência espiritual antes nascer na Terra como mortais. A este período chamam de “vida pré-mortal” ou “primeiro estado”. De acordo com a doutrina mórmon, durante a vida pré-mortal, todos tivemos o livre arbítrio para obedecer ou desobedecer Deus, assim como o têm aqui na vida mortal, ou nesse “segundo estado”.

Como impactariam as nossas decisões lá no que nos ocorre aqui?

Joseph Fielding Smith foi o 10o Presidente d'A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (1970-1972). Filho do 6o Presidente, Joseph F. Smith (1901-1918), também serviu como Apóstolo (1910-1970).

Joseph Fielding Smith foi o 10o Presidente d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (1970-1972). Filho do 6o Presidente, Joseph F. Smith (1901-1918), também serviu como Apóstolo (1910-1970).

O Presidente Joseph Fielding Smith explicou a questão com bastante clareza em seu livro ‘Doutrinas de Salvação’, publicado por décadas pela Igreja SUD aqui no Brasil¹:

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Arcanjos

William_W._PhelpsAprenderemos aos poucos que estávamos com Deus em outro mundo, antes da fundação do mundo, e tínhamos nosso arbítrio; que viemos ao mundo e temos nosso arbítrio, para que nos preparemos para um reino de glória; tornemo-nos arcanjos, mesmo filhos de Deus, onde o homem não é sem a mulher nem a mulher sem o homem, no Senhor. Uma consumação de glória e felicidade e perfeição para ser tão desejada que eu não perderia por dez mundos.

– William W. Phelps. Messenger and advocate 1:30, 09

O Conselho de Deuses e o Conselho dos 50

William Clayton (1814-1879), secretário do Conselho dos 50

William Clayton (1814-1879), secretário do Conselho dos 50

William Clayton foi secretário do Conselho dos 50 e suas anotações pessoais constituem uma das importantes fontes sobre aquela organização. Durante nosso primeiro Podcast Mórmon, que tratou do Conselho dos 50, percebi a dificuldade de explicar – e mesmo de entender – a relação intrínseca que mórmons no séc. XIX viam entre a sua religião e outros aspectos da vida humana como economia e política.

A anotação feita por William Clayton em seu diário¹ é valiosa por mostrar a sua percepção do Conselho dos 50 como uma entidade que representava o núcleo de um futuro governo teodemocrático, mas era à semelhança de um governo divino anterior à formação da Terra. Em 10 de março de 1845, enquanto revisava as atas do Conselho, Clayton anotou em seu diário:

Enquanto escrevendo e copiando os registros do Reino, estava escrevendo estas palavras dadas pelo Élder H. C. Kimball no conselho no dia 04, “se um homem pisar fora dos seus limites, ele perderá seu reino como foi com Lúcifer e será dado a outros mais dignos”. Essa ideia me veio à mente. É doutrina ensinada por esta igreja que nós estávamos no Grande Conselho entre os Deuses quando a organização deste mundo foi contemplada e que as leis de governo foram todas feitas e sancionadas pelos presentes e todas as ordenanças e cerimônias decretadas. Agora não é o caso que o Conselho do Reino de Deus agora organizado sobre esta terra está fazendo leis e sancionando princípios que em parte governarão os santos após a ressurreição, e depois da morte não serão essas leis dadas a conhecer por mensageiros e agentes como o evangelho nos foi dado a conhecer[?]. E não há uma similaridade entre esse grande conselho e o conselho estabelecido antes da organização deste mundo[?].

 

1. An intimate chronicle: the journals of William Clayton. George D. Smith (ed.) Signature. Salt Lake, 1995.