mormonsandgays.org

Ao conjunto de sítios na Internet fornecidos pela Igreja pode-se adicionar mais um: mormonsandgays.org. A Igreja lançou esse novo sítio hoje e a mídia notou nele uma nova atitude para com os gays—algo antes pouco visto entre membros da Igreja. Segundo o sítio, a política da Igreja reconhece que o homossexualismo não é uma escolha:

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“A experiência de atração pelo mesmo sexo é uma realidade complexa para muitas pessoas. A atração em si não é um pecado, mas agir sobre ele é. Mesmo que as pessoas não escolhem ter tais atrações, eles escolhem como responder a elas. Com amor e compreensão, a Igreja alcança todos os filhos de Deus, incluindo nossos irmãos gays e lésbicas.”

Notícias sobre o sítio já apareceram em CNN, San Francisco Chronicle, e o Daily Mail, junto com os principais jornais de Utah. E todos reconheceram uma mudança na posição da Igreja, alguns chamando-a de uma evolução.

Infelizmente, o sítio está escrito apenas em inglês.

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95 comentários sobre “mormonsandgays.org

  1. Como diriam alguns: Nesse mato tem cachorro!!! Essa é só a ponta do Iceberg que a Igreja em breve descobrirá (tirará da obscuridade ou das profundezas! Como queiram). Não sei se avanço, mas o que penso sobre isso é que, quando Joseph precisava dos ‘ítens necessários’ para a construção do Templo: simbologias, aplicações, significados, formatos, etc. o Senhor disse a ele que buscasse aqui mesmo, pois já estavam! Bem, há estudos demais e tecnologia, pesquisas, que garantam à Igreja uma afirmação, ou passos a essa, que seja menos prejudicial até de fato nos depararmos com algo mais útil e produtivo para todos. Há muitas coisas que se ponderar sobre esse ‘andar’. 1) Como foi o processo de conferir o Sacerdócio aos ‘negros’? 2) Quantas pessoas saíram da Igreja por conta disso, em especial, por conta da MANEIRA como foi feito (antes e depois da revelação)? 3) Temos de amar todos incondicionalmente. 4) Amar o pecador, mas não o pecado 5) Somos ‘subordinados’ às leis do nosso país, mas e se elas permitem o casamento entre pessoas do mesmo sexo? 6) Discriminação, parece-me, algo marcado desde os primórdios da igreja/religião (de forma geral). Como vencer isso? Como entender que os descendentes de Caim e Lamã receberam marcas mas NÃO para discriminá-los? 7) Em 1978, e até recentemente com outras mudanças, de ordenanças, etc, a Igreja não tinha seus membros conectados a microblogs, a redes sociais e a uma biblioteca virtual vasta de coisas boas, positivas, contra, negativas, neutras, reflexões, ponderações, pontos de vista, etc. 8) Por que nos EUA e Canadá é ‘assim’, na Europa ‘assim’ e aqui ‘assim’? 9) Antes, um discurso proferido no Marriot Center calava-se com o tempo, hoje, a Internet dá ‘outras vozes’ a ele (Bakhtin). Tanto faz que alguns são caçados como leão à sua presa a fim de ser ‘banido, varrido’ dos servidores ao redor do globo. E por aí vai… Somos ou não uma Igreja mundial? É magnífico ver os recursos da pesquisa acadêmica sendo aplicados, mesmo que a conta gotas nas discussões da Igreja. Avante!

    • Ainda espero saber sobre a mudança de pensamento da igreja em relação ao assunto, pois, sem isso, essas “conspirações” não tem nenhum sentido, mesmo porque, nem se compara a questão do sacerdócio aos negros e a questão aqui discutida, pois, se não em engano, eles sempre foram aceitos como membros, nunca foi negado o direto da salvação, sempre foi dito que eles receberiam o sacerdócio, apenas não havia chegado a hora. Não vejo nenhuma relação entre as duas coisas, na verdade, se um dia fosse permitido, seria uma atestado de falsidade que a igreja estaria emitindo em relação a sua alegação de evangelho restaurado.

      • Pedro, creio que houve líderes da Igreja que pregavam que os negros jamais receberiam o sacerdócio. Por isso, vejo uma semelhança entre a questão do sacerdócio aos negros e a questão de como lidar com pessoas homossexuais.

      • Kent, é bem diferente, jamais receberiam aqui na terra, mas se fossem fieis receberiam as bençãos do sacerdócio algum dia. Ainda não vejo semelhança nos casos, a não ser que compararemos a questão do sacerdócio com qualquer outro tipo de pecado, acho sem sentido, a não ser quando tentam polemizar porque está cada vez mais na “moda” mostrar para todo mundo que fulano ou sicrano é gay.

      • E outra coisa, gostaria de ver citações da posição da igreja que muitos dizem aqui que foi mudada, ou seja, quem disse que as pessoas escolhem serem influenciadas pelo pecado, se ele o homossexualismo, prostituição, etc. etc. etc? Não digo que em todos os casos as pessoas não buscam tais sentimentos e inclinações, mas, em muitos casos sim, as pessoas não escolhem ter tais atrações.

      • Pedro, você leu o novo site da Igreja, motivo do post? Lá está escrito… ENTÃO você pode comparar com o famoso discurso do Elder Packer de anos atrás. Além, claro, de outros materiais bem disponíveis fazendo buscas simples no ‘google’. Feito?

      • Pedro, desculpe-me se pareceu ofensivo ou uma tentativa minha de não querer responder. Aliás, pelo contrário, ao dizer que tem a posição no site, é porque a resposta está lá mesmo! Sobre a questão do sacerdócio há (obrigado Kent) e não há comparação (mas não foi pela primeira que comecei os questionamentos). Meu ponto de observação foi que: houve 1 grande mudança para os membros com a liberação para que recebessem o sacerdócio. Havia (e ainda há, demais) conservadores dentro da Igreja e uma leva significativa saiu dela por conta dessa ‘abertura’. Então, pense agora (é apeeeeenas uma hipótese, ok?) se o casamento para os gays for liberado? Imagina como essa notícia chegaria para muitos? Ainda mais sendo feita da noite para o dia como foi?
        Só uma experiência da missão para elucidar o preconceito que AINDA vivemos, quer seja dos gregos como dos troianos!
        Recebi, determinada altura da missão, um novo companheiro americano. Para que começássemos a nos compreender, sermos amigos, etc, mostramos nossas fotos um para o outro e falamos quem era quem em nossas famílias. Uma coisa observei logo na primeira conversa: nas fotos dele, TODAS datadas, havia 1 tio que, já de idade avançada (38-40 anos), morava apenas com cachorros e com diferença pequena de meses eles estava morando em Utah, depois em Nevada, depois em Idaho, depois em Utah de novo, mas outra cidade. Na A Liahona de set/04 saiu uma matéria sobre homossexualismo [p. 20] (e lá ainda há vestígios de como a Igreja lidava com isso – como alguém já citou por aqui, tratamento de choque, bla bla bla). Por conta dessa revista eu e meu companheiro, indo para um almoço, começamos a conversar sobre alguns problemas de missionários com pesquisadores homossexuais e que os membros no Brasil não estavam preparados para tal aceitação, etc. Meu companheiro resolveu contar então a história de seu tio. Falou-me que era homossexual, assumido, mas que vivia infeliz porém digno aos olhos da “Igreja”, mas que o preconceito de alguns líderes (locais) e membros forçava-o a se mudar de cidade ou estado para não sofrer o preconceito. Estávamos (eu, meu companheiro e a outra dupla de missionários da ala) nesse almoço e para nossa surpresa nosso LD, negro, começou a se pronunciar sobre a revista e uma de suas falas está registrada em meu diário. Ele disse: Surpreendo-me com a imbecilidade dos editores e líderes gerais da Igreja, que cuidam das revistas, ao permitirem que tal absurdo seja publicado. Como vou dar essa A Liahona para nossos pesquisadores? O que eles vão pensar? Que a Igreja verdadeira aceita gays, bandidos e vagabundos, agora? (pode-se fazer as várias conjecturas sobre essa fala, não?)
        Essa é só uma fagulha do que na real acontece.
        Ah! Sim. Há vários discursos das Autoridades Gerais, feitas fora das Conferências que acompanham o Mormon Doctrine de 1 conhecido, com datas e local. Num deles, explicando suas observação sobre o sacerdócio para os negros, Bruce diz que “na opinião dele, os negros não receberiam o sacerdócio NEM no mundo dos espírito NEM depois dele” Talvez o ponto de observação deve ser o PRECONCEITO e não o PECADO. Feito? Espero ter ajudado.

      • Aron, pode ficar tranquilo, não considerei ofensivo, apenas sem resposta, respeito.
        Sobre o site, me desculpe, mas, não vi a resposta lá, mas tudo bem.

        Sobre o sacerdócio e os gays, como eu disse, não tem como comparar, como eu já expliquei, a não ser que possamos comparar qualquer pecado com a o sacerdócio aos negros, que é no mínimo sem sentido, como eu também já mencionei.
        Sobre a hipótese, ao contrário da questão dos negros ou do evangelho aos gentios, seria um atestado de falsidade que a igreja estaria emitindo, não preciso nem explicar os motivos, creio que todo mundo conhece as colunas da doutrina mormon. Imagina como
        Me desculpe, mas a questão não tem nada a ver com preconceito, mas, com conceitos.

        Sobre o sacerdócio, conheço as citações e a posição da igreja de que os negros receberiam, então, mesmo que haja pensamentos que não receberiam, existia o contrário, sendo assim, não tem como comparar com a questão dos gays.

        Mas, de qualquer maneira, vc poderia colocar aqui tais citações? Obrigado.

  2. Avanço? (quer dizer “Deus” avançou?) Mudando de opnião? Outra pergunta! Nós membros não queremos saber de opniões nem ser liderados por homens, e filosofias, queremos saber as REVELAÇÕES! E onde elas estão? Por acaso, o profeta não consegue dizer -“Assim, diz o SENHOR sobre tal assunto?…” É realmente os tempos mudaram muito e os profetas também…

    • Eu não diria que Deus avançou. Mas diria sim que talvez a Igreja avançou para ficar mais perto da vontade de Deus. Mesmo acreditando que a Igreja é a única Igreja verdadeira, temos que admitir que a Igreja está limitada pela gente que a compõe (tanto líderes como membros).

    • Não, Hareanon, óbvio que Deus não avançou! Os líderes da Igreja dEle, sim, avançaram! Antes não tinham (dizem, né?) posição alguma, agora já sabem que não é uma ‘escolha’. Como diz o vídeo que já postei o link, alguém escolheria viver à margem da sociedade? Ou, em termos mormonescos, viver sendo chicoteado e pisoteado em palavras e ações por seus semelhantes? Feito?

      • Muitos escolhem sim ter tais sentimentos, inclinações e práticas, creio ser bem complexo, mas, considero que muitos confundem os sentimentos e acabam achando que são algo que nunca foram, coisas bem psicológicas, não digo em todos os casos, mas, em muitos a influência é fundamental.

      • Escolhem ser gays, e como consequência vivem a margem da sociedade. Na verdade, creio que esses ficam escondendo e vivendo e colocando na cabeça que o que importa é o amor, e assim vivem relacionamentos com ambos os sexos.

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