AO VIVO: 185a Conferência Geral (Sessão de Domingo da Manhã)

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[Traduções rápidas — não serão iguais ao que se publica na Liahona!]

Coro: A Deus, Senhor e Rei (#35)

Dirigindo essa sessão: Presidente Henry B. Eyring

Coro: Cristo É Já Ressuscitado (#119)

Oração: Linda S. Reeves 

Coro: Olhai para os lírios

Discursante: Presidente Thomas S. Monson — As Benções do Templo

  •  Ao entrar pelas portas do templo, deixamos atrás de nós as distrações e confusão do mundo. Dentro deste santuário sagrado encontramos beleza e ordem. Há descanso para as nossas almas e um refúgio das preocupações de nossas vidas.
  • Meus irmãos e irmãs, em nossas vidas, teremos tentações; teremos provações e desafios. À medida que vamos ao templo, à medida que nos lembramos os convênios que fazemos lá, seremos mais capazes de superar as tentações e suportar as provações. No templo, podemos encontrar a paz.

Discursante: Presidente Rosemary M. Wixom — Voltando a Fé

  •  Minha amiga pensei que se a Madre Teresa poderia viver sua religião sem todas as respostas e sem um sentimento de clareza em todas as coisas, talvez ela poderia também. Ela poderia tomar um simples passo em frente com fé e depois outro. Ela poderia incidir sobre as verdades que ela acreditava e deixar que essas verdades enchiam sua mente e coração.
  • Ela aprendeu que, quando ela chegou a encontrar uma declaração que a levou a duvidar, ela “poderia parar, ver o panorama todo, e olhar ao evangelho da maneira pessoal.” Ela disse: “Gostava de perguntar: ‘É este o caminho certo para mim e minha família?’
  • Tocando as músicas da Primária, muitas vezes ela pensou consigo mesma: “Aqui estão as verdades que eu amo. Eu ainda posso prestar testemunho. Vou apenas dizer essas coisas que eu sei e em que tenho confiança. Pode não ser uma oferta perfeita de conhecimento, mas vai ser a minha oferta. O que eu me concentro em expande dentro de mim. É bonito de se voltar para a essência do evangelho e sentir clareza. “

Discursante: Élder José A. Teixeira — Buscar o Senhor

  •  Quanto mais compreendemos o papel extraordinário de Cristo em nossas vidas, mais conscientes nos tornarmos do nosso propósito aqui na mortalidade, que é ter alegria. Essa alegria, no entanto, não nos impede a passar por provações e dificuldades, até mesmo alguns tão grandes e complexos que podem nos levar a pensar que a alegria não é possível em tais circunstâncias.
  • Todos os dias, devemos considerar incluindo interações frequentes com os ensinamentos de Cristo.
  • Nesta era digital, podemos nos transportar rapidamente para lugares e atividades que podem remover-nos rapidamente do que é essencial para uma vida cheia de alegria duradoura.
  • As escolhas e prioridades que fazemos com nosso tempo online são decisivas. Eles podem determinar nosso progresso espiritual e maturidade no evangelho, e nosso desejo de contribuir para um mundo melhor e viver uma vida mais produtiva.
  • O hábito de deixar de lado os nossos telefones celulares por um tempo irá enriquecer e ampliar nossa visão da vida, pois a vida não se limita a uma tela pequena.

Coro: Eu Sei que Vive o Meu Senhor

Discursante: Bispo Gerald J. Causse

  •  Há tantas maravilhas neste mundo. No entanto, às vezes, quando nós os temos constantemente diante de nossos olhos, nós os levamos como seguros. Olhamos, mas realmente não vejamos; ouvimos, mas realmente não ouçamos.
  • Maravilhar-se com as maravilhas do evangelho é um sinal de fé. É de reconhecer a mão do Senhor em nossa vida e em tudo que nos rodeia. Nosso espanto também produz força espiritual. Isso nos dá a energia para permanecer ancorado em nossa fé e de nos empenhar na obra da salvação.
  • Mas vamos ficar atentos. Nossa capacidade de se maravilhar é frágil. A longo prazo, coisas como mandamentos de manutenção, apatia, ou até mesmo cansaço podem, em conjunto e fazer-nos insensíveis aos sinais mais notáveis e milagrosos do evangelho.
  • Devemos ter fome e sede todos os dias após o conhecimento espiritual. Esta prática pessoal é fundada em estudo, meditação e oração.
  • … o evangelho é uma fonte de conhecimento que nunca seca.
  • Quando temos o Espírito conosco, nossos sentidos espirituais são afiadas e nossa memória se acende para que não podemos esquecer os milagres e sinais que temos assistido.

Discursante: Élder Brent H Nielson — Esperando o Pródigo

  •  Por favor, notem que, na parábola do Salvador o pai responde carinhosamente, dando ao filho a sua herança. Certamente, o pai deve ter feito tudo o que podia para convencer o filho para ficar. No entanto, uma vez que o filho adulto faz a sua escolha, o pai sábio deixa-lo ir. O pai então demonstra amor sincero, e ele assiste e ele espera.
  • Muitos de vocês… tem familiares que perderam temporariamente o seu caminho. A instrução do Salvador a todos os que têm 100 ovelhas é deixar as noventa e nove e ir atrás e resgatar a um. Sua instrução para aqueles que têm 10 moedas de prata e perde uma é buscar até encontrá-lo. Quando a pessoa perdida é o seu filho ou a sua filha, seu irmão ou sua irmã e ele ou ela escolheu para sair, nós aprendemos em nossa família que, depois de tudo o que podemos fazer, nós amamos essa pessoa com todos os nossos corações e nós assistimos, oramos, e esperamos para a mão do Senhor para ser revelado.
  • Talvez a lição mais importante que o Senhor me ensinou através deste processo aconteceu durante o estudo das escrituras em família depois que minha irmã saiu da Igreja. Nosso filho David estava lendo quando nós estudavamos juntos Lucas 15. Enquanto ele leu a parábola do filho pródigo, eu o ouvi de forma diferente naquele dia que eu nunca tinha ouvido antes. Por alguma razão, eu sempre me relacionei com o filho que ficou em casa. Enquanto David leu naquela manhã, percebi que em alguns aspectos, eu era o filho pródigo. Todos nós ficamos aquém da glória do Pai. Todos nós precisamos da Expiação do Salvador para nos curar. Todos nós estamos perdidos e precisamos ser encontrados. Esta revelação naquele dia me ajudou a saber que minha irmã e eu precisava do amor do Salvador e Sua Expiação. Susan e eu estávamos realmente no mesmo caminho de volta para casa.

Discursante: Élder Jeffrey R. Holland “Onde Justiça, Amor, e Misericória Se Encontram”

“Na nossa sociedade progressivamente secular é incomum e fora de moda falar de Adão e Eva e de sua “feliz queda” para a mortalidade. Não obstante, a simples verdade é que nós não podemos profundamente compreender a Expiação e a Ressurreição de Cristo e nós não apreciaremos adequadamente o propósito singular de Seu nascimento e de Sua morte – em outras palavras, não há outra maneira de celebrar o Natal ou a Páscoa – sem compreender que houve um literal Adão e Eva que caíram do Éden com todas as consequências que essa queda trouxe consigo.”

“Eu não sei os detalhes do que aconteceu neste planeta antes d[a queda], mas eu sei que [Adão e Eva] foram criados sob a mão divina de Deus, que por um tempo eles viveram sozinhos num cenário paradisíaco onde não havia morte humana ou futura família, e que através de uma sequência de escolhas eles transgrediram um mandamento de Deus que requeria que eles saíssem desse cenário jardineiro, mas que os permitia ter filhos antes de encarar a morte física.”

“Porque nós nascemos neste mundo decaído e porque nós, também, iríamos transgredir as leis de Deus, nós também fomos sentenciados com as mesmas penas que recaíram sobre Adão e Eva.”

Coro: Jesus Ressuscitou

Discursante: Presidente Dieter F. Uchtdorf “A Dom da Graça”

“No domingo de Páscoa nós celebramos o dia mais aguardado e mais glorioso da história do mundo. O dia que mudou tudo. Sua vida mudou. O destino de todos os filhos de Deus mudou. Naquele dia abençoado, o Salvador da humanidade, quem tomou sobre Si as amarras do pecado e da morte que nos mantinha captivos, rompeu estas amarras e nos libertou.”
“A Expiação do Salvador não pode se tornar lugar comum nos nossos ensinamentos, nas nossas conversas, ou em nossos corações. É santo e sagrado, pois foi através desse ‘grande e último sacrifício’ que Jesus o Cristo trouxe ‘salvação para todos que crêem em Seu nome’.”
“Eu me espanto em pensar que o Filho de Deus houvesse condescendido para salvar-nos, imperfeitos, impuros, cheios de erros, e ingratos como somos.”
“Uma poderosa expressão deste amor [de Deus] é o que as escrituras frequentemente chamam de a graça de Deus – a assistência divina e a investidura de força através da qual crescemos dos seres falhos e limitados que somos agora nos seres exaltados de ‘verdade e luz até que [sejamos] glorificados em verdade e [sabemos] todas as coisas’.”
“Mesmo que servíssemos Deus com todas nossas almas, ainda não seria suficiente; pois ainda assim seríamos os ‘servos mais improdutivos’. Não podemos merecer nosso rumo ao céu; as exigências da justiça se interpõe como uma barreira, sobre a qual estamos impotentes de superar por nós mesmos. Mas nem tudo está perdido. A graça de Deus é nossa grande e eterna esperança.”
“Porém a graça de Deus não nos meramente restauram a um estado inocente prévio. Se salvação significasse apenas apagar nossos erros e nossos pecados, então salvação – mesmo o quão maravilhoso seria – não cumpriria as aspirações do Pai para nós. Sua meta é muito maior: Ele quer que Seus filhos e filhas se tornem como Ele é. Com o dom da graça de Deus, o caminho do discípulo não nos leva para trás, mas nos empurra adiante.”
“Salvação não pode ser comprada com a moeda da obediência; ela é comprada pelo sangue do Filho de Deus. Pensar que podemos trocar as nossas boas obras por salvação é o mesmo que comprar uma passagem aérea e pressumir que somos donos da companhia aérea. Ou pensar que ao pagar o aluguel da nossa casa, nos tornamos donos do planeta Terra inteiro.”
 “Se a graça é um presente de Deus, por que então obedecer aos mandamentos de Deus é tão importante? Por que nos preocuparmos com os mandamentos de Deus – ou  mesmo arrependimento? Por que não simplesmente admitir que somos pecadores e deixar que Deus nos salve? … Irmãos e irmãs, nós obedecemos os mandamentos de Deus porque nós O amamos!”
“Portanto, nossa obediência aos mandamentos de Deus vem de uma consequência natural do nosso infindável amor e gratidão pela bondade de Deus. Esta forma de amor genuíno e gratidão irá milagrosamente fundir nossas ações com a graça de Deus. A virtude irá adereçar nossos pensamentos incessantemente e nossa confidência ser fortalecerá na presença de Deus.”
“…[V]iver o Evangelho fielmente não é um fardo. É um treino alegre – uma preparação para herdar a grande glória das eternidades. Buscamos obedecer nosso Pai Celestial porque nossos espíritos se tornará mais afinado com coisas espirituais. Cenários se abrem diante de nós que nunca havíamos conhecido. Iluminação e compreensão nos advém quando fazemos a vontade do Pai.”
“Nós não somos salvos ‘por causa’ de tudo o que podemos fazer. Algum de nós já fez tudo que pode fazer? Deus, por acaso, espera até que gastemos todos os esforços antes que Ele intervenha em nossas vidas com Sua graça salvífica?”
“Muitas pessoas se sentem desencorajadas porque constantemente falham. Elas sabem, em primeira mão, que o ‘espírito é forte, mas a carne é fraca’… Estou certo de que Néfi sabia que a graça do Salvador permite e nos possibilita superar o pecado. Por isso Néfi se esforçou tão diligentemente para persuadir seus filhos e irmãos a ‘crer em Cristo, e a se reconcialiar com Deus’. Afinal das contas, isso é tudo o que podemos fazer! E esta é a nossa tarefa na mortalidade!”

Coro: Cristo Já Ressuscitou (#120)

Oração: Élder Kevin S. Hamilton

7 comentários sobre “AO VIVO: 185a Conferência Geral (Sessão de Domingo da Manhã)

  1. Esse discurso do Pres. Uchtdorf não contraria a posição doutrinária atual da igreja sobre o papel do elemento graça na exaltação? Também não traz nuanças diferentes sobre salvação x exaltação?

  2. Eu não sei bem sobre se contraria ou não, apenas apreciei muito este discurso do Pres. Uchtdorf, pois ‘oh doutrina difícil de explicar sob o prisma da teologia mórmon!’ Vai pra minha lista de referências sobre o assunto. Pois ainda não havia visto texto contemporâneo que me desse mais clareza sobre o assunto.

    Na minha opinião, esta seção da manhã foi a melhor em conteúdo das demais.

  3. Pingback: 185a Conferência Geral: Impressões, Resumos, Votos Contrários | Vozes Mórmons

  4. Excelente! Esplêndido!

    É isso o que eu posso dizer do discurso do querido irmão Dieter F. Uchtdorf.
    Nunca vi nenhum dos 12 ou da primeira presidência ensinar da maneira como ele ensinou a doutrina da Graça. De longe o melhor discurso de toda a Conferência Geral. Perde somente para um discurso da Sessão do Sacerdócio, que não por coincidência foi feito por ele também.

    “Salvação não pode ser comprada com a moeda da obediência; ela é comprada pelo sangue do Filho de Deus. Pensar que podemos trocar as nossas boas obras por salvação é o mesmo que comprar uma passagem aérea e presumir que somos donos da companhia aérea. Ou pensar que ao pagar o aluguel da nossa casa, nos tornamos donos do planeta Terra inteiro.”

    Concordo com o Gerson, quando diz que pelo prisma da teologia mórmon a doutrina da Graça é um tema/assunto de difícil explicação. Em minha opinião, a explicação, ou a forma como foi ensinada pelo pres. Uchtdorf foi clarificadora.

    Aliás, a tempos que venho percebendo que os discursos do pres. Uchtdorf têm sido verdadeiros “oásis” em meio ao “deserto” de discursos e ensinamentos que tratam de assuntos históricos, teológicos e doutrinas fundamentais de nossa religião e do evangelho de forma simplória, sem aprofundamento, sem vida, sem fé, sem razão, sem paixão.

  5. Concordo com ambos, Gerson e Jamil, acerca do fato do discurso do pres. Uchtdorf ser bastante esclarecedor acerca de um tema um tanto difícil de se explicar. Igualmente, tenho observado que os seus discursos tem sido singulares no que respeita à doutrina.
    Ainda, gostaria de ouvir a opinião do amigo Antônio Trevisan, sobre se este discurso afastou-se do papel da graça na concepção do profeta Joseph Smith, ou se apenas tem esclarecido pontos ainda obscuros deste elemento.
    Outra dúvida que tenho, é em que ou se em algum momento o ensinamento: “Salvação não pode ser comprada com a moeda da obediência”, se choca com pontos doutrinários relevantes tais como o progresso do homem através de experiências que o conduziram à “apoteose”.
    Lembro-me de um discurso do apóstolo Bednar, também carregado de doutrina, quando ele falava sobre matéria e elementos (coisas que agem e coisas que recebem a ação), citando a passagem, que salvo engano, se encontra em 2ºNéfi, que dizia que “o homem foi criado para agir”, e em Doutrina e Convênios, seção 101, que diz que “todo homem aja, em doutrina”. A pergunta é em que medida para nossa teologia atualmente o destino da exaltação do homem, leia-se leia se a possibilidade de tornar-se um Deus, encontra-se em suas mãos?
    Indago, ainda, se a graça como foi explicado pelo pres. Uchtdorf nos aproxima ainda mais de outros ministérios do cristianismo?

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