Na foto abaixo, temos parte da faixada externa de um prédio, com o símbolo da coolméia entre um esquadro e um compasso. O esquadro em seu formato de L, remetendo à palavra “liberdade”, e o compasso, ao V de “virtude”.
História
IV Conferência Brasileira de Estudos Mórmons (ao vivo)
Para os que não moram em São Paulo e/ou não poderão comparecer pessoalmente à nossa quarta conferência anual de estudos Mórmons, neste sábado, estamos transmitindo ao vivo aqui:
Fique à vontade para usar este espaço também para perguntas e comentários sobre cada apresentação. O programa da conferência encontra-se aqui.
Lorenzo Snow
Um esboço biográfico

Aproveitando o novo volume da série Ensinamentos dos Presidentes da Igreja, a ser utilizado em 2013 na Igreja sud como manual dos Quóruns de Élderes e da Sociedade de Socorro, destacamos abaixo alguns dados biográficos de Lorenzo Snow, quinto presidente da Igreja. Algumas destas informações você só encontra aqui no Vozes Mórmons. Continuar lendo
Programa da IV Conferência Brasileira de Estudos Mórmons
IV Conferência Brasileira de Estudos Mórmons
Conferência Anual da ABEM
(Associação Brasileira de Estudos Mórmons)
Tema: “A Relação entre Sede e Periferia na Igreja SUD”
19 de janeiro de 2013
São Paulo, SP
Programa
08:00 – 08:30 – Cadastramento e Café de manhã
08:30 – 08:35 – Abertura & Oração
08:35 – 08:50 – Mensagem de boas-vindas
09:00 – 10:20 Sessão A – “A entrevista oral nos estudos mórmons no Brasil: um guia prático” – Kent Larsen
10:20 – 10:40 – Intervalo 1 & Exposição
10:40 – 12:00 – Sessão B – Mesa-redonda: Por que a retenção nos EUA é maior que no Brasil?
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12:00 – 13:00 Almoço
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13:00 – 14:20 Sessão C – “A jornada de Andrew Jenson pela América Latina em 1923”
Reid Neilson (Departamento de História da Igreja, EUA)
14:20 – 14:40 – Intervalo 2
14:40 – 16:00 – Sessão D – “Colonialismo Político-Religioso: O Impacto Sobre Mórmons Brasileiros da Cruzada Política Contra Gays nos Estados Unidos” – Marcello Jun de Oliveira
16:00 – 16:30 Coffee Break
17:50 – 18:50 – Sessão Sessão E – “Uma história cultural do Livro de Mórmon” – Daymon Smith
18:50 – 19:00 – Encerramento & Oração
Local: A IV Conferência Brasileira de Estudos Mórmons acontecerá na Av. Eng. Armando de Arruda Pereira, 345 (sobreloja), em São Paulo, SP.
Movimento Rastafari e os Mórmons 2-3

Jamaica e o Início do Movimento Rastafari
Descoberta pelos espanhóis na época de Cristovão Colombo, a Jamaica foi colônia espanhola até a segunda metade do século XVII, quando passou para mãos inglesas. Sob o domínio britânico, esse território caribenho se transformou num grande exportador de açúcar. Assim como no Brasil, houve um grande uso da mão de obra de escravos vindos da África no cultivo da cana de açucar. Essa importação de escravos foi tanta, que a população negra passou a predominar na ilha.
Ainda antes da chegada dos ingleses, escravos que conseguiam fugir formavam assentamentos independentes equivalentes aos nossos quilombos. Esses escravos refugiados eram os “Maroons”. Símbolos de resistência contra a dominação europeia, os maroons sempre estiveram presentes no imaginário dos jamaicanos, com significado especial para os descendentes dos escravos, uma vez que a abolição da escravatura, ocorrida na década de 1830, não resultou no fim do sofrimento do povo negro.
Em 1914, após viajar por diversas partes da América e passar dois anos em Londres, o jamaicano Marcus Mosiah Garvey formou a Associação Universal para o Desenvolvimento do Negro (UNIA) que, entre outras coisas, lutava pelo desenvolvimento da África e a união dos afrodescendentes espalhados pelo mundo – entendidos como africanos em diáspora – em uma nação livre naquele continente.
Reza a lenda que, inicialmente, a mãe de Garvey quis dar-lhe o nome do meio de Moses (Moisés), explicando profeticamente: eu espero que ele seja como Moisés e conduza este povo.[1]O pai de Marcus Garvey tinha seu mesmo nome; era descendente dos maroons e tinha muito orgulho desse fato.[2] Continuar lendo
Movimento Rastafári e os Mórmons

Ao ler o excelente artigo do amigo Rolf Straubhaar no qual ele menciona ouvir Bob Marley desde o ventre, lembrei-me da adolescência, quando me questionava o porquê de várias canções de reggae usarem tantas expressões que eu só via nas escrituras. Babilônia era o termo mais recorrente; outras falavam sobre Sião, iniquidade, Leão da tribo de Judá. Aos poucos notava que existia algo religioso naquelas músicas.
América Latina e a “perfeita liberdade religiosa”
Está confirmada a apresentação de Reid Neilson, Diretor Administrativo do Departamento de História da Igreja, sediado em Salt Lake. Por teleconferência, Reid Neilson falará sobre a viagem de Andrew Jenson à América Central e do Sul, em 1923, e sua influência sobre a Igreja sud à época. Imigrante dinamarquês, Andrew Jenson serviu como Historiador Assistente da Igreja.
Edições históricas do Livro de Mórmon
O site Book of Mormon Online traz diversos recursos para os leitores do Livro de Mórmon em inglês, incluindo mapas, áudio e uma apresentação cronológica da narrativa. O maior mérito do site, porém, parece ser o de reunir em um só local diversas edições históricas do Livro de Mórmon em inglês, desde o manuscrito de 1828, com a caligrafia de Oliver Cowdery, até a edição sud de 1981.
Podem ser vistas também as três edições do Livro de Mórmon que passaram pelas mãos de Joseh Smith (em Palmyra, Kirtland e Nauvoo), as primeiras edições com divisão de capítulos (feita na cidade inglesa de Liverpool) e de versículos (em Salt Lake) , bem como a primeira edição da Igreja Reorganizada (em Lamoni).
A edição mais recente incluída no site é de 2005, uma edição independente chamada Mormon’s Book que utiliza o texto sud de 1981 mas no formato original de parágrafos, tal como nas primeiras edições. Eu desconhecia tal edição e acho digno de nota que ela se insere numa recente tendência (ver, por exemplo, as edições de Grant Hardy e Daymon Smith¹) sentida por leitores do Livro de Mórmon de retomar a fluidez da narrativa original ao revisitar sua formatação original.
Nota
1 O antropólogo Daymon Smith participará da IV Conferência Brasileira de Estudos Mórmons, falando sobre a história cultural do Livro de Mórmon. Veja o programa da Conferência aqui.
Machismo no Mormonismo
Anotem a data: 16 de Dezembro de 2012 é dia das mulheres da Igreja SUD irem às reuniões dominicais vestindo calças!
A campanha ‘Vista Calças Para Sacramental’ foi organizada por um grupo de mulheres SUD ativas que, apesar de valorizar a Igreja em suas vidas, sente-se discriminadas dentro de uma cultura religiosa patriarcal:
Cremos que muito da inigualdade cultural, estrutural, e mesmo doutrinária que persiste na Igreja SUD hoje em dia advém da dependência de — e persistência em — modelos de genêro rígidos que não tem qualquer relação com a realidade.
A opção de vestuária pode parecer uma questão absolutamente trivial e inconsequente, mas infelizmente ela é uma pequena amostra — a proverbial ponta do iceberg — do que é um assunto muito não-trivial e importante.
A Igreja SUD e a cultura Mórmon são, fundamentalmente, machistas.
Dizem que o primeiro passo para se mudar um problema é admitir sua existência. Continuar lendo
O Esporte Preferido de Joseph Smith
“Na década de 1830, na fronteira oeste do Missouri, beisebol era o esporte favorito de Joseph Smith, fundador de uma nova seita religiosa chamada os mórmons.[1]”
Um par de anos atrás eu recebi como presente de Natal o documentário Baseball (Beisebol) do famoso diretor de filmes Ken Burns. Essa série da PBS tanto quanto qualquer coisa tem impulsionado o meu fascínio atual com o jogo e levou-me a criar o blog Mormon Baseball (Beisebol Mórmon). Logo no início da primeira parte do documentário de 10 partes (e 22 horas), o narrador faz a afirmação acima, algo que até hoje eu não ouvi de historiadores mórmons. Será que Joseph Smith jogou e amou beisebol?
Maçonaria e Mórmons, Lojas e Templos, Morgan e Smith
Sobre o livro que revelaria segredos maçônicos, mas acabou revelando segredos mórmons.
Em 1827, David Cade Miller publicou um livro escrito por Willian Morgan que profundamente impactou o mormonismo para sempre e que documentou uma das grandes influências na formação mórmon para toda posteridade.
William Morgan nasceu no estado da Virginia, em 1774. Através de uma série de revézes da vida, Morgan acabou mudando-se em 1821 para Batavia, no estado de Nova Iorque, a menos de 100 km de Palmyra, junto com sua esposa então de 18 anos, Lucinda Pendleton Morgan.

William Morgan, cujo desaparecimento e suposto assassinato desencadeou um fervor anti-maçônico no século 19, e cuja viúva se tornou uma das primeiras esposas polígamas do Profeta Joseph Smith
Por causa de conflitos pessoais mal documentados, Morgan anunciou no começo de 1826 que havia escrito, e estava prestes a publicar, um livro expositório sobre os rituais maçônicos iniciais, incluindo os sinais, as palavras-chaves, e os apertos-de-mão secretos da fraternidade (famosamente) secreta da maçonaria.
Abraão Faz 45 Anos
Nesta semana (dia 27) comemoramos o aniversário de 45 anos de quando o Museu Metropolitano de Arte de Nova Iorque devolveu para A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias os papiros originais usados por Joseph Smith, jr., para produzir o Livro de Abraão.
Esse evento foi comemorado com grande antecipação e efusivos sentimentos de antecipação, esperança, e até uma sensação de validação. Por mais de um século, estes antigos documentos haviam sido dados como perdidos, e subitamente em 1967 não apenas haviam sido re-encontrados, mas haviam sido retornados à Igreja!
Contudo, tão logo passou a euforia e o regozijo inicial, recaiu sobre a Igreja o que apenas pode ser descrito como “desconforto” sobre o documento, levando a quase silêncio da instituição oficial, e a décadas de esforços intensos (e inúteis) de dúzias de apologistas.
Como houve bastante interesse em comentários passados, em outros posts, sobre discutir a importância desse achado arqueológico, eu acho que essa data importante é a perfeita oportunidade (desculpa) para abrirmos espaço para essa discussão. Segue abaixo apenas uma breve introdução ao tema.
Um vira-lata maravilhoso e um assombro
Blogueiro convidado: Robert Kirby
Como um cachorro ensinou a um missionário um novo truque.
Obrigado, Élder Solavanco, por ser um vira-lata maravilhoso e um assombro
O melhor companheiro de missão que tive foi esse sujeito. Não o da esquerda, nosso líder de distrito, Brent Merrell, de Vernal.
Quero dizer o outro sujeito. Calça vermelha. Língua comprida. Aqui ele está dando a Merrel as boas-vindas ao distrito San José de Carrasco, da Missão Uruguai-Paraguai, em 1975.
Pois é, eu sei, é um cahorro. Mas ele também foi chamado para ser um servo do Senhor.
Por mim. Continuar lendo
Parley P. Pratt: Profetas
O que é um profeta? O que torna alguém um profeta ou profetisa?
A seguinte citação do Apóstolo Parley P. Pratt, feita na sala celestial do templo de Nauvoo, extrapola a ideia de um profeta como um membro da hierarquia da Igreja de Jesus Cristodos Santos dosÚltimos Dias.
Um homem pode ser um profeta e vidente e não estar na igreja ou mesmo ser batizado; e o próprio Joseph era um profeta, vidente e revelador antes mesmo de ser batizado ou ter qualquer Sacerdócio.¹ Continuar lendo
A Nova História Mórmon
Quando a biografia de Joseph Smith Rough Stone Rolling (Pedra áspera tombando) foi publicado em 2005, havia alguns membros da Igreja nos EUA que pensaram: “é outro livro anti-mórmon.” Ficavam suspeitos por que o livro foi publicado por A. A. Knopf, uma editora não-Mórmon de New York City, e não por Deseret Book. Nem estava disponível no Deseret Book, pensaram. Também o autor, Richard Bushman, é professor de história na Universidade Columbia, de New York City. E quem já leu descrições do livro ficou sabendo que ele fala dos erros e falhas de Joseph Smith. Portanto, tem que ser um livro anti-mórmon, não é?





