Machismo no Mormonismo

Anotem a data: 16 de Dezembro de 2012 é dia das mulheres da Igreja SUD irem às reuniões dominicais vestindo calças!

A campanha ‘Vista Calças Para Sacramental’ foi organizada por um grupo de mulheres SUD ativas que, apesar de valorizar a Igreja em suas vidas, sente-se discriminadas dentro de uma cultura religiosa patriarcal:

Cremos que muito da inigualdade cultural, estrutural, e mesmo doutrinária que persiste na Igreja SUD hoje em dia advém da dependência de — e persistência em — modelos de genêro rígidos que não tem qualquer relação com a realidade.

Vista Calças Pra Sacramental

A opção de vestuária pode parecer uma questão absolutamente trivial e inconsequente, mas infelizmente ela é uma pequena amostra — a proverbial ponta do iceberg — do que é um assunto muito não-trivial e importante.

A Igreja SUD e a cultura Mórmon são, fundamentalmente, machistas.

Dizem que o primeiro passo para se mudar um problema é admitir sua existência.

Algum tempo atrás, num fórum de discussão online para Mórmons, eu mencionei o assunto de poligamia e como essa instituição social impacta negativamente mulheres, quando eu recebi um email com a acusação mais estúpida ridícula que eu já li contra sobre mim: eu sou machista por me opor à poligamia! O raciocínio e a lógica deste jovem SUD chega a ser tão distorcida pela cultura patriarcal onde se insere que, pra ele, é machismo esperar que mulheres tenham os mesmos direitos sociais e culturais que os homens!

Eu imagino que seja muito difícil para a maioria dos Mórmons, especialmente para os homens, compreender o quão machista a cultura Mórmon é, e portanto, gostaria de demonstrar com alguns casos específicos. Eu já sei que alguns reclamarão que os exemplos são apenas anedotas pontuais, como que as exceções à regra. Fosse esse o caso, jamais me ocorreria de acusar (ou de me queixar) dessa atitude machista endêmica, compreendendo que qualquer agremiação de pessoas trará consigo alguns indivíduos que resistem as características básicas do grupo.

Não. Esses exemplos que seguem servem apenas para ilustrar um contexto maior, e ao meu ver, negativo. Ademais, gostaria de levantar uma breve introdução ao contexto histórico e cultural Mórmon para demonstrar, ou ao menos sugerir, que a raíz do problema é, de verdade, institucional e que, possívelmente, só pode ser resolvido institucionalmente.

Nos “Padrões”

Em Fevereiro de 2012, uma aluna da BYU (universidade oficial da Igreja SUD) estudava na biblioteca da faculdade quando recebeu um bilhete de um colega estudante desconhecido. O bilhete continha uma forte reprimenda para a aluna, queixando-se que “[as roupas] que [ela] vestia tinham um efeito negativo nos homens… ao seu redor” e exortava-a a pensar no bem estar emocional e espiritual dos demais alunos Mórmons da BYU. [1][1a]

A jovem aluna Mórmon, além de postar uma foto do bilhete, publicou uma foto de si mesma com as roupas que tanto escandalizaram o jovem estudante Mórmon:

Assim ela não deixa nada para a imaginação!

Assim ela não deixa nada para a imaginação!

Vamos ignorar aqui a completa falta de educação de uma pessoa se julgar na “autoridade” de comentar, gratuitamente, sobre a espiritualidade de outra. Ou de um homem criticar a roupa de uma mulher desconhecida. Duas coisas chamam a atenção imediata nesse episódio: 1) O jovem estudante acredita que é responsabilidade da jovem aluna, baseado em como se veste, os sentimentos que afloram nele — e em demais homens; 2) O jovem estudante acredita que a qualidade pessoal (espiritual, emocional, etc.) da jovem aluna esta intrinsicamente ligada às roupas que ela veste.

Goste ou não do rótulo, o jovem SUD exibiu uma atitude indubitavelmente machista. À mulher não cabe a responsabilidade sobre os sentimentos ou pensamentos de um homem; à ele recai tal responsabilidade, e imputa-la às mulheres é impor-lhes um fardo absurdo e injusto. Igualmente, o caráter de uma mulher não depende de suas roupas, assim como a qualidade de um livro não depende de sua capa.

Contudo, o mais preocupante nessa postura é a objetificação da mulher, que leva a modular como se trata uma pessoa baseado em seus atributos físicos, sua aparência, seu corpo.

Certamente, essa atitude problemática não é exclusividade Mórmon. Há algum tempo atrás, a Secretária de Estado Hillary Clinton — a segunda pessoa com maior autoridade no alto escalão da diplomacia Norte-Americana, atrás apenas do Presidente dos Estados Unidos — se irritou durante uma entrevista no Quirguistão, quando questionada sobre suas preferências de roupas, e retrucou:

Você teria me feito essa mesma pergunta se eu fosse um homem? [2]

E essa é justamente a melhor ferramenta para se determinar se uma atitude é machista ou não: ela teria sido tomada da mesma maneira caso a outra pessoa fosse um homem, ao invés de uma mulher?

Em Maio de 2012, uma mãe de Tooele, Utah, recebeu uma ligação da administração da escola avisando-a para vir buscar sua filha de 14 anos, que havia sido suspensa por “estar vestida de maneira inapropriada para um ambiente escolar”. Ela havia sido suspensa pelo diretor da escola por estar “indecente”. [3]

Contudo, a mãe coincidentemente portava uma câmera digital e registrou o vestuário da filha ainda na escola:

Se lá em casa as roupas fossem todas assim, acabariam-se todos os dramas!

Se lá em casa as roupas fossem todas assim, acabariam-se todos os dramas!

Novamente, um diretor escolar (supostamente Mórmon) enxergou uma jovem (neste caso, uma aluna menor de idade) apenas por seus atributos físicos — um metafórico pedaço de carne — e esta lente simplesmente deturpou sua visão dela como Ser Humano de tal maneira a lhe “autorizar” a humilha-la publicamente de maneira completamente desproporcional, desmedida, e irracional.

Contudo, a objetificação da Mulher não é restrito apenas a homens, da mesma maneira que machismo não é domínio exclusivo deles.

Há alguns meses atrás, circularam-se fotos pela internet de “dicas” para bonecas Barbie® que, para incentivar modéstia e decência em meninas, estariam pintadas para “cobrir sua nudez” com marcações curiosamente similares aos da Investidura (i.e., Garments)! [4]

Será que vão lançar essa versão da boneca nas lojas da Deseret?

Será que vão lançar essa versão da boneca nas lojas da Deseret?

A sexualização precoce de crianças é, sem sombras de dúvida, um problema, tanto cultural para a sociedade em geral, como psicológica para cada menina individualmente. Danças com passinhos eróticos ou programas de novela e televisão com temas sexuais ou adultos podem causar distorções de comportamento e problemas para uma vida inteira quando gravadas em mentes jovens e permeáveis. Não obstante, a obsessão com o tema de sexualidade para crianças e pré-adolescentes, mesmo que para “indoutrina-las” para o oposto, é igualmente danoso e pelos mesmos motivos: encurta-se um período infantil de desenvolvimento neuro-psico-cognitivo para saltar para outro período, sem as ferramentas psico-emocionais adequadas.

A objetificação da Mulher, focando acima de tudo na sua aparência física, seja por homens colegas, homens líderes, ou mesmo mulheres adultas em posição de liderança (i.e., mães, professoras, etc.) despersonaliza a Mulher, e a expõe e relega a situação inferiorizada na sociedade. Mulheres são muito mais que apenas as roupas que vestem ou como as vestem, e devem ser valorizadas baseado no conjunto agregado de suas personalidades, seus valores pessoais, suas inteligências e habilidades, e nas suas capacidades como seres humanos.

Nos “Padrões” Institucionais

O problema da objetificação da Mulher não é nem recente, nem incomum, e ele é reforçado e incentivado pela complacência institucional.

No ano passado, um docente da BYU começou a proibir alunas de fazer provas se estivessem vestindo jeans de um corte específico (o tipo skinny). No mesmo ano, uma estória infantil inteiramente bizarra publicada na revista oficial da Igreja ‘Friend’, e ainda disponível do site oficial da Igreja, lauda uma mãe que ensina a uma menina de 4 anos que um vestidinho sem mangas é “imoral”. Recentemente, uma colunista para o jornal oficial da Igreja ‘Deseret News’ opinou que o ideal para mulheres é casar-se cedo e entupir sua casa de filhos com o argumento absurdo de que o mundo “apresenta escolhas demais” e, ao casar-se e ter filhos, a mulher “limita suas escolhas” de vida e isso é bom porque, com menos opções, ela terá menos “ansiedade… altas expectativas… e depressão”. E, não contente em indoutrinar as jovens e as mulheres de que elas sejam culpadas e responsáveis pelos impulsos sexuais dos homens, a revista oficial da Igreja ‘Ensign’ chega a extremos de dessacrar pinturas clássicas para reforçar esta mentalidade.

Pelo menos a Dona Cecília Gimenez fez sucesso mundial e aumentou a arrecadação financeira da igreja dela!

Ao menos a Dona Cecília Gimenez fez sucesso mundial e aumentou a arrecadação financeira da igreja dela!

Mas nada se compara às expressões proferidas dos púlpitos máximos do Mormonismo. Em plena Conferência Geral, a Presidente Geral da Sociedade de Socorro Julie Beck deu um discurso tão machista (reforçando esteriótipos de que uma boa mulher é aquela que casa-se, limpa a casa, e tem muitos filhos) que desencadeou uma onda de protestos de várias mulheres (e homens) SUD.  Na década de 1970, um dos Bispos Presidentes Vaughn Featherstone defendeu em Conferência Geral um Bispo que, como conselho espiritual para uma adolescente cheia de problemas psicológicos e de auto-estima (lembrando: tratava-se de uma adolescente!), ofereceu esta pérola: “você esta gorda demais, e precisa perder peso!” [5][6][7][8][9][10]

Para mim, pessoalmente, a atitude se ilustra perfeitamente em um evento específico da minha vida. Em 14 de Novembro de 1996, eu tomei um ônibus junto com toda a minha Ala e viajamos 2 horas para ouvir o Presidente da Igreja Gordon Hinckley no Estádio Cícero Pompeu de Toledo. Com uma audiência de dezenas de milhares de membros, muitos dos quais viajaram horas, como nós, para vê-lo, Hinckley admoestou os Brasileiros sobre como viver uma vida Cristã plena. Entre os seus conselhos, uma mensagem clara para as mulheres: casem-se cedo, tenham filhos cedo, abandonem quaisquer carreiras profissionais e dediquem-se à carreira de dona-de-casa.

Na viagem de volta, tive uma conversa longa com uma de minhas melhores amigas na época sobre justamente isso. Ironicamente, ela não se dava conta do quanto ela era o exemplo de vida real perfeito de que Hinckley estava errado. Jovem e com dois filhos pequenos, ela era muito mais inteligente, capaz, e determinada que seu marido, mas viviam sempre com problemas financeiros porque ela não “podia” ter uma carreira e “devia” ter mais filhos, mais cedo do que eram financeiramente capazes de suportar.

Contexto Histórico

A história do Mormonismo é, inteiramente, escrita sobre um patriarcado machista. Com raras exceções, os grandes eventos, as grande decisões, e os grandes personagens do Mormonismo involvem exclusivamente homens.

Pode-se dizer o mesmo da história do mundo. Até o século XX, a humanidade havia sido, via de regra, dominada por homens que subjulgavam as mulheres. De modo geral, a tradição judaica tratava mulheres como propriedade e pessoas de valor secundário (ver Bíblia Hebraica ou “Velho Testamento” inteira), e a tradição Cristã tratava mulheres como subordinadas e menos relevantes (I Co 11:3-5, Ef 5:22, I Tm 2:5-14, II Tm 2:8-15). O mundo Ocidental do século XIX, onde o Mormonismo nasceu, havia progredido pouco, e portanto ele encaixava-se dentro de seu contexto cultural fiel e normalmente (resquícios misóginos persistem no Cristianismo até hoje). [11]

Não obstante, a Igreja passou a distanciar-se do resto da sociedade autóctona. Joseph Smith introduziu poligamia, visto como uma prática barbárica por quase todo o mundo Cristão e, junto com poligamia, vieram todos os problemas sócio-culturais comuns para comunidades poligâmicas: pobreza, isolacionismo, solidão, violência, dependência, e abusos. [12]

Alguns apologistas ignorantemente apontam o pioneirismo do sufrágio feminino (i.e., legalizar o direito a votar para mulheres) em Utah como sinal do quanto a Igreja era “progressista” e não machista. Nada poderia estar mais longe da verdade. Nesta época de intensas batalhas legais para criminalizar a poligamia, Anti-Mórmons pressionavam pelo sufrágio feminino em Utah na esperança de que as mulheres, oprimidas, passariam a se defender eleitoralmente do julgo patriarcal. A Igreja (ou melhor, os líderes homens da Igreja), por sua vez, desesperada para conseguir a legalização — ou impedir a criminalização — da poligamia, enxergou no sufrágio feminino uma oportunidade para passar uma imagem nacional diferente daquela retrógrada e bárbarie enraízada no inconsciente público. [13]

Abandonando a poligamia em 1904, a Igreja passou a gozar novamente de uma posição “normal” relativo a sociedade em geral no que diz respeito ao tratamento de mulheres, especialmente com os sucessos dos movimentos para sufrágio feminino no início do século XX. Contudo, essa harmonia começou a erodir com a migração das mulheres para o mercado de trabalho com os adventos da II Guerra Mundial (1939-1945) e a Segunda Onda Feminista (1960-1980) e a insistência da Igreja em proibir o uso de contraceptivos e desencorajar a profissionalização das mulheres. Novamente, a Igreja encontrava-se na posição desconfortável de se ver tratando suas mulheres de maneira menos justa, menos equânime, e menos iluminada que a sociedade autóctona.

A situação piorou muito, antes de melhorar! Em 1972, no meio do furor da Segunda Onda Feminista, o Congresso Americano passou uma Emenda Constitucional simples, mas poderosa:

Igualdade de Direitos, sob a Lei, jamais será negada ou limitada pelos Estados Unidos, ou por qualquer Estado, por base do sexo.

Uma frase que poderia, deveria, para sempre proibir a discriminação contra mulheres. Para ratificar uma emenda constitucional nos EUA, necessita-se aprovação por 38 dos 50 estados, e até 1979, data-limite, apenas 35 haviam ratificado. O Congresso Federal mobilizou-se e extendeu a data limite para 1982, e eis que a Igreja entra em ação, e mobilizando centenas (milhares?) de membros-voluntários e dezenas (centenas) de milhares de dólares para derrotar a emenda constitucional que proibiria a discriminação de mulheres. [14][15][16][17][18]

Durante as décadas de 1980 e 1990, a Igreja entrincheirou-se mais ainda contra o que ela (novamente, falamos da liderança masculina) percebia como “os males do avanço do mundo moderno” e a “desintegração da família”. Após enorme pressão, tanto externa como interna, a Igreja mudou na década de 1970 sua política sobre o uso de contraceptivos, e até alterou o desenho dos Garments sagrados para um corte mais “feminino”. Mas esta concessões apenas reforçam a intensidade quanto ao foco redobrado na insistência da não profissionalização das mulheres (com aumento nos temas “donas de casa” e “rainhas do lar”), na obsessão quase maníaca em “padrões” de vestuário e rídiculas regras sobre até quantos brincos se pode ter. [19][20][21][22]

A Igreja passou, então, a vigiar e excomungar acadêmicos que exploravam temas feministas e teológicos, em especial discussões sobre a Mãe Celestial, chegando um Apóstolo a enumerar Feministas como um dos três grandes adversários da Igreja. [23][24][25][26][27]

Desde sua fundação, a Igreja SUD é controlada e gerida por uma liderança exclusivamente masculina, diferentemente do movimento Cristão no primeiro século EC (i.e., “igreja primitiva”) que contava com Apóstolas e Diáconas e Profetisas. Até hoje, nenhuma mulher exerce função de liderança na Igreja, e as parsas posições administrativas (i.e., nas auxiliares) não gozam de independência gerencial ou financeira. [28][29][30]

Para o Futuro

Não obstante todos os problemas, há (discretos) sinais de melhoras. Há pouco mais de três décadas, mulheres voltaram a discursar em Conferências Gerais e a poder orar e discursar em reuniões sacramentais. Como mencionado acima, houve mudanças na liberação do uso de contraceptivos e no corte das roupas íntimas obrigatórias para mulheres. Talvez mais importantemente, em 1990 o ritual do Templo — sacramento máximo da Igreja SUD — foi alterado e o juramento de “ser submissa ao seu marido em todas as coisas” foi substituído por um juramento mais suave, brando, e menos imperial (embora ainda machista). [31][32][33]

Enquanto isso, o mundo avança também e, felizmente, mais rápido e mais progressista que a Igreja.

Outra igreja Mórmon, a Comunidade de Cristo, passou a ordenar mulheres ao Sacerdócio em 1984, contando com Apóstolas e até uma Conselheira na Primeira Presidência. [34]

Felizmente, campanhas mundiais demandando respeito a mulheres vem se proliferando no nosso mundo interconectado pela internet. No Canada, por exemplo, campanhas de conscientização contra estupro voltadas para homens, ao invés de focar no comportamento das mulheres, demonstra avanço no pensamento de que a responsabilidade repouso sobre o estuprador, e não a vítima! No Brasil, o movimento ainda é nascente, mas promete crescimento — e conscientização. Nos Estados Unidos, apesar da morte da Emenda Constitucional, a Lei Lilly Ledbetter assinada pelo Presidente Barack Obama (com oposição do mentiroso profissional candidato Mórmon Mitt Romney) proíbe discriminação financeira contra mulheres. No Brasil, lei similar é discutida no Congresso Nacional. [35][36][37][38][39]

De modo geral, a sociedade Ocidental caminha avante (a passos lentos) para maior igualdade entre os gêneros, e a Igreja também caminha (a passos muito mais lentos), embora sempre dependendo de pressão externa, e mais importantemente, interna. Nenhuma das mudanças mencionadas acima ocorreu sem forte persistência e pressão das mulheres SUD sobre os líderes homens, e talvez parte da letargia entre os homens venha da falta de pressão (interesse? foco? conhecimento?) por parte das mulheres Mórmons.

Vestindo Calças

A campanha ‘Vista Calças Para Sacramental’ já esta causando comoção e controvérsia, o que é excelente para iniciar-se um diálogo sobre um problema que, usualmente, passa desapercebido por muita gente, especialmente por homens. [40][41][42]

A campanha não é sobre que roupas mulheres podem vestir aos Domingos, mas sim sobre o fato de que essa decisão deve ser exclusividade delas, e de cada uma delas. A campanha também é sobre o quanto o corpo delas é de propriedade exclusiva delas, e de como nós homens pensamos nelas é de responsabilidade exclusiva nossa. E, finalmente, a campanha é sobre quão importante as mulheres são para a Igreja, e não apenas como mães e esposas, mas como suas opiniões, suas habilidades, e sua liderança podem e devem ser valorizadas — inclusive com Sacerdócio e lideranças (OK, essa última interpretação é minha, e não das organizadoras da campanha).

Homens também podem participar da campanha desse próximo Domingo:

… vestindo uma camisa, ou gratava, ou meias, ou mesmo um laço, na cor roxa, sendo roxo a cor históricamente associado com o movimento para o sufrágio [de mulheres].

Pessoalmente, eu recomendaria manter posições públicas clara a favor da ordenação da mulheres ao Sacerdócio e o fim da objetificação do corpo feminino, e afins, mas por enquanto, roupas roxas seriam um bom começo.

Gary Oldman, Feminista Mórmon?

Gary Oldman, Feminista Mórmon?

NOTAS E LINKS

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77 comentários sobre “Machismo no Mormonismo

  1. Gostei dessa nova postura do irmão em relação às mulheres e às suas vestimentas. Realmente, confinar as irmãs em roupas femininas quando muitas delas não se sentem muito a vontade para isso e até gostariam de se vestirem como querem, é machismo.

    Sendo assim, nós, as Testemunhas dos Deuses Santos, seguindo o modelo e posição do irmão, também nos adequaremos e deixaremos essa questão como uma das questões pessoal, que a própria irmã deva decidir. Não haverá machismo entre nós com respeito a estas picuinhas de outrora, leis que foram inventadas por líderes religionistas insanos.

    Apóstolo TDS

  2. bobeira…a igreja SUD nao é a única que pede que as mulheres usem saia na igreja.Há muitas outras que impõem que as mulheres usem saia 24 horas por dia ! Totalmente sem sentido essa questão.

    • Como salientado pelo Jun, a obssessão com normas de vestuário é apenas a ponta desse iceberg de exclusão. Reflete na nossa forma de enxergarmos as mulheres e, mesmo, em nossa teologia – ao relegar a Mãe Celestial ao posto de “divindade de segunda classe”.

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