Uma Família Tenho Sim!

 Uma reflexão sobre as famílias SUD não tradicionais

A família é a unidade central para muitas denominações religiosas cristãs. Na doutrina SUD não é diferente e pode ser mais complexa ainda. Por verem o casamento, a paternidade e a maternidade como relacionamentos importantes para o progresso eterno, a família é preservada para que todos possam viver unidos para sempre.

Família

Porém, nem sempre isso acontece na prática. Há muitas mães ou pais divorciados que cuidam de seus filhos. Alguns só o pai ou a mãe é membro fazendo faltar um “pedaço” da família. Outros casos é da moça ou mulher já ter um filho e não conseguir se relacionar com alguém. Continuar lendo

O Declínio da Adoção

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George Q. Cannon e outros mórmons presos por “coabitação ilegal”.

Como a doutrina de progressão eterna e o casamento plural, a lei da adoção era parte essencial dos ensinamentos de Joseph Smith em Nauvoo. Com a colonização do oeste, a adoção ainda influenciava a vida social e as crenças mórmons, cumprindo os propósitos de edificar, a partir da Igreja, um povo – o grande objetivo sonhado por Joseph Smith.

Muitos santos dos últimos dias, porém, não estavam contentes com a lei da adoção e a maneira como influenciava a construção de sua família, especialmente com a adoção dos ancestrais falecidos como descendentes. O descontentamento com a lei da adoção era também partilhado por parte das autoridades gerais, incluindo Wilford Woodruff, quarto presidente da Igreja sud. No final do séc. XIX, antes de interromper completamente a adoção de ancestrais falecidos como posteridade dos membros vivos, a Igreja já havia deixado aos presidentes de templo a decisão sobre como instruir os membros nessa questão, de forma que muitos santos já estavam sendo selados a seus pais biológicos falecidos, mesmo quando esses não haviam recebido as ordenanças do evangelho em vida. Continuar lendo

Adoção e Salvação dos Mortos

Para Joseph Smith, a exaltação no reino celestial dependia da obediência a todos os mandamentos e o recebimento de todas as ordenanças do evangelho. Conforme tentei esboçar na primeira parte deste estudo, entre tais mandamentos e ordenanças estava a inclusão do indivíduo numa família, formada pelo matrimônio (homem e mulher) e pela adoção (homem a homem). Esses dois tipos de selamento, em suma, deveriam ligar os santos em uma única família, a família de Deus, estabelecendo na mortalidade a única estrutura que existiria na eternidade. Continuar lendo

Um Diagrama do Reino de Deus

Um Diagrama do Reino de Deus

Orson Hyde

O diagrama acima mostra a ordem e a unidade do reino de Deus. O Pai eterno senta-se à cabeça, coroado Rei dos reis e Senhor dos senhores. Onde quer que as outras linhas se encontrem, senta-se um rei e sacerdote para Deus, possuindo governo, autoridade e domínio abaixo do Pai. Ele é um com o Pai, pois seu reino é somado ao de seu Pai e torna-se parte dele. Continuar lendo

Origem e destino da mulher

A posição da mulher na doutrina mórmon ganhou uma reflexão especial pela pena de John Taylor. Morando em Nova York para editar o jornal The Mormon, na década de 1850, John Taylor conheceu a jovem e bela Margaret Young (sem  parentesco com Brigham), então com vinte anos. Transformando em artigo do seu jornal parte do que havia escrito em cartas de amor a Margaret, Taylor publicou, em 1857, Origem e destino da mulher, traduzido abaixo. Em setembro de 1856, Margaret havia se tornado esposa plural de John Taylor, com quem ainda teria nove filhos. Continuar lendo