Arcanjos

William_W._PhelpsAprenderemos aos poucos que estávamos com Deus em outro mundo, antes da fundação do mundo, e tínhamos nosso arbítrio; que viemos ao mundo e temos nosso arbítrio, para que nos preparemos para um reino de glória; tornemo-nos arcanjos, mesmo filhos de Deus, onde o homem não é sem a mulher nem a mulher sem o homem, no Senhor. Uma consumação de glória e felicidade e perfeição para ser tão desejada que eu não perderia por dez mundos.

– William W. Phelps. Messenger and advocate 1:30, 09

O Sacerdócio, por Hugh Nibley

hughnibleyHugh Nibley (1910-2005)

O sacerdócio deixa de ser eficaz quando exercido “em qualquer grau de iniqüidade” (D&C 131:37), mas ele opera pelo espírito e o espírito não é enganado, mas é extremamente sensível ao menor sinal de fraude, fingimento, auto-justificação, ambição, crueldade, etc.. “Quando nos propomos… a exercer controle ou domínio ou coação sobre a alma dos filhos dos homens, em qualquer grau de iniqüidade, eis que os céus se afastam; o Espírito do Senhor se magoa e quando se magoa, amém para o sacerdócio ou autoridade desse homem” (D&C 121:37). Mas e o domínio justo do sacerdócio? Este pode ser facilmente reconhecido, pois opera apenas por “persuasão, com longanimidade, com brandura e mansidão e com amor não fingido; com bondade e conhecimento puro, que grandemente expandirão a alma, sem hipocrisia e sem dolo… com as entranhas cheias de caridade a todos os homens” (D&C 121:41-45). Mesmo nas eternidades o poder do sacerdócio flui “sem ser compelido… eternamente” (D&C 121:46).

Quem pode negar tal poder a outro? Nenhum homem. Quem pode conferi-lo a outro? Nenhum homem. Gostamos de pensar que a Igreja se divide entre aqueles que o tem e aqueles que não o tem; mas é a mais pura tolice achar que podemos dizer quem o tem e quem não o tem. Apenas Deus sabe quem é justo e até que ponto justo; no entanto, “os direitos do sacerdócio são inseparavelmente ligados com os poderes do céu” e estes “não podem ser controlados ou exercidos a não ser de acordo com os princípios de retidão” (D&C 121:35). O resultado é que se há alguém que realmente porta o sacerdócio, ninguém está em posição de dizer quem é – apenas pelo poder de comandar os espíritos e elementos tal dom é aparente. Mas no que se refere a comandar ou dirigir outras pessoas, cada homem deve decidir por si mesmo. Continuar lendo

Labão e os muitos “Labões”

O obscuro Labão está muito mais presente nas escrituras do que podemos imaginar. Também sua importância no relato nefita pode ser maior do que nos é transmitido pela leitura correlacionada das escrituras. Labão encarna características descritas em maior detalhe por outros profetas do passado, sobre as quais somos alertados. Continuar lendo

Missionários Robôs?

(…) se tendes OU NÃO o desejo de servir a Deus, sois chamados ao trabalho.

Muitos detectarão no verso acima uma edição sacana da escritura em Doutrina e Convênios 4:3. Quem quer que o compare com o original, perceberá uma mudança total de significado, onde a condição individual de querer ou desejar servir simplesmente perde seu sentido. No entanto, foi basicamente isso que ouvi em um discurso na sacramental, na semana passada.robotsAo falar sobre a importância de compartilhar o evangelho através da missão de tempo integral, o discursante disse “É por isso que aqueles que têm o desejo…”, quando então pausou e se corrigiu: “Não! Para os rapazes que têm ou não o desejo e para as moças que tiverem o desejo…”.

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