Mórmons e Dinheiro: A História Pouco Ortodoxa e Confusa das Finanças da Igreja

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias supostamente acumulou US $ 100 bilhões em ativos supostamente para fins de caridade desde 1997, sem nunca doar nenhum dinheiro – uma possível violação das leis fiscais federais.

Essa estimativa do tamanho de seu veículo de investimento, conhecido como Ensign Peak Advisors, tornou-se de conhecimento público quando David A Nielsen, um ex-funcionário e membro da igreja, fez uma denúncia pública.

Facsimile de Nota de $3 do Banco Mórmon Kirtland Safety Society (1837)

Junto com seu irmão gêmeo Lars, um ex-membro da igreja, Nielsen deu à Receita Federal [dos Estados Unidos] evidências que ele afirma provar que a igreja abusou dos fundos. Continuar lendo

Podcast Mórmon #3 – POLIGAMIA

A Associação Brasileira de Estudos Mórmons e o Vozes Mórmons dão seguimento ao projeto coletivo de podcasts para discussão de temas relacionados ao Mormonismo: o Podcast Mórmon.

Neste episódio Antônio Trevisan, Emanuel Santana e Marcello Jun discutem o passado e o futuro da pesquisa acadêmico-histórica de um dos aspectos históricos, sociais, e culturais mais marcante no Mormonismo: POLIGAMIA.

Podcast 03 versão 02

Em 1831, Joseph Smith teria recebido uma revelação ordenando homens casados a desposarem mulheres ameríndias poligamamente para gerar Lamanitas brancos. Entre 1833 e 1839, Smith relacionou-se com uma adolescente e uma mulher casada em segredo, mas a partir de 1841 começou a casar-se secretamente com múltiplas mulheres, iniciando oficialmente uma cultura polígama. Havendo iniciado os seus acólitos mais fiéis na prática, e elaborado toda uma teologia templária ao seu entorno, Smith construíra um legado que viria a definir o Mormonismo pelos próximos dois séculos.

Assista aqui o podcast na íntegra:

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Ordenanças do templo – parte 2

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Planta do templo de Kirtland

O que significavam “investidura” e “selamento” para os mórmons na década de 1830?

Em dezembro de 1830, Joseph Smith recebeu uma revelação que ordenava a migração para o estado americano de Ohio, onde, além da maior segurança, os santos seriam “investidos com poder do alto”. ¹ Na década de 1830, mórmons interpretavam a palavra “investidura” como um fenômeno espiritual a ser buscado, pelo qual indivíduos seriam dotados de poder ou dons espirituais, manifestos em profecias, visões ou dom de línguas. Os relatos do período de Kirtland são ricos na descrição de experiências dessa natureza. Os rituais realizados em Kirtland para a busca de tal “investidura” do Espírito eram mais simples do que os que seriam desenvolvidos em Nauvoo. As abluções e unções seguiam um padrão semelhante ao descrito no texto bíblico.² Continuar lendo

Jeová, o Pai

No meu post anterior, mostrei como, de acordo com algumas escrituras bíblicas, Cristo não pode ser considerado o Deus que interagiu com os antigos israelitas. O “Deus de Abraão, Isaque e Jacó” para os autores do Novo Testamento é o próprio Pai e não seu Filho. Nesta continuação do tema, busco novamente na relação do Novo Testamento com a bíblia hebraica a identidade de Jeová como o Pai; também utilizo uma importante escritura de Doutrina e Convênios para mostrar como Joseph Smith também usava o termo Jeová para se referir ao Pai. Continuar lendo