185a Conferência Geral Semi-Anual (Sessão de Sábado de Manhã): Impressões e Resumo

Minhas impressões pessoais sobre a 185a Conferência Geral Semi-Anual (Sessão da Manhã do Sábado)

Destaques

O coro do tabernáculo não cantou como pré-lúdio o conhecido “A Deus Senhor e Rei” porém, cantou “Jeová Sê Nosso Guia” que por diversas vezes é cantado como hino intermediário pela congregação.

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Essa Conferência, como em abril deste ano, não teve o tradicional discurso de abertura e boas-vindas do Presidente Monson. Nele são faladas sobre rededicamentos de Templos, dedicações e novos Templos além de comentários (sempre otimistas, óbvio) de como anda a situação da Igreja além de anúncios históricos como em outubro de 2012.

Curiosamente, em abril ele não deu a despedida e o último discursante foi o Russell M. Nelson sobre santificar o Dia do Senhor, que está servindo de inspiração nessa Sessão.

Melhor discurso:

Élder Ballard que falou sobre ensinamentos sobre Apóstolos e Profetas antigos e modernos. O ponto alto foi sua sinceridade ao admitir que eles cometem erros como qualquer ser humano e usou exemplos de relações afetivas, familiares e amizades. Falou abertamente sobre a Reunião Sacramental ser para o Salvador, da importância do Sacramento e do que realmente é um testemunho (visto a falta de dicionário e bom senso entre os membros).

Pior discurso:

Élder Francisco J. Viñas que falou sobre buscarmos a alegria que vem do Salvador, o que é excelente. O problema é que misturou muitos princípios com idas e vindas nos assuntos o que deu uma certa confusão sobre a organização das ideias.

Resumo dos discursos:

Élder Dietr F. Uchtdorf: Vivência do evangelho, buscas pessoais e conversão. Exemplos excelentes foram dados durante o discurso como costuma sempre fazer.

Élder Richard J. Maynes: Histórias do Livro de Mórmon e experiências de sua esposa para incentivar os membros a buscarem a paz do evangelho. Não conseguiu atingir o mesmo patamar dos anteriores Ballard e Uchtdorf.

Élder Larry R. Lawrence falou sobre viver o evangelho em si.

Irmã Neill F. Marriott: Discurso motivacional com sua experiência Cristã antes de ser membro da Igreja sobre a esperança e fé num futuro melhor.

Élder Quentin L. Cook: Dignidade  e retidão foram seus temas principais citando firmeza, moral e conduta. Uniu brilhantemente a felicidade terrena com felicidade celestial. Porém, cita o fato de muitos no mundo julgarem ser bom o que é mau, o que pode se especular tratar-se de uma defesa contra o Estado laico e a aceitação do casamento civil homossexual.

Temas mais falados:

Alegria do evangelho, autoajuda, felicidade eterna e até exortações a viver o Dia do Senhor foram os temas mais enfatizados nessa sessão da Conferência Geral.

33 comentários sobre “185a Conferência Geral Semi-Anual (Sessão de Sábado de Manhã): Impressões e Resumo

  1. Caros irmãos, não apenas Elohim confessou ter errado ao arrepender-se de ter criado o homem, como o chefe da Cristandade, Jesus Cristo, o acusou de tê-lo abandonado em meio à crucificação, incorrendo também em erro pois o sacrifício expiatório era necessário para a remissão dos pecados da humanidade. Errar, pois, não é apenas humano, como também divino, e podemos confirmar isso através da teologia mórmon, de progresso eterno: o homem é como Deus já foi, e o homem poderá ser como Deus é. Ora, ninguém que seja absolutamente perfeito pode progredir, resultando daí uma possível e interessante conclusão, a de que se a perfeição existe, ela é relativa ao grau de glória de que se desfruta. Portanto, Elohim seria perfeito para Jesus Cristo e para nós, mas não dentro de seu próprio estágio de evolução, onde continuaria a progredir e sobre o qual não ouso especular; Jesus Cristo seria perfeito para nós, mas não em sua própria esfera, onde também continuaria a progredir; e nós, ao nos esforçamos para sermos bons pais, perfeitos para a nossa prole. Se continuarmos o raciocínio poderemos dizer que haveria uma escala de perfeição entre outros seres vivos, começando com os unicelulares e chegando aos mamíferos. Por exemplo, por que será que sofremos tanto tanto com a morte de nosso cachorro, mas não damos a mínima para o holocausto diário de bilhões de bactérias quando fervemos uma panela com água no fogão de nossa casa? Tenho a impressão de que Elohim, ao ter nos dado a oportunidade de vir a este planeta, ganhar corpos e ser pais, está nos dando a oportunidade de progredir e ganhar um estágio de perfeição que nos será útil no futuro, quando precisaremos povoar outros mundos, fazendo, assim, com que a associação conjugal de um homem com apenas uma mulher não seja suficiente para a tarefa, daí resultando a necessidade da poligamia. Semelhantemente, quando for o momento de glorificar este planeta, tornando-o semelhante a Kolob, teremos que mexer no DNA de alguns animais superiores, conferindo a eles princípios de inteligência, bem como retirar de outros certas características nocivas e que serão inaplicáveis para o futuro, como transformar leões carnívoros em herbívoros, tornando possível que convivam com os carneiros. E então seremos como deuses! Digo essas coisas sem pretender influenciar ninguém, na forma de uma mera reflexão teológica crítica, com base em doutrina conhecida e cabível, acho, num blog como este. Mas, estou certo de que seriam pensamentos impossíveis de serem formulados em um ambiente tão burocrático como o que conhecemos em nossos ramos e alas, onde terá sido suficiente aplaudir o discurso de Melvin Russell Ballard, Jr., nesta Conferência Geral, em que ele admitiu errar.

  2. Ontem pela minha casa a vi a reunião do sacerdocio. Mesmo sendo mulher quis compreender um pouco mais sobre essa reunião.
    Me indignei com o primeiro discursante élder neil l. andersen, falando sobre a obediência cega, e claro deu exemplo de um Brasileiro que largou tudo pagou a missão e ainda ajudava seus irmão.
    É complicado pegar exemplos assim para falar a Jovens que sustentam suas casas e recebem menos que um salario minimo.
    Sei que fé e crença não se discutem, porém esse discurso foi muito manipulador e será usado por todos os lideres para fazer um jovem pagar sua missão sem contar sua condição social, largando Pais Irmãos que muitas vezes são sustentando por eles.

    • Priscila, isso é o que sempre me preocupou quando era da igreja, esses jovens não tem maturidade,são dependentes da família em todos os aspectos e a igreja só obriga (disfarçadamente), a tantos sacrifícios desnecessários, prometendo bençãos que nunca vem…………

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