Joseph Smith: De Onde Negros?

O Profeta Joseph Smith explicou a origem da raça negra.

Joseph Smith

Seu sobrinho, o Presidente Joseph F. Smith, explicou a doutrina ao Quórum dos Doze, no dia 29 de março de 1892, ao que o Apóstolo Abraham H. Cannon prontamente anotou em seu diário:

“Perguntei [a] Jos[eph] F. Smith por que foi que o filho de Cã[,] Canaã[,] fora amaldiçoado ao invés de Cã para expor a pessoa do seu [p]ai. Ele disse que o Profeta Joseph é citado como havendo dito que o pecado de Cã consistiu em tentar castrar seu pai, Noé, e matar seus irmãos, Sem e Jafé, para que ele pudesse se tornar o cabeça das nações da terra. Cã havia se casado com uma filha de Caim, e através dele a maldição foi propagada através do Dilúvio. A semente dessa união é os egípcios, que não são negros, mas após a maldição de Cã, seus descendentes foram inteiramente de negros. Daí a diferença entre as raças que agora habitam a África.” (Diário de Abraham H. Cannon, vol. 17: 1892)

Curiosamente, e tocando outro assunto não relacionado, Cannon anotou em seu diário, na mesma data, este comentário do Apóstolo John W. Taylor:

“John W. Taylor falou em relação ao Manifesto: ‘Eu não acho que essa coisa estava certa, embora eu votei para sustentá-la, e vou ajudar a mantê-la; mas entre os papéis de meu pai eu encontrei uma revelação dada a ele do Senhor, e que agora está em minha posse, no qual o Senhor lhe disse que o princípio do casamento plural nunca deveria ser abandonado. [O] Pres[idente John] Taylor desejava tê-lo suspendido, mas o Senhor não permitiria que isso seja feito. No final do pronunciamento de John W. nossa reunião foi suspensa até amanhã às 10 horas. Eu fechei com a oração.”

Leia o texto desse revelação anotada pelo Presidente da Igreja John Taylor, de próprio punho, aqui.

Leia o que Joseph F. Smith explicou sobre Caim.

Leia o que Brigham Young e John Taylor, ambos Presidentes da Igreja, ensinaram sobre Caim e a raça negra.

Leia o que Joseph Smith ensinou sobre escravidão de negros.

19 comentários sobre “Joseph Smith: De Onde Negros?

  1. Amo a igreja, a organização os irmãos, mas me dói a consciência estar numa igreja que pregou isso. Os TJ’s também falavam algo parecido com esses dos links, no início do século 20, parece um pensamento da época. Alguns evangélicos pensavam assim, mas dói os profetas pensarem assim. É como se eu trocasse a água da Sacramental por cachaça, me sinto enganando as pessoas. Quando vejo os meus amigos negros, temo que me pergunte sobre isso.

  2. Hoje a ciência sabe que o ser humano surgiu na África e que os primeiro seres humanos eram negros: Adão e Eva eram todos negros e os negros constituem o ser humano original criado por Deus. Portanto nada a ver essa visão preconceituosa que coloca a raça negra como resultado de uma maldição seja a de Caim ou a de Cã. No livro de mórmon também há a citação anti-científica e completamente absurda que os lamanistas que deram origem aos índiso ficaram com a pele escura porque se tornaram rebeldes diante de Deus. Diante da ciência essas afirmações são risíveis e completamente absurdas. Hoje temos a genética que explica a origem das raças e a razão das diferentes cores na especie humana.

  3. Parece inegável, em vista de declarações de seus presidentes e de doutrinas que durante a maior parte da história nortearam suas ações, que a Igreja Mórmon possui um passado de racismo, em que direitos concedidos a pessoas de pele branca não eram estendidos a pessoas de pele negra. E que, de maneira geral, o afastamento do padrão branco caucasiano, como é o caso também de biótipos indígenas, era considerado uma punição divina aos ancestrais dessas pessoas. O problema é que esse racismo não surgiu com a Igreja Mórmon, tendo tido origem com o próprio Elohim, ou seja, Deus. Sei que para nós, humanos, por condicionantes psicológicas e culturais, nosso criador é a tradução de tudo o que é bom e perfeito, enquanto o diabo espelha aquilo que é mau e errado. É um esquema de pensamento simplório, que nos livra de estudar e, sobretudo, de pensar. Mas, quando nos detemos sobre os textos escriturísticos, verificamos que Deus possui uma personalidade muito diferente do que esse esquema nos faz crer e que, ao contrário, é capaz de: a) cometer erros; b) odiar; c) ser injusto. Essas características, muito próprias a um homem comum, podem ser encontradas em passagens onde, respectivamente, constata-se que ele fez o seguinte: a) arrependeu-se de ter criado o homem, admitindo um erro, portanto; b) ordenou que os judeus envolvidos em idolatria fossem executados por Moisés, não lhes concedendo, assim, a possibilidade de arrependimento; c) puniu os descendentes de Caim pelo crime praticado por este, jogando sobre outros a culpa que deveria permanecer sobre apenas um. Deus, portanto, é capaz de praticar o mal, sim, ainda que visando um conceito de justiça que escapa ao nosso entendimento mas que deve fazer sentido em sua esfera de glória. E o racismo se incluiu nessa ordem de pensamento e de ações quando Elohim atribui aos descendentes de Caim a cor negra e aos descendentes de Lamã a cor vermelha, ou parda, amaldiçoando a ambos com atraso e miséria. Esses não foram os dois únicos exemplos em que o nosso Deus estabeleceu discriminação sobre a Terra: fez isso também ao ordenar que Abraão desse origem aos judeus (por meio de Isaque, filho gerado por sua mulher) e aos árabes (por meio de Ismael, filho gerado pela escrava de sua mulher), para preferir os primeiros. E há sinais evidentes de que é a genética, e não o cumprimento de seus mandamentos, que habilita os povos à riqueza e à prosperidade, conforme pode ser verificado em países ricos, como Estados Unidos, União Europeia e Japão, onde, entre muitos outros exemplos possíveis, a taxa de crescimento demográfico é mínima, em contraposição à América Latina, África e Ásia, onde essa taxa é muito maior, deixando-nos pensativos quanto a crescer e reproduzir. Como em nossa cultura humana contemporânea negar direitos a alguém com base na cor da pele é crime — sob a lei brasileira, um crime hediondo, inafiançável, portanto — resulta daí um enorme hiato principiológico e conceitual, em que podemos e até devemos ser racistas sob a lei de Deus, mas em que não podemos e de fato somos proibidos de sê-lo sob a lei humana. Concordo que é muito difícil aceitar Elohim como ele realmente é, sendo muito mais fácil “criá-lo” segundo as nossas próprias concepções ou, o que é mais frequente, filiar-nos ideologicamente aos ensinamentos de Jesus Cristo, onde a paz e a concórdia ganham relevo, esquecendo-nos que Elohim é seu pai. Acho, portanto, que de um ponto de vista fundamentalista, nossa religião aproxima-se do ideal de ser “perfeita” aos olhos de Deus quanto mais esposa os princípios estatuídos nas escrituras, fazendo o que ele quer. Mas acho, por outro lado, que de um ponto de vista puramente social, o mormonismo será tão mais aceito quanto mais se afastar desses princípios, flexibilizando-os à luz das exigências legais e da vontade humana. Talvez por isso, a Igreja Fundamentalista, que pratica não só a poligamia, como também o racismo, tenha se limitado a apenas algumas dezenas de milhares de membros, enquanto a Igreja Mórmon e a Comunidade de Cristo, que não seguem tais princípios, ultrapassam os 15 milhões, no primeiro caso, e vários milhões, no segundo. Para concluir, fica a pergunta: a qual dessas igrejas Deus deve preferir?

  4. Friederick Brum, parafraseando Nietzsche : ” Esse deus em que você crê já morreu faz tempo”. Infelizmente esqueceram de sepulta-lo e o seu cadáver putrido ainda exala mal cheiro. Como você pode crer em um deus que se arrepende, que manda matar , que comete injustiça , que institui racismo e que amaldiçoa pessoas dando a elas a cor negra e parda? Esse deus felizmente já morreu , pois era um deus criado a imagem e semelhança das mentes doentias e pervertidas que o conceberam. Conheço muitas pessoas que são melhores de caráter do que esse deus. De um deus como esse quero distância.

  5. Caro irmão Francisco, obrigado pelo contraponto. Compreendo a sua indignação e a considero perfeitamente justificável. Durante a maior parte da sua história o homem saudou a Deus como um ser perfeito, altruísta e inteiramente bom, evitando encontrar-se com a verdade, mesmo aquela claramente estampada nas escrituras, em que ele possuía características tão negativas. Às vezes nos indignamos com doutrinas religiosas, como as praticadas no passado pela Igreja Mórmon, da poligamia e do racismo, as quais são mais fáceis de combater, fingindo assim esquecer que a origem dessas doutrinas estava exatamente na vontade de Deus e de sua complexa, às vezes incompreensível razão. Pois acho que finalmente chegou o momento em que o pensamento humano se contrapõe ao divino, oferecendo ao futuro uma saudável subversão de alguns valores tão caros para ele mas tão incômodos para nós. Afinal, nossas leis sociais parecem muito mais justas, elevadas e sofisticadas que as do nosso criador, e isso nos coloca em uma posição interessante, como tutores de uma nova era. Se temos sido capazes de fazer revoluções que alteram as estruturas sobre as quais vivemos, desta feita a mudança que desejamos precisa ser reivindicada em um contexto absolutamente novo: junto ao pai de todos os contextos e, na verdade, de todos nós. Basta, portanto, de saudar a Deus como aquele que fez apenas os lírios do campo e os pássaros, pois ele também fez as plantas venenosas e as serpentes; os fétidos pântanos e os asquerosos insetos. É a origem de tudo, trazendo dentro de si — como todos nós, aliás — a semente do bem e do mal. Se já somos capazes de enviar foguetes a outros planetas, de modificar códigos genéticos e de produzir mais alimentos do que podemos consumir, sentamo-nos no trono dele quando buscamos um mundo melhor do que aquele que ele próprio nos legou. Sinto que essa alteridade (ou, se quiser, essa dialética!) é exatamente o que ele deseja, para que também nos tornemos deuses e possamos receber, como ele um dia recebeu, mundos para administrar. Portanto, caro irmão, associo-me à sua indignação mas tomo a liberdade de recordar que, da mesma forma como Nietzsche morreu louco, precisamos evitar o caminho de negar a Deus. Pessoalmente, acho que a revolução que queremos jamais poderá ser realizada sem o patrocínio de Elohim — até porque, sem ele a alternativa seria aceitar Lúcifer, o que não parece ser prático e nem desejável na perspectiva de nossos objetivos. O caminho para a exaltação, assim, parece estar longe de aceitar certas regras que nos foram impostas pela religião, mas, ao mesmo tempo, também parece exigir proximidade com aquele que cunhou aquelas mesmas regras. Ninguém disse que seria fácil…

    • Friederick Brum o senhor está precisando ler a Bíblia. O deus mórmon é um deus caprichoso, vingativo que mais parece um ser humano: um deus que vende salvação por obras, méritos e por que fizemos isto e mais isto e deixamos de fazer aquilo e mais aquilo. O Deus Triuno Bíblico é um Deus de AMOR: um deus que nos ama e para nos salvar já fez tudo o que era necessário. Ele nos ama tanto que deu seu filho por nós inteiramente de graça, não porque somos bons, nem pelo bem que fizemos, nem porque guardamos seus mandamentos e fomos obedientes e muito menos por que participamos de rituais, cerimônias , pela cor da nossa pele e porque somos brancos, bem sucedisos econômicamente, somos geneticamente superiores e outras imbecilidades valorizadas pelo mundo. O Deus de Amor fez isso porque nos AMA e seu AMOR é INCONDICIONAL. Ele nos salva não por nossos méritos e boas obras nem por obediência, mas inteiramente e unciamente pela sua GRAçA obtida mediante a FÉ em Cristo e em seu sacrifício redentor. A salvação é um presente de Deus e não algo a ser merecido e conquistado ou comprado.

  6. Caro irmão Peterson, obrigado, também, pelo seu comentário, que vem enriquecer nosso debate e que reflete o seu conjunto de crenças, pelo que posso perceber, católicas. Obviamente, você tem o direito de acreditar no que deseja, mas, enquanto interessado em Teologia como disciplina acadêmica, reservo-me o direito de somente contestar comentários de mórmons e que estejam, ainda que razoavelmente, fundamentados nas escrituras.

    • Friederick Brum, é incrível a sua lógica! Parabéns! A diferença gera violência. E é o preço que se paga por sair da “caverna…”

      • É o preço que se paga por estar na caverna e preferir as trevas a luz do verdadeiro Evangelho de Cristo: “Pela Graça sois salvos mediante a Fé , e isso não vem de vós: é dom de Deus; não de obras nem de méritos para que ninguém se glorie”.

  7. Prezada irmã (o) (ou irmão) Mag. C., teria todo o prazer em lhe responder mas, infelizmente, não entendi o seu contraponto. Poderia refazê-lo mais objetivamente?

  8. Ha quem diga que “religião não se discute” a crença mexe com o irreal, o desconhecido, tem haver com a filosofia, seu ambiente, cultura, e tantos outros aspectos. Acima de tudo funciona por meio da fé que é a certeza daquilo que não vemos, mas cremos ser verdadeiro”. Logo, a fé não é um conhecimento perfeito. Pela fé tudo pode, você crer piamente que a sua religião é verdadeira, e todas as outras são falsas, que absurdo como pode alguém crer nisto? você indaga. Mas não percebe que para o outro a mesma questão surge em relação a você e sua crença maluca. Resumindo de uma forma ou de outra não há diferenças, todas são iguais.

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