N. Eldon Tanner: A Lei de Deus Discrimina Contra Negros

O Presidente Nathan Eldon Tanner admitiu em uma entrevista de 1967 que a “lei de Deus” era discriminar contra os negros.

Nathan Eldon Tanner, Conselheiro na Primeira Presidência (1963-1982) sob os Presidentes David O McKay, Joseph Fielding Smith, Harold B Lee, e Spencer W Kimball

Tanner, que serviu na Primeira Presidência entre 1963 e 1982 como Conselheiro dos Profetas David O McKay, Joseph Fielding Smith, Harold B Lee, e Spencer W Kimball, admitiu em entrevista para a revista Seattle Magazine em dezembro de 1967 que a crença prevalente sobre a segregação racial imposta pela Igreja era uma lei divina.
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Gary Stevenson: Negros Possuem Gene Extra para Espiritualidade

O Apóstolo Gary Stevenson recentemente afirmou em discurso de devocional no Distrito Dar Es Salaam Tanzania, na cidade de Dar Es Salaam, Tanzania, que negros teriam geneticamente mais espirituais que outras raças.

Apóstolo Gary Evan Stevenson do Quórum dos Doze Apóstolos d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias desde outubro de 2015 (Foto: LDS.org)

Ou que tanzanianos seriam geneticamente mais espirituais que outros povos? Não ficou absolutamente claro. Veja por si, mesmo: Continuar lendo

Ezra Taft Benson: Quem Era Martin Luther King

Comemora-se, hoje, o Dia de Martin Luther King, Jr.

King foi um dos norte-americanos mais proeminentes no século 20, figurando entre os principais líderes do Movimento pelos Direitos Civis de Negros. Vencedor do Prêmio Nobel da Paz em 1964, King foi o idealizador e principal proponente do conceito de protestar injustiças através da desobediência civil não-violenta, e uma das maiores figuras públicas a defender a proposição que o combate à pobreza seja um tema religioso cristão predominante.

King foi assassinado em 1968, aos 39 anos, e subsequentemente seu nome ficou eternizado como síntese dos princípios que esposava de justiça social e igualdade racial, além de um cristianismo compassivo. Tão importante é seu legado que uma data comemorativa tornou-se feriado federal nos EUA por lei assinada em 1983 pelo Presidente Ronald Reagan e é celebrada na terceira segunda-feira de janeiro, próximo à sua data de nascimento em 15 de janeiro.

O Presidente Hugh B Brown, da Primeira Presidência era um fã de King, sua filosofia, e o que ele representava. Contudo, o primeiro Apóstolo SUD a discorrer sobre King e sua filosofia de pacifismo ativista em plena Conferência Geral não foi Brown, mas sim Ezra Taft Benson.

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Depoimento de um Mórmon à Eleição do Bolsonaro

Carta de um leitor, que desejou manter-se anônimo, sobre sua experiência mórmon do momento da eleição de Jair Bolsonaro à presidência da República do Brasil.

Hoje fui fazer o meu dever como irmão ministrador e fui visitar um irmão adoentado para lhe ministrar uma bênção de saúde.

Hoje também foi o dia do segundo turno das eleições presidenciais de 2018. Continuar lendo

40 Anos do Fim da Segregação Racial Mórmon

Celebramos hoje 40 anos desde o fim oficial do racismo institucional n’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

Spencer Woolley Kimball, 12o Presidente d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (30 Dezembro 1973 – 5 Novembro 1985), Presidente do Quórum dos Doze Apóstolos (1972-1973), Apóstolo (1943-1973)

Nessa data, há 40 anos, o Profeta Presidente da Igreja SUD Spencer Woolley Kimball anunciou publicamente que a Igreja não mais discriminaria contra negros e encerraria a política de proibir a ordenação de homens afrodescendentes ao sacerdócio, a sua inclusão em cargos de liderança, e a inclusão de homens, mulheres, e crianças negras nos cultos em seus templos sagrados.

Capa do jornal universitário The Universe da Universidade de Brigham Young (Provo, Utah) em edição extra no dia 9 de junho de 1978 anuncia acima de uma foto do Profeta-Presidente Spencer W Kimball: PRETOS RECEBEM SACERDÓCIO – Deus revela nova política a Profeta SUD

Introduzindo Segregação Racial (1852)

Se a data do fim oficial da segregação racial SUD, popularmente conhecida como “proibição ao sacerdócio”, está claramente marcada nos anais da história como 9 de junho de 1978, o seu início é um pouco mais convoluto. A data mais aceita entre historiadores é 23 de janeiro de 1852, quando Brigham Young anunciou à Continuar lendo

Thomas Monson: Fugindo de Minorias Raciais

Em sua autobiografia, o 16° Presidente d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias Thomas Spencer Monson admitiu ter mudado de endereço apenas para não ter que morar na mesma ala com vizinhos que pertenciam a outras raças ou etnias, particularmente negros.

Thomas S. Monson serviu como 16º Presidente (2008-2018) e Apóstolo (1963-2008) da Igreja SUD

Em 1985, Monson publicou essa memória: Continuar lendo

Heber C. Kimball: Como Conseguir Um Casamento Celestial

O Presidente Heber C. Kimball, primeiro conselheiro na Primeira Presidência, fez os seguintes comentários para missionários em perspectiva se preparando para sair ao campo missionário sobre como se deveriam comportar para “conseguir um casamento celestial“:

Heber C. Kimball, Primeiro Conselheiro na Primeira Presidência (1847-1868)

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Igreja Mórmon Condena Racismo, Não Condena Nazistas

Respondendo ao recente atentado terrorista deste sábado (12), quando um neonazista intencionalmente atropelou 19 manifestantes pacíficos, matando uma jovem de 32 anos, protestando contra a marcha de neonazistas na pequena cidade universitária de Charlottesville, Virgínia, A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias emitiu nota oficial condenando “racismo” e “intolerância”.

Neonazistas e Nacionalistas Brancos marcham pela cidade de Charlottesville, Virgina

Não obstante, para o regozijo de muitos simpatizantes deste movimento fascista norteamericano moderno, entre eles próprios membros da Igreja, ela restringiu-se a comentários genéricos e brandos, evitando direta condenação de neonazistas ou os chamados “nacionalistas brancos”. Continuar lendo

Por Que é Hora da Igreja Mórmon Revisitar Seu Passado Diverso

Numa época em que a frequência tradicional a igrejas diminuiu e a filiação religiosa de mais rápido crescimento na América são os “não” — aqueles que não reivindicam afiliação com uma fé organizada —, A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias continuou a se expandir.

Missionários FIJI

Missionários SUD em Fiji (Foto cortesia d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

Esse crescimento na Igreja SUD, comumente chamada de Mórmon, é em grande parte resultado do número crescente de congregações predominantemente brancas, bem como de um grande número de novos conversos latinos. Em outros lugares, as taxas de conversão mórmon diminuíram visivelmente.

Da minha perspectiva como estudioso da história religiosa e política americana, essas duas correntes para o crescimento significam uma tensão crucial no coração da experiência mórmon: a comunidade mórmon está lutando para manter sua identidade cultural, ao mesmo tempo que abraça múltiplas origens raciais, étnicas e nacionais. Continuar lendo

Racismo na BYU é Tema de Exposição de Arte

Doze retratos de alunos da Brigham Young University (BYU) estão em exposição em seu Centro de Belas Artes Franklin S. Harris. As fotos são acompanhadas de breves relatos sobre suas experiências com racismo e discriminação em Utah e dentro da própria Universidade Mórmon.

byu

Exposição na BYU, em Provo, Utah, traz relatos pessoais sobre racismo. Foto: Michael Hicks.

Esses relatos mostram a dificuldade existente na cultura mórmon em lidar com imigrantes e mesmo norte-americanos de diferentes origens étnicas. Leia alguns dos relatos. Continuar lendo

Racismo no Livro de Mórmon

O Livro de Mórmon é uma obra de escrituras sagrada para mórmons.

Infelizmente, é uma obra profundamente racista.

Obra de arte representando as lendárias "placas de ouro" que Joseph Smith teria encontrado e de onde teria traduzido o Livro de Mórmon (Museum of Church History and Art, Salt Lake City)

Obra de arte representando as lendárias “placas de ouro” que Joseph Smith teria encontrado e de onde teria traduzido o Livro de Mórmon (Museum of Church History and Art, Salt Lake City)

Tanto para a narrativa, como para a teologia, do Livro de Mórmon uma cor de pele escura é um claro sinal de maldição e reprovação divina. Além disso, há severas admoestações para a manutenção de pureza racial. Esses ensinamentos racistas do Livro de Mórmon são tão enraizados que levou gerações de profetas mórmons a pregarem tais ensinamentos do púlpito. [Ver aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, e aqui]

Essas são as passagens relevantes que permeiam o texto canônico mórmon (ênfases nossas): Continuar lendo

Spencer Kimball: O Dia dos Lamanitas (Ficarem Brancos)

O Profeta Spencer W. Kimball, então no Quórum dos Doze Apóstolos, elaborou um elogio aos índios nativo-americanos com comentários profundamente racistas  durante a Conferência Geral de abril de 1960.

Spencer Kimball Lamanitas Mórmons

Spencer W. Kimball confraternizando com membros da tribo Navajo Imagem: lds.org

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Igreja SUD Remove Hino Racista

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias removeu um hino de seu programa curricular da Organização das Moças para o ano de 2017 devido a queixas sobre conotações racistas.

Autora mórmon Janan Graham-Russell

Autora mórmon Janan Graham-Russell

O hino em questão é intitulado “Brancos”, em clara alusão à passagem da Continuar lendo

Spencer Kimball: Índios Preguiçosos e Supersticiosos

O Profeta Spencer W. Kimball, então no Quórum dos Doze Apóstolos, repudiou comentários racistas de membros da Igreja SUD contra índios nativo-americanos, durante a Conferência Geral de abril de 1954.

Spencer Kimball Lamanitas Mórmons

Spencer W. Kimball confraternizando com membros da tribo Navajo Imagem: lds.org

Ironicamente, ao defender os ameríndios do racismo e intolerância de alguns membros SUD (que ele chama de “Srs. Anônimos” em seu discurso), Kimball refere-se a eles de maneira similarmente preconceituosa e pejorativa, em perfeita ilustração de imperialismo cultural e a filosofia do “fardo do homem branco“. Incorporando essa filosofia particularmente popular no final do século 19 e início do século 20, Kimball descreve os povos ameríndios como atrasados, preguiçosos, incompetentes, e culpados pelas conquistas, genocídios, e opressões infligidas neles pelos invasores europeus (ênfases nossas):

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