Batismo para cura

Durante o século XIX e início do XX, era comum entre santos dos últimos dias a prática do rebatismo, ou seja, eventuais batismos depois da admissão à Igreja. Havia motivos diferentes para a pessoa ser batizada mais de uma vez: para a remissão de pecados ou renovação de convênios, antes do ingresso na ordem unida, antes da investidura ou casamento, antes de sair em missão.

Dentre esses motivos também estava a busca de cura. Assim como os batismos em geral, os batismos para cura eram realizados em rios. No templo de Nauvoo, rebatismos para cura também foram realizados na sua pia batismal. Continuar lendo

Mulheres e o sacerdócio

Não deixo de me sentir um pouco constrangido ao parabenizar as mulheres no dia 08 de março, Dia Internacional da Mulher. Isso porque originalmente é uma data que tem mais a ver com denúncia e reivindicação do que com uma celebração em que se pode enviar flores. É mais ou menos como dar parabéns aos negros pelo Dia da Consciência Negra, ou aos indígenas pelo Dia do Índio. Soa um pouco irônico.

De qualquer forma, eu expresso a minha gratidão pelas mulheres que estão à minha volta e que tornam a minha vida bem mais rica e interessante,  numa sociedade que ainda abusa delas de tantas formas diferentes -física, emocional, espiritual. Será que participamos e perpetuamos algumas formas de abuso? Continuar lendo

Racismo na BYU?

Alguém acredita que, em pleno século 21, e mais de 3 décadas após o fim da segregação racial na Igreja SUD, racismo ainda seja um problema na universidade oficial da Igreja Mórmon?

Os comentários de um Professor de Religião na Universidade de Brigham Young (BYU), em Provo, Utah, publicados ontem no The Washington Postcausaram desconforto — e furor — por seu conteúdo racista. Continuar lendo

Teodemocracia

Observar os pré-candidatos mórmons à presidência dos EUA e as implicações políticas do que tem sido considerado o “momento mórmon” naquele país nos faz também comparar a evolução do pensamento político mórmon ao longo de nossa história. Uso “evolução” para falar de uma mudança que não necessariamente significa um aprimoramento em si, ainda que sugira uma maior e melhor adaptação ao meio.

O mormonismo do século XIX não foi apenas uma nova religião no sentido em que comumente entendemos hoje o termo, mas um movimento que incluía princípios sociais, econômicos e políticos. Como observado por Harold Bloom, a grande realização de Joseph Smith foi transformar uma igreja em um povo. E esse povo precisava governar a si mesmo. Continuar lendo

Pioneiros

Em 24 de julho de 1847, Brigham Young e o primeiro grupo mórmon entravam no vale de Salt Lake. O lugar que havia sido vislumbrado por Joseph Smith para fundar uma nova nação havia sido finalmente encontrado. Os santos estavam fugindo dos EUA e tentando estabelecer seu próprio país. Continuar lendo