A Gaivota: Primeiro Periódico Mórmon no Brasil

gaivota 01Em janeiro de 1948, surgia A Gaivota, revista oficial da Missão Brasileira da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Harold M. Rex, que teria pela frente apenas mais um ano como presidente da missão mórmon, escrevia sobre os propósitos do novo “magazine”:

As Autoridades Gerais da Igreja frequentemente apresentam nos Estados Unidos mensagens em forma de sermões ou artigos escritos, dando assim oportunidades a todos os membros da Igreja de os ouvirem ou lerem. Assim pretendemos trazer-lhes na GAIVOTA estas mensagens inspiradoras. (…) É de máxima importância a todos os membros e investigadores a leitura e estudo mensal deste pequeno magazine.

gaivota expedienteApesar da ênfase dada por Rex nas mensagens das autoridades gerais, traduzidas das publicações norte-americanas Improvement Era, The Children’s Friend, Relief Society’s Magazine e Deseret News, A Gaivota oferecia espaço para o conteúdo nacional, trazia um expediente com nomes brasileiros e dava créditos aos tradutores. Continuar lendo

Ceará Elege Mórmon Para Câmara Federal

Charge: Florêncio Batista.

Charge: Florêncio Batista.

Pela quarta vez, Moroni Torgan é eleito deputado federal. O candidato do DEM foi o mais votado no estado.

Ele tem um histórico mórmon perfeito.  Nasceu na condição de membro da igreja, e sua família se encontra entre os mais antigos conversos mórmons do Brasil. Até a origem do seu nome está ligada à tradição religiosa SUD. Foi missionário de tempo integral, casou-se no templo, enquanto ainda era estudante. Ganhou fama com uma arma ao alcance da mão e uma voz imperativa, prendendo bandidos e apreendendo drogas. Foi bispo, presidente de estaca, presidente de missão e setenta.

Aprovado em um concurso para delegado, chegou ao Ceará em 1983. Seu destaque na Polícia Federal chamou a atenção do então governador do estado, Tasso Jereissati, que o convidou para a pasta de segurança pública. Esta era uma área muito sensível para um governo cuja proposta era o fim do coronelismo do estado. Continuar lendo

Artimanhas sacerdotais e as eleições

Pode uma estaca da Igreja sud apoiar um candidato a cargo eletivo? Pode seu presidente declarar tal apoio? Foi isso o que fez Francisco de Assis dos Reis, presidente da Estaca Castelão, em Fortaleza. No último dia 07 de agosto, o presidente de estaca escreveu no Facebook:

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Não há nada de errado que um líder eclesiástico mórmon declare apoio a um candidato ou participe da sua campanha. O que é problemático é um presidente de estaca afirmar que sua estaca esteja apoiando um candidato, partido ou coligação política.  Continuar lendo

Três Mórmons Eleitos: Resultados dos candidatos SUDs nas eleições municipais de 2012

Romanna Remor

Romanna Remor

Dos 55 membros SUDs identificados como candidatos nas eleições municipais este ano, somente três foram eleitos. Mas outros seis estavam pertos de serem eleitos, e portanto devemos lembrar deles nas eleições futuras. E em total 39 membros foram designados vereadores suplentes nos seus municípios.

Talvez o mais notável dos três candidatos é Romanna Remor, eleita como prefeita da cidade de Criciúma, Santa Catarina. Ela foi eleita como parte do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) com mais de 80% do voto, 10 vezes o voto do candidato em segundo lugar. Criciúma é uma cidade de quase 200.000 pessoas uns 200 km ao sul de Florianópolis. Remor já foi deputada na Câmera dos Deputados nacional.

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Moroni Torgan e a Igreja em Fortaleza

zuMoroniO Mormonismo no nordeste brasileiro teve início mais de 30 anos após a chegada dos primeiros missionários ao nosso país. Os pioneiros desta parte do Brasil foram Milton e Irene Soares, que se batizaram no Recife, em 1960. Seis anos depois, seria a vez de minha cidade ter seus primeiros conversos, com o batismo da família Cintra[1].

No início o crescimento foi lento, e a política de segregação racial não ajudava muito em uma região onde considerável parte dos moradores seria impedida de exercer plenamente a condição de membro.

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Neutralidade política ameaçada

“É proposto que apoiemos como novo prefeito…”

A Igreja sud afirma ter uma neutralidade política, não endossando partidos ou candidaturas. Por isso, um membro da igreja que se candidate a cargo eletivo não é apoiado oficialmente como um representante da igreja. Mas será que os membros não veem tais pessoas como representantes quando tais são líderes proeminentes?

Recentemente desobrigado como presidente de missão em Portugal, o ex-deputado federal Morôni Torgan está de volta à política eleitoral brasileira, concorrendo à prefeitura de Fortaleza pelo DEM. Mas Torgan é também um líder eclesiástico: na última Conferência Geral, ele foi um dos novos setentas de área chamados. Continuar lendo