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O que poucos percebem é que a “revelação” cessou com Joseph Smith. Depois dele só ocorreram “declarações oficiais”.
Estava comentando com um amigo meu esses dias que Joseph Smith registrou as vezes em que ele teria visto Jesus Cristo pessoalmente. Essas aparições estão todas disponíveis em Doutrina & Convênios. No entanto, seus sucessores de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias não registram tais aparições, isso se de fato acontecem.
Deixo claro que considero a revelação algo diferente de ver o Senhor. Quando fui missionário, ensinava às pessoas que o Profeta era capaz de ver e conversar pessoalmente com Jesus Cristo. Hoje eu tenho minhas dúvidas. Mas se eles recebem revelação da mesma forma que uma pessoa comum recebe um testemunho sobre o Livro de Mórmon, aí já outro assunto.
Em 13 de abril de 1997, o jornal San Francisco Chronicle publicou um entrevista [1] feita com o Presidente Gordon B. Hinckley realizada pelo jornalista Don Lattin. Durante essa entrevista Lattin perguntou ao Presidente Hinckley como que se compreende atualmente o processo de recebimento de revelação. Vejamos:
Lattin: E essa crença na revelação contemporânea e profecia? Como o profeta, diga-nos como isso funciona. Como você recebe revelação divina? Qual é a sensação?
Hinckley: Deixe-me dizer em primeiro lugar que temos um grande corpo de revelação, a grande maioria das quais vieram do profeta Joseph Smith. Nós não precisamos de muita revelação. Precisamos prestar mais atenção às revelações que já recebemos.
Agora, se surgir um problema que não tenhamos uma resposta, oramos sobre isso, podemos jejuar sobre isso, e ela vem. Tranquilamente. Normalmente, não há voz de qualquer tipo, mas apenas uma percepção na mente. Eu comparo a experiência de Elias. Quando ele procurou o Senhor, houve um grande vento, e o Senhor não estava no vento. E houve um terremoto, mas o Senhor não estava no terremoto. E um fogo, mas o Senhor não estava no fogo. Mas em uma mansa e delicada voz. Agora esta é a forma como isto funciona.
[1] Disponível aqui.
A explicação de Hinckley deixa claro que há grande espaço para subjetividade.
Exato, Quintino. E, na minha opinião, isso se tornará um problema em um futuro próximo.