Sacerdócio para Condenar?

Para que serve o Sacerdócio na teologia e na cultura mórmon?

Para servir e abençoar a vida dos outros?

Bênção por imposição de mãos. Mulheres Mórmons. História mórmon.

Mulheres reconstituem bênção por imposição de mãos para a benção e cura dos enfermos, como realizada por pioneiras mórmons (Imagem: ordainwomen.org)

Ou para condená-los e manipulá-los a fazer o que se quer deles?

Vejamos esse exemplo interessante e recente.

Nós recebemos a seguinte mensagem que ilustra como esse membro da Igreja enxerga como o Sacerdócio deve ser utilizado:

sacerdocio-dominio

“Bom pessoal dos Vozes Mórmons! Como vai? É sou membro e acredito que vcs conhecem muito bem o livro de Mórmon. Então… como portador do Sacerdócio de Deus, ORDENO QUE PAREM! Não estou brinacando. Se quiserem um sinal posso lhe dizer com td a certeza de meu coração… Sofreram dores como nunca sentiram! A destruição chegará mais rapidamente do que imaginam. Mais uma vez ORDENO pelo Santo Sacerdócio de Deus que parem de divulgar essas blasfemias! Caso não se arrependam ainda hj os julgamentos de Deus virá e testificarão que sua Igreja está novamente na terra. E o que disse está dito e não me desculpo e certamente acontecerá!”

Para esse Santo dos Últimos Dias, o Sacerdócio serve para amaldiçoar outras pessoas que pensam, ou que leem e estudam, diferentemente dele, e como ferramenta de manipulação para tentar a coagir outras pessoas a pensar como ele, ou parar de ler e estudar.

Essa é uma visão comum do Sacerdócio entre membros da Igreja no Brasil? Vocês vêem essa postura rotineiramente na Igreja ou é rara e específica a esse membro?

E, finalmente, essa postura acima é compatível com as instruções nessa revelação ditada por Joseph Smith?

“Que os direitos do sacerdócio são inseparavelmente ligados com os poderes do céu e que os poderes do céu não podem ser controlados nem exercidos a não ser de acordo com os princípios da retidão. Que eles nos podem ser conferidos, é verdade; mas quando nos propomos a encobrir nossos pecados ou satisfazer nosso orgulho, nossa vã ambição ou exercer controle ou domínio ou coação sobre a alma dos filhos dos homens, em qualquer grau de iniquidade, eis que os céus se afastam; o Espírito do Senhor se magoa e, quando se afasta, amém para o sacerdócio ou a autoridade desse homem

Eis que, antes de o perceber, é abandonado a si mesmo, para recalcitrar contra os aguilhões, perseguir os santos e lutar contra Deus. Aprendemos, por tristes experiências, que é a natureza e índole de quase todos os homens, tão logo suponham ter adquirido um pouco de autoridade, começar a exercer imediatamente domínio injusto. Portanto, muitos são chamados, mas poucos são escolhidos.

Nenhum poder ou influência pode ou deve ser mantido em virtude do sacerdócio, a não ser com persuasão, com longanimidade, com brandura e mansidão e com amor não fingido; Com bondade e conhecimento puro, que grandemente expandirão a alma, sem hipocrisia e sem dolo — Reprovando prontamente com firmeza, quando movido pelo Espírito Santo; e depois, mostrando então um amor maior por aquele que repreendeste, para que ele não te julgue seu inimigo; Para que ele saiba que tua fidelidade é mais forte que os laços da morte.

Que tuas entranhas também sejam cheias de caridade para com todos os homens e para com a família da fé; e que a virtude adorne teus pensamentos incessantemente; então tua confiança se fortalecerá na presença de Deus; e a doutrina do sacerdócio destilar-se-á sobre tua alma como o orvalho do céu. O Espírito Santo será teu companheiro constante, e teu cetro, um cetro imutável de retidão e verdade; e teu domínio será um domínio eterno e, sem ser compelido, fluirá para ti eternamente.” (Doutrina e Convênios 121:36-46 ênfases nossas)

5 comentários sobre “Sacerdócio para Condenar?

  1. De modo geral os membros da Igreja SUD, pouco se importam com o sacerdócio, suas doutrinas e os aspectos teológicos, conhecem muito pouco. Quase não fazem uso das mesmas em casa e se contentam em dizer que são “portadores do sacerdócio” na igreja, nas reuniões tediosas do quorum, sumo sacerdócio ou correlação na estaca. O caso triste e degradante de nosso irmão terrorist…ops, quero dizer “extremista” (rsrs) acima por incrível que pareça é uma exceção calamitosa( a maioria não tem base teológica para se valer da autoridade para amaldiçoar alguém) e perigosa de alguém que crer em um deus tirânico, obcecado e xenofóbico. De fato, o nosso amigo acima cria um deus e sacerdócio a sua imagem e semelhança…

  2. Bem, quando eu tava na missão um ex-missionário me disse que quando ele servia um pesquisador cuspiu nele e ele levantou a mão para amaldiçoar aquele homem mas, foi evitado pelo companheiro dele, ele me disse que os homens podem amaldiçoar até a terceira geração de qualquer um apenas levantando a mão e dizendo algumas palavras, não sei se é verdade ou folclore SUD.

  3. Aqui no nordeste tem um ditado: praga urubu sempre cai no mesmo c. É a lei do retorno.
    Pela lei do retorno, o mal ou o bem voltam sempre, muitas vezes, com cargas revigoradas.
    O mesmo se dá com as palavras; elas são emitidas pelo pensamento, ativas e imantadas de energia, atingem o alvo com maior ou menor intensidade, conforme o calor com que foram proferidas ou projetadas, e as suas vibrações voltam ao ponto de origem, carregadas de novas energias, não raro, com o seu potencial de força aumentado.

  4. Hoje me sinto mais amadurecido nesse aspecto, confesso que na missão tirei o pó dos sapatos para amaldiçoar uma igrejinha que queimava LIVRO DE MÓRMONS na fogueira, discuti feio com o líder dessa igreja.Mas isso acontece em todas religiões como se diz na famosa frase, mexeu com minha mãe, mexeu comigo! O mesmo sentimento serve para as instituições, partidos, nações e etc…o sentimento de defesa e lealdade a uma organização é algo inerente e faz parte da alma humana, no caso da religião algumas pessoas não distinguem a organização de DEUS, isso pode fazer uma grande diferença! Penso que minha maturidade começou quando percebi que a “organização” ou “religião ao qual pertenço” Sou eu ! Também se existe algo errado com ela, é minha culpa! Dentro de minha esfera sou responsável pela imagem dela e pelas falhas também! Quando criticam minha religião, tenho o dever de assumir parte da culpa ou refletir a crítica.Os membros devem entender que não existe um MUNDO MARAVILHOSO E PERFEITO EM SALTLAKE e que nessa religião todos somos em parte (dentro de nossa mordomia) donos dela junto com Pai Celestial e Jesus Cristo.A maturidade começa no processamento adequado dessas críticas.O que há de verdade nelas? Que devo pensar? Se for uma verdade inconveniente? O que posso fazer de melhor para reverter estas críticas? Qual seria uma argumentação humilde,sensata e inteligente que poderia trazer paz aos críticos.Sei que que podemos ser uma luz para o mundo no meio de uma tempestade tenebrosa de críticas ou da mais espessa nuvem das perseguições.Não percamos a inteligencia que é advinda de Deus.Nem a caridade que nos brindará com o agrado do Espirito Santo.Fiquei pensando numa história que me contaram uma vez de um irmão que entrou furioso no templo esbravejando QUERO FALAR COM O DONO DO TEMPLO!.O presidente levou ele numa sala e falou, veja irmão aqui esta bem tranquilo pode conversar a vontade com o Senhor.Tomar as críticas da religião demasiado pro lado pessoal o irmão pode deixar de receber alguma revelação para melhorar a religião e/ou a organização ao qual pertence, creio que o Pai Celestial se agrada do membro que quando ouve os comentários negativos , reflete …Como eu poderia ter feito melhor? Como minha igreja poderia se tornar um lugar melhor? Quanto aos comentários odiosos com o propósito somente de destruir, eu aprendi a rebater com o seguinte argumento.Que ótimo irmão, vc me parece oferecer um caminho melhor e mais perfeito, podemos conversar sobre isso? Minha formação é relações públicas, por isso minha visão é diferente e realizada com mais reflexão nesse tema.Se deixarmos de ampliar a mente para cultivar nossa fé junto com toda a luz e conhecimento espalhada pela face da terra corremos o risco de sermos brutos e agirmos como num FAROESTE CABOCLO.

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