Conferência Geral Abre Expondo Medos da Liderança

A Conferência Geral semi-anual d’A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias abriu anteontem com a sessão para mulheres e Bonnie L. Oscarson, presidente geral da Organização das Moças, explicitamente expressou os medos da liderança geral da Igreja.

Bonnie Oscarson, Presidente Geral da Organização das Moças

Bonnie L. Oscarson, Presidente Geral da Organização das Moças

Oscarson demonstra a grande preocupação da liderança eclesiástica ao discorrer sobre a importância de se “vacinar [as] crianças contra as muitas influências negativas às quais estão sendo expostas online e na escola”.

Quais seriam essas “influências negativas”? Desonestidade? Corrupção? Consumerismo desenfreado? Ganância? Ódio? Inveja? Egoísmo? Ignorância? Promiscuidade sexual? Preconceito? Racismo? Desprezo por pobres?

Nada disso.

As grandes “influências negativas” sobre as crianças e os jovens da Igreja que tanto preocupam sua liderança eclesiástica seriam as vozes que pregam igualdade para mulheres e homossexuais. 

Assista o discurso de Oscarson em sua íntegra aqui. Eis alguns dos trechos mais relevantes de seu discurso:

“Todas as mulheres precisam se ver na obra do sacerdócio. (…) Às vezes só precisamos ter uma maior visão do que é possível. (…) Nossos jovens estão sendo expostos a perguntas difíceis diariamente e muitos de nós têm entes queridos que estão lutando para encontrar respostas. A boa notícia é que existem respostas para as perguntas que estão sendo feitas. Ouçam as recentes mensagens de nossos líderes. Estamos sendo convidados a estudar e entender o plano de de felicidade de nosso Pai Celestial. Somos lembrados dos princípios da Proclamação da Família. Somos incentivados a ensinar e usar esses recursos como parâmetros para manter-nos no caminho estreito e apertado. (…) Eu me preocupo que vivemos em tal atmosfera de evitar ofensa que, por vezes, evitamos ensinar princípios corretos. Não ensinamos as nossas jovens que prepara-se para ser uma mãe é de extrema importância porque não queremos ofender aqueles que não são casados, aqueles que não podem ter filhos ou de sermos vistos como restringindo escolhas futuras. Por outro lado, podemos também deixar de enfatizar a importância da educação, porque não queremos dar a ideia de que seja mais importante do que o casamento. Evitamos declarar que nosso Pai Celestial define o casamento como sendo entre um homem e uma mulher, porque não queremos ofender aqueles que sentem atração pelo mesmo sexo. E podemos achar que seja desconfortável discutir questões de gênero ou sexualidade saudável.”

De acordo com Oscarson, membros da Igreja não ensinam seus filhos o suficiente que o papel principal da mulher é casar-se e ter filhos, e não educar-se ou ter uma carreira profissional ou ambições seculares. Além disso, membros da Igreja não ensinam seus filhos o suficiente a importância de discriminar contra pessoas LGBT e condenar ou repudiar suas vidas íntimas e familiares. E, finalmente, membros da Igreja não estão vacinando seus filhos contra aqueles que defendem que mulheres deveriam ser ordenadas ao sacerdócio.

O que vocês acham? Está realmente faltando esses ensinamentos nos lares SUD?


ATUALIZAÇÃO [28/09/2016]: Vídeo do discurso dublado em português.

16 comentários sobre “Conferência Geral Abre Expondo Medos da Liderança

  1. Com certeza, não existe modinha mais burra do que o Feminismo atual e essa tal de ideologia de gênero! Que Deus tenha misericórdia de nossas almas!!!

    • Exatamente, José Leonardo.

      Nada mais “burro” do que a “modinha” de esperar direitos iguais para mulheres.

      Nada mais “inteligente” do que exigir que elas tenham menos direitos que os homens.

      • As mulheres tem muito mais direitos do que os homens. Elas os têm porque a lei tem que protege-las por serem mais fraca fisicamente.

        Nunca haverá igualdade com o que é diferente.

  2. Eu penso que esse discurso seja uma forma amena de reforçar o que , na realidade, já é feito. Talvez para que pareça mais inspirado…

  3. essa publicação simplesmente distorceu todo o sentido do discurso feito pela irmã Oscarson…como membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santo dos Últimos Dias não somente respeitamos e devemos ensinar nossos filhos a respeitar e amar nossos irmãos que decidem não ter filhos, que decidem não se casar, que optam por uma vida homossexual….
    O que a irmã Oscarson disse, bem claramente em seu discurso é que devemos ensinar as verdades, doutrinas e mandamentos eternos de Deus de forma clara e direta, sem medo.
    Assim como o Salvador Jesus Cristo fez, em nenhum momento o Salvador pregou o ódio, ou o racismo, Ele ensinou por seu exemplo a amar a todos, enquanto todos queriam atirar pedras na mulher adultera, Ele a amou, e a ensinou que deveria se arrepender de seus pecados.
    Os mandamentos de Deus não mudaram!!! Ele e seu Evangelho é o mesmo ontem hoje e para sempre. Devemos defender essas verdades, mas nunca discriminar ou odiar quem quer que seja que escolha agir de forma contrária ao que Ele ensinou.

    • Infelizmente, Bianca, o que você está fazendo é justamente distorcer o discurso dela.

      Ela está justamente condenando a postura que se deva “respeitar” os “irmãos que decidem não ter filhos, que decidem não se casar, que optam por uma vida homossexual”, etc. O foco do discurso dela é que deve ser o dever dos Santos dos Últimos Dias pregar que Deus ordena a todos que se casem, ordena a todas mulheres que tenham filhos e deixem carreiras e estudos para segundo plano, ordena que homossexuais nunca se casem ou constituam famílias, etc.

      Você pode acreditar que devemos “respeitar” tais “irmãos”, mas não é o que ela disse em seu discurso. Sugerimos que antes de opinar sobre o discurso (e não emitir a sua opinião pessoal sobre o tema em si, mas sobre o discurso), que você o leia ou o ouça. Disponibilizamos uma tradução do texto e o áudio do discurso justamente para que você pudesse opinar sobre ele sem distorcê-lo com a sua opinião pessoal.

      O “Salvador” nunca “pregou… o racismo”? Pode ser, mas isso não significa que a Igreja SUD nunca o tenha pregado. Veja, por exemplo, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, e aqui.

      Os “mandamentos de Deus não mudaram”? Pode ser, mas o mandamentos da Igreja SUD já mudaram. Veja, por exemplo, aqui, aqui, aqui, aqui, e aqui.

      Assim como a sua distorção do discurso, você distorce os fatos históricos para adequá-los à sua opinião pessoal. Novamente, sugerimos que leia antes de emitir uma opinião sobre fatos documentados.

    • Querida, Bianca. Não poderei deixar de responder ao seu comentário com algumas perguntas. Escreveste que “Os mandamentos de Deus não mudaram!!! Ele e seu Evangelho é o mesmo ontem hoje e para sempre.” Então te pergunto: O que aconteceu com o sacramento? O que aconteceu com o sacerdócio? O que aconteceu com o sábado? O que aconteceu com James Strang?

  4. Nossa, tenho tanta coisa a temer.
    Como mãe creio que meus temores são: Drogas, violência, o ódio entre nações e religiões, a pobreza,entre outros. Vejo esse discurso, discriminatório dizendo que mulher só serve para parir, e que homossexualismo é o pior pecado do mundo.
    Me desculpe, mas a igreja parou no tempo e decidiu usar todo os recursos contra discriminação das minorias.

  5. Alguém assitiu ou leu o discurso? Aversão aqui apresentada foi modificada e acredito que também foi contaminada por opiniões pessoais.Eu sou o primeiro apontar os erros e absurdos na igreja, mas desta vez tenho que dar o braço a torcer, “vozes mórmons” foi usado como valvula de escape de alguma frustração pessoal do autor do texto.

    PS: ESTOU ESPERANDO O TEXTÃO…COM AR VINGATIVO E PALAVRAS DE ÓDIO, QUE SÓ O PURO AMOR DE CRISTO PODE OFERECER!!!!

  6. Interessante o ponto da Bianca quando ela diz “devemos ensinar filhos a amar e respeitar outros”. Então como membro da Igreja SUD o ato de amor e respeito é algo que deve ensinar? No meu pensamento o amor e respeito não precisa ser ensinado pois já nasce com ela pois faz parte do caráter do individuo. Se um membro deve ser ensinado a respeito de amar e respeitar, então chego a conclusão que membros não sabem ainda o significado da palavra amor e respeito.

  7. Apesar de ocupar uma posição de liderança de destaque na Igreja e de ouvir várias críticas a este site, costumo lê-lo porque, a despeito das opiniões pessoais que são postadas, aqui encontro futuros questionamentos e dúvidas/problemas dos membros (principalmente os jovens) de minha Unidade.

    Sobre este tema, sem adentrar nas questões doutrinárias da Igreja, sabemos, pela Teoria das Comunicação, que Hall define os nívels de comunicação em ALTO CONTEXTO e BAIXO CONTEXTO. Segundo ele, povos como os saxônicos possuem comunicação de BAIXO CONTEXTO, ou seja, o foco está nas palavras. Já outros povos, como os árabes e nós, latinos, possuímos comunicação de ALTO CONTEXTO. Assim, para nós a comunicação não se resume somente às palavras utilizadas, mas sim a outros fatores (entonação, postura, jeito de falar, nível social, ambiente, signifcados periféricos…).
    Nós temos o hábito (e vi muito isso na missão) de não querer ofender as pessoas. Pela leitura que fiz, a discursante buscou justamente alertar para sermos mais “DIRETOS”, mesmo que isso possa soar ofensivo.

    Pela minha leitura, a idéia que tive foi a de que deve-se ensinar a importância da maternidade e da estrutura familiar, mesmo que ela seja cada vez menos difundida. Em relação ao aspecto educação, entendi que a discursante alerta justamente para o PERIGO DE A EDUCAÇÃO NÃO SER ENSINADA E FORTALECIDA PARA AS MOÇAS, sob a alegação de que isso “desviaria o foco da moça da maternidade para a formação acadêmica”.

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