Poligamia: próxima fronteira da igualdade?

Vicki, Nathan e Christine Collier

Vicki, Nathan e Christine Collier

Um dos votos contrários à legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo na Suprema Corte dos EUA, o juiz John Roberts afirmou que os mesmos argumentos em favor de tais uniões poderiam ser usados para legalizar a poligamia. De acordo com ele,

Se um casal de pessoas do mesmo sexo tem o direito constitucional de casar porque seus filhos de outra forma “sofreriam o estigma de saberem que suas família são de alguma forma inferiores”, por que o mesmo raciocínio não se aplicaria a uma família de três ou mais pessoas criando filhos?

Afirmações similares sobre a suposta caixa de Pandora que o casamento gay abrirá podem ser encontradas sem dificuldade na internet. O debate que nos parece relevante aos estudiosos do mormonismo, porém, é se há de fato a possibilidade de a poligamia vir a ser descriminalizada ou legalizada.

Nesta semana, motivados pela nova legislação sobre igualdade de casamento, uma família mórmon fundamentalista no estado de Montana solicitou uma certidão de casamento civil para o marido e a segunda esposa. Continuar lendo

Suprema Corte aprova casamento gay nos EUA

Image: Jewel Samad/AFP

Image: Jewel Samad/AFP

O casamento entre pessoas do mesmo sexo será legalizado em todos os 50 estados norte-americanos. Nesta sexta-feira (26/06), a Suprema Corte dos EUA, por cinco votos a quatro, reconheceu a legalidade do matrimônio entre pessoas do mesmo sexo. Com isso, todos os estados passarão a emitir certidões de casamento civil para casais homossexuais, bem como reconhecer uniões celebradas em outros estados do país.

Até a decisão de hoje, o casamento gay já estava legalizado em 37 estados. Em Utah, a legalização teve início em outubro de 2014, quando a Suprema Corte havia rejeitado apelações que buscavam proibir as uniões entre pessoas do mesmo sexo. Ainda no ano anterior, a Suprema Corte havia anulado o plebiscito de 2008 na Califórnia, onde a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos havia realizado uma campanha acirrada contra o casamento gay. Continuar lendo

Suprema Corte dos EUA abre portas para casamento gay em Utah

Casal aguarda certidão de casamento em Salt Lake, em 06 de outubro. Foto: Michelle Tessier/ Deseret News.

Casal aguarda certidão de casamento em Salt Lake, em 06 de outubro. Foto: Michelle Tessier/ Deseret News.

Ontem, a Suprema Corte dos Estados Unidos se recusou a debater o casamento entre pessoas do mesmo sexo, em uma decisão que o tornará legal em Utah e em mais outros quatro estados norte-americanos onde o casamento gay havia sido banido – Virgínia, Oklahoma, Wisconsin e Indiana.

Utah e os outros quatro se somam aos 19 estados, além da capital, onde hoje o casamento homossexual já é permitido legalmente. Mais seis estados ainda têm casos similares, o que deve elevar o número para 30 dos 50 estados que compõem o país.

Há dez anos, eleitores de Utah haviam votado uma emenda que não reconhecia quaisquer casamentos ou uniões que não fossem entre um homem e uma mulher. Continuar lendo

Mãe e solteira

Imagem: Wikimedia.

Imagem: Wikimedia.

Quais os problemas enfrentados por mães divorciadas ou solteiras dentro da Igreja sud? Há preconceito contra essas mulheres? O que pode ser feito para que sejam melhor recebidas e tenham plena cidadania na Igreja?

Numa instituição que valoriza a família tradicional e que percebe o casamento e a paternidade e maternidade como passos para a deificação, sabemos que podem surgir certos “efeitos colaterais”: Continuar lendo

Poligamia e a Proposição 8

Joseph F. Smith com esposas e filhos

Somos aquilo que recordamos e também o que resolvemos esquecer.

Iván Izquierdo

Na última terça-feira, o veto ao casamento entre pessoas de mesmo sexo foi derrubado na Califórnia. O veto conhecido como “proposição 8” havia sido aprovado em um referendo de 2008, quando os californianos reverteram, por 52% dos votos, a decisão da Suprema Corte estadual que autorizava tais casamentos. Nesta semana, porém, o veto foi considerado inconstitucional por um tribunal de apelação, visto que a Proposição 8, de acordo com os juízes, contradizia a emenda 14 da constituição dos EUA, que garante a proteção igualitária a todos os seus cidadãos. O relatório do tribunal afirmou que

A Proposição 8 não serve a outro propósito e não tem efeito a não ser diminuir o status e a dignidade humana de gays e lésbicas na Califórnia e reclassificar oficialmente suas relações e famílias como inferiores àquelas de casais de sexos opostos. A Constituição simplesmente não permite “leis desse tipo”. Continuar lendo