Pessoas Religiosas São Mais Morais?

Por que as pessoas desconfiam de ateus?

Um estudo recente que conduzimos, liderado pelo psicólogo Will Gervais, encontrou preconceito moral extremo e difundido contra ateus ao redor do mundo. Em todos os continentes, pessoas creem que aqueles que cometeram atos imorais, inclusive atos extremos como assassinato em série, eram muito provavelmente ateus.

Embora essa tenha sido a primeira demonstração de tal preconceito em escala global, sua existência é pouco surpreendente.

Dados de pesquisa mostram que norte-americanos confiam menos em ateus do que em qualquer outro grupo social. Para a maioria dos políticos, ir à igreja é muitas vezes a melhor maneira de angariar votos, e revelar-se como não crente pode vir ser um suicídio político. Afinal, não há ateus declarados no Congresso dos EUA. A única congressista de que se sabe sem filiação religiosa descreve-se como “sem religião”, mas nega ser ateia.

Portanto, de onde vem esse preconceito extremo? E qual é a evidência real da relação entre religião e moralidade? Continuar lendo

Ensino religioso na escola pública

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Poligamia e a Proposição 8

Joseph F. Smith com esposas e filhos

Somos aquilo que recordamos e também o que resolvemos esquecer.

Iván Izquierdo

Na última terça-feira, o veto ao casamento entre pessoas de mesmo sexo foi derrubado na Califórnia. O veto conhecido como “proposição 8” havia sido aprovado em um referendo de 2008, quando os californianos reverteram, por 52% dos votos, a decisão da Suprema Corte estadual que autorizava tais casamentos. Nesta semana, porém, o veto foi considerado inconstitucional por um tribunal de apelação, visto que a Proposição 8, de acordo com os juízes, contradizia a emenda 14 da constituição dos EUA, que garante a proteção igualitária a todos os seus cidadãos. O relatório do tribunal afirmou que

A Proposição 8 não serve a outro propósito e não tem efeito a não ser diminuir o status e a dignidade humana de gays e lésbicas na Califórnia e reclassificar oficialmente suas relações e famílias como inferiores àquelas de casais de sexos opostos. A Constituição simplesmente não permite “leis desse tipo”. Continuar lendo