Ensino religioso na escola pública

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10 comentários sobre “Ensino religioso na escola pública

  1. Sendo o Estado Laico, e a eduação religiosa ensinada em escolas públicas deveria abranger todas as religiões. No entanto devemos entender que ao Estado não compete o ensino de uma disciplina não inclusiva ou excludente. Imagine seu filho aprendendo a ORAR as segundas-feiras na matéria cristianismo, e as sextas-feiras aprendendo rituais sacrificiais afrodescendentes, ou ainda os pais sendo obrigados a permitir uma aula de campo sob pena do aluno perder a disciplina e não ser admitido para o próximo ano. Isso sem pensar em quão confuso seria para mente do aluno ter que aprender o certo de uma religião e o errado de outra e depois ver o errado daquela religião era certo da outra e assim por diante. Eu como cidadão, sem filhos ex SUD e hoje ateu, acredito que delegar o ensino religioso nas escolas públicas (e até mesmo particulares) é conflitante pois a maioria das religiões andam em oposição à ciência. O ensino ou não de uma religião deve ser obrigação dos seus pais, não do país.

    • Não vejo problema de uma Escola Adventista pregar sua doutrina a seus alunos, do mesmo modo, uma escola católica, os pais escolherão onde colocar os seus filhos.
      Já no ensino público entendo que não deve haver o ensino religioso, haja vista a pluralidade de alunos dos mais diferentes credos. Que deixem o ensino religioso a cargo da família.

      • Diz a lei do mercado que o estado não deveria suprir as necessidades que são supridas pela iniciativa privada. Pensando em termos de religião, por que o estado deveria se ocupar do que é feito pelas igrejas e, como você aponta, poderia/deveria ser feito pelas famílias?

        Além disso, como fica a liberdade daqueles que são ateus, agnósticos ou são membros de religiões minoritárias frente a um ensino que tende a ser denominacional e abre portas ao proselitismo?

    • A religião poderia ser estudada como um fenômeno cultural dentro das disciplinas de história ou filosofia. E mesmo assim, é desnecessário dizer o quão delicada é essa abordagem e como pode dar vazão aos mais diversos problemas quando não há a preparação ou maturidade suficientes tanto de educadores quanto educandos.

      Ainda hoje o ensino religioso na maioria dos estados brasileiros tende e a estar atrelado a denominações específicas. No RJ, por ex, o professor de religião deve apresentar um documento emitido por sua organização religiosa, comprovando a sua filiação. E se mudar de denominação, perde a vaga de professor!

      Que interesse tem o estado em tomar uma responsabilidade que não lhe compete? Que benefícios isso traz à sociedade? Como essa realidade se traduz no cotidiano das escolas?

  2. Sou a favor do ensino religioso nas escolas, desde que realizado sem apologia a uma determinada religião. Um ensino religioso sobre as religiões, suas diversidades, suas doutrinas, filosofias, práticas e boas intenções. A fim de que gere um respeito pela diversidade religiosa e mostrar que o mais importante em ser ou não religioso, é praticar a humanidade para com seus semelhantes.

  3. Nada mau se as escolas públicas tivessem Ensino Religioso como disciplina, a fim de transmitir bons valores às crianças e adolescentes, mostrar essa diversidade religiosa, entre outros objetivos. Concordo totalmente com Fabiano Teixeira. Se não estou enganada algumas escolas públicas têm Ensino Religioso.

  4. Sim, partindo de uma perspectiva filosófica e entendendo como um fenômeno presente nas culturas e sua implicação com as artes, política etc… acho super positivo. Ensino religioso laico, apresenta o fenômeno e com o máximo possível de neutralidade.Para isso os professores devem ter uma sólida base filosófica e em ciências da religião..

  5. O ensino religioso na escola deveria ser entendido como oportunidade de diálogos entre as diversas religiões. Um espaços aberto para acabar com as dúvidas, mitos e tabus. O ensino não enquanto disciplina, mas como seminários e eventos. As diferentes religiões possuem muitas coisas em comum, coisas boas, que devem ser reafirmadas para que possamos acabar com todo esse ódio e violência entre os fiéis motivado pela falta de informação e o preconceito.

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