Durante os últimos anos, tenho notado que com menos frequência se usa “plano de salvação” na Conferência Geral, e mais frequentemente ouvimos “plano de felicidade.”
Alguém sabe por quê?
O Pres. Boyd K. Packer disse (em um discurso do SEI em 1993), que esses termos significam a mesma coisa. Ele também enumera outros 12 termos que também têm o mesmo significado.
Não há nada de incomum ver muitos termos para o mesmo conceito. Basta olhar para algumas das compilações de termos que se referem a Cristo (Redentor, Salvador, Messias, etc.). O que é interessante é a preferência crescente por este termo, além de “plano de salvação.”
Eu procurei no Corpus of LDS General Conference Talks (Corpus de Discursos da Conferência Geral SUD – discursos em inglês), e encontrei apenas 3 usos de “plano de felicidade” antes de 1980—geralmente citações de Alma 42, o único lugar em que se encontra o termo nas escrituras. Em contrapartida, desde 2000, ocorre mais frequentemente que “plano de salvação.” Aqui são os dados:
[“Plan of Happiness” = “plano de felicidade”; “Plan of Salvation” = “plano de salvação”]
Suponho que “plano de felicidade” soa um pouco mais feliz do que “plano de salvação.” Mas, para mim, ainda soa um pouco estranho cada vez que eu o escuto, em contraste com “plano de salvação”, que eu estou acostumado a ouvir desde a minha mocidade.
Pode ser que o uso de “plano de felicidade” é apenas uma preferência de algumas autoridades gerais ao invés de uma decisão de mudar de terminologia. Mas também pode ser que as autoridades gerais tem razão para preferir essa nova terminologia. Quando escrevi em inglês sobre esse assunto há alguns anos, os comentários surgiram algumas motivações possíveis:
- O termo “salvação” pode dar confusão. Nos países protestantes, é ligado à doutrina do pecado original (em que não acreditamos) e salvação pela graça. E nos países não-cristãos, é um conceito pouco conhecido.
- Usar “plano de felicidade” acentua a ideia que o plano tem o propósito de levar felicidade verdadeira e duradoura. Essa felicidade é, na doutrina atual da Igreja, o propósito da vida.
Eu sei que isto não é nada importantíssimo, mas tenho um interesse no uso da linguagem, e eu estou muito curioso sobre mudanças como esta.
Então, o que vocês acham? Há mais algo por trás dessa mudança? É melhor ou uma mania do momento? Perdemos algo por essa mudança?

À primeira vista, não consigo ver muito claramente a motivação por trás da preferência por “plano de felicidade”, além de soar melhor em termos gerais, como explicado nos dois pontos do artigo acima. Posso imaginar também que um debate sobre “salvação” e “exaltação” possa estar motivando a mudança.
De qualquer forma, a linguagem que usamos reflete nosso pensamento e na Igreja sud há uma boa dose de preocupação com o uso “correto” de termos específicos, ainda que nem sempre resulte em algo consensual e livre de conflito (como, por ex., o uso de “mórmon”).
Eu estava me perguntando: Qual o conceito de felicidade? Encontrei no Livro de Mórmon que o estado de felicidade é proveniente de se viver dignamente, que esse é o propósito da vida mortal, e essa plenitude só pode ser conseguida por meio de Jesus, em ser obediente. Guardando os mandamentos, estaremos sempre em equilíbrio, físico, emocional e espiritual. E a consequência de tudo isso é a paz, a serenidade. Defino que seguindo os mandamentos seremos felizes e seremos salvos por ser obedientes às leis de Deus e do universo.